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Semanário | Sexta-Feira | 11 de Novembro de 2016 | Ano IX | N.º 323

Director: Fernando Borges

maltês
por
vocação
Pág. 2

reportagem

entrevista

sociedade

sociedade

Encontro Autarcas

Bruno Rochard

Semana do Mar em Sesimbra

Augi FF 71

O presidente da Câmara Municipal do
Seixal, Joaquim Santos, e o Presidente
da Assembleia Municipal do Seixal, Alfredo Monteiro, convidaram todos os
Autarcas do Concelho para celebrar os
40 anos de eleições autárquicas.
Pág. 3

DJ do nosso concelho. Reconhecido Internacionalmente, fama, essa, que o leva
todos os anos ao Catar. Faz da música,
uma das suas formas de vida.

Um concelho cuja história esteve sempre
ligada ao mar e ao turismo, volta a associar-se às comemorações do Dia Nacional
do Mar, 16 de novembro.

Pág. 4

Pág. 9

De acordo com António Cardoso,
atual presidente da AUGI FF71, o
rompimento de acordo de palavra
trouxe anos de graves prejuízos para os
moradores do Pinhal do General, Seixal
e Sesimbra.
Pág. 12

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ENTREVISTA

CSS | 11 de Novembro de 2016

2

FERNANDO FITAS,
UM MALTÊS POR VOCAÇÃO E OPÇÃO

Celino Cunha Vieira

editorial

Assim que foram conhecidos os
resultados das eleições presidenciais
nos EUA, fui contactado por alguns
Amigos para saberem a minha opinião
sobre o futuro das relações com Cuba,
já que Donald Trump referiu durante
a campanha que iria reverter todos
os acordos já estabelecidos. Pareceme, salvo melhor opinião, que o
presidente indigitado dos EUA não é
tolo e sabe perfeitamente que de nada
serve manter um bloqueio económico,
financeiro e comercial a Cuba, já que o
mesmo não surtiu os efeitos desejados
ao longo dos últimos 56 anos, tal
como reconheceu Barack Obama.
Esperemos que um Trump candidato
dê lugar a um Trump presidente,
responsável, moderado, pacifista e
acima de tudo humano, combatendo
asdesigualdades que existem no seu
país.
Quero acreditar que toda aquela
arrogância tenha sido apenas
estratégica e que o futuro presidente
dos EUA venha a merecer o respeito
de todo o mundo.
Nesta edição destacamos a
entrevista
que
nos
concedeu
Fernando Fitas, novo colaborador
do “Comércio”, assim como a coluna
de Paulo Silva que hoje também se
junta à equipa para, como Advogado,
esclarecer questões jurídicas que os
leitores lhe queiram colocar, bastando
para isso que nos enviem as dúvidas
que tenham.
Estivemos no Encontro alusivo
aos 40 anos de Eleições Autárquicas
em Democracia, integrado nas
comemorações dos 180 anos do
Concelho do Seixal e também na sessão
informativa sobre o lançamento das
obras de infra-estruturas do Pinhal do
General que há muito eram esperadas.
Também entrevistámos Bruno
Rochard que nasceu em Paris mas
há muito veio para Portugal, vivendo
há 11 anos no nosso Concelho e que
para além de empresário de sucesso, é
também um DJ (Disc Jockey) de fama
internacional, especialmente em países
Árabes para onde tem sido contratado
e onde o seu trabalho é reconhecido e
apreciado.
E como hoje é Dia de São Martinho,
temos um pequeno apontamento sobre
a sua vida e a lenda que nada tem a ver
com castanhas ou água-pé mas que nos
chegou até aos nossos dias. E para falar
de castanhas, mais propriamente do
castanheiro, Miguel Boieiro descrevenos as propriedades dos excelentes e
nutritivos frutos que esta árvore produz.

Natural de Campo Maior, Fernando Fitas iniciou a
sua carreira profissional como jornalista no extinto
“O Século”, passando mais tarde a colaborar com os
jornais “24 horas” e “Tal & Qual”, vindo a fundar e
a dirigir durante sete anos o quinzenário “Outra Banda” que era publicado no Seixal. Colaborou com outras
publicações nacionais e durante alguns anos, foi responsável por diversos programas culturais difundidos pelas
rádios locais. Como poeta tem várias obras publicadas e é detentor de alguns prémios literários, entre eles,
o Prémio Agostinho Neto da União de Sindicatos do Porto - CGTP (1999), o Prémio de Poesia Cidade de Moura
(1999/2000), Prémio Literário Raul de Carvalho (2002) e Prémio de Poesia e Ficção de Almada (2004 e 2014).
Nasceste no Alentejo em 1957 e apenas
com 5 anos viste para Lisboa, mas nunca
perdeste as raízes que te ligam à terra.
Porquê?
Ser alentejano, para mim, não tem tanto a
ver com o local ode se nasce, mas mais com
um estado de alma. Há quem não tenha lá
nascido e se sinta tão alentejano quanto os
que lá nasceram. Por isso, não obstante ter
vindo para a área de Lisboa muito novo ia
lá regularmente, até porque lá tinha ficado a
maioria dos meus familiares.
Tal não quer dizer que em certos períodos
não me tenha sentido mais daqui do que de
lá, devido à descriminação de que fui alvo
por parte de quem dirigia os destinos do
município onde nasci, quadro que felizmente
se alterou significativamente nos últimos
anos.
Consideras então que independentemente
do local onde se nasceu ou viveu, o que conta
é o sangue herdado dos nossos antepassados?
Decerto modo sim. Porque entendo que
independentemente da localidade onde
nascemos, o mais relevante são os valores e
os princípios que aprendemos nos bancos de
casa com os nossos antecessores. São eles que
nos ensinam desde o berço, a importância
da honestidade, da verticalidade, da
solidariedade, da amizade…
Talvez seja por isso que não tomo parte
em “capelinhas”, assumam elas o cariz que
assumirem e prossiga imperturbavelmente (às
vezes com elevados custos!) o meu percurso e
me assumo um maltês por vocação e opção.
Fernando Fitas é um nome que nos leva
à escrita em prosa e à poesia; à declamação,
ao jornalismo ou à investigação. Em qual
destas actividades mais te revês ou te dá
mais prazer?
São formas diferentes de expressão e, por
isso, cada uma tem um lugar próprio no meu
universo de escrita. O jornalismo é a minha
actividade profissional e o discurso poético,
o modo de que utilizo para descansar quando
me sinto cansado da prosa jornalística. Logo,
de um tiro o sustento, do outro a satisfação.

Seja como for, já ganhaste vários prémios
literários.
Sim, é verdade. Mas ao contrário de
outros autores, eu produzo pouco. Houve um
período em que a actividade jornalística me
absorvia de tal maneira que estive dez anos
sem escrever um poema. Para se escrever
poesia, tem de se ter disponibilidade temporal
e uma grande disponibilidade mental. O que
não era o caso.
Recentemente fizeram-te uma
homenagem numa acção cultural de
Sesimbra onde foi abordada a tua
obra literária. Como correu?
Tratou-se de uma iniciativa da Associação
Cultural e Estudos Sociais Raio de Luz. Não
foi uma homenagem, mas uma abordagem
da minha bibliografia feita por Joaquim
Saial, professor e ex-director da Revista
Cultural Calipole.
Foi interessante
e surpreendente,
posto ter sido
a primeira vez
que ouvi
alguém
debruçarse sobre o
conjunto de
livros de que
sou autor.

Publicaste já vários livros e
certamente o melhor será o próximo.
Mas daqueles que já foram
editados, qual o que mais destacas
e porquê?
É difícil responder, porque todos
eles corresponderam a um período
da minha vida e por consequência a
um processo criativo que resultou de
um conjunto de vivências e memórias
que dele guardei. Em todo o caso,
direi que guardo com muita ternura o
segundo livro, “Amor Maltês”, editado
em 1986, assim como, “A casa dos

Administração, Redacção
e Publicidade

Director: Fernando Borges - CP1608
Registo do título: 125282
Depósito Legal: N.º 267646/07
Contribuinte N.º 194 065 499
Propriedade e Editor: Ângela Rosa

Afectos” e “O Ressoar das Águas” pelo papel
que tiveram na depuração da linguagem que
creio ter alcançado em “Alforge de Heranças”,
a mais recente obra editada.

