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Comércio 349 .pdf



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Semanário | Sexta-Feira | 10 de Novembro de 2017 | Ano X | N.º 349

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Director: Fernando Borges

XVIII ENCONTRO
DE BANDAS
FILARMÓNICAS

Págs. 2 e 3

Falta de médicos
em Corroios

Edgar Branco
e Milene Matias

Requalificação
de escola

MOVEMBER
em Portugal

Falta de médicos na Unidade de
Cuidados de Saúde Personalizados gera
preocupação. Comissão de Utentes
da Saúde do Concelho do Seixal e
população pedem a rápida resolução do
problema.
Pág. 5

Falar de Danças de Salão no Concelho
do Seixal é o mesmo que falar de Edgar
Branco e Milene Matias. O “Comércio”
entrevistou o casal que nos falou de
projectos e do estado das Danças de
Salão no Concelho.
Pág. 8

EB 2/3 Navegador Rodrigues Soromenho
em Sesimbra vai ser requalificada e ampliada. Prazo de execução da obra é de dois
anos e será financiada pelo Ministério da
Educação e desenvolvida e acompanhada
pela Câmara Municipal de Sesimbra.
Pág. 9

O “Comércio” associa-se à causa e esteve
à conversa com Xavier Costa, o coordenador da página oficial de Facebook do
Movember em Portugal, que nos alertou
para a importância do movimento e o
seu papel na sociedade.
Pág. 12

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REportagem
2

ENCONTRO DE BANDAS FILARMÓNICAS
Celino Cunha Vieira

Nos dias 28 e 29 de Outubro realizou-se o XVIII Encontro de Bandas Filarmónicas “O Seixal e a
Música”, trazendo sonoridades de diferentes locais do país ao núcleo histórico da cidade. União
e Timbre foram mais uma vez as anfitriãs do certame.

editorial

Com a reforma administrativa aprovada no reinado de Dona Maria II,
o Seixal passou a Concelho em 6 de
Novembro de 1836, deixando de pertencer a Almada. Anos mais tarde, em
1895, viria a ser extinto e dividido entre
os Concelhos vizinhos do Barreiro e
novamente de Almada, até que passados três anos adquiriu a sua definitiva
autonomia com a área geográfica que
tem hoje de 95,5 km2, depois da anexação do lugar de Corroios.
E isto leva-nos a reflectir…
Se Corroios tivesse ficado dependente de Almada, já o Seixal não teria
de se preocupar com as inundações que
todos os anos se verificam e que se não
fosse a seca que se vive neste momento,
já certamente teriam ocorrido.
Também em relação à Aldeia de Paio
Pires se ficasse entregue ao Barreiro, já
a poluição produzida pela Siderurgia
Nacional não seria obrigação do Seixal
ter de reivindicar o cumprimento da
Lei. Provavelmente a poluição seria a
mesma ou pior, mas já os nossos autarcas poderiam deixar de se preocupar
com isso e os “Contaminados” que
fossem protestar para lá das terras de
Coina.
Também Fernão Ferro poderia pertencer a Sesimbra e eles que se amanhassem com as áreas urbanas de
géneses ilegal, com o saneamento e
com o fornecimento de água.
Em resumo, no Seixal ficaríamos
apenas com o Benfica, com as grandes
superfícies comerciais, com as rotundas, com a questão da deficiente limpeza urbana e com as intermináveis
obras no núcleo antigo que vai passar
mais um inverno sem que as mesmas
estejam concluídas.
Quem sabe se um dia nos vemos
livres daqueles pesadelos através de
uma nova reforma administrativa
(há já quem se refira a Almada como
Distrito) ou até por essas Freguesias
seguirem o exemplo dos separatistas
da Catalunha e decidirem ser independentes. Existe uma delas que já deu
alguns passos nesse sentido e até parece
que se isso fosse possível, o Presidente da Junta gostaria de não ter que dar
satisfações a ninguém.
Certo é que o Concelho do Seixal
comemorou 181 anos de existência e
que para além da tradicional Sessão
Solene em que se atribuem algumas
medalhas municipais, outras iniciativas
decorrem durante todo mês de Novembro, destacando-se, pelo seu simbolismo, a inauguração da requalificação
do coreto da Sociedade Musical 5 de
Outubro na Aldeia de Paio Pires, que
há muito estava degradado e a necessitar de recuperação.

Diretor: Fernando Borges - CP1608
Registo do título: 125282
Depósito Legal: N.º 267646/07
Contribuinte N.º 194 065 499
Propriedade e Editor: Ângela Rosa

A Sociedade Filarmónica União Seixalense - “Os Prussianos” foi a anfitriã
do primeiro dia do Encontro de Bandas,
recebendo as filarmónicas da Lourinhã e
de Tarouca. As bandas desfilaram pelas
novas ruas do Seixal, cumprimentando
a Sociedade Filarmónica Democrática
Timbre Seixalense, dirigindo-se pela Rua
Paiva Coelho até à União Seixalense.
A Associação Musical e Artística Lourinhanense foi dirigida pelo maestro Fernando Palacino, antigo músico da União
Seixalense, estudou na Escola de Música
do Conservatório Nacional de Lisboa,
na classe de trombone, tendo lecionado
no Conservatório Regional de Tomar
e promovendo vários cursos de aperfeiçoamento de trombone no continente e
nas ilhas. Fez parte, sendo fundador, do
Grupo de Metais do Seixal (GMS), venceu o Prémio Jovens Músicos da RDP
em 1990 e integrou a Nova Filarmónica
Portuguesa, Orquestra Nacional do São
Carlos, Orquestra Sinfónica Portuguesa,
Orquestra Ligeira da RDP, Orquestra
Nova Harmonia, Orquestra da Felicidade, Orquestra do Hot Clube de Portugal e
Orquestra de Jazz do Maestro Jorge Costa
Pinto. Faz parte da Banda de Música da
Força Aérea Portuguesa.
Depois do concerto pela Banda da
Lourinhã, onde se destacou a interpretação da Quinta Sinfonia de Beethoven, foi
a vez de subir ao palco da União Seixalense, a Banda de Tarouca, tendo o Salão
Nobre António da Cunha a lotação esgotada com cerca de três centenas de pessoas.
A Associação Filarmónica de Tarouca trouxe os ares do interior norte até ao
Seixal, sob a batuta do maestro Rui Lima,
músico da escola de música da banda que
dirige, iniciou os seus estudos musicais
em 2000 em trombone, ingressando a
Academia de Música de Tarouca e, posteriormente, na Banda de Sinfónica do
Exército Português e Banda Militar do
Porto. Estudou na Escola de Música do

Administração, Redação
e Publicidade
Av. José António Rodrigues, 45
2840-078 Aldeia de Paio Pires
Telm. 969 856 802
Telf. 210 991 683
comerciodoseixal@gmail.com
http://jornalcomerciodoseixalesesimbra.wordpress.com
Facebook: Comércio do Seixal e Sesimbra

Conservatório Nacional do Porto e frequentou vários cursos de direção e composição musical. A Banda de Tarouca
brindou o público com um concerto de
elevado rigor artístico, destacando-se as
rapsódias de Luís Cardoso Xutos Medley
e Canções da Tradição.
A última banda a subir a palco foi a
da casa – a Sociedade Filarmónica União
Seixalense, cujo maestro é natural de
Tarouca. Armindo Pereira Luís dirige
os Prussianos desde 1992, foi músico na
Banda de Tarouca, estudou nas escolas
de música dos Conservatórios de Coimbra e Lisboa, foi membro fundador do
quarteto de saxofones Saxofínia, onde
representou o país e ganhou diversos prémios, frequentou diversos cursos de direção musical e lecionou na Academia de
Música Eborense, Escola Profissional de
Évora, Academia de Música e Belas Artes
Luísa Tódi, em Setúbal e Escola de Música e Bailado de Linda-a-Velha. Como
convidado, atuou com a Orquestra da
RDP, Orquestra Nacional do São Carlos,
Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian, entre outras. Dirigiu a banda da
União Seixalense na gravação de três discos, alcançando um enorme sucesso com

Diretor Adjunto: Celino Cunha Vieira TE1218
Diretora Comercial: Ângela Rosa
Paginação: Sofia Rosa
Repórter: Fernando Soares Reis CP6261
Colaboradores: Adriana Marçal, Agostinho António Cunha, Alvaro
Giesta, Dário Codinha, Fernando Fitas CP2760, João Araújo, João
Domingues CO1693, José Carvalho, José Henriques, José Lourenço,
José Mantas, José Sarmento, Jorge Neves, Maria Vitória Afonso,
Maria Susana Mexia, Mário Barradas, Miguel Boieiro, Paulo

o Marés, gravado em 2005.
No repertório interpretado, destacou-se a fantasia Os Pássaros do Brasil de
Kees Vlak, com três andamentos baseados na música e cultura brasileiras: 1 Pássaros Coloridos, 2 - Pomba Triste e 3
- Pássaros no Carnaval.
Após a atuação das bandas, tomou
a palavra o Presidente da Direção da
Sociedade Filarmónica União Seixalense – Fernando Simões –, o Presidente da
União das Freguesias do Seixal, Arrentela
e Aldeia de Paio Pires – António Santos
– e o Vereador da Câmara Municipal do
Seixal - Jorge Gonçalves –, sendo frisado
por todos a relevada importância deste evento numa terra que respira música, para além do encanto que as bandas
dão ao Seixal. Fernando Simões referiu
“que nunca se pensou que este Encontro
de Bandas atingisse um nível de tão alto
rigor artístico, trazendo ao Seixal ao longo de dezoito anos centenas de bandas
filarmónicas, desde a criação deste evento
na União Seixalense e, mais tarde, a integração da Timbre Seixalense na organização do certame”.
No dia seguinte foi a vez da Sociedade
Filarmónica Democrática Timbre Seixa-

Nascimento, Paulo Silva, Pinhal Dias, Rúben Lopes, Rui Hélder
Feio, Vitor Sarmento.
Impressão: Funchalense - Empresa Gráfica, S.A.
Tiragem: 15.000 exemplares
O «Comércio» não se responsabiliza nem pode ser responsabilizado
pelos artigos assinados pelos colaboradores. Todo o conteúdo dos
mesmos é da inteira responsabilidade dos respectivos autores.

