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Semanário | Sexta-Feira | 15 de Dezembro de 2017 | Ano XI | N.º 352

na apresentação do jornal na bilheteira
tem um desconto de 15% no total da compra
(mínimo 2 pessoas), não acumulável com
outras promoções
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Director: Fernando Borges

Aldeia
Natal

Seixal preside à Rede
de Mun. Saudáveis

Timbre Seixalense
visita Alegrete

Sesimbra palco da
Taça das Regiões

Entrevista

Município do Seixal reeleito na presidência do Conselho de Administração
da Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis. Rede marcou ainda presença no
XXIII Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses.
Pág. 3

Banda da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense participou no
encontro de bandas em Alegrete, Portalegre. Banda alentejana já tinha participado
no Encontro de Bandas – O Seixal e a Música de 2011.
Pág. 5

Grupo 4 da Fase Zonal da Taça Nacional
Interassociações – Taça das Regiões em
futebol foi disputado em Sesimbra.
Complexo Desportivo de Alfarim e
Complexo Desportivo Municipal da
Maçã receberam jogos.
Págs. 2 e 3
Pág. 7

David Figueira e Pedro França são o duo
que forma a banda The Black Koi. EP
de estreia do grupo da Aldeia de Paio
Pires foi lançado no passado dia 20 de
Novembro.

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Pág. 8

reportagem

CSS | 15 de Dezembro de 2017

2

Aldeia Natal do Seixal
Celino Cunha Vieira

A Aldeia Natal do Seixal foi inaugurada na passada quinta -feira, dia 7 de Dezembro com toda a pompa
e circunstância. A própria chegada do Pai Natal foi feito à moda seixalense: pelo mar e através de um
varino, acompanhado por crianças em barcos-dragão e embarcações à vela.

editorial
Já começa a ser rara a semana em
que não aparecem coisas estranhas e
de certo modo inexplicáveis para um
país que segundo dizem, vive em democracia há mais de 43 anos. Mas que
raio de democracia é esta que permite que membros do governo façam as
maiores falcatruas em benefício pessoal ou de terceiros que lhes estão próximos e a única coisa que acontece é
demitirem-se?
Que uma grande parte destas instituições de carácter social funcionam
com muitas dificuldades – as que são
sérias – todos sabemos e por isso é que
empresas e particulares a elas se associam, para, de certo modo, minimizarem as carências, enquanto outras
com determinados “padrinhos” influentes podem dar-se ao luxo de pagar
3.000 euros mensais a um palerma que
faz parte de um governo que considera que os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, assim como os
enfermeiros, têm de trabalhar 40 horas semanais e contentarem-se com
cerca de 1.000 euros de salário bruto
e ainda sujeito aos impostos obrigatórios.
Que moral e autoridade têm neste
momento o Ministro da Saúde ou a
nova Secretária de Estado para discutirem com os sindicatos do sector
as tabelas salariais e a progressão nas
carreiras com o argumento de que
o Orçamento do Estado é limitado,
quando no seu seio se atribuem subsídios que triplicam em relação ao ano
anterior sem qualquer justificação?
Que moral e autoridade tem neste
momento o Ministro da Segurança Social para diminuir ou negar a outras
instituições os subsídios a que se candidatam e a que têm direito? E o que
falta para também ele se demitir, já
que foi conivente com a raríssima trafulhice?
E o que diz a tudo isto o Primeiro-ministro deste (des)governo da trapalhada? Nada, absolutamente nada,
porque lhe passa ao lado tudo aquilo
que é incómodo e que pode beliscar a
sua imaculada imagem.
Já agora, senhor Primeiro-ministro, não se esqueça do Hospital para
o Seixal e transmita também ao seu
Ministro da Educação que os alunos
com necessidades educativas especiais
que frequentam a Escola Básica dos
Redondos têm falta de assistentes operacionais para os acompanhar, assegurando assim uma verdadeira escola
inclusiva, no respeito pela Constituição da República a que o senhor está
obrigado.
Estamos próximos do Natal e do final de ano, momentos propícios para
reflexões profundas e algumas mudanças que esperamos possam beneficiar
todos os portugueses e não só alguns.