Rua Seixal Futebol Clube, n.º 1, 1.º Dt
2840 - 523 Seixal
Telm. 969 856 802
Telf. 210 991 683
comerciodoseixal@gmail.com
http://jornalcomerciodoseixalesesimbra.wordpress.com
Facebook: Comércio do Seixal e Sesimbra

Director Adjunto: Celino Cunha Vieira TE1218
Directora Comercial: Ângela Rosa
Paginação: Sofia Rosa
Desporto: Luis Pontes CO1039
Repórter: Fernando Soares Reis CP6261
Colaboradores: Adriana Marçal, Agostinho António Cunha,
Alvaro Giesta, ANIVET - Consultório Veterinário, Dário Codinha,
Fernando Fitas CP2760, Hugo Manuelito, José Henriques, José
Lourenço, João Araújo, Jorge Neves, José Mantas, José Sarmento,

Brevemente será lançado o 2.º volume
de Histórias Associativas, editado pela
Câmara Municipal do Seixal com base na
recolha e investigação que efectuaste nas
colectividades mais antigas do Concelho.
Quando será isso?
A apresentação do segundo volume desse
projecto realizado durante sete anos, está
marcada para dia 26 de Novembro, pelas
15h00, na Timbre Seixalense e no decurso
da qual, segundo informação da autarquia,
contará com a participação de agrupamentos
musicais de algumas das colectividades que
integram a aludida obra.
Vais passar a colaborar com o
“Comércio” através da publicação dos teus
textos sobre as Colectividades do Concelho
do Seixal. Que importância julgas que isso
terá para os leitores?
Tem a importância, presumo, que têm
todas as coisas que falam da nossa história,
posto que um povo sem história é um povo
sem memória.
Neste caso, sem embrago de estarmos
perante excertos do 1º volume do aludido
projecto efectuado para o município e editado
em 2001, possibilitará a quem não tenha tido
oportunidade de ler o referido trabalho
possa adquirir um melhor conhecimento
do que foi a vida das colectividades e das
pessoas ao longo de mais de um século,
das suas histórias pessoais, vivências e
vicissitudes.
Queres deixar umas palavras para
quem passará a ler o que escreveste?
Faço votos de que a leitura
desses retalhos da vida da
comunidade
associativa
seixalense, possibilite nuns
casos, recordar episódios
e reavivar momentos
de grande alegria e
ternura e, noutros,
sobretudo os mais
novos, enriquecer os
seus conhecimentos
sobre a História de
quem, na maior
parte das vezes,
nunca teve voz,
apesar de ser
protagonista da
evolução deste
concelho.

Maria Vitória Afonso, Maria Susana Mexia, Mário Barradas, Miguel
Boieiro, Paulo Nascimento, Paulo Silva, Pinhal Dias, Rúben Lopes,
Rui Hélder Feio, Vitor Sarmento.
Impressão: Funchalense - Empresa Gráfica, S.A.
Tiragem: 15.000 exemplares
O «Comércio» não se responsabiliza nem pode ser responsabilizado pelos
artigos assinados pelos colaboradores. Todo o conteúdo dos mesmos é da
inteira responsabilidade dos respectivos autores.

reportagem

CSS | 11 de Novembro de 2016

3

ENCONTRO DE AUTARCAS NO SEIXAL
Com o objectivo de celebrar os 40 anos de eleições autárquicas em democracia, o presidente da Câmara Municipal do Seixal Joaquim Santos e o
Presidente da Assembleia Municipal do Seixal Alfredo Monteiro, convidaram para um Encontro todos os Autarcas do Concelho que ao longo destas
quatro décadas deram o seu contributo para a consolidação do Poder Local.
O momento cultural foi preenchido
com a actuação de Paulo de Carvalho que
interpretou alguns dos seus temas mais
significativos para o momento que se vivia,
terminando a sua actuação com o “E Depois
do Adeus” cantado à capela e que empolgou a
assistência com vivas ao “25 de Abril”.
Seguiu-se o almoço e já de forma mais
descontraída o convívio de mesa em mesa,
tendo sido oferecido aos convidados um
medalhão alusivo do evento, o livro com
a história do Seixal e onde consta o nome
de todos os eleitos nos últimos 40 anos,
assim como um outro livro com textos e
intervenções de Eufrázio Filipe, intitulado,
“Seixal Somos Todos Nós”, ambos editados
pela Câmara Municipal do Seixal.
Com o átrio dos Serviços Centrais da
Câmara Municipal transformado em salão
de festas, dada a sua polivalência, cerca de
250 autarcas compareceram no passado dia 5
para esta significativa comemoração que pela
primeira vez se realiza no Seixal, juntando
os actuais e os antigos membros dos Órgãos
Autárquicos, independentemente da força
política por onde foram eleitos, podendo
testemunhar-se o reencontro efusivo de
alguns há muito arredados destas funções.
Após uma visita às instalações, o
Encontro iniciou-se com a intervenção de
Eufrázio Filipe, que por nomeação popular
presidiu à Comissão Instaladora da Câmara
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após o 25 de Abril de 1974 e depois eleito
sucessivamente desde 1976 até 1997 como
presidente da CMS, ano em que passou a
presidir à Assembleia Municipal, cumprindo
dois mandatos e cessando a sua actividade
autárquica ao fim de 31 anos de uma
entrega total à causa pública e que ainda
hoje é reconhecida pela população, visível
nas manifestações de carinho que lhe são
dispensadas.
Seguiram-se
as
intervenções
de
representantes dos Partidos Políticos e de
Eduardo Rosa em nome das Juntas de
Freguesia, do presidente da Assembleia
Municipal Alfredo Monteiro e do presidente
da Câmara Joaquim Santos.

Em conversa informal com alguns
participantes, o “Comércio” registou a grande
satisfação pela realização deste Encontro
e todos fizeram votos para que o mesmo se
volte a repetir, dado constituir uma forma
de reconhecimento do Município por quem
dedicou muito do seu tempo para ajudar a
fazer do Seixal aquilo que ele é hoje.

entrevista

CSS | 11 de Novembro de 2016

4

“Não sigam modas, criem
o vosso próprio estilo”

direito

Paulo Silva

ESCREVER DIREITO
Inicio hoje, a minha colaboração com
o Comércio do Seixal e Sesimbra, com
este projecto de escrever regularmente
sobre questões jurídicas, ou seja sobre
aquilo a que tenho dedicado toda a
minha actividade profissional.
O direito é algo complexo que está
presente na nossa vida, sem que muitas
vezes nos apercebamos disso… Todavia,
quando pedimos um café estamos a
celebrar um negócio jurídico, o mesmo
acontecendo quando compramos
um jornal. Mas, quando casamos,
igualmente estamos a celebrar um
negócio jurídico e dos mais complexos!
Quando constituímos família estamos,
do ponto de vista jurídico, a assumir
um conjunto de direitos e obrigações.
O direito está omnipresente na nossa
vida e diariamente praticamos dezenas
de negócios jurídicos.
A nossa vida diária é composta de
uma multiplicidade de actos jurídicos,
que nos trazem uma complexidade
de deveres e obrigações, as quais nem
sempre entendemos o seu significado.
A nossa vida em sociedade é
influenciada pelas normas jurídicas
existentes e senão as conhecermos
podemos ter problemas na nossa vida
em comunidade.
Por isso regularmente, temos dúvidas
sobre questões jurídicas que gostaríamos
de ver dissipadas. Frequentemente, sou
questionado, por amigos e conhecidos
sobre situações concretas da vida
diária que carecem de resposta de um
profissional forense. É que, como dizem
alguns dos meus amigos, “ter um amigo
advogado é sempre útil”
Esta rubrica pretende esclarecer as
vossas dúvidas, num serviço público de
esclarecimento jurídico que o Comércio
do Seixal e Sesimbra pretende prestar
aos seus leitores. A vossa colaboração
será fundamental para o sucesso desta
iniciativa.
Agora poderão enviar as vossas dúvidas
sobre questões jurídicas para este jornal,
através do email comerciodoseixal@gmail.com,
indicando ainda o vosso contacto
telefónico, porquanto pode haver
duvidas da nossa parte que urge dissipar,
antes de darmos resposta.
Semanalmente esperamos responder
às vossas questões, esperamos esclarecer
as vossas dúvidas.
Pontualmente escreveremos, igualmente
sobre questões jurídicas que estão em
discussão na opinião pública, todavia o
objectivo principal é esclarecer juridicamente
os leitores deste jornal.
Como repararam, falei sempre no
plural, porque só sei trabalhar em equipa,
e neste desafio vou estar acompanhado
pelos outros advogados da “Paulo Silva
e Associados – Sociedade de advogados”.
Assim aguardamos as vossas questões.

Bruno Rochard de 34 anos, natural de Paris, a viver há 11 anos no Seixal
é um empresário de sucesso e, DJ do nosso concelho. Reconhecido
Internacionalmente, fama, essa, que o leva todos os anos ao Catar. Faz da
música, uma das suas formas de vida.
Há quanto tempo surgiu o
“Bichinho” pela música?
Penso que todos nós somos
"contaminados" pelo bichinho da
música. Depois dependendo dos nossos
percursos ao longo da vida, vamos ou
não levando esta paixão mais avante...
Posso dizer que este meu interesse
um pouco mais sério, surgiu quando
comecei a frequentar espaços noturnos,
neste caso clubs, nomeadamente em
Lisboa, e também a ter uma melhor
noção do efeito da música nas pessoas,
e isso levou-me a querer um dia, porque
não, expressar-me através da música.
Para além disso, e graças aos meus pais,
tive o privilégio de poder frequentar
uma escola de música durante 4 anos
da minha adolescência.
Tens algum curso? Ou, é mesmo
dom?
Não, não tenho qualquer curso... Tudo
o que aprendi a nível técnico foi-me
incutido pelo meu melhor amigo e
DJ igualmente o Flip de Riviera, que
me deu aquele "empurrão" para este
mundo. Dom, não lhe daria esse termo,
ou não iria tão longe... Penso que o teu
gosto e seleção musical podem fazer
com que tenhas queda para a coisa,
além de tudo, as pessoas que te ouvem
ou seguem devem conhecer de avanço
o teu trabalho, o teu género, estilo e o
resto vem por arrasto.
Um concelho para novos aspirantes
a Dj?
Não sigam modas, criem o vosso
próprio estilo, independentemente de
ser compreendido ou não, mais cedo
ou mais tarde serão recompensados.
Mantenham-se fiéis à vossa linha e à
vossa identidade.
Há quanto tempo és Dj?
O meu primeiro gig (apresentação de
um artista ou banda de música), se assim se
pode chamar, foi em 2007, portanto à
praticamente 10 anos, a convite dos Let’s
Celebrate (Empresa de Organização
de Eventos), os quais seriam uma das
minhas rampas para outros palcos.
Como divides o teu tempo entre
o trabalho (Dj / Empresário) e a
Família?
Quando fazes aquilo de que gostas,
é sempre motivador. Posso dizer que
tenho essa felicidade graças a Deus.
De qualquer das formas, há momentos
sempre mais complicados em que o
tempo aperta, ou mesma as saudades
se tornam incontroláveis. A minha
atividade artística é mais praticada no
médio oriente o que faz com esteja
longe da família e por vezes é difícil
gerir esse tipo de situação, mas lá está,
quando fazes o que gostas, isso ajuda!
Na faceta empresária, tenho a vantagem
de trabalhar com pessoas de confiança
o que me facilita bastante a vida, mas
é evidente que é uma atividade que
requer a tua atenção diária. Mas com
a ajuda da família, as coisas ficam mais
facilitadas!