CSS | 10 de Novembro de 2017

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TRAZ MÚSICA ÀS CENTENÁRIAS SEIXALENSES
lense receber o segundo dia do encontro
de bandas no seu Salão Nobre. Para este
segundo dia, a Timbre Seixalense convidou as bandas da Sociedade Filarmónica
de Instrução e Cultural Musical de Gançaria, e a banda da Sociedade Filarmónica
Olhalvense, de Olhalvo. O certame começou por volta das 16 horas com uma arruada com saída perto do edifício da antiga
Junta de Freguesia do Seixal e com chegada à Timbre Seixalense onde as bandas se
cumprimentaram tocando o seu hino.
Depois dos devidos cumprimentos
entre bandas e entidades, o encontro
filarmónico prosseguiu com a banda da
Sociedade Filarmónica Olhalvense subir
ao palco do Salão Nobre da Timbre para
o primeiro concerto da tarde, onde regida
pelo Maestro Edgar Nogueira, interpretou as peças Aculma, de Tiago Oliveira,
Fate of the Gods, de Steven Reineke,
Adventure, de Markus Gotz, e Las Arenas, de Manuel Morales Martinez.
De seguida foi a vez da banda da Sociedade Filarmónica de Instrução e Cultural
Musical de Gançaria, em Santarém, subir
ao palco. Regida pelo Maestro Samuel
Pascoal, a filarmónica interpretou as
peças Silver Lining in the Sky, de Shin
Wada, Sinfonia Nobilíssima, de Robert
Jager, Selection from Princess Mononoke,
de Joe Hishaishi, e El Tonico de la Cuerda, de Luis Alarcón.
Por último, coube à banda da casa, a
banda da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense, as honras de
encerramento do XVIII Encontro de
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Bandas Filarmónicas “O Seixal e a Música”. A banda regida pelo Maestro Jorge
Azevedo, já entrevistado pelo nosso jornal, interpretou as peças Sweet Breeze
in May, de Toshio Mashima, Persis, de
James L. Hosay, e Rhapsody in Blue, de
George Gershwin. A banda da Timbre
tocou ainda o hino da colectividade para
encerrar o encontro de bandas de 2017.
No discurso ao público presente,
António Santos, Presidente da União das
Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia
de Paio Pires, realçou a importância que
o encontro tem vindo a adquirir ao longo dos anos na freguesia do Seixal. Jacinto
Sado, presidente da Sociedade Filarmónica
Democrática Timbre Seixalense, falou ao
“Comércio” acerca do encontro de bandas:
“acho que é importante realçar que, sendo
o Seixal uma terra de forte implementação filarmónica, impunha-se a realização
de um evento como este. O Encontro de
Bandas Filarmónicas, organizado pelas
duas colectividades mais antigas do Concelho do Seixal e que conta desde a primeira hora com o apoio tanto da Câmara
Municipal como da Junta de Freguesia do
Seixal, conquistou por direito próprio um
lugar marcante naquilo que é a oferta, já
de si bastante rica, a nível cultural no nosso município. Para a Timbre Seixalense,
organizar um dia de concertos e desfiles
pelas ruas do nosso Seixal por bandas convidadas, representa não só a oportunidade
de fazer cumprir a sua missão mais importante, a de proporcionar um acesso livre
e igualitário a todos os que queiram des-

frutar desta tão nobre arte que é a música,
como também a de demonstrar o trabalho
que diariamente é realizado por todo um
colectivo dentro desta casa, sempre com o
intuito de levar a quem nos ouve e nos segue
o melhor que sabemos e podemos fazer”. O
Presidente da Sociedade Velha concluiu: “o
resultado final de uma organização como
o Encontro de Bandas do Seixal é sempre
o da aquisição de novos saberes por parte
das gentes que nos visitam e nós próprios,
pois este tipo de iniciativas levam a que as
bandas filarmónicas possam sair das suas
portas e tenham a possibilidade de conhecer outras realidades, fomentando-se desta forma laços de amizade que perduram

entre povos e instituições. Em suma, na
Timbre Seixalense temos como objectivo
a continuação deste projecto que tanto
custou a erigir mas que hoje se afirma por
si mesmo, não apenas pelo sucesso da sua
excelente organização, mas acima de tudo
pela forma carinhosa como podemos e
tão bem sabemos receber aqueles que nos
visitam, dando a conhecer um bocadinho
que é o Concelho do Seixal, a Freguesia
do Seixal e principalmente a mais antiga
colectividade deste concelho: a Sociedade
Filarmónica Democrática Timbre Seixalense”.
João Domingues
Mário Barradas

reportagem

CSS | 10 de Novembro de 2017

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Histórias Associativas (25)*

o vozeiro

“Material eléctrico do arraial
comprado com colecta pública
foi emprestado à Câmara e não voltou”
Fernando
Fitas

Rui Hélder Feio

Fiador

O que é uma fiança? Uma fiança
é uma garantia que um credor solicita quando tem dúvidas que o futuro
devedor possa cumprir a tempo e horas
os pagamentos a que se comprometeu.
Nesse caso, quem se responsabiliza é o
fiador que garantiu pagar, caso a pessoa que contraiu a dívida não o fizesse.
Este é o principal dever de um fiador. Quanto a direitos, não tem quase nenhuns. Conta com a gratidão do
devedor e nada mais.
No entanto, aquando da assinatura de um contrato em que possa ser
fiador, pode exigir que não conste a
cláusula de renúncia à excussão prévia, ou seja, que o seu património não
seja executado antes do património do
devedor permitindo assim a possibilidade de ser parte em processo judicial
se necessário.
O benefício da excussão, ou seja,
poder recusar o cumprimento enquanto não estiverem excutidos os bens do
devedor principal, terá de ser aceite
pelo banco que, por norma, prefere
não o fazer.
No caso de se tornar fiador e perante o incumprimento do devedor, terá o
credor de dar conhecimento ao fiador
de que a prestação se mostra vencida
e no caso do fiador ter já cumprido as
diversas prestações que se foram vencendo ao longo de alguns anos, não
pode executar o fiador sem lhe dar
conhecimento do vencimento das prestações em falta, nos mesmos moldes
em que deu conhecimento ao devedor
principal. Há que ter em conta que
não obstante o fiador se haja obrigado
como devedor principal, não se identifica com o devedor solidário. A sua
obrigação continua a ser acessória em
relação à do devedor afiançado com as
consequências inerentes.
Ao fiador, resta-lhe exigir ao devedor pelos meios normais o pagamento
dos valores cumpridos.

DR

P – Uma vizinha, que conheço há
muitos anos e em quem deposito a
máxima confiança, na sequência de seu
divórcio pediu-me que fosse seu fiador
para uma casa que agora vai comprar.
Devo faze-lo? Quais os direitos e obrigações que irei ter enquanto fiador?
R – Existe um dito antigo tantas
vezes mencionado pelos mais idosos
e mais sábios, “Fianças e avais, é que
nem aos filhos nem aos pais”.

Ante este quadro de penúria, as tarefas
de limpeza da colectividade recaíam, como
facilmente se compreende, sobre as mulheres ou sobrinhas dos elementos da direcção,
designadamente, quando se tornava forçoso
preparar a sala para a realização de qualquer
evento festivo.
“Tantas vezes, esfregou minha mulher o
soalho da sociedade, por mor da casa estar
apresentável no dia desta ou daquela festa” Refere. “Só desta forma, conseguíamos
levar a carta a Garcia. De outro modo, não
era possível a sobrevivência da sociedade.”
Garante.
Sabedor da arte de tocar e de artes outras
que o engenho mais incita, sobretudo,
quando se exerce a função de gerir uma casa
onde todos os tostões eram contados, Caetano Veríssimo e os restantes companheiros
de direcção, lançavam mão a todas as iniciativas que, á priori, se afigurassem susceptíveis de gerar alguns proventos. De Entre
elas, ressalta a realização dos arraiais populares, aproveitando, para o efeito, o espaço
que o antigo jardim público oferecia.
“Como ali se situava o coreto e a configuração do local assentava que nem uma
luva às nossas necessidades,” adianta, “não
precisávamos de montar qualquer palco, o
que, desde logo, era menos uma canseira,
uma vez que tanto a banda como a orquestra dele se serviam para os concertos ou bailes. Havia apenas que dispor os balões de
papel, iguais aos que as marchas utilizam.
Mais tarde, com o aparecimento da energia
eléctrica, é que passamos a colocar lâmpa-

das, em resultado de uma colecta feita junto
dos habitantes da terra.
Mas curiosidade das curiosidades,” diz
ainda Caetano Veríssimo, “ao saber desta
benfeitoria, o Sr. Cosme Narciso Lopes,
presidente da Câmara nessa altura, imediatamente cuidou de nos pedir, a título
de empréstimo, os 300 metros de fio que
havíamos adquirido, para que as festas de S.
Pedro, no Seixal, também se apresentassem
electrificadas.
Contudo, não obstante as nossas insistências para que o mesmo nos fosse devolvido,” assevera, “o raio do fio nunca mais
cá chegou, pelo que apesar da sociedade de
Arrentela, ser uma das mais pobres do concelho, ainda se viu privada daquele material,
que, aliás, muita falta lhe fazia.”
Marcha de Arrentela
exibe-se em Lisboa
Peripécias que não esmoreciam a determinação de quem depositava toda a dedicação na boa figura da SFUA, a qualquer
lado que esta se deslocasse. “Esse esmero,”
refere Caetano Veríssimo, “chegou ao ponto
de nos levar a preparar dentro da sede, um
quarto para o mestre pernoitar, nas noites
em que dava ensaio. Porquanto, nesse tempo, os transportes públicos eram escassos, a
partir de determinada hora.”
No entanto, de outros cometimentos
se construiu o prestígio da agremiação.
Para satisfação dos associados e gáudio
dos espectadores que a eles assistiram. Dos
inúmeros registos que a sua memória con-

segue recuperar, Caetano Veríssimo, retém,
igualmente, a realização de duas marchares
populares, em 1946 e 1951, a última das
quais, teve mesmo a honra de ser convidada
a exibir-se - extra concurso - no Pavilhão dos
Desporto, em Lisboa, por ocasião do desfile
que habitualmente a câmara local promove.
“Foi um contentamento indescritível.”
Afirma. Para logo aludir ao que considera
tratar-se de “uma ‘tramóia’ de todo o tamanho, protagonizada pelo referido Cosme
Lopes, que para evitar conflitos entre os
apoiantes de cada uma das cinco marchas
participantes no concurso promovido pela
Câmara, em 46, resolveu não anunciar o
vencedor, não entregando, assim, a taça a
nenhuma.”
Tempos áureos de uma agremiação que
fazia da música a sua mais destacada bandeira. Não sendo por isso despiciendo que
fosse constantemente solicitada para actuar
em diversas localidades dos arredores de
Lisboa. “ Íamos a Vila Franca de Xira, Carregado e Alenquer, animar festas ou procissões.” Diz. “ O mesmo acontecia com os
grupos de jaz. Todos constituídos por gente
da banda. Não havia músicos de fora. Um
deles, o ‘União Jaz’ trajava até com fardamento próprio.”
Contudo, algumas dificuldades houve,
que mercaram o percurso da SFUA e da
sua banda ao longo de tantos anos, especialmente quando, por força de uma profunda
crise de trabalho ocorrido no concelho, nos
anos quarenta, alguns músicos se viram forçados a buscar sustento noutros pontos do
país.
“Foi uma razia tão forte, que a banda ficou
inactiva.” Refere Caetano Veríssimo. “E o problema assumiu ainda maior dimensão quando
a paróquia nos enviou um ofício convidando-a
para tocar na procissão anual do Dia de Todos
os Santos. Valeu-nos, na circunstância, o facto
de a União Seixalense ser a nossa madrinha e
prontamente ter cedido quinze dos seus músicos, para completar o elementos que faltavam
aos diferentes naipes.”
* Excertos de “Histórias Associativas –
Memórias da Nossa Memória – 1º Volume As
Filarmónicas”. Edição Câmara Municipal do
Seixal. - 2001