Diretor: Fernando Borges - CP1608
Registo do título: 125282
Depósito Legal: N.º 267646/07
Contribuinte N.º 194 065 499
Propriedade e Editor: Ângela Rosa

A abertura da Aldeia Natal do Seixal
foi assinalada através de um momento
protocolar e com o acender das luzes da
árvore de Natal gigante que está colocada
na frente ribeirinha, junto ao edifício da
Timbre Seixalense.
No discurso de abertura da Aldeia
Natal, o Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos disse que
“a Aldeia Natal do Seixal é uma iniciativa
que começou a ser realizada há cerca de
cinco anos e todos os anos tentamos qualificá-la, trazendo inovação. Hoje,
aqui no núcleo urbano antigo,
com as obras de requalificação
quase prontas, marcamos uma
nova etapa. O nosso objectivo, a
partir de agora, é continuar a trazer mais iniciativas e mais projectos para o núcleo urbano antigo
do Seixal. Queremos agradecer ao
Pai Natal as prendas que trouxe.
São investimentos importantes
para o nosso município, e vamos
continuar a lutar para que se concretizem todos estes projectos,
que são necessidades do concelho
importantes para a nossa população”.
Joaquim Santos concluiu o seu discurso informando a população que a Aldeia
Natal do Seixal vai estar exposta “até dia
23 de Dezembro” e que vai ter “um conjunto de iniciativas muito interessantes e
fica desde já o convite para que usufruam
de tudo o que temos para oferecer, desejando, naturalmente, um Feliz Natal para
todos e um óptimo ano 2018. Que consigamos tudo o que ambicionamos para

Administração, Redação
e Publicidade
Av. José António Rodrigues, 45
2840-078 Aldeia de Paio Pires
Telm. 969 856 802
Telf. 210 991 683
comerciodoseixal@gmail.com
http://jornalcomerciodoseixalesesimbra.wordpress.com
Facebook: Comércio do Seixal e Sesimbra

sermos mais felizes e para que o concelho
continue a crescer de forma sustentada”.
Para quem ainda não visitou a Aldeia
Natal do Seixal poderá fazê-lo até 23 de
Dezembro, como já mencionado anteriormente e participar ou assistir aos vários
eventos ainda marcados. Hoje pode assistir ao Grupo de Cavaquinhos da Associação de Amigos do Pinhal do General às
20 horas, amanhã será a vez das actuações
do Grupo Coral da AURPI Miratejo, do
Grupo Coral da AURPI Casal do Mar-

co, dos Talentos do CRAM | Cores Kid |
Cores Mix e do Grupo de Folclore Estrelinhas do Sul, tudo isto a partir das 15
horas.
Domingo, realiza-se também o Natal
do Hospital no Seixal, a partir das 15
horas, no Salão da Sociedade Filarmónica União Seixalense, com a presença de
vários artistas como os Anjos, Diamantina, David Antunes, Vitorino e Dany Silva, entre muitos outros.

Diretor Adjunto: Celino Cunha Vieira TE1218
Diretora Comercial: Ângela Rosa
Paginação: Sofia Rosa
Repórter: Fernando Soares Reis CP6261
Colaboradores: Adriana Marçal, Agostinho António Cunha, Alvaro
Giesta, Dário Codinha, Fernando Fitas CP2760, João Araújo, João
Domingues CO1693, José Carvalho, José Henriques, José Lourenço,
José Mantas, José Sarmento, Jorge Neves, Maria Vitória Afonso,
Maria Susana Mexia, Mário Barradas, Miguel Boieiro, Paulo

No próximo fim-de-semana, será o
encerramento da Aldeia Natal do Seixal,
pode assistir no dia 22 de Dezembro ao
Grupo Coral da AURPI Torre da Marinha às 15 horas, e ao Grupo Coral da
Associação de Amigos do Pinhal do
General às 20 horas. No último dia, pode
assistir a partir das 15 horas à actuação do
Grupo Coral da AURPI Seixal, do Grupo
Coral da AURPI Amora, do Grupo Coral
da AURPI Paio Pires, do Grupo Coral da
ARPI Pinhal do Frades e do Grupo Coral
e Instrumental “Os Flamingos”.
Além da programação cultural,
decorrem ainda várias actividades
para os visitantes como a pista
de gelo, o comboio de Natal, o
carrossel francês, teatro infantil,
animação, insufláveis, selfie points
e um Mercado de Natal com gastronomia e artesanato.
De referir que a pista de
gelo está situada na Avenida D.
Nun’Álvares Pereira, mais concretamente no popularmente
conhecido Largo da Praça, uma
actividade que é dinamizada com
o apoio do Clube do Pessoal da
Siderurgia Nacional, e que tem o custo de
2,5 euros por 25 minutos. Já o Carrossel
Francês está situado na Praça dos Mártires da Liberdade (Jardim do Seixal), e é
dinamizado com o apoio da Associação
Náutica do Seixal, e que tem o valor de 1
euro por cada viagem.
O Comboio de Natal é gratuito e as
suas paragens situam-se na Quinta dos
Franceses, na Rua Paiva Coelho e no Largo dos Restauradores.