Sei que vais todos os anos para fora,
onde mesmo? E, como surgiu esse
convite?
Sim é verdade, para o Catar, mais
precisamente Doha, Capital do Catar.
Quando me encontro por lá, por vezes
também surgem gigs (apresentação de
um artista ou banda de música) no Dubai,
mas Doha é a base! O Convite surgiu
através de um amigo meu, que na
altura em 2012, era Assistant Manager
do spot (local) onde toco presentemente,
o Wahm. O Dj residente tinha ido de
férias, e então como o meu amigo Doni
era um ouvinte dos meus sets (conjunto
de canções), achou que a minha onda se
enquadrava no conceito do espaço e aí
surgiu o convite para duas semanas,
que depois se transformariam em…. 5
anos.
Qual o critério que utilizas na hora
de selecionar as músicas?
Como é evidente, tudo depende do
crowd (público) que tens á tua frente, da
cidade onde estás a tocar, do país, da
faixa etária, etc… Depois, tens espaços
onde consideras que é a tua casa, e
aí o critério também se altera, mas a
cada momento em escolho uma faixa,
tento sempre surpreender o público e
com isso não ser previsível, mas sim
“fresco”.
Qual o segredo para o teu sucesso?
Não lhe chamaria sucesso. Tudo tem
apenas sido consequência das escolhas
que tomei, das decisões tomadas nas
alturas mais importantes da minha
vida, e claro do apoio de Deus, da
família, e dos meus amigos.

O que pretendes fazer daqui a 5 anos?
Ui… essa pergunta aparece sempre!
Neste momento, tudo o que tenho
vindo a fazer ou construir, tem um
intuito, tem um objetivo, quem me
conhece bem sabe do que estou a falar,
mas preferia guardar este meu projeto,
e revelá-lo lá mais para a frente. Mas
num balanço geral, espero ter a minha
família e amigos do meu lado, com
saúde!
O teu novo projeto o Bar Copofonia
está super irreverente. De onde veio
a ideia para a decoração e, qual o
conceito criado no mesmo?
A menina dos meus olhos, Copofonia!
É uma “caldeirada” das minhas viagens
ao longo destes últimos anos. É um
resumo de tudo o que vi por aí fora,
que depois decidi aplicar num espaço
só. A bem dizer, não tem bem um
conceito definido, no fundo apenas
quis gerar um misto de ambientes num
local “quente”, acolhedor e com isso
criar as suas próprias bebidas, algumas
vindas de fora, as quais tive o prazer
de provar em viagens que fiz. É, e
será sempre um espaço em constante
mudança, e para este ano, está já a ser
preparado um inverno mais quente de
forma a podermos apreciar a nossa bela
e histórica praça Luís de Camões, no
Seixal.
Proponho-te um desafio para
a despedida, um refrão para
terminarmos esta entrevista?
Não és aquilo que tens, mas aquilo que
dás. Obrigado pela oportunidade, foi
um prazer!

ENTREVISTA

CSS | 11 de Novembro de 2016

5

"GOVERNO NÃO TEM INVESTIDO NO SEIXAL"

Esta semana estivemos à conversa com a vereadora Manuela Calado, responsável pelo Pelouro dos Recursos Humanos e Desenvolvimento Social.
Procurámos saber quais as necessidades que mais se fazem sentir no concelho em termos sociais e quais os equipamentos que o Seixal necessita
ver construídos com mais urgência.
também no Concelho do Seixal.
A esta situação acresce o quase
inexistente investimento público no
nosso município, nomeadamente por
parte do Ministério da Segurança
Social, que persiste em não avançar com
projetos essenciais para a população,
como são exemplo, a habitação social
para os núcleos de Vale de Chícharos e
Santa Marta, os lares de idosos, creches
e apoios a projetos e instituições para
prosseguirem o seu trabalho solidário, o
que tem levado a Câmara Municipal do
Seixal ao longo dos anos a intensificar e
a fortalecer o trabalho de parceria com as
instituições que trabalham nas áreas da
saúde e solidariedade social, identificando
os problemas, encontrando soluções e
exigindo sempre que o Governo cumpra
com as suas obrigações.

Que balanço nos pode fazer do
estado social do concelho?
As consequências de décadas de política
de direita, com particular incidência
nos quatro anos de Governo PSD/CDS,
deixaram o país numa profunda crise onde
as desigualdades e injustiças atingiram
brutalmente as populações, principalmente
as mais desfavorecidas, com reflexos
que ainda são muito evidentes, no país e
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Que medidas tomou a Autarquia
para fazer face a esta situação?
O Município do Seixal é reconhecido
pelo profundo trabalho que tem realizado
nesta área ao longo dos anos, num
trabalho conjunto com todos os parceiros,
sendo de destacar o trabalho desenvolvido
no âmbito da Rede Social que conta com
236 parceiros.
No entanto e no sentido de
identificar e encontrar respostas para a
situação complexa que o país atravessa,
apresentámos em 2015 a Carta Social do
Município do Seixal, um instrumento
de planeamento pioneiro e que faz
um diagnóstico preciso das respostas
sociais e equipamentos existentes e a

identificação das intervenções prioritárias,
reconhecendo a necessidade de mais 25
respostas sociais nos próximos 10 anos,
num investimento de cerca de 65 milhões
de euros. Para estes equipamentos já
existem terrenos municipais atribuídos,
mas é competência da Administração
Central assumir a sua concretização,
manifestando o Município toda a
disponibilidade para encontrar as
melhores soluções que visem a sua
concretização.
Quer destacar um equipamento que
seria urgente construir?
Temos por exemplo a construção do
Lar de Corroios que é aguardada pela
população há 12 anos ou o Centro de
Dia do Casal do Marco, mas julgo que
uma das prioridades deveria passar pela
resolução dos problemas habitacionais
e embora no Seixal tenhamos uma
realidade muito aquém das necessidades
existentes na Área Metropolitana de
Lisboa, não se compreende que por parte
dos diferentes governos não exista uma
resposta efetiva nesta matéria.
O Município tem colocado esta
questão da habitação social junto do
governo?
Apesar da habitação social não ser uma
competência das autarquias, desde os
primeiros instantes, a Câmara Municipal
do Seixal tem assumido politicamente a
responsabilidade de, em conjunto com
o Instituto de Habitação e Reabilitação
Urbana (IHRU) e os proprietários dos

terrenos ocupados, encontrar soluções
que permitam o realojamento das
pessoas, nesse sentido defendemos
junto do governo um novo modelo que
potencie melhores mecanismos de acesso
à habitação e que rentabilize o património
imobiliário devoluto.
Que exigências faz a autarquia ao
Governo?
Em primeiro lugar, a Câmara Municipal
exige que o Estado garanta o conjunto
de direitos constitucionais sociais das
populações, como os direitos à saúde, à
segurança social, à habitação, à educação,
à proteção à família, à infância e à terceira
idade e ao apoio aos deficientes. É ainda
nossa reivindicação que o Ministério da
Solidariedade, Emprego e Segurança Social
assuma as suas competências e atribuições e
garanta o financiamento para a construção
das respostas sociais, por exemplo no âmbito
do quadro de apoio comunitário, poderiam
ser reforçados os montantes para os diversos
programas que visam a inclusão social.
Poderiam ainda ser ouvidas as autarquias
ao nível do planeamento da rede de
equipamentos de saúde e na definição das
políticas e ações de saúde pública. Nesta
área as reivindicações prendem-se com a
construção dos Centros de Saúde em falta
no Concelho e alargamento do horário de
funcionamento dos mesmos, assim como
com a construção do Hospital do Seixal,
reivindicação antiga das populações e da
autarquia e uma necessidade urgente não só
para a população do Concelho, bem como
para a Região.