ROSTOS DO SEIXAL
OSVALDO MARQUES CAMBALACHO (1924 - 2009)

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Nasceu no Seixal, iniciando a carreira
futebolística no Seixal Futebol Clube,
fundado um ano após o seu nascimento.
Ingressou, na temporada de 1951/52,
no Futebol Clube do Porto, mas foi já
com o técnico Dorival Yustrich no

comando dos portistas que Cambalacho
ganhou um lugar na defesa, depois do
treinador brasileiro dispensar o até então
titular e mítico Ângelo Carvalho. Na
temporada de 1955/56, o Futebol Clube
do Porto voltou a vencer o Campeonato
Nacional (dezasseis anos depois da
última vitória), conquistando também
a sua primeira Taça de Portugal, onde
Cambalacho teve um papel importante
na equipa ao ser um dos três jogadores
que realizou todas as vinte e seis
partidas do campeonato nacional. Na
temporada seguinte venceu a Taça
Associação de Futebol do Porto e no
final da época terminou a carreira de
jogador.
Osvaldo Marques Cambalacho inicia

assim a sua carreira de treinador, tendo
passado pelo Boavista Futebol Clube em
1966, onde garantiu a sua subida à 1ª
Divisão, foi treinador do Juventude de
Évora em 1973, entre outros.
Habitou, na maior parte da sua vida,
em Ermesinde, sendo sepultado no
Seixal e voltando assim à sua origem.

Mário Barradas

sociedade

CSS | 10 de Novembro de 2017

5

CENTRO DE SAÚDE DE CORROIOS
Falta de médicos na UCSP de Corroios preocupa Comissão de Utentes.
Num comunicado afixado na vitrina exterior do
centro de saúde ao final do
dia 31 de Outubro, a Coordenadora da unidade informava os utentes que não
poderiam garantir as consultas habituais sem médico de família atribuído.
“MOTIVO: O horário
dos médicos para apoio
aos utentes SEM médico de família foi reduzido por ordem superior,
alheio à nossa vontade.”
(ver foto).

Numa nota tornada pública em 1 de
Novembro, a Comissão de Utentes da
Saúde do Concelho do Seixal (CUSC.S)
veio alertar a população de Corroios
para os constrangimentos agravados no
atendimento aos utentes a partir de 2 de
Novembro naquela Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP).

Segundo José Lourenço
da CUSC.S, “esta situação
deve-se a ordens emanadas
da tutela para o corte nas
contratações em outsourcing no número de horas de
apoio a utentes sem médico
de família e situações agudas que, no caso presente
passaram de 190 para apenas 36 horas semanais e só
à 3ª feira, o que é incompreensível e inaceitável, e lesiva dos direitos dos utentes
no acesso a cuidados de saúde primários
suficientes, eficientes e de qualidade”.
Ainda segundo este dirigente “o défice
de profissionais de saúde tem sido crónico nesta unidade e a não reposição dos
dois Médicos de Família (MdF) que saí-

ram recentemente, deixou mais de cerca
de 3.800 utentes sem MdF a descoberto,
a juntar aos já existentes. Tanto quanto
pudemos apurar, os dois MdF destinados a esta UCSP, foram colocados em
USFs. Desconhecemos se
por opção própria ou por
determinação superior”.
Em email enviado à
Direcção Executiva do
ACES Almada/Seixal, a
CUSC.S refere que “esta
e outras situações, como
o atraso no lançamento do concurso público
para a construção do
novo Centro de Saúde
de Corroios, representam
uma enorme preocupação para os utentes e para
esta Comissão de Utentes, reforçada pelo início
do período invernal e do
acréscimo de episódios
agudos que habitualmente se verificam nesta
altura”.
Contactado o presidente da Junta de Freguesia de Corroios,
Eduardo Rosa, manifestou a sua “preocupação
face à situação criada” e
disse estar “com os utentes na sua luta por melhores cuidados de saúde”,
adiantando ainda que

“juntamente com a Câmara Municipal
do Seixal e a Comissão de Utentes estão
a envidar todos os esforços para que o
problema seja resolvido rapidamente”.

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CARTÓRIO NOTARIAL DE ALMADA DA DRA. SUSANA RIBEIRO
DE BRITO VALLE – RUA SÃO SALVADOR DA BAÍA, 5, LOJA, ALMADA
- Telefone 212765336
EXTRACTO PARA PUBLICAÇÃO
___Certifico para efeitos de publicação, que por escritura pública de justificação lavrada neste Cartório, em
trinta e um de Outubro de dois mil e dezassete, lavrada com início a folhas sessenta e cinco do livro de notas
para escrituras diversas número Dezassete, Isabel Ribeiro Alves, divorciada, natural de França, residente
na Rua Cidade de Santarém, lote 290, Quinta do Conde, Sesimbra, declara, que é dona e legítima possuidora
com exclusão de outrém, de um prédio urbano, com a área coberta de cento e trinta e oito metros e cinquenta
decímetros quadrados e desco9berta de cento e noventa e um metros e cinquenta decímetros quadrados, sito
em Pinhal do General, lote 290, freguesia de Quinta do Conde, concelho de Sesimbra, que confronta do norte
com lote 289, do sul com lote 291, do nascente com via pública, e do poente com lote 269, inscrito na matriz
predial respectiva sob o artigo 7612, a desanexar do prédio descrito na Conservatória do Registo Predial de
Sesimbra sob o número oito mil novecentos e setenta e um da freguesia de Quinta do Conde. Que, este prédio
foi adquirido pela justificante, ainda no estado civil de solteira, menor, representada por seus pais, a Victor
Hugo Gonçalves Dinis, solteiro, maior, residente na Rua Francisco António de Almeida, lote2090, Pinhal do
General, Sesimbra, cerca do ano de mil novecentos e noventa e cinco, pensando a justificante que este o tenha
adquirido a António Xavier de Lima, casado sob o regime de comunhão de adquiridos com Maria de Fátima
Pires Ferreira de Lima, residente na Estrada Nacional 10, porta 6, 1º, Cova da Piedade Almada, mas dado o
tempo decorrido desde aquela aquisição até hoje, não é detentora de qualquer título formal que legitime a posse
do referido prédio. Que, é sua convicção que a venda foi titulada por escritura pública, cuja data da celebração,
bem como o notário que a terá lavrado, inteiramente desconhece dado o tempo decorrido, não obstante as
intensas e diversas buscas a que procedeu. Que depois daquela aquisição foi casada com José Abilio Vilaça
sob o regime de comunhão de adquiridos de quem é actualmente divorciada. Que, em consequência daquela
aquisição, o seu invocado direito de propriedade advém-lhe originariamente por usucapião, em virtude de,
depois da compra e venda a justificante exercer no prédio todos os poderes de facto inerentes ao direito de
propriedade, portando-se sempre como sua dona, sem interrupção, fruindo as utilidades possíveis, convicta
de exercer o mencionado direito com exclusão de outrem, à vista de todos e sem discussão, nem oposição de
ninguém. Que dada a natureza do invocado título não tem possibilidade de comprovar o seu direito pelos meios
extrajudiciais normais, direito esse de propriedade que justifica pela mencionada escritura, para fins de registo
predial. _________________________________________________________________________
___Está conforme o original. _________________________________________________________
Cartório Notarial de Almada da Dra. Susana Ribeiro de Brito Valle, 31 de Outubro de 2017.
A Notária,
(Susana Ribeiro de Brito Valle)
Conta nº2483/2017

reportagem

CSS | 10 de Novembro de 2017

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SEIXALJAZZ 2017 TERMINA EM GRANDE
Com o concerto esgotado pelo quarteto do lendário Lee Konitz, o festival SeixalJazz terminou com chave de ouro. João Barradas
Quinteto, Dominique Pifarély Quartet, Volúpia das Cinzas e The Rite of Trio também actuaram na última semana do festival.

Foi perante um Auditório Municipal do Seixal esgotado que Lee Konitz
e o seu quarteto encerraram a edição
de 2017 do SeixalJazz. O lendário
saxofonista nascido em Chicago, nos
Estados Unidos da América, completou
90 anos a 13 de Outubro, e apresentou-se
no Seixal acompanhado de Dan Tepfer
no piano, Jeremy Stratton no contrabaixo e George Schuller na bateria. Com
uma interacção enorme com o público,
Lee Konitz tocou, cantou, trauteou e
ainda entreteve o público presente com
conversa e mesmo algumas piadas. Com
uma plateia encantada, Lee Konitz
Quartet fecharam o SeixalJazz 2017
aplaudidos de pé pelo público presente no
auditório.
Dois dias antes, dia 26 de Outubro,
foi João Barradas e o seu quinteto que
subiram ao palco do Auditório Municipal
do Seixal. O acordeonista português fez-se acompanhar de André Fernandes na
guitarra, João Paulo Esteves da Silva ao
piano, André Rosinha no contrabaixo e
Bruno Pedroso na bateria. João Barradas
Quinteto “entrou a matar” no espectáculo, iniciou a actuação a tocar ao mesmo
tempo que se ouvia uma conversa entre
Wayne Shorter e Joe Lovano usando o
seu acordeão midi. A cumplicidade do
quinteto foi notória e até ao final foi ainda possível assistir a duas peças tocadas a
solo por João Barradas, que demonstrou

toda a sua mestria e a validade
do acordeão no Jazz moderno.
No dia 27 de Outubro a vez
do quarteto de Dominique
Pifarély actuar no SeixalJazz.
O violinista francês subiu ao
palco juntamente com Antonin Rayon ao piano, Bruno
Chevillon no contrabaixo e
François Merville na bateria,
apresentaram no auditório
seixalense o disco de 2016
“Tracé Provisoire”. O violinista francês fez jus à sua fama
de ser um dos prossecutores
da modernização do violino
no Jazz a nível mundial, e
ofereceu um belo espectácu-

lo à plateia presente. Dominique Pifarély tocou ainda temas do álbum de 2015
“Time Before e Time After”, que conta
com uma música inspirada por Fernando Pessoa – Meu Ser Elástico. A ligação
a Portugal de Dominique Pifarély não
fica por aí, o músico francês já trabalhou
com Carlos Zíngaro e Hugo Carvalhais
(este último já actuou no SeixalJazz em
edições anteriores) e também colaborou
diversas vezes com o clarinetista Louis
Sclavis, que também já actuou no Seixal
Jazz.
O SeixalJazz Clube, na Mundet, recebeu também três concertos entre os dias
26 e 28 de Outubro. No primeiro foi a
vez do grupo Volúpia das Cinzas actuar.
O grupo português conta com Gabriel

Ferrandini na bateria, Hêrnani Faustino
no contrabaixo e Pedro Sousa no saxofone tenor e tem uma sonoridade, definida
por Gabriel Ferrandini, como um encontro entre o Jazz clássico e a improvisação
livre.
Nos dias seguintes foi a vez dos The
Rite of Trio actuarem no SeixalJazz Clube. O trio composto por André Silva na
bateria, Filipe Louro no contrabaixo e
Pedro Alves apresentou-se, provavelmente, como o grupo mais diferente do Jazz
convencional, com claras influências no
Rock e no Metal. O som mais pesado não
afastou o público da Mundet, muito pelo
contrário, a própria curiosidade trouxe
mais pessoas ao antigo refeitório da corticeira seixalense.

“Aladino
– O Musical Genial”
já está em cena
“Aladino – O Musical
Genial” é um espetáculo dedicado às crianças, mais uma
grande produção de Filipe La
Féria que desta vez se inspirou no exotismo e fascínio do
Médio Oriente para contar esta
bela história das Mil e Uma
Noites.
A versão musical de La Féria
de Aladino é totalmente original e conta a milenária lenda do
rapaz de bom coração que um
dia encontrou uma lâmpada
mágica. Dentro dessa lâmpada
havia um divertidíssimo génio

que lhe iria satisfazer três desejos. Mas
por trás desta história tão simples e eterna
existe uma forte mensagem sobre a liberdade de cada ser humano, da tolerância
e do respeito que devemos ter pelo nosso
semelhante.
La Féria transformou Aladino numa
festa para os olhos e para os sentidos,
com cantores, actores, bailarinos e acrobatas que fazem de “Aladino – O Musical
Genial” um espetáculo único que ficará na memória das crianças e dos adultos. É um espetáculo que utiliza as mais
sofisticadas técnicas de vídeo e com uma
partitura musical original é uma óptima
prenda para este Natal.

“Aladino – O Musical Genial” está
em cena para estabelecimentos de ensino todas as 3.ª a 6.ª Feiras às 11:00h e
às 14:00h, e para o público em geral aos
Sábados, Domingos e feriados às 15:00h.

sociedade

CSS | 10 de Novembro de 2017

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CORREIO DO LEITOR

O nosso leitor José Arada, de Amora,
enviou-nos um pedido para recolhermos
informações relativas a um problema que
se registava no terreno baldio que faz ligação entre as ruas Dona Branca Saraiva de
Carvalho e a Rua Sociedade Filarmónica
Operário Amorense.
De visita ao local, o “Comércio” esteve
à conversa com José Arada para recolher
depoimentos relativos a este problema.
“Eles (Câmara Municipal) alegam que
estas azinhagas não são pertença da
Câmara. Só que para mim, há uma disparidade de comparação, na azinhaga do
campo da bola, chamada de azinhaga do
Cabo da Marinha, prontificaram-se logo
a dar condições de estrada para servir o
Partido Comunista através da Festa do
Avante, fazendo uma entrada junto ao
rio. Na minha opinião, faz muito mais
falta arranjarem este local porque serve
muito mais gente durante o dia, do que
aquele que se prontificaram logo a fazer.
Aquilo foi feito só para dois ou três dias
de festa, enquanto aqui passam centenas
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de pessoas durante o dia,
desde crianças, pessoas
com carros de bebé ou em
cadeiras de roda, portanto não vejo qual é a razão
para não fazerem nada”.
José Arada continua
dizendo que “alegam que
enquanto não arranjarem
uma solução para este terreno que não fazem nada.
Mas não vamos estar à
espera sentados porque
as pessoas, precisam de
passar aqui diariamente e várias vezes.
Isto era uma azinhaga pública, e há efectivamente aqui um terreno é particular.
Aqui existiam umas casas, mas era uma
passagem pública, e se era uma passagem
pública, penso eu que era digno que se
faça alguma coisa em prol da população.
É uma passagem útil de acesso à Rua
Dona Branca Saraiva de Carvalho para
a Rua Sociedade Filarmónica Operária
Amorense. A azinhaga vinha dali, junto
ao patronato, mantinha-se a passagem
na mesma mas que tenha condignidade.
É um sítio onde as pessoas vêm por os
animais a fazer as suas necessidades. Não
tem luz, a única que tem é o sinal luminoso da SFOA”.
O nosso leitor concluiu a entrevista
contando-nos que já falou “com o presidente da Junta para que mandasse puxar
uma baixada para que se fizesse pelo
menos um poste. Foi-me dito que era
complicado porque metia a EDP e mais
isto e mais aquilo. Mas para servir o Partido Comunista, fizeram logo luz para a

POEMA

Festa do Avante. Fizeram postes de electricidade com duas lâmpadas, uma para
a estrada e outra para dentro da Festa.
Não estou contra que se faça lá, mas pelo
menos façam aqui também. Lá é uma
mais benfeitoria para a cidade de Amora, mas aqui servia mais população. Há
muita gente que vem do Centro de Saúde
do Rosinha e faz a transição daqui para o
Centro de Saúde de Amora. Que tenham
consciência porque foram eleitos para servir a população. A Câmara para servir a
população do concelho, e a Junta de Freguesia de Amora para servir a população
da freguesia de Amora.”
O “Comércio” tentou entrar em contacto com a Câmara Municipal do Seixal
para ouvir o lado da autarquia relativamente ao problema mas não obteve resposta.
Segundo o “Comércio” ainda apurou,
a Junta de Freguesia da Amora tentou
efectivamente adquirir o terreno com o
intuito de aumentar o edifício da Sociedade Filarmónica Operária Amorense
mas o mesmo acabou por ser adquirido
por um particular.

Agostinho Cunha

Quadras
dedicadas ao
S. Martinho
Depois do Santo Agostinho
Outro Santo aí vem
É o nosso S. Martinho
Muito pobre e sem vintém
Gostava de beber vinho
Fosse sentado ou de pé
Acompanhado ou sozinho
Também bebia água pé
Até conheço alguns Santos
Sempre de grãozinho na asa
Deixam-se dormir pelos cantos
Com medo de ir para casa
De manhã ao acordar
De cabeça muito pesada
Pouco ou nada se vão lembrar
Da noite mal passada
Há por aí alguns Santinhos
Cada um faz o que quer
Quando bebem uns copinhos
Querem bater na mulher

entrevista

CSS | 10 de Novembro de 2017

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EDGAR BRANCO & MILENE MATIAS
Uma viagem alucinante pelo mundo das Danças de Salão
contribuímos para essa evolução. Graças
ao trabalho e dedicação dos nossos alunos, todas as épocas, contamos sempre
com diversos títulos a nível nacional.
Como estão as Danças de Salão no
concelho do Seixal?
As danças de salão no Concelho estão
muito bem, com bons professores da nova
geração a proporcionar boa dança para
todas as camadas. É um trabalho difícil
mas muito compensador e que é visível,
quer nos resultados dos atletas em competição, quer nas exibições que fazem, como
as Seixaliadas e Festas da Cidade.
Qual tem sido o feedback das
autarquias em relação ao vosso trabalho?
Sempre que o nosso trabalho chega
às autarquias é sempre bastante elogiado mas, por algum motivo e apesar de já
darmos aulas no Seixal há 11 anos, parece
que sempre é tido como surpresa. É como
se fosse sempre uma novidade a qualidade
do trabalho que apresentamos.

Edgar Branco e Milene Matias praticam dança desportiva há 17 anos. Foram
atletas federados e são atualmente treinadores e juízes de prova pela Federação Portuguesa de Dança Desportiva
(FPDD). Edgar é ainda treinador e juíz
de prova pela Associação Portuguesa de
Professores de Dança de Salão Internacional (APPDSI).
Ambos têm Cédula de Treinador de
Dança Desportiva de Grau I e frequentam o estágio para Licença de Treinador
de Dança Desportiva de Grau II em Standard. Fazem ainda parte das suas habilitações técnicas algumas certificações
internacionais e formação constante com
alguns dos melhores professores e dançarinos mundiais.
Na sua carreira competitiva orgulham-se de terem sido finalistas de todas as
competições realizadas em Portugal.
Diversas vezes Campeões Nacionais, do
Ranking Nacional e da Taça de Portugal,
representaram o nosso país por dezenas
de vezes pela APPDSI e pela FPDD.
No nosso concelho, são professores de
danças de salão no Clube Desportivo e
Recreativo do Fogueteiro.
Companheiros na dança e na vida,
casaram em 2016, e são pais de uma linda
menina. "O Comércio" alegre, tranquilo
e apaixonado, depositou na sua companheira Milene a responsabilidade de responder às nossas questões.
A vossa carreira desportiva foi muito intensa. Como se sentem e qual o
balanço que fazem?
Começámos a competir tarde, eu tinha
22 anos. Queríamos alcançar um nível de
dança que nos permitisse sermos bons
professores. Sabíamos que o tempo era
curto e, por isso, sempre "apertámos o
acelerador" para conseguirmos aprender
o máximo possível com o tempo que dispunhamos. No final de contas foi uma
viagem alucinante, muito gratificante e
em que sinto que fizemos tudo a que nos
propusemos.
Quando, e como, se iniciaram nas
Danças de Salão?
Eu fui acompanhar a minha melhor
amiga que queria experimentar uma aula
e foi dançar com o irmão mais velho do