Destinos

CSS | 11 de Novembro de 2016

6

Madeira

A magia de uma ilha atlântica

Não seria fácil se quiséssemos encontrar um único adjectivo num qualquer dicionário para ilustrar essa
ilha do Atlântico. Na realidade, para a qualificar, e falando apenas das belezas naturais, seria necessário
somar adjectivo após adjectivo. Então, e talvez nessa altura, fosse possível atingir e passar uma imagem
mais real do que nos é oferecido por essa ilha que dá pelo nome de Madeira
As imagens literárias são bonitas, é um facto, mas não passam já de lugares comuns que
toda a gente repete quando se fala ou se escreve. E tanto as palavras como as frases mais utilizadas são hoje, muitas vezes, simples chavões
que ficam muito a desejar em confronto com a
realidade. E isto acontece quando se fala ou se
escreve sobre a Madeira.
Assim, por exemplo, não a chamarei de Pé-

rola do Atlântico. Direi antes e apenas que é
uma pequena maravilha da natureza, artística,
ímpar e cativante. Efectivamente, parece que a
Mãe Natureza foi excessivamente liberal neste
recanto do Planeta ao distribuir, com mãos rotas, dádivas sublimes que fazem inveja a outras
terras e muitas gentes.
Quem ruma à Madeira vai parar, naturalmente, à cidade do Funchal. A primeira sensação que o viajante recebe é de grandiosidade
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e imponência face a um cenário de magia que
lhes prende a atenção e os sentidos., principalmente quando essa chegada acontece pelo mar.
De um lado, a encosta salpicada de moradias que à noite mais parece um firmamento
cravejado de estrelas. Ao fundo, uma baía de
sonho, com iates e navios de cruzeiro. Mais ao
lado, piscinas naturais enquadradas por hotéis e restaurantes onde se pode saborear a tão

apreciada gastronomia madeirense. Depois, as
lojas de artesanato, as ruas e calçadas típicas,
os recantos pitorescos, os museus e os palácios; finalmente, mas principalmente, as flores
exóticas e a permanente presença da vegetação
tropica.
Mas não é apenas os encantos do Funchal
que a Madeira tem para oferecer. Bem pelo
contrário..
Comecemos por nos deixar encantar pela

panorâmica que nos é oferecido ao longo do
trajecto que liga a capital à Câmara dos Lobos,
entre socalcos de bananeiras e de vinhedos que
nos guiam até essa típica vila piscatória, com
os seus barcos pintando de várias cores o azul
do mar, e aquela fantástica e refrescante bebida
que dá pelo nome de Nikita.
Mais à frente, o miradouro do Cabo Girão,
a maior falésia da Europa e a segunda do mundo, caindo na vertical até ao Atlântico nos seus
633 metros. Depois é seguir em direcção da
encantadora Ribeira Brava, ao encontro dos
miradouros que o levarão até à Cumeada onde
dificilmente se deixará fascinar e envolver pela
luxuriante vegetação da floresta laurissilva, Património Mundial, ou pelo deslumbre oferecido por S. Vicente, plantado à beira-mar, num
cenário verdadeiramente imperdível.
Daqui até Porto Moniz, o respeito e fascínio de uma estrada inspira as mais emocionantes sensações furando toneladas de rochas da
montanha, por onde caem cascatas de água
pura e refrescante, um paraíso de piscinas naturais que esperam o turista para uns tranquilos e revigorantes momentos de frescura.
Seguir depois em direcção da Ponta do Sol
e da Calheta é um outro atractivo passeio que
o levará à pitoresca vila do Paul do Mar, antes
de iniciar a subida em até ao Paul da Serra. O
maior planalto da ilha, de onde se tem uma das
mais espectaculares vistas sobre uma infindável cadeia de encostas. Puro deslumbramento.
Mas poderá continuar em direcção de Santana, percorrer os seus miradouros por entre
vales e montanhas e as suas típicas casas, para
seguir até às Queimadas ou à soberba vista do
Curral das Freiras aprisionado num verdejante
vale.
E Santana também é um bom ponto de
partida para passeios a pé pelo Caldeirão Verde e um preparativo para descer em direcção
até ao Faial, onde a surpresa e imponência das
montanhas que descem até ao mar o deixarão

fascinado, como fascinado o deixará o Caniçal e essa fantástica obra da Natureza que é a
Ponta de S. Lourenço, o ponto mais oriental
da ilha. Um verdadeiro prodígio do Criador na
sua aridez, nos seus recortes e na sua violência
paisagística, contrastando com todo o verde
que caracteriza a ilha.
E é já no regresso ao seu ponto de partida
para esta visita à ilha da Madeira, entrando
pelo lado oposto, que encontra a ponta do Garajau, de onde avista as Ilhas Desertas, e o miradouro de São Gonçalo, de onde tem uma das
mais surpreendentes vistas sobre o Funchal.
Mas a Madeira não é apenas belezas naturais. É também um complemento irrecusável
entre paisagem, costumes e as suas gentes.

Texto e fotos:
Fernando Borges

CULTURA

CSS | 11 de Novembro de 2016

7

A lenda de São Martinho
Festejado um pouco por toda a Europa, o dia de São Martinho é celebrado de várias maneiras. Em Portugal é tradição o magusto, bebe-se águapé e jeropiga, acendem-se fogueiras e assam-se castanhas. Altura em que se prova o novo vinho e como diz o ditado popular; “no dia de São
Martinho, vai à adega e prova o vinho”.
DR

margem do rio Loire, onde vivia na
reclusão.
Convicto da sua fé, foi também
fundador das primeiras igrejas rurais
na região da Gália, onde atendia ricos e
pobres. Morreu a oito de Novembro de
397 em Candes e foi sepultado a onze
de Novembro em Tours, local de grande
peregrinação desde o século V.
É na data do seu enterro (onze de
Novembro), três dias depois da sua morte
em Candes, que se comemora o dia que
lhe é dedicado. Crê-se que na véspera e no
dia das comemorações o tempo melhora
e o sol aparece, sendo este fenómeno
conhecido como; “o verão de São
Martinho” e, é muitas vezes associado à
tão conhecida lenda de São Martinho.

Com origem na antiga Cidade de
Savaria na Polónia, uma antiga província
na fronteira do Império Romano com a
Hungria, nasceu o São Martinho, ou
Martinho de Tours.
Filho de um comandante romano,
cresceu na região de Pavia, em Itália,
no seio de uma família pagã. Com o
objectivo de seguir a carreira militar,
entrou para o exército romano quanto
completou quinze anos, viajando desta
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forma por todo o Império Romano do
Ocidente. Foi ainda na adolescência que
descobriu o Cristianismo, mas só em
356, depois de deixar o exército, é que foi
baptizado, tornando-se discípulo de Santo
Hilário, Bispo de Poitires (na zona oeste
da actual França), onde nasceu o mais
antigo mosteiro conhecido na Europa, na
região de Ligugé. Mais conhecido pelos
seus milagres, o Santo atraía multidões
e em 371 foi ordenado Bispo de Tours,
fundando o Mosteiro Marmoutier, na

A lenda de São Martinho
Foi num dia frio e chuvoso de Inverno,
Martinho seguia a cavalo quando
deparou com um mendigo. Vendo o
pedinte com frio e sem nada que lhe
pudesse oferecer, pegou na espada e
cortou o manto ao meio, cobrindo-o com
uma das partes. Mais adiante, voltou a
encontrar outro mendigo, com quem
dividiu a outra metade da capa. Sem
nada para se proteger do frio, Martinho
continuou a sua viagem. Reza a lenda,
que nesse momento, as nuvens negras
desapareceram e o sol surgiu. O bom
tempo prolongou-se assim durante mais

três dias. Na noite seguinte, Cristo
apareceu a Martinho num sonho, usando
o manto do mendigo. Voltou-se para a
multidão de anjos que o acompanhava
e disse em voz alta: “Martinho, ainda
catecúmeno (que não foi baptizado),
cobriu-me com esta veste”.
DR

social

CSS | 11 de Novembro de 2016

8

Curiosidade Histórica

o vozeiro

Quem foi o 1º Rei de Portugal?

DR

Rui Hélder Feio

As Competências das Empresas Públicas
Municipais no âmbito
do Código da Estrada
O tribunal judicial da Comarca de Braga
proferiu há tempos uma sentença onde refere
que as Câmaras Municipais não podem processar contra-ordenações nem aplicar coimas,
estando em causa violações de normas do
Código da Estrada. Embora as Câmaras Municipais não tenham, em regra, competência
para instruir e decidir processos de contraordenação motivados por violação de normas
do Código da Estarda, incumbe-lhes (à semelhança do que sucede com outras entidades,
v.g., P.S.P. e G.N.R.) a fiscalização do cumprimento dessas mesmas normas, desde que estacompetência sejalimitada às vias públicas sob
sua jurisdição. Para que uma empresa pública
municipal possa exercer essa autoridade algumas condições têm de estar reunidas, nomeadamente, ser uma empresa pública municipal
aprovada pela Assembleia Municipal, nos seus
Estatuto ter competência para “a fiscalização
do cumprimento do Código da Estrada e legislação complementar”, essa competência terlhe sido delegada pela Câmara Municipal e,
finalmente, estar credenciada pela Autoridade
Nacional de Segurança Rodoviária. Com estas
condições reunidas, os fiscais da empresa pública municipal têm competências idênticas às
da G.N.R. e da P.S.P, tanto na fiscalização do
cumprimento das normas de estacionamento
de duração limitada, mas também em todas as
disposições do Código da Estrada, desde que
exercida no âmbito territorial da sua actuação,
ou seja, limitada às vias públicas sob a jurisdição do município. Apesar disso, mesmo atendendo que os agentes fiscalizadores têm o poder de fazer cumprir a lei, não pode a câmara
municipal processar e aplicar a respectiva coima, dado essa valência ser da exclusiva competência Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. Assim, a empresa pública municipal
pode fiscalizar, mas, para aplicação da coima,
deverá remeter o auto à Autoridade Nacional
de Segurança Rodoviária para processamento e
aplicação da referida coima. No entanto, por
via das alterações do código da estrada, que no
seu artº 169º, nº7, podem os serviços municipais instruir processos de contra-ordenação
e aplicar coimas ou sanções acessórias nas vias
públicas sob a respectiva jurisdição, em estacionamentos proibidos em zonas ou parques
devidamente aprovados, tendo que, desde que
tenham proposto ao ministro da administração interna a atribuição dessa competência,
assim como ter o parecer favorável da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, aderir
ao Sistema de Contra-ordenações de Trânsito e
os agentes de fiscalização do município ou das
empresas públicas municipais encontrarem-se
devidamente designados para a fiscalização daquele art.º 71.º do código da estrada.
Além disso, os agentes fiscalizadores da empresa pública municipal podem ainda proceder
à remoção de viaturas, caso estas se encontrem
nas condições previstas nas diversas alíneas do
art.º 164.º n.º 1 do Código da Estrada.
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D. Afonso Henriques (Afonso I) é
geralmente considerado o “primeiro Rei
de Portugal” pela historiografia oficial
e pelos portugueses, por ter criado a
entidade política independente que seria
o Reino de Portugal. No entanto, cerca
de 70 anos de antes de Afonso Henriques
se ter proclamado Rei, já outro monarca
tinha detido o título.
Após a quase total conquista
da Península Ibérica pelos Mouros
oriundos do Norte de África, a vitória
do nobre visigodo Pelágio na Batalha
de Covadonga (em 722) e a vitória dos
Francos contra os Mouros na Batalha
de Poitiers (em 732) iniciaram o período
histórico da península conhecido como a
Reconquista. Este processo, que duraria
até 1492, levou à constituição de várias
entidades políticas cristãs – entre eles,
surgiu o Reino da Galiza. Devo apontar
que este como os outros reinos existentes
no século XI - século em que se centra
o tema deste texto – como o de Leão, o
de Castela, o de Navarra e o de Aragão,