Edgar. Não fui muito convencida a ficar,
ia só fazer-lhe companhia, mas foi paixão
à primeira vista. Nunca mais parei até
hoje.
Como se conheceram e quando
começaram a dançar juntos?
Conhecemo-nos nas aulas. O Edgar
foi assistir a umas aulas com o irmão, que
já era meu amigo. A amizade foi fácil e
rápida. Dançámos algumas vezes juntos
nas aulas ou em festas e gostávamos muito. No final de 2001 o Edgar convidou-me para dançar com ele. Eu só aceitei
passados uns meses. Formámos parceria
em Abril de 2002.
Sabemos que, do vosso currículo,
fazem parte algumas participações
televisivas, e não só.
Sim, principalmente o Edgar. Eu
acompanhei-o sempre e também apareci
algumas vezes, mas o Edgar é que acabou
por fazer essas participações de forma
mais visível. A experiência das 3 edições
no Dança com as Estrelas foi muito boa.
Falem-nos da vossa escola DanceStep.
DanceStep é um projecto que nós
temos desde que começámos a dançar
sabendo que o nosso principal objectivo era sermos professores de dança. No
início era apenas um sonho que ganhou
nome. Depois começámos a dar aulas em
algumas escolas, nomeadamente colectividades no Seixal, mas não só. Um dia
DanceStep será o nome da escola que
abrirmos de raiz. Neste momento, DanceStep representa todas as escolas onde
damos aulas. Tentamos que, apesar de que
cada uma tenha a sua própria identidade,
todas no seu conjunto são a DanceStep
Escolas, uma equipa forte e competitiva,
mas também uma Família.
Na vossa escola já criaram alguns
Campeões?
Sim. Se calhar os primeiros Campeões fomos nós próprios com 13 títulos de
Campeões Nacionais e outros 10 dos Circuitos e Taças de Portugal e com quase 30
representações de Portugal, depois disso
já tivemos 6 pares chamados à Seleção
Nacional e, também eles, representantes
de Portugal. A Dança Desportiva está a
evoluir muito e gostamos de acreditar que

Projetos para o futuro?
Para o futuro gostávamos de abrir um
espaço nosso com condições para a prática
da dança de salão, como estamos habituados a ver nas melhores escolas da Europa
que frequentamos. Com condições para

que os atletas se superem diariamente. E
a de criar a DanceStep Elite: um grupo
de atletas que se possam dedicar à dança
de corpo e alma e que sejam apoiados por
isso.
Para terminar, uma mensagem para
os atletas das danças de salão.
Não percam o entusiasmo. O caminho
pode ser difícil e às vezes até desconhecido, mas lembrem-se porque começaram a
dançar e não deixem que nada nem ninguém vos afaste desse destino. No final
todo o esforço será recompensado.

SOCIEDADE

CSS | 10 de Novembro de 2017

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EB 2/3 NAVEGADOR RODRIGUES SOROMENHO
VAI SER REQUALIFICADA
Acordo entre Ministério e Câmara Municipal de Sesimbra permitirá avançar com obras numa escola que foi construída para 300
alunos e neste momento tem cerca de 600. Prazo de execução da obra é de 2 anos.

O Contrato-programa entre a Câmara
Municipal de Sesimbra e o Ministério da
Educação para ampliação e requalificação
da Escola Básica 2/3 Navegador Rodrigues Soromenho foi assinado ontem, dia
9 de Novembro, no pavilhão da Escola.
A data foi acordada pelo presidente da
Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus, e pela secretária de Estado
Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, numa reunião que teve lugar no dia
31 de Outubro, onde foram abordados
outros assuntos relativos à educação no
concelho.
O acordo, que tinha sido alcançado em
2016, e que agora será formalizado, prevê
um financiamento de 3 milhões de euros
por parte do Ministério da Educação, e
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o desenvolvimento do projeto e acompanhamento da obra, por parte da Câmara
Municipal, num modelo semelhante ao
que foi negociado pela autarquia com o
Ministério da Saúde para a instalação do
Centro de Saúde de Sesimbra.
Depois de assinado o contrato-programa, estão reunidas todas as condições
para o lançamento do concurso público.
O prazo de execução previsto para as obras
é de dois anos, com os trabalhos a avançarem de forma faseada para permitirem
que o estabelecimento de ensino continue
a funcionar com normalidade. Assim, em
primeiro lugar avançará o novo edifício,
nos terrenos adjacentes, negociados pela
Câmara Municipal para este efeito há
alguns anos, e posteriormente os alunos
passarão para o novo bloco, para que as
obras de requalificação do actual edifício
se possam realizar.
O projeto de arquitetura ficou a cabo
de Ricardo Zúquete e propõe a redistribuição dos espaços do actual edifício,
ficando o pavilhão como sala polivalente
e passando a secretaria para uma zona de
ligação ao novo edifício. O novo corpo
terá sete salas de aulas, três salas para as
artes, três laboratórios, biblioteca, gabinete médico e pavilhão gimnodesportivo.
A intervenção tem várias particularidades, de onde se destaca a cobertura
ligeira do pavilhão para garantir a entra-

da de luz natural,
painéis em vidro
na fachada sul
do pavilhão e nas
salas, e um terraço com cobertura
ajardinada, que
funciona como
um pátio que
pode ser usufruído pela escola, e
que também tem
um acesso à via
pública. Haverá
ainda cuidado muito grande na ligação
da escola à sua envolvente que será requalificada.
A escola Navegador Rodrigues Soromenho tem mais de 50 anos e foi construída para uma capacidade máxima de
300 alunos, no entanto, actualmente tem
cerca do dobro. Tem várias salas em pré-fabricados com cobertura de amianto,

que não apresentam condições mínimas
de conforto e segurança, e o próprio refeitório é utilizado como sala de aula. A sua
requalificação e ampliação era uma reivindicação antiga da comunidade escolar,
associação de pais, Câmara Municipal e
juntas de freguesia.

Saúde

CSS | 10 de Novembro de 2017

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Médico Interno Saúde Pública
Unidade de Saúde Pública
HIGEIA|ACES Almada-Seixal

Fitoterapia

Miguel Boieiro

Sexualidade
A sexualidade é uma dimensão
essencial do ser humano e não se limita ao ato sexual. As especificidades
individuais e culturais, o erotismo, o
envolvimento emocional, o prazer e a
reprodução definem a nossa sexualidade, sendo única de indivíduo para
indivíduo.
Quando se fala de sexualidade
existe ainda alguma desinformação
dos termos relacionados que passo a
esclarecer:
Sexo biológico – o sexo genital, que
pressupõe capacidades reprodutivas.
Identidade de género – sentimento
de ser do género feminino (senhora) ou
do género masculino (homem) independentemente da anatomia.
Expressão de género – diz respeito
aos comportamentos, forma de vestir,
forma de apresentação, aspeto físico,
gostos e atitudes.
Orientação sexual – refere-se ao
que cada pessoa pensa e sente sobre
si própria e sobre a sua afetividade e
sexualidade e por quem se sente atraído
afetiva e sexualmente.
Todos nós somos diferentes e todas
orientações sexuais bem como a
expressão e a orientação sexual devem
ser respeitados, sendo esta igualdade
defendida pelo artigo 13º da Constituição Portuguesa.
A educação sexual e a educação para
os afetos e para a gestão emocional,
começam na infância e é construído
ao longo dos anos. Torna-se crucial
promover um ambiente de respeito e
igualdade, que todos possam desenvolver a sua identidade sexual, tal como
ela é.

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Uma das tertúlias mensais, sabiamente
coordenadas na Associação dos Cozinheiros Profissionais de Portugal (ACPP) pelo
professor e gastrónomo Virgílio Gomes,
versou sobre o figo, alimento de subsistência e hoje apreciado produto “gourmet”. Não cabe a este humilde cronista,
aqui e agora, tecer encómios sobre as
excelências dos oradores. De resto, seria
estultícia alastrar-me num tema que já se
encontra bastante explanado por insignes
sapientes. Assim, limitar-me-ei a contar
histórias pessoais em breves pinceladas
para suscitar a curiosidade dos leitores.
Na terra onde nasci e cresci eram parcos os recursos alimentares. Só no fim da
primavera se tirava a barriga de misérias
quando apareciam as frutas temporãs.
No tempo dos figos não havia fome. Em
duas courelas arrendadas tínhamos figo
branco, figo borracho, figo moscatel,
figo da ciência e figo rebanqui (atenção
que os nomes populares divergem de terra para terra). As nossas figueiras eram
altas e ramalhudas e as pernadas pendentes chegavam ao chão. Os primeiros
figos, os lampos, eram vendidos à dúzia
que integrava 13 unidades e não 12. As
principais clientes eram as “gafanhotas” e
as “ratinhas”, mulheres oriundas das beiras, que vinham sazonalmente trabalhar
para as secas do bacalhau. Depois quando
o preço baixava vendiam-se em canastras
bem amoiadas, para encher os maceiros
dos porcos do Alberto Silva. Estas tarefas entregues à criançada desafogavam
frouxamente o orçamento familiar dando assim jus ao popular ditado: “o trabalho do menino é pouco mas quem não o
aproveita é louco”. Na década de 50 do
passado século, uma dúzia de figos temporãos valiam por volta de 1 escudo, mas
os destinados às malhadas dos porcos não
passavam de 10 ou 20 centavos o quilo.
Os figos são das frutas que mais apre-

cio. Fazia refeições
completas com pão e
figos. Os mais apetitosos eram comidos
de manhãzinha junto
à árvore, ainda orvalhados da frescura
da noite. Já adulto
quando fui morar
para outra localidade
sentia a falta dos figos
da minha terra e até
sonhava com eles.
Vamos agora à parte científica. A Ficus
caria encontra-se classificada na família das Moraceae. O género Ficus agrupa
mais de mil espécies e tem a particularidade de florir internamente num recetáculo fechado (sicónio) apenas com um
orifício por onde entra uma pequena vespa (Blastophaga psnes) para proporcionar
a polinização (caprificação). O processo
é assaz complexo porque a polinização é
cruzada e alguns bichinhos acabam por
morrer dentro do sicónio.
Se querem saber mais, recomendo o
excelente livro “Algarve Mediterrânico,
tradição, produtos e cozinhas” de Maria
Manuel Valagão, Vasco Célio e Bertílio
Gomes (Edição Tinta-da-China). É uma
maravilha!
Temos vindo a falar do Ficus caria,
abundante na Ásia Menor e em toda a
bacia mediterrânica, mas não se espantem
se vos disser que há mais 40 Ficus que dão
frutos comestíveis. Isso mesmo se pode
constatar na “Fruticultura Tropical”
de J. E. Mendes Ferrão, obra editada em
três volumes pelo Instituto de Investigação Científica Tropical. Curiosamente, o
segundo volume, onde se descriminam as
várias espécies de figos tropicais possui na
respetiva capa a reprodução da fotografia
“As mangas no mercado local em 1995,
cedida pelo meu amigo Engº Fernando
Rego que tive o prazer de conhecer pessoalmente em Pangim quando há anos
visitei Goa.
DR

João Vieira Martins

Figueira
Há dias, em plena Avenida dos Oceanos, no Parque das Nações, encontrei
a Ficus religiosa provida de minúsculos
figuinhos. Ela é uma das figueiras tropicais mais famosas não só pela sua beleza
ornamental mas também porque é árvore
sagrada dos hindus e budistas. Diz a lenda que foi à sua sombra que Buda alcançou o nirvana.
Voltemos à nossa Ficus carica, árvore
que atinge dez metros, de grandes folhas
alternas, palmatilobadas, rugosas e caducas (parece que foi com essas folhas que
Adão e Eva taparam as suas vergonhas
quando foram expulsos do paraíso – mas
não seria no inverno porque nessa estação
as figueiras estão despidas e em completa
letargia).
As infrutescências (afinal o figo é um
pseudo fruto) são riquíssimas em açúcares
complexos (glucose, sacarose e frutose),
cálcio, magnésio, fósforo, potássio, provitamina A, vitaminas B, C e K, fibras
solúveis, taninos e substâncias oxidantes.
O figo é um alimento energético e
alcalinizante de polpa suave e doce, regulador da digestão, laxante, expetorante,
desinflamante do aparelho respiratório
(tosse, catarro …), estimulante do poder
de concentração e beneficiante da flora
intestinal.
Os frutos são frágeis e facilmente perecíveis, mas se forem bem secos constituem uma reserva duradoira importante
(100 g de figos passados contêm cerca de
250 calorias).
As folhas possuem um látex irritante
que permite erradicar as verrugas e outrora servia para coalhar o leite destinado às
queijarias.
Os figos, frescos ou secos, têm lugar
privilegiado na elaboração de sofisticados
pratos, uma vez que combinam bem com
muitos alimentos. Inúmeras receitas estão
ao dispor dos interessados nas ementas de
consagrados “Chefs”. Chamo a especial
atenção para a gastronomia da Turquia
onde o figo é rei, visto que a sua produção
anual (a maior do mundo) ronda as 300
mil toneladas.
Para terminar, não se esqueçam de visitar o Museu da Cidade da Horta (Faial)
onde o acervo do artesanato em miolo de
figueira, é único em todo o mundo e contribui para alargar a versatilidade desta
árvore descrita e consagrada em todas as
grandes religiões.

gastronomia

CSS | 10 de Novembro de 2017

11

Preparação:

DR

RECEITA:
Clafouti de Cerejas
Unte com manteiga um recipiente que
possa ir ao forno.
Numa tigela, misture os ingredientes
secos (farinha, açúcar e sal).
A seguir, junte um ovo de cada vez,
mexendo sempre antes de adicionar o
seguinte.
Junte o leite de amêndoas e as natas,
misture bem até ficar com uma
consistência homogénea.
Coloque a mistura no recipiente untado
e leve ao forno por 45 minutos, a 180
graus.
Antes de arrefecer, polvilhe com açúcar.
Nota: O Clafoutis não é uma sobremesa
muito doce, a leve acidez da cereja
quebra um pouco o adocicado, por
isso o açúcar polvilhado dá um toque
elegante à receita.

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Ingredientes:


600gr de cerejas



70gr de farinha



120gr de açúcar com stevia



3 ovos



40ml de natas



350ml de leite de amêndoas



1 pitada de sal



manteiga para untar

entrevista

CSS | 10 de Novembro de 2017

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“O principal e grande objectivo
do Movember é evitar as mortes
masculinas prematuras e esta é uma
causa que a todos nos diz muito”

Movember – ou Novembro Azul em
português – é um movimento que nasceu na Austrália há cerca de 15 anos
sob o lema “Mudando a cara da saúde
masculina”. O principal objectivo do
Movimento é alertar para os problemas
de saúde masculinos, como o cancro dos
testículos e próstata ou ainda a doença
mental e o suicídio. Para ajudar a divulgar o Movember e a combater o problema, o “Comércio” esteve à conversa
com Xavier Costa (na foto), o responsável pela página de Facebook oficial do
Movember em Portugal.
Como surgiu a ideia de criar uma
página do Movember para os portugueses?
A criação da página surgiu por iniciativa da própria Fundação Movember,
que criou uma série de páginas em países
onde não tinha presença oficial, para que
as pessoas interessadas no movimento
pudessem de alguma forma obter notícias através desta rede social. A minha
entrada na página dá-se em 2013, ano
em que descobri o movimento por intermédio de um amigo que nele participou
em Londres. Como a página estava praticamente parada, com poucas ou nenhumas actualizações, tomei a iniciativa de
contactar a Fundação e oferecer-me para
de alguma forma a dinamizar, pois achava uma pena esta forma de comunicação
estar parada.
E como foi a recepção por parte da
comunidade portuguesa a partir do
momento em que começou a gerir a
página?
A comunidade portuguesa, até por
questões culturais, sempre teve uma
ligação interessante ao bigode. Por outro
lado, culturalmente ainda nos achamos
inatingíveis por doenças como as que
o Movember tenta alertar. Era por isso
importante alterar e consciencializar e a
página foi apenas mais uma ferramenta,
que ainda assim se tem mostrado importante, pelo crescimento no número de
"gostos"! Mais do que uma questão de
vaidade, este crescimento significa mais
pessoas potencialmente alertadas para o
problema.

E pessoalmente nota
esse crescimento nas ruas?
Ou seja, se vê mais bigodes
por aí?
Nota-se a diferença sim.
A Fundação a nível global
tem tido um impacto significativo, nomeadamente na
investigação científica de
tratamentos para estes problemas. E com esse impacto
global tem havido também
uma maior participação quer
de entidades quer de figuras
públicas de âmbito mundial,
o que aumenta o interesse.
Cá em Portugal, sei e sinto que o crescimento tem
acompanhado o crescimento
global, mas gosto de achar
que a página tem dado uma
pequena ajuda também. Claro que os maiores embaixadores são os
bigodes dos nossos Mo Bros que ano
após ano saem à rua para cumprir a sua
nobre função.
Ainda existe muita "vergonha" do
homem português em assumir ou em
tornar pública a luta contra a doença?
Vergonha de assumir ou tornar pública a luta contra a doença, depende um
pouco do que estamos a falar. Se estivermos a falar dos cancros (próstata e testículos), depois de conhecida a doença,
acho que não existe essa "vergonha" em
demasia, ou pelo menos não mais de que
em outro tipo de cancro. Se estivermos a
falar nos problemas mentais, nomeadamente a depressão e os pensamentos de
suicídio, aí penso que o caso muda de
figura, aí sim, há uma vergonha e principalmente uma tentativa de encobrir o
problema e passar a imagem de que está
tudo bem, quando na realidade não está.
Apesar de a iniciativa ser direccionada para homens, o Movember
também apela ao apoio por parte das
mulheres chamando-as de "Mo Sista".
Como tem sido a aceitação por parte
da mulher portuguesa?
Correcto, as mulheres, Mo Sistas
como referiu, são também importantís-

simas no movimento. Por razões óbvias,
não pedimos que deixem crescer o bigode, mas são muito bem-vindas no movimento, quanto mais seja pela tolerância
com a mudança de visual dos maridos,
namorados e amigos! Mas está-lhes
também reservado um papel bem mais
importante, o de serem uma primeira
linha no apoio e motivação para que
os homens das suas vidas tenham uma
maior atenção á sua saúde. As mulheres
portuguesas têm recebido o movimento
tão bem como os homens, o nosso muito
obrigado!
tos, tirar fotos ao seu bigode, tudo o que
leve a falar sobre a causa é fundamental
A nível internacional há também o e naturalmente acabará por dar uma ajucostume de algumas marcas, empre- da mais ou menos directa a que Portugal
sas ou figuras públicas associarem-se fique "no radar"
ao movimento. Em Portugal isso também acontece?
Qual o futuro para o Movember em
Vamos descobrindo alguns que se Portugal e a nível mundial?
associam. Embora a questão de Portugal
O Movember em Portugal continuará
não ser país oficial, limite a possibilidade a crescer certamente como a nível munde parcerias oficiais. Ainda assim, vamos dial, até chegar provavelmente a um país
apanhando alguns bigodes "famosos" oficial. Somos uma nação com tradição
por aí e também algumas iniciativas no bigode e com tradição na participainteressantes de marcas. Estou curioso ção em causas maiores que cada um de
para ver que bigodes apanhamos por aí nós enquanto indivíduo. Relembro que o
este ano.
principal e grande objectivo do Movember é evitar as mortes masculinas prePorque não somos um país oficial? maturas e esta é uma causa que a todos
São considerados países oficiais ape- nos diz muito. A importância de uma
nas aqueles onde a Fundação Movem- conversa que pode ter nascido em torno
ber tem uma presença física. São sempre de um bigode em Novembro pode ser a
adicionados países novos todos os anos e de salvar uma vida! É excelente que tão
o critério passa essencialmente por uma pouco possa fazer tanto. A nível munavaliação do real impacto que a Funda- dial, a Fundação continuará a ser uma
ção pode ter em determinado país de referência na saúde masculina, finanforma a ajudar no combate às doenças ciando cada vez mais investigação para
que fazem parte do objectivo do movi- a prevenção e tratamento dos cancros e
mento. Portugal ainda não foi um dos dos problemas de saúde mental. Intervir
escolhidos, porque no ver da Fundação, antes, durante e depois destas doenças
ainda existem outros países onde a sua afectarem os homens.
implementação é prioritária.
Por último, qual a mensagem que
Quem segue a página do Facebook gostava de deixar aos Mo Bros?
ou está registado no site oficial pode
Agradecer-lhes o apoio ano após ano.
ajudar de alguma forma a que no Cada um dos vossos bigodes importa,
futuro sejamos um país oficial?
todos somos poucos para mudar
Nesta fase de uma forma concreta consciências e para alterar para estes
não. Mas pode e deve aderir ao movi- problemas! A caminhada em Novembro
mento, registar-se no site oficial, criar a é longa, mas é recompensadora!
sua equipa junto com os seus amigos e OBRIGADO!
falar sobre as temáticas! Promover evenJoão Domingues

agenda

CSS | 10 de Novembro de 2017

13
11
DR

13.ª Noite
de Fado do
S. Vicente

Magusto no
Seixal e em
Amora
DR

O Cinema S. Vicente
na Aldeia de Paio Pires
recebe amanhã às 21h30
a primeira sessão da
13.ª Noite de Fado do S.
Vicente.
O certame tem como
objectivo descobrir novas
vozes do Fado do Concelho do Seixal, através da
realização de dois espetáculos com acompanhamento dos músicos Carlos
Fonseca na viola de fado,
Eurico Machado e Sérgio
Costa na guitarra portuguesa.
A
primeira
sessão
tem como concorrentes
Doellinger, Beatriz Ventura Moura, Tó Mané, Marta Torres, Luís Passeiro,
Ângela Maria, António Fragoso, Ana Sofia Marques,
Cipriano Cruz, Catarina
Gonçalves e tem como
fadista convidada a já
nossa bem conhecida
Diamantina.