“Palmada numa criança”!

Os maus tratos físicos acontecem quando existe uma pessoa hierarquicamente superior (seja pai, mãe, irmão, etc.) exerce um
acto de agressividade que pode provocar, ou
não, algum dano físico na criança/jovem.
Sendo este um acto intencional, podendo
identificar-se através de: golpes, hematomas,
estrangulamentos, queimaduras, lesões
cutâneas ou ósseas, problemas neurológicos
e visuais, etc.
Alguns exemplos de maus tratos: Agre-

eram por vários anos independentes um
dos outros ou durante algum período
se encontravam reunificados entre si,
sendo que isto ocorria devido às intrigas
políticas da época, devido à entronização
por sucessão ou devido a testamento por
um monarca falecido. Pois em 1065, a
morte do Rei Fernando I de Leão (que era
Rei de Leão, Galiza e Castela) levaria à
divisão destes reino entre os seus filhos –
um dos seus filhos herdaria o Reino da
Galiza, com o título de Garcia II.
No Reino de Galiza estava integrado
o Condado de Portucale (mais conhecido
como Condado Portucalense), sendo o seu
conde Nuno Mendes. Este mesmo conde
irá no ano de 1070 revoltar-se contra
Garcia II, por razões que a historiografia
ainda não possível revelar, devido à falta de
documentação existente sobre o conflito.
Em inícios de 1071, dá-se a Batalha de
Pedroso (perto de Braga), em que o conde
Nuno Mendes perde e morre na mesma
batalha contra o rei e consequentemente,
o Condado de Portucale é abolido

dir fisicamente perante situações de descontrolo ou zanga por parte dos pais (inclui tareias, queimaduras, mordidelas, murros ou
até lançamento de objectos contra o corpo
da criança).
A violência doméstica é o tipo de maus
tratos com maior frequência no seio familiar. Ao nível mundial tem-se conhecimento
e registado entre 1,5 e 2 por mil, devendo
existirem mais casos.
Em que classes sociais ocorrem? Os maus
tratos acorrem em qualquer família, apesar
de em contextos mais desfavorecidos podem
existir mais factores de risco, desencadeados por situações de stress que gera conflitos entre pais-filhos. Em famílias com mais
recursos económicos esta detenção é mais
complexa.
Estudos demonstram que as crianças que
sofrem deste tipo de maus tratos ficam com
algumas sequelas do ponto de vista psicológico ao longo do seu desenvolvimento,
nomeadamente baixa estima, dificuldades
de concentração, assim como nas relações
interpessoais, dificuldades escolares, comportamento de risco e eventualmente futu-

por Garcia II, que a partir desta
vitória passa a titular-se como “REX
PORTUGALLIAE ET GALLACIAE”
(título presente na inscrição da sua
tumba), que traduzido significa “REI
DE PORTUGAL E GALIZA” - Garcia
II titulava-se assim como o monarca de 2
reinos: o de Portugal e de Galiza, sendo
que o primeiro, segundo a historiografia
oficial, só surgiria em 1143 com o Tratado
de Zamora. No entanto, Garcia II seria
no mesmo ano de 1071 destronado pelos
seus irmãos, os Reis de Leão e de Castela,
ficando durante o resto da sua vida
aprisionado, acabando por falecer em
1090. Este facto poderá explicar o porquê
de o Reino de Portugal não ter surgido
mais cedo como uma identidade política
separada do Reino da Galiza. Em 1093, o
Condado de Portucale renasceria, sendo
concedido ao nobre francês Henrique de
Borgonha, o pai de D. Afonso Henriques.
O que se segue é cultura geral...
Rúben Lopes

ros agressores.
É possível as práticas educativas sem
agressão. É necessário deixar bem definido
que os filhos não são propriedade dos pais,
logo não se pode defender do argumento
“ele é meu filho se eu quiser bato-lhe”. Os
pais têm sim responsabilidade parentais em
prol dos filhos. Como já vimos, em situações de risco e/ou perigo, a sociedade deve
actuar e comunicar aos serviços competentes de avaliação desse risco.
Como mensagem final, acrescento que
qualquer mudança é lenta, principalmente
as que exigem um processo de alteração de
consciência. Existem estratégias educativas que se podem aplicar, que surtem mais
efeito, por exemplo castigo, restrições de algum objecto que goste, que serão uma consequência natural de um comportamento
inapropriado, no entanto é essencial que sejam acompanhadas de explicações lógicas e
ajustadas á situação em si. Conclui-se então
que qualquer agressão física não tem o efeito
esperado e é considerado mau trato.
José Mantas

SOCIEDADE

CSS | 11 de Novembro de 2016

9

Sesimbra assinala
Dia Nacional do Mar
Sesimbra, um concelho cuja história esteve desde sempre ligada ao mar, através da pesca, da atividade do porto, um dos mais importantes do
país, e do turismo, volta a associar-se às comemorações do Dia Nacional do Mar, 16 de novembro.
DR

2008 para estimular o desenvolvimento
de projetos científicos relevantes para a
preservação, recuperação e divulgação do
concelho.
Editada pela Câmara Municipal, a
publicação é da autoria de Inês Gomes,
Laura Peteiro, Rui Albuquerque, Rita
Nolasco, Jesús Dubert, Stephen Swearer
e Henrique Queiroga, e faz parte do
projeto LarvalSources - Avaliação da
Performance Ecológica de Redes de Áreas
Marinhas Protegidas, financiado pela
Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Este trabalho teve como objetivo estimar
parâmetros fundamentais de dinâmica e
persistência populacional para integrar
futuros modelos ecológicos, entre a
Reserva Natural das Berlengas e o Parque
Marinho Prof. Luiz Saldanha, e entre
estas duas Áreas Marinhas Protegidas e a
restante costa.

Um dos destaques do programa é a
entrega do Prémio Científico Sesimbra
2015 e o lançamento do livro A Viagem
do Mexilhão da Arrábida ou como
para Viajar Basta Existir, vencedor da
6.ª edição do concurso, que nasceu em

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Destaque ainda para a apresentação
do Mar 2020, que pretende implementar
em Portugal as medidas de apoio
enquadradas no Fundo Europeu dos
Assuntos Marítimos e das Pescas, e tem
como principais prioridades estratégicas
promover a competitividade com
base na inovação e no conhecimento,

contribuir para o desenvolvimento das
zonas costeiras, aumentar o emprego e a
coesão territorial bem como aumentar a
capacidade e qualificação dos profissionais
do setor, entre outras.
O programa, aberto a toda a
comunidade, decorre entre 16 e 19
de novembro e inclui ainda um show
cooking com produtos do mar, pela
Docapesca, no Mercado Municipal de
Sesimbra, uma visita dos velhos lobos
do mar ao Museu Marítimo, inaugurado
no Dia do Pescador, 31 de maio, e uma
exposição sobre a cavala, uma das espécies
mais capturadas pela frota de Sesimbra,
realizada pelos alunos do pré-escolar e 1.º
ciclo do concelho, que vai estar patente
no átrio da Fortaleza de Santiago.
DR

Saúde

CSS | 11 de Novembro de 2016

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TUMOR DA BEXIGA

NUTRIÇÃO

Jorge Neves

Existem vários tipos de tumores que afectam a bexiga, mas quando se fala em
tumor da bexiga estamos, habitualmente, a referir-nos ao carcinoma da bexiga.

Adriana Marçal
Nutricionista

Qual a razão pela qual
engordamos e como o
podemos contrariar.
Atualmente, vivemos numa sociedade
sem tempo, em que a oferta alimentar
é enorme, comida rápida e saborosa,
reduzimos a nossa atividade física e o
gasto energético, passando mais tempo
sentados, andamos menos devido ao
facilitismo dos transportes entre outros
fatores.
Outro fator a ter em conta é a
genética. Existindo predisposição para
a obesidade o nosso estilo de vida é
crucial.
Diariamente, todo o ser humano
precisa de energia para se manter vivo,
metabolismo basal. Altera conforme a
idade, o sexo, a composição corporal e
a atividade física.
Em termos bioquímicos a razão pela
qual nós engordamos vai depender
da quantidade de energia (expressa
em calorias) que necessitamos e da
quantidade de energia que ingerimos
ao longo do dia. Ou seja, se ingerir uma
quantidade de energia (kcal) superior
à quantidade de necessitamos existe
uma transformação dessa energia em
gordura.