A Câmara Municipal do
Seixal vai celebrar amanhã,
dia 11 de Novembro, o Dia
de S. Martinho no Seixal e
na Amora, com a oferta de
castanhas assadas e água-pé à população.
Entre as 15 e as 18 horas,
a população pode deslocar-se aos pontos de encontro. Na Amora será na zona
ribeirinha, junto ao Coreto.
No Seixal, o encontro será
no Núcleo Urbano Antigo do
Seixal, mais concretamente
na área exterior envolvente ao Posto Municipal de
Turismo, haverá uma zona
de estadia e ainda animação
musical com o Grupo Coral
da Associação dos Serviços
Sociais dos Trabalhadores
das Autarquias do Seixal e
o Grupo de Cavaquinhos da
Casa do Povo de Corroios.
A iniciativa é organizada
pela Câmara Municipal do
Seixal, em parceria com a
Associação do Comércio,
Indústria, Serviços e Turismo
do Distrito de Setúbal.
DR

Expedição à
Gruta da Utopia
em Sesimbra
DR

A empresa Vertente Natural propõe a actividade de
espeleologia (ciência que
estuda as cavernas e grutas)
na Gruta da Utopia, na Arrábida, Sesimbra.
Na Gruta da Utopia pode
observar vários tipos de formações, tais como estalactites, estalagmites, excêntricas, gours e tubulares. A
progressão é semi-horizontal
apresentando uma passagem vertical feita em escada
de joli (escada tipo corda),
trata-se de uma gruta acessível para quem tem à-vontade
física ou alguma experiência
espeleológica.
A actividade acontece
amanhã, dia 11 de Novembro, tendo como data limite
de inscrição o dia de hoje.
O valor da inscrição é de 20
euros por pessoa. O ponto de
encontro será na povoação
dos Pinheirinhos às 9h30.

34.º Festival de
Teatro do Seixal
Começa já na próxima semana
a 34.ª edição do Festival de Teatro
do Seixal, que acontece de 17 de
Novembro a 9 de Dezembro.
Os palcos do Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal, do
Cinema S. Vicente, Auditório José
Queluz e das coletividades de cultura e recreio do concelho vão receber
nove peças apresentadas por actores e grupos consagrados, mas também por grupos amadores do Concelho do Seixal.
A noite de abertura, 17 de Novembro, decorre no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal e apresenta a peça «Rabo de
Saia», que mostra as peripécias dos já conhecidos Quim (António
Melo), António (Fernando Ferrão), Xavier (Joaquim Nicolau) e Manel
(Almeno Gonçalves).

Centro Comunitário da Quinta do
Conde comemora 30.º aniversário
DR

O Centro Comunitário da Quinta
do Conde vai assinalar o seu 30.º
aniversário com várias actividades, que decorrem de 17 a 25 de
Novembro.
Para além do almoço convívio
e do desfile de moda sénior, destaque para a Festa Solidária, com
uma aula de zumba, no dia 18, no
pavilhão da Escola Básica Integrada da Boa Água que tem como
objectivo angariar fundos a favor da construção do Lar de Idosos
na Quinta do Conde. O evento conta com a participação dos instrutores Gisela Silva, Carla Faria, Katja Vieira, Gi Spiandorello e
Eddy Silva.

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CARTÓRIO NOTARIAL DE ALMADA DA DRA. SUSANA RIBEIRO
DE BRITO VALLE – RUA SÃO SALVADOR DA BAÍA, 5, LOJA, ALMADA
- Telefone 212765336
EXTRACTO PARA PUBLICAÇÃO
___Certifico para efeitos de publicação, que por escritura pública de justificação lavrada neste Cartório, em
trinta e um de Outubro de dois mil e dezassete, lavrada com início a folhas sessenta e cinco do livro de notas
para escrituras diversas número Dezassete, Isabel Ribeiro Alves, divorciada, natural de França, residente
na Rua Cidade de Santarém, lote 290, Quinta do Conde, Sesimbra, declara, que é dona e legítima possuidora
com exclusão de outrém, de um prédio urbano, com a área coberta de cento e trinta e oito metros e cinquenta
decímetros quadrados e desco9berta de cento e noventa e um metros e cinquenta decímetros quadrados, sito
em Pinhal do General, lote 290, freguesia de Quinta do Conde, concelho de Sesimbra, que confronta do norte
com lote 289, do sul com lote 291, do nascente com via pública, e do poente com lote 269, inscrito na matriz
predial respectiva sob o artigo 7612, a desanexar do prédio descrito na Conservatória do Registo Predial de
Sesimbra sob o número oito mil novecentos e setenta e um da freguesia de Quinta do Conde. Que, este prédio
foi adquirido pela justificante, ainda no estado civil de solteira, menor, representada por seus pais, a Victor
Hugo Gonçalves Dinis, solteiro, maior, residente na Rua Francisco António de Almeida, lote2090, Pinhal do
General, Sesimbra, cerca do ano de mil novecentos e noventa e cinco, pensando a justificante que este o tenha
adquirido a António Xavier de Lima, casado sob o regime de comunhão de adquiridos com Maria de Fátima
Pires Ferreira de Lima, residente na Estrada Nacional 10, porta 6, 1º, Cova da Piedade Almada, mas dado o
tempo decorrido desde aquela aquisição até hoje, não é detentora de qualquer título formal que legitime a posse
do referido prédio. Que, é sua convicção que a venda foi titulada por escritura pública, cuja data da celebração,
bem como o notário que a terá lavrado, inteiramente desconhece dado o tempo decorrido, não obstante as
intensas e diversas buscas a que procedeu. Que depois daquela aquisição foi casada com José Abilio Vilaça
sob o regime de comunhão de adquiridos de quem é actualmente divorciada. Que, em consequência daquela
aquisição, o seu invocado direito de propriedade advém-lhe originariamente por usucapião, em virtude de,
depois da compra e venda a justificante exercer no prédio todos os poderes de facto inerentes ao direito de
propriedade, portando-se sempre como sua dona, sem interrupção, fruindo as utilidades possíveis, convicta
de exercer o mencionado direito com exclusão de outrem, à vista de todos e sem discussão, nem oposição de
ninguém. Que dada a natureza do invocado título não tem possibilidade de comprovar o seu direito pelos meios
extrajudiciais normais, direito esse de propriedade que justifica pela mencionada escritura, para fins de registo
predial. _________________________________________________________________________
___Está conforme o original. _________________________________________________________
Cartório Notarial de Almada da Dra. Susana Ribeiro de Brito Valle, 31 de Outubro de 2017.
A Notária,
(Susana Ribeiro de Brito Valle)
Conta nº2483/2017

lazer

CSS | 10 de Novembro de 2017

12
14
14

sopa de letras

CORES

cinema

Um Crime
no Expresso
do Oriente

10 a 16 de novembro

Carneiro

21-03 a 20-04

Touro

21-04 a 21-05

Amor: Saudades da sua infância poderão ocupar-lhe a mente.
Saúde: Cuidado com o aparelho digestivo.
Dinheiro: Tenha cuidado com os conflitos entre
colegas. Pode sair prejudicado.
Números da Semana: 1, 14, 25, 36, 47, 49
Amor: A sua relação poderá estar a avançar muito rapidamente. Deus cuidará de si!
Saúde: Cuide melhor dos seus dentes, pois merece ter um lindo sorriso.
Dinheiro: Não gaste mais do que aquilo que realmente pode.
Números da Semana: 2, 15, 24, 26, 41, 42

Gémeos

21-04 a 21-05

Amor: Saiba ouvir a sua cara-metade. Lembre-se que
ele também precisa de si. Procure dizer coisas boas.
Saúde: Espere um período regular.
Dinheiro: Poderá investir em novos projetos, com
prudência.
Números da Semana: 5, 11, 17, 19, 28, 36
21-06 a 23-07

Leão

24-07 a 23-08

Virgem

24-08 a 23-09

Balança

24-09 a 23-10

Amor: Estará num período bastante propício ao
romantismo.
Saúde: Se sofrer de alguma doença crónica,
poderá ressentir-se um pouco neste período.
Dinheiro: Poderá alcançar os seus objetivos profissionais.
Números da Semana: 9, 18, 22, 36, 39, 44

dr

Sudoku

Caranguejo

Várias pessoas estão numa viagem longa
num comboio luxuoso. A paz, entretanto, é
perturbada por um acontecimento sinistro:
um terrível assassinato. A bordo da composição
está nem mais nem menos que o mundialmente
reconhecido detective Hercule Poirot (Kenneth
Branagh) que se voluntaria para iniciar uma
investigação no local, ouvindo testemunhas
e possíveis suspeitos para descobrir o que de
facto aconteceu.

música

Sara Tavares
- Fitxadu

Amor: É possível que reencontre alguém que
não via há muito tempo.
Saúde: Estará tudo na normalidade.
Dinheiro: Poderá ter necessidade de utilizar as
suas poupanças.
Números da Semana: 11, 22, 29, 32, 39, 49
Amor: Aproveite bem os momentos mais íntimos para
mostrar à sua cara-metade o tamanho do seu amor.
Saúde: Procure o seu médico de família para fazer exames de rotina.
Dinheiro: Dedique-se com afinco e determinação
ao seu emprego.
Números da Semana: 8, 17, 21, 25, 27, 47
Amor: Dê mais atenção às necessidades da sua
cara-metade. Não ponha de parte aqueles que ama.
Saúde: Possível inflamação dentária.
Dinheiro: É provável que surja a oportunidade
pela qual esperava.
Números da Semana: 5, 20, 30, 40, 44, 48

Escorpião

24-10 a 22-11

Amor: Deixe de lado o passado e concentre-se
mais no presente.
Saúde: Poderá sofrer de quebras de tensão.
Dinheiro: A impulsividade irá causar alguns estragos na sua conta bancária.
Números da Semana: 14, 28, 32, 33, 41, 49

Sagitário

23-11 a 21-12

Capricórnio

22-12 a 20-01

Amor: Será elogiado pela sua tolerância e compreensão.
Saúde: O bem-estar físico vai acompanhá-lo durante toda a semana.
Dinheiro: Poderá receber uma quantia considerável de dinheiro.
Números da Semana: 1, 21, 23, 29, 32, 33

SOLUÇÃO

dr

Amor: Aprecie uma reunião familiar e ponha de
lado as preocupações profissionais.
Saúde: Possíveis problemas de obstipação.
Dinheiro: Seja mais flexível; o facto de ser tão
minucioso pode prejudicá-lo.
Números da Semana: 9, 14, 18, 22, 33, 44

Sara Tavares está de regresso às edições
discográficas. Chama-se “Fitxadu”, é o
quinto trabalho de originais de um nome
maior da música portuguesa e pela primeira vez, Sara Tavares partilha a composição das suas canções, na companhia
de nomes como Kalaf Epalanga, Toty
Sa’Med, Manecas Costa, Bilan (Cachupa
Psicadélica) Princezito, Paulo Flores, entre muitos outros.