O contrário ocorre quando queremos
emagrecer. Para ocorrer redução de peso
é necessário existir um défice calórico,
com a redução de ingestão de calorias e
aumentar o gasto energético através da
prática de exercício físico.
Para diminuirmos o aumento de peso
existem vários aspetos a ter em conta
como:
- Ingerir menos calorias do que as
que necessitamos
- Aumentar a atividade física
- Reduzir o consumo de alimentos
ricos em gordura, sal e açúcares,
- Preferir alimentos o mais naturais
possível como frutas e hortaliças
- Fazer 5 a 6 refeições diárias
- Consumir porções mais pequenas
de alimentos
- Evitar dietas restritas para não
existir o risco de compulsão alimentar
Mude o seu estilo de vida, para
melhor controlo de peso e melhorar a
sua saúde.
Consulte um nutricionista para
ajudá-lo.

DIAGNÓSTICO
O aparecimento de sangue na
urina (hematuria) é, habitualmente,
o primeiro sinal que nos deve alertar
para a possibilidade de existência de
um tumor da bexiga. Este sinal pode
aparecer isolado ou acompanhado de
outros sintomas, nomeadamente ardor
miccional e aumento da frequência
miccional. Em certos casos a doença
evolui sem que haja qualquer sintoma,
sendo o diagnóstico feito numa fase já
adiantada da doença.
Os exames que habitualmente são usados
para uma primeira abordagem diagnóstica
são a cistoscopia (exame endoscópico para
observar o interior da bexiga) e a ecografia
da bexiga (ecografia vesical). Em algumas
situações é necessário o recurso a exames
mais detalhados para melhor caracterização
do tumor ou para esclarecer dúvidas que
possam existir após a ecografia como a
TAC.

TRATAMENTO
Depois de feito o diagnóstico é necessário a
realização de uma cirurgia designada por ressecção
trans-uretral da bexiga. Trata-se de uma cirurgia
endoscópica, feita por via trans-uretral (através
da uretra) e permite-nos a excisão do tumor,
na totalidade ou em parte. O tecido retirado é
analisado e o tumor fica assim caracterizado.
Ficamos a saber se o tumor é superficial (apenas
atinge o revestimento da bexiga) ou se é invasivo
(invade a parede muscular da bexiga). Os tumores
invasivos são mais agressivos e implicam um
tratamento também mais agressivo.

tratamento é habitualmente bem tolerado uma
vez que o agente medicamentoso apenas entra em
contacto com a superfície da bexiga, não sendo
absorvido para a circulação sanguínea e como tal
não existem os efeitos secundários habitualmente
conhecidos nos outros tipos de quimiotearpia.
Tumores Invasivos
Se o tumor é invasivo, e como tal mais
agressivo, pode haver a necessidade de fazer uma
cistectomia radical. A cistectomia consiste numa
cirurgia em que a bexiga é totalmente retirada.
Neste caso, por vezes, é possível a substituição
DR
da bexiga por um reservatório feito com
intestino, outras vezes isso não é possível e
é necessário derivar a urina para um estoma
definitivo através da pele, ficando a urina
colectada num saco que é colado à pele.
Em situações em que o tumor ultrapassa
o limite da parede da bexiga, invadindo
a cavidade pélvica, ou em que há tumor
noutros órgãos (metástases), não há indicação
para cirurgia curativa e o tratamento
habitualmente escolhido é a quimioterapia.

Tumores Superficiais
Em situações em que o tumor é pequeno e
superficial, a cirurgia acima referida pode ser o
único tratamento necessário.
Quando tumor, mesmo sendo superficial, tem
um tamanho superior a 2 cm ou existem vários
tumores, pode ser necessário fazer quimioterapia
intravesical. Este é um tipo de quimioterapia
feita com instilação de um líquido dentro da
bexiga, através de uma sonda (tipo algália). Este

Castanheiro
Quase tenho vergonha de dizer
que vi pela primeira vez castanheiros
quando assentei praça na Escola Prática
de Infantaria (Mafra) onde fiz a recruta
do Curso de Oficiais Milicianos, nos
idos de julho de 1968. Não conhecia
tais árvores, praticamente inexistentes
no sítio onde residia e logo me encantou
a sua imponência, a beleza das suas
folhas e amentilhos, a tranquilidade
proporcionada pela sua sombra.
É claro, que os magustos de São
Martinho com castanhas cozidas e
assadas e outras iguarias da época outonal
preenchiam a minha juventude, mas que
querem, não conhecia ainda a árvore que
proporciona tão salutares frutos.
Mais tarde, encontrei um moribundo
souto em Vale de Milhaços (Seixal),
resquício ligado a uma atividade
corriqueira do tempo das descobertas
marítimas que possuía estaleiros navais
em Vale-de-Zebro. As castanhas, o
biscoito (pão seco) e o bacalhau salgado
eram os principais mantimentos dos
tripulantes nas suas morosas viagens. A
água, iam abastecer ao Talaminho (onde
atualmente se realiza a Festa do Avante)
ou ao Samouco. Daí aquele dito “Só paro
no Samouco para meter água!”.
Mas não me queria dispersar! A vontade
de redigir algo sobre o castanheiro foi
reforçada quando, de visita a Alcongosta
em plena Serra da Gardunha por altura da
Festa da Cereja, resolvemos ir visitar um
amigo residente noutra aldeia próxima,
o Souto-da-Casa. O percurso que liga
as duas aldeias está repleto de lindos
panoramas. Para além das cerejeiras que
ladeiam a estrada, surgem os altaneiros
castanheiros. A toponímia não engana:
souto é um substantivo coletivo que
designa um conjunto de castanheiros.

PROGNÓSTICO
O prognóstico do tumor da bexiga é mais
favorável quando o tumor é superficial. Nos
tumores invasivos o prognóstico pode ser bom
quando o tumor está confinado à parede da
bexiga e é possível fazer uma cistectomia radical,
sendo pior quando o tumor ultrapassa a parede
da bexiga ou existe tumor disseminado noutros
órgãos.

Miguel Boieiro
DR

Essa transformação é feita pelo
nosso fígado e pelas células adiposas
(células armazenadoras de gordura) e
armazenada no nosso corpo.

Trata-se de um dos tumores malignos
mais frequentes.
É cerca de três vezes mais frequente no
homem que na mulher.
O factor de risco mais importante é
sem dúvida o tabagismo, embora, como é
óbvio, possa aparecer em não fumadores.
Existe uma tendência familiar para o
desenvolvimento deste tipo de tumor, ou
seja, o risco é maior em pessoas que tenham
familiares directos com esta patologia.

Diga-se, de passagem, que os substantivos
coletivos constituem um martírio para
quem quer aprender o nosso idioma, pois,
na sua maioria, diferem completamente da
palavra que está na base do agrupamento.
Veja-se: cardume, rebanho, manada,
enxame, récua, cáfila, … Tal esforço de
memorização não acontece em esperanto.
Basta acrescentar o sufixo -aro e logo
obtemos o coletivo. Mas, peço desculpa,
cá estou eu, outra vez, a divagar.
A Castanea sativa é uma árvore
longeva da família das Fagáceas que pode
atingir os 35 metros de altura. A sua
madeira é dura e resistente o que a torna
muito apta para mobiliário e construções
habitacionais. As folhas são brilhantes,
compridas, lanceoladas, dentadas nos
bordos, com acentuada nervação paralela.
As flores amarelas, formando cachos
(amentilhos), são perfumadas e coexistem
na mesma árvore as masculinas e as
femininas, já que a espécie é dioica. Os
frutos (castanhas) estão envolvidos numa
cápsula espinhosa (ouriço) que pode ter
até três exemplares e são deiscentes. Julgase que a espécie sativa é oriunda da Ásia
Menor e que se espalhou pela Europa por
ação da civilização romana.
O nosso País foi um dos grandes
produtores mundiais deste nutritivo
fruto que outrora constituía um

dos farináceos mais importantes da
alimentação quotidiana das gentes. Era
até denominado ”o pão dos pobres”.
Devido à sua fácil conservação (castanha
pilada) ela integrava os mantimentos
dos navegadores, como acima se disse.
O interior norte do País era, e ainda é,
o principal produtor, mas não devemos
esquecer a Serra de São Mamede e
especialmente o concelho de Marvão,
onde todos os anos se realiza a Festa da
Castanha que visitei já por duas vezes. Na
última, fui presenteado com um útil livro
de culinária de castanhas pelo respetivo
Presidente da Câmara.
A castanha é, de facto, um fruto versátil
que pode integrar inúmeras ementas,
sendo rico em glúcidos, lípidos, prótidos,
sais minerais como cálcio, magnésio,
fósforo e potássio, vitaminas B1, B2 e
C. É estomáquica (sobretudo cozida),
remineralizante, sedativa e tónica. O
“chá” proveniente da cozedura das folhas
tem diversas aplicações fitoterápicas
por se revelar expectorante, antitússico,
antipirético, antidiarreico, devido a
possuir bastante tanino. Serve também
para gargarismos.
Quando os castanheiros estão floridos,
como os que encontrei no Souto-daCasa, em pleno mês de junho, as árvores
parecem estar iluminadas. As suas flores
são também um bom abastecimento de
néctar para a produção do mel.
Termino com a citação de um popular
provérbio galego:
- Não há ruim vinho com castanhas
assadas e sardinhas salgadas.

Gastronomia

CSS | 11 de Novembro de 2016

11

Receita:
FRANGO COM CASTANHAS
DR

Preparação:

Ingredientes:

PASSO 1:
Descongele as castanhas. Corte o peito
de frango aos pedaços e tempere de sal,
pimenta, o sumo de limão, a massa de
alho e deixe repousar durante cerca de
1 hora.














PASSO 2:
Frite as castanhas em óleo quente até
ficarem lourinhas e depois escorra-as.
Num tacho, leve ao lume a margarina,
junte-lhe o frango, o tomate desfeito, o
açúcar e a folha de louro e deixe assim
até o frango estar quase pronto.
PASSO 3:
Depois junte as castanhas, os pickles aos
bocadinhos, as azeitonas e as salsichas e
deixe cozer durante mais uns minutos.
PASSO 4:
Rectifique os temperos e retire a folha de
louro. O acompanhamento fica ao seu
gosto.

Publicidade

500 g de peito de frango,
sal e pimenta q.b.,
sumo de 2 limões,
1 colher de sobremesa de massa de alho,
1 folha de louro,
25 g de margarina,
500 g de castanhas congeladas,
1/2 lata de salsichas de cocktail,
50gr de pickles,
azeitonas q.b.,
1 lata pequena de tomate pelado,
1 colher de café de açúcar.

sociedade

CSS | 11 de Novembro de 2016

12

poesia

Agostinho Cunha
DR

Quadras Dedicadas ao meu amigo
Manuel Duarte em agradecimento
por me ter oferecido uma Gaita-deBeiços novinha em folha

O Duarte deu-me uma gaita
Com muito gosto e prazer
Eu não sei ler uma pauta
Já não consigo aprender
A gaita tem um bom som
Tem palhetas de primeira
Faz lembrar um acordéon
Com seu tronco de madeira
Ó Duarte meu amigo
Desculpa te vou pedir
Tocar gaita não consigo
Eu sei bem que te vais rir
Ando muito aborrecido
A gaita não sei tocar
Já vou a estar convencido
Terei mesmo que a rifar
Mais tarde ainda a vou dar
À minha amiga Verónica
Penso que ela vai gostar
Desta bela e linda harmónica
Agosto / 2016

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20 ANOS DEPOIS AVANÇA FINALMENTE
A OBRA NO PINHAL DO GENERAL!

É uma realidade, o Comércio já confirmou, as obras para conclusão da Avenida Almirante Reis no Pinhal do
General arrancaram no dia 07 de novembro, na zona mais a Sul, próximo do Café Rodinhas.

No passado dia 04 de novembro,
dezenas de moradores, vereadores e
técnicos das Câmaras Municipais do
Seixal e Sesimbra, representantes da
Junta de Freguesia da Quinta do Conde
e Fernão Ferro, presidente da AUGI 18
Sesimbra, aceitaram o desafio lançado
pela comissão de administração da
AUGI FF71 do Pinhal do General,
Seixal, e marcaram presença numa sessão
informativa sobre o lançamento da obra.
Esta é uma via estruturante, limite dos
Concelhos do Seixal e Sesimbra, muito
importante para a mobilidade das pessoas
e bens, a segunda maior via do Pinhal do
General com 2.650 metros, mais de 300
lotes (145 do lado do Seixal).
Faltou palavra, sofreram as Pessoas
Historiando, esta obra foi iniciada
nos anos 90 pela AUGI 18 e Câmara
de Sesimbra, que construiu a rede do
saneamento básico, colocou lancis e toutvenant. Segundo informações obtidas,
haveria um acordo entre as Câmaras
e AUGIs para a construção da via, no
entanto a AUGI FF71 do Seixal impediu
o avanço e conclusão dos trabalhos pois
“não tinha interesse na conclusão da
obra”.
De
acordo
com
António Cardoso, atual
presidente da AUGI
FF71, o rompimento deste
acordo de palavra trouxe
anos de graves prejuízos
para os moradores do
Pinhal do General Seixal
e Sesimbra, especialmente
para os que ali moram e
para os proprietários dos
espaços comerciais que até
essa data funcionavam em
pleno.
A atual comissão da
AUGI FF71, desde que
tomou posse em 2012,
tem trabalhado para
“desatar mais este nó
do Pinhal do General”,
tendo dinamizado várias
reuniões entre todas
as partes com interesse
na conclusão da via,
conseguindo juntar na
mesma sala as Câmaras,
juntas de freguesia e
AUGIs.
Seguiram-se reuniões
muito duras, mas segundo
António Cardoso “com
coragem, determinação e

atitude positiva que sempre são precisas
nestes processos, uniram-se esforços de
todas as partes para se colocar as pessoas
no centro das preocupações”.
Havendo vontade de todas as partes
em concluir definitivamente esta artéria,
“decidimos avançar já, agarrar esta
oportunidade para finalizar a via”. A obra
ficará à responsabilidade da AUGI FF71,
prevê-se que terá uma duração de 180
dias e contará com o apoio das Câmaras.
A reformulação de toda a via
implicará a substituição de parte da rede
de águas, a construção de ramais de
esgotos, sumidouros, lancis, colocação
de betuminoso e sinalização vertical e
horizontal.
Enorme esforço financeiro
O esforço financeiro que a AUGI
FF71 irá fazer é elevado, acreditando
a comissão de que os mais de 70% de
lotes com pagamentos em divida vão
voluntariamente aderir a um plano
de pagamentos ou pagar a totalidade.
Segundo a comissão, nos próximos dias
serão enviadas cartas aos proprietários
com lotes em divida, pois, essa receita é
fundamental para a conclusão das obras.
A falta de condições do arruamento
deixará a breve trecho de servir de escusa
ao pagamento.
Câmara do Seixal e Sesimbra apoiam
a conclusão da Avenida Almirante Reis
Para a colocação da sinalização, a
AUGI FF71 contará com o apoio das
Câmaras, tendo também sido acordado
que a colocação e compra do betuminoso
será exclusivamente da responsabilidade
da Câmara do Seixal. Este apoio vem ao
encontro da reivindicação da comissão, e

dos seus comproprietários, de que parte
das receitas das taxas de alvará devem ser
diretamente investidas na AUGI que está
a fazer esse esforço. O Pinhal do General
contribuirá para uma receita camarária
acima dos 20 milhões de euros de taxas,
já terão sido recebidos mais de 60% do
valor, por isso com este apoio começa a
repor-se a justiça. Para além desta obra,
a Câmara do Seixal assume também
o apoio à conclusão da Avenida 05 de
Outubro.
Outras questões debatidas
Aproveitando a presença de responsáveis
das Câmaras, os comproprietários
presentes tiveram a oportunidade de
colocar questões relativas à obra, assim
como de outros temas cujo interesse é de
todos os moradores do lado do Seixal, tal
como a largura dos passeios, havendo da
parte da Câmara maior sensibilidade para
a questão e abertura na busca de soluções,
a ligação aos esgotos, e a cedência do
terreno para a construção do projeto
social da Igreja Católica no Pinhal do
General, assunto que está a ser estudado
pela edilidade.
A terminar a sessão, António Cardoso
fez um apelo para estarmos unidos na
construção de uma localidade com mais
qualidade, pois “sozinhos podemos correr
mais depressa, mas juntos chegaremos
mais longe!”.

Agenda

CSS | 11 de Novembro de 2016

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DR

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De 10 a 13 de Novembro realiza-se a III edição
de mais uma Feira do
Fumeiro e da Castanha no
Jardim Quinta da Água,
em Corroios, animada por
manifestações culturais e
recreativas, como bailes
com o “Duo KadKasa” e
grupo “Fora de Série”, aulas de Zumba, Grupo de
Concertinas e Ranchos
Folclóricos. Entrada livre.

FEIRA DAS ARTES E
DO ARTESANATO
Este sábado 12 de
Novembro, das 10h às
18h na Praça da Califórnia em Sesimbra, Bijuteria, acessórios, pinturas
ou peças de decoração
feitas pelos artesãos
do concelho e região
são alguns dos artigos
que pode adquirir na
Zimbr’Arte. Organizado
pela Câmara Municipal
e Junta de Freguesia
de Santiago, o certame
pretende promover a
atividade artesanal local
e regional e apoiar os
artesãos na sua evolução empresarial.

Kubo e as Duas
Cordas
Domingo, às 17h no
Cineteatro
Municipal
João Mota, Sesimbra,
um filme sobre um jovem japonês chamado
Kubo, que ganha a vida
a contar histórias fantásticas aos habitantes da
sua cidade à beira-mar.
Um dia, a sua tranquila
existência é destruída
quando acidentalmente convoca um espírito
mítico do seu passado,
que desce dos céus
para cumprir uma antiga vingança. Kubo inicia uma emocionante
jornada para salvar a
família e resolver o mistério do seu falecido pai,
o maior samurai que o
mundo alguma vez conheceu.

DR

DR

A partir de hoje e até
ao dia 10 de Dezembro,
decorre a 33ª edição
do Festival de Teatro
do Seixal nos palcos
do Auditório Municipal,
Fórum Cultural e nas
colectividades de Cultura
e Recreio do Concelho.
Nesta edição, o público
vai ter oportunidade de
assistir a sete peças de
teatro,
apresentadas
por actores e grupos
consagrados,
mas
também por grupos
amadores do Seixal,
razões
mais
que
suficientes para ir ao
teatro.
Pode ver as peças "DE
AÇO E DE SONHO", "RIR
É O MELHOR REMÉDIO",
"O URSO", "MYTHOS",
"FELICIDADE", "GOD" e
"A ÚLTIMA VIAGEM DE
LENINE".