Aquário

21-01 a 19-02

Peixes

20-02 a 20-03

Amor: Poderá ter uma discussão com os seus
filhos. Lembre-se que eles têm vida própria.
Saúde: Trate-se com amor! A sua saúde é o espelho das suas emoções.
Dinheiro: Período de grande estabilidade.
Números da Semana: 11, 20, 28, 29, 30, 36
Amor: Andará um pouco desconfiado do seu parceiro. Fale e esclareça as suas dúvidas com ele.
Saúde: Sentir-se-á cheio de energia.
Dinheiro: Aproveite bem as oportunidades que
lhe surjam.
Números da Semana: 8, 12, 17, 19, 30, 48

Desporto

CSS | 10 de Novembro de 2017

11
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DÉRBI DÁ EMPATE
Naquele que foi o prato forte da 5.ª
Jornada da 2.ª Divisão Distrital – Série
A, o Paio Pires FC e Seixal Clube 1925
encontraram-se e empataram a uma bola.
O Paio Pires FC, desfalcado de alguns
dos seus titulares em jornadas anteriores,
fez alinhar de início Miguel Machado,
Diogo Bernardo, Sidney, Fanã (capitão),
Pedro Almeida, Mourato, Nasário Soares, Casaleiro, Iuri, Didi e Nuno Ferreira. Jogaram ainda Ivo, Felício e Rodrigo.
O Seixal Clube 1925 fez alinhar Bruno Damas, Rui Castella, Tiago Roque,
Elvis, João Marcelino, João Lopes,
Diogo Cunham Pedro Costa, Cláudio
Oliveira, Miguel Reis e João Carreiro
(capitão). Alinharam ainda Nivaldo,
Pedro Ricardo e Luís Ricardo.
Marcou primeiro o Paio Pires FC por
intermédio de Casaleiro aos 56 minutos.
O Seixal Clube 1925 usou o golo como
tónico e partiu para cima do adversário.
Aos 71 minutos a equipa da casa viu-se reduzida a 10 por expulsão de Pedro
Almeida após agressão a um atleta seixalense. O Paio Pires FC acusou a expulsão
e não mais se encontrou no jogo
e foi já na compensação, mais
concretamente aos 93 minutos,
que o Seixal Clube 1925 chegou
ao empate por intermédio de
Luís Ricardo, que num remate
do lado direito do ataque seixalense, a bola acaba por embater
no poste da baliza à guarda de
Miguel Machado e entrar.
Com o empate o Paio Pires
FC subiu ao 2.º lugar com 10
pontos, enquanto o Seixal Clube 1925 conquistou o seu primeiro ponto mas continua em

9.º lugar com os mesmos pontos do
ACRUT Zambujalense, que perdeu em
casa com o CF Trafaria por 0-1. Destaque
ainda para o GC Corroios que empatou a
uma bola em casa com o Cova da Piedade
B e desceu ao 7.º lugar com 5 pontos.
Na próxima jornada o Seixal Clube
1925 recebe o GD Corroios no Bravo,
enquanto ACRUT Zambujalense e Paio
Pires FC deslocam-se ao terreno do Cova
da Piedade B e Oriental Dragon respectivamente.
Na Série B, destaque para vitória forasteira do CCD Brejos de Azeitão frente ao
GDR Portugal por 0-1, que permitiu à
equipa manter o 3.º lugar, agora com 12
pontos. Já o AD Quinta do Conde deslocou-se ao terreno do Comércio e Indústria onde perdeu por 3-1, mas manteve o
4.º lugar na classificação com os mesmos
8 pontos.
Na próxima jornada temos outro dérbi, desta vez da Freguesia da Quinta do
Conde, com o AD Quinta do Conde a
receber o vizinho CCD Brejos de Azeitão
no Campo António Xavier Lima.

CRD CAVAQUINHAS
E CASA DO BENFICA
DO SEIXAL ORGANIZAM
TORNEIO DE S. MARTINHO
O CRD Cavaquinhas e a Casa do
Benfica do Seixal vão organizar hoje e
amanhã um torneio de futsal para festejar o S. Martinho, no Polidesportivo do
CRD Cavaquinhas.
Além da equipa de futsal do CRD
Cavaquinhas, o torneio vai contar com
a presença das equipas de futsal da Casa
do Benfica do Seixal, do GD Correr
D’Água e da AM Foros de Catrapona. O
programa tem previsto dois jogos hoje, às

BRE

21 horas e às 22 horas. Os vencedores dos
jogos vão disputar o troféu no dia seguinte às 16h30. Já as equipas que perderem
hoje vão amanhã disputar os 3.º e 4.º
lugares às 14h30.
Haverá ainda lugar a um Magusto com início marcado às 15h30 e um
encontro de futsal de carácter amigável
entre as equipas de veteranos da Casa do
Benfica do Seixal e do Portugal Cultura
e Recreio.

Faleceu Francisco Troncão
Faleceu Francisco Troncão, treinador da
equipa de seniores do Paio Pires FC.
O técnico de 44 anos foi vítima de um
acidente na A2, tendo sido transportado para o Hospital Garcia de Orta em
Almada onde não resistiu aos ferimentos.
Aos familiares, amigos e a toda a equipa
técnica, jogadores e dirigentes do Paio
Pires FC, o “Comércio” apresenta as
mais sentidas condolências.

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UNIÃO DE FREGUESIAS DO SEIXAL, ARRENTELA E ALDEIA DE PAIO PIRES
EDITAL Nº 06 / 2017
EXUMAÇÕES CEMITÉRIO PAROQUIAL DE ALDEIA DE PAIO PIRES
Faz-se saber que por terem decorridos mais de 3 anos sobre a data das inumações, o Dec. Lei nº 411/98 de 31/12/98
permite que se considerar-se-ão como desocupadas as sepulturas temporárias a seguir identificadas. Se no prazo de
30 dias, a contar da data do presente EDITAL, os interessados não contactarem os serviços da Junta de Freguesia,
a fim de tratarem do respetivo processo, proceder-se-á à exumação das ossadas:
NOME DO FINADO
Carlos Manuel Pereira Nascimento
Isaías Pereira Coelho
Leocádio Francisco C. Colaço
António Joaquim D’ Almeida Fernandes
Felizarda Rosa N. Tiago Arvelos
Ilda Martins da Silva
Francisca Maria Viriato Gira
Agostinho Gomes da Silva
Joaquim Batista Alexandre
Maria Helena dos Santos Brito
Joaquim Marques Rolo
Maria Otília Dias Guilherme
Natália Anjos Soeiro
Sotero Alberto dos Santos Correia
Ana Veigas Santana
António Lourenço Leilão
Francisco da Silva José
Dagoberto Marramaque Silva
Manuel Craion Pereira
Maria Antónia Prego
Beatriz Ferreira Dias
Maria Luísa Tavares F. Pereira
Américo Simões dos Santos
Henriqueta Amélia Palrão Corado
Ana Augusta Lopes Polónia
Joaquim da Silva Balhé
António Manuel Matos Soudo
José Dias Martins
José Domingos Martins
Francisco Gomes Martins
Conceição Maria Gomes
João António Carrasco
Gilberto Marcolino Martins
Maria da Conceição Pais da Costa
José António Ribeiro Vale
Maria de Almeida Pina
Maria Ludovina Duarte S. Correia
Fernando Godinho Pereira
Maria de Jesus Almeida G.Batista
Maria Vitória Fernandes Lopes
António Pacheco da Costa
Francisco Marques dos Santos
Marilda da Silva
Palmira Pereira
Horácio Cândido dos Santos
Fernando Jorge Costa Martins
Elvira das Neves Dias Silva
Ilidia Rodrigues Mendes
Valdemar Loureiro de Matos
Leontina Luísa Teixeira das Neves
Natilia Rosa Pereira Rocha
José Augusto Romão Cerdeira
Emília Morais da Cunha Pereira
Benigna da Ascenção Correia
Juvenália Rodrigues S. Lopes
Maria Manuela Lopes Duarte
Paulo Jorge Pereira de Sousa
Belarmino Tavares
Jesuína Maria Gomes
João Basílio dos Santos
Deolinda Angélica Borges
Rui Pedro Emídio Domingos
Alberto Afonso
Manuel António Gomes
Vitor Manuel da Cruz Carvalho
Cecília Francisca Viegas
Vitor José Fernandes Lopes Esteves
Fernanda G. S. Rodrigues
Leocino Lino
Maria Bárbara Cristina T. Costa
António Salvador de Almeida
Maria Sara Martins P. Brandão
Maria dos Santos
Claudina Rosa da Graça
Elisabete Conceição C. Carvalho
Armindo Pereira Geitoso
Maria dos Anjos Ribeiro Delgado
Américo Alberto C. Fernandes
Manuel Luís Patinha Gonçalves
Olinda F. da Silva Morganheira
Jorge Fernandes da Rocha
José da Encarnação Bigodinho
Maria Eduarda Ferreira Falcão
Maria Nazaré Machado Gonçalves
Emília Amaro Monteiro
Elizabete dos Santos David Silva

ANO/INUMAÇÃO
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16/05/2008
20/12/2003
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27/03/2008
16/11/1999
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12/02/2008
10/07/2008
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16/05/2007
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26/09/2010
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12/06/2010
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15/10/2010
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SEPULTURA
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1 -A
2-A
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E para constar, público o presente Edital e outros de igual teor, que vão ser afixados nos lugares de estilo.
Aldeia de Paio Pires, 09 de Novembro de 2017
O Presidente da Junta
António Manuel Oliveira dos Santos

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CSS | 10 de Novembro de 2017


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