Zimbr’Arte

DR

Inaugurando uma série de convites dirigidos
a eurodeputados portugueses pelo Centro de
Estudos Culturais e de
Acção Social Raio de
Luz, realiza-se no próximo dia 12 de Novembro pelas 14:30 no seu
Auditório, sito na Avenida D. Manuel da Silva
Martins em Sampaio,
Sesimbra, uma Conferência subordinada ao
tema “A actual conjuntura da União Europeia”
cuja oradora será Marisa Matias, seguindo-se
um momento musical
pela Tuna da Universidade Sénior da Quinta
do Conde e encerrando-se a sessão com um
Moscatel de Honra.

FEIRA DO
FUMEIRO
E DA CASTANHA
EM CORROIOS

Festival
de Teatro
do Seixal

DR

CONFERÊNCIA
NO RAIO DE LUZ

lazer

CSS | 11 de Novembro de 2016

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14

DESCUBRA AS 9 DIFERENÇAS
O NOSSO SEIXAL...

cinema

As Novas Aventuras
de Aladino

ORIGINAL

11 a 17 de Novembro

Carneiro

21-03 a 20-04

Amor: Saudades da sua infância poderão ocupar-lhe a mente.
Saúde: Cuidado com o aparelho digestivo.
Dinheiro: Tenha cuidado com os conflitos entre colegas. Pode sair prejudicado.
Números da Semana: 1, 14, 25, 36, 47, 49

Touro

21-04 a 21-05

Amor: A sua relação poderá estar a avançar muito
rapidamente. Aja com cautela mas não se preocupe com o seu futuro. Deus cuidará de si!
Saúde: Cuide melhor dos seus dentes, pois merece ter um lindo sorriso.
Dinheiro: Não gaste mais do que aquilo que realmente pode.
Números da Semana: 2, 15, 24, 26, 41, 42

Gémeos

21-04 a 21-05

Amor: Saiba ouvir a sua cara-metade. Lembrese que ele também precisa de si. Procure dizer
coisas boas, a palavra tem muita força!
Saúde: Espere um período regular.
Dinheiro: Poderá investir em novos projetos, com prudência.
Números da Semana: 5, 11, 17, 19, 28, 36

ALTERADO

dr

Caranguejo

Bagdade, cidade das mil e uma riquezas... mas para além de toda beleza e exotismo, o povo sofre a terrível tirania do
Vizir conhecido pela ferocidade e hálito
fedorento. Conseguirá o jovem ladrão
Aladino, ajudado pelo Génio da Lâmpada, frustrar os planos malignos do Vizir
Khalid e ganhar o coração da princesa
Shallia?

Sudoku

música
SOLUÇÃO

Best of Fado |
Um Tesouro
Português Vol.5

21-06 a 23-07

Amor: Estará num período bastante propício ao romantismo.
Que a juventude de espírito o faça ter o mais belo sorriso!
Saúde: Se sofrer de alguma doença crónica, poderá ressentir-se um pouco neste período.
Dinheiro: Poderá alcançar os seus objetivos profissionais.
Números da Semana: 9, 18, 22, 36, 39, 44

Leão

24-07 a 23-08

Amor: É possível que reencontre alguém que não via
há muito tempo. Que o futuro lhe seja risonho!
Saúde: Estará tudo na normalidade.
Dinheiro: Poderá ter necessidade de utilizar as suas poupanças.
Números da Semana: 11, 22, 29, 32, 39, 49

Virgem

24-08 a 23-09

Amor: Aproveite bem os momentos mais íntimos para
mostrar à sua cara-metade o tamanho do seu amor.
Saúde: Procure o seu médico de família para fazer
exames de rotina.
Dinheiro: Dedique-se com afinco e determinação ao
seu emprego porque pode ter uma excelente surpresa.
Números da Semana: 8, 17, 21, 25, 27, 47

Balança

24-09 a 23-10

Amor: Dê mais atenção às necessidades da sua
cara-metade. Não ponha de parte aqueles que
ama, cuide deles com carinho.
Saúde: Possível inflamação dentária.
Dinheiro: É provável que surja a oportunidade pela qual
esperava, para dar andamento a um projeto que tinha parado.
Números da Semana: 5, 20, 30, 40, 44, 48

Escorpião

24-10 a 22-11

Amor: Deixe de lado o passado e concentre-se mais
no presente.
Saúde: Poderá sofrer de quebras de tensão, tenha cuidado!
Dinheiro: A impulsividade irá causar alguns estragos
na sua conta bancária.
Números da Semana:14, 28, 32, 33, 41, 49

SOPA DE LETRAS
FRUTAS
dr

Sagitário

Entre os consagrados e os novos talentos, os grandes clássicos e as gravações
mais recentes trata-se de um documento
que atualiza e enriquece os tão bem sucedidos volumes anteriores. Em The Best of
Best vol. 5 a história continua. The Best
of Fado tem um novo volume que volta a
juntar os maiores nomes do fado. Como
se o tempo não tivesse tempo, enquanto se ouvem as 20 vozes aqui presentes:
Amália, Carrminho, Ana Moura, Mariza, Carlos do Carmo, Camané, João Ferreira-Rosa, Maria da Fé, Raquel Tavares,
António Zambujo e Ricardo Ribeiro são
apenas alguns dos anfitriões de uma hora
e alguns minutos muito bem passados.

23-11 a 21-12

Amor: Será elogiado pela sua tolerância e compreensão.
Saúde: O bem-estar físico vai acompanhá-lo durante
toda a semana.
Dinheiro: Poderá receber uma quantia considerável de dinheiro.
Números da Semana: 1, 21, 23, 29, 32, 33

Capricórnio

22-12 a 20-01

Amor: Aprecie uma reunião familiar e ponha de
lado as preocupações profissionais.
Saúde: Possíveis problemas de obstipação.
Dinheiro: Seja mais flexível; o facto de ser tão
minucioso pode prejudicá-lo.
Números da Semana: 9, 14, 18, 22, 33, 44

Aquário

21-01 a 19-02

Amor: Poderá ter uma discussão com os seus filhos.
Lembre-se que eles têm vida própria.
Saúde: Trate-se com amor! A sua saúde é o espelho
das suas emoções.
Dinheiro: Período de grande estabilidade.
Números da Semana: 11, 20, 28, 29, 30, 36

Peixes

20-02 a 20-03

Amor: Andará um pouco desconfiado do seu parceiro. Fale e
esclareça as suas dúvidas com ele. Agora é tempo para partilhar.
Saúde: Sentir-se-á cheio de energia.
Dinheiro: Aproveite bem as oportunidades que lhe surjam
Números da Semana: 8, 12, 17, 19, 30, 48

Desporto

CSS | 11 de Novembro de 2016

11
15

G.D.
Criar-t
Seixal
Hóquei

Corfebol do Alto do Moinho
entra na nova época com o pé direito

No passado domingo, dia 6 de novembro, o escalão A do Corfebol do CCRAM (Centro Cultural e Recreativo
do Alto do Moinho) teve a oportunidade de defrontar o CIF B (Clube Internacional de Foot-ball), em Lisboa.

dr

O próximo fim-de-semana será
marcado por novos jogos: desta vez o
CCRAM B (Campeonato Nacinal de
3ª Divisão) receberá em casa o Korf LX
Project e o CCRAM A voltará a dar tudo
Na passada semana estiveram
em plena actividade as equipas do
G.D.Criar-t Seixal Hóquei e embora
os resultados dos jogos possam revelar
a evolução de cada equipa, o mais
importante é a formação dos atletas que
se situam nos escalões de sub-7, sub-9,
sub-13, sub-15 e sub-17.
De salientar a caminhada paciente
e segura do processo de aprendizagem,
sendo muito positiva a melhoria da
patinagem, da coordenação, do domínio
do stick e do posicionamento colectivo,
principalmente nos Bambis (sub-7) que
no final dos jogos se mostravam felizes
e divertidos, o que revela uma aposta
correcta da Direcção da Criar-t.
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dr

Num jogo muito renhido e intenso
por parte das duas equipas, o resultado
terminou favorável para o Alto do
Moinho: 19-16.
Este encontro foi a entrada do
Corfebol A do CCRAM na nova
época (no Campeonato Nacional de 2ª
Divisão), com uma excelente vitória que
veio arrecadar, assim, os três primeiros
pontos da época.

dr

pela vitória, contra o Grupo Desportivo
Bons Dias (GDBD). Este último jogo
irá realizar-se na Escola Secundária da
Ramada (Odivelas).

CORTA-MATO
CIDADE DE AMORA
Com a participação de mais de um
milhar de atletas em representação de
100 Clubes de todo o país, realizou-se
no passado fim-de-semana a 27ª edição
do Corta-Mato Cidade de Amora.
Silvana Dias, do Sport Lisboa e Benfica
e Nelson Cruz, do Clube Pedro Pessoa,
foram os grandes vencedores desta prova
que tem sido eleito pela comissão técnica
da Federação Portuguesa de Atletismo
para observar ou seleccionar os atletas
que representarão o País nas provas

dr

europeias da modalidade.
Esta prova é um encontro de atletismo
de elevado nível competitivo e de
grande participação, sendo uma das
mais prestigiadas provas desportivas que
acontece no concelho e que tem trazido
alguns nomes emblemáticos do atletismo
nacional e internacional.

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CSS | 11 de Novembro de 2016


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