Nascimento, Paulo Silva, Pinhal Dias, Rúben Lopes, Rui Hélder
Feio, Vitor Sarmento.
Impressão: Funchalense - Empresa Gráfica, S.A.
Tiragem: 15.000 exemplares
O «Comércio» não se responsabiliza nem pode ser responsabilizado
pelos artigos assinados pelos colaboradores. Todo o conteúdo dos
mesmos é da inteira responsabilidade dos respectivos autores.

sociedade

CSS | 15 de Dezembro de 2017

3

Seixal reeleito para a presidência da Rede
Portuguesa de Municípios Saudáveis

O Seixal foi novamente eleito para a
presidência do Conselho de Administração da Rede Portuguesa de Municípios
Saudáveis (RPMS). Foi esta a decisão
tomada no dia 24 de Novembro, no decurso da Assembleia Intermunicipal da referida Rede. O município de Viana do Castelo
foi também reeleito para a presidência da
Assembleia Intermunicipal e a Câmara
Municipal da Amadora para a presidência
do Conselho Fiscal. Foi ainda aprovada a
adesão de novos membros, os municípios
de Braga e da Guarda, passando assim a
RPMS a ser composta por 47 municípios.
Desde 2002 que o Seixal coordena a
Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, uma associação de municípios constituída em 10 de Outubro de 1997 e que
tem como missão apoiar a divulgação,
implementação e desenvolvimento do
projeto Cidades Saudáveis nos municípios
que assumem a promoção da saúde como
uma prioridade da agenda dos decisores
políticos. A Rede desenvolve uma metodologia estratégica de intervenção baseada nos princípios essenciais do projeto
Cidades Saudáveis, que são a equidade, a

sustentabilidade, a cooperação intersectorial e a solidariedade.
A RPMS marcou ainda presença no
XXIII Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses dedicado
ao tema “Descentralizar Portugal – Poder
Local”, que se realizou em Portimão no passado dia 9 de Dezembro. Com vinte anos
de trabalho colectivo em prol da saúde das
populações e com 47 municípios associados,
esta Associação de Municípios afirmou-se, uma vez mais, como uma plataforma
de promoção da saúde dando a conhecer a
sua missão e os cerca de duas centenas de
projetos desenvolvidos localmente patentes
na publicação “Vinte Anos em Rede: Boas
Práticas dos Municípios Saudáveis”.

Para promover a saúde e também reforçar a inclusão das pessoas portadoras de
deficiência, a Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis acolheu no seu espaço a
APCAS – Associação de Paralisia Cerebral de Almada-Seixal, que ofertou aos
participantes do congresso 21 manuais
didático-pedagógicos do Projecto “Desporto com Sentido”. Um projecto no qual
José Patrício, presidente da Associação de
Paralisia Cerebral Almada Seixal já nos
tinha falado em entrevista publicada na
edição n.º 347, cuja intenção é promover
a inclusão das crianças e jovens nas escolas e comunidade através da prática desportiva, com uma forte sensibilização dos
domínios educativo e desportivo.

A Rede Portuguesa de Municípios
Saudáveis apresentou o seu contributo
para a ampla discussão da descentralização de competências na área da saúde
para as autarquias locais, focada em dez
contributos que afirmam perentoriamente a importância que o investimento na
promoção da saúde assume no quadro do
reforço do Serviço Nacional de Saúde e
saúde da comunidade.
Joaquim Santos, Presidente da Rede
e da Câmara Municipal do Seixal, afirmou no Congresso que “mais que gerir
centros de saúde como meros gestores de
condomínio como o projeto Decreto-Lei
Sectorial da Saúde propõe, a obtenção de
ganhos em saúde a médio e longo prazo
requer uma estratégia concertada com
as Autarquias, com medidas e políticas
concretas através da nossa participação
numa Estratégia Nacional de Promoção
da Saúde, que promova a saúde e previna
a doença”.

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Instalado na torre da marinha no largo do mercado
de 15 de Dezembro a 07 de Janeiro
sextas às 21.30h, Sábados, domingos e feriados às 16.30h e 21.30h

cultura

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Histórias Associativas (28)*

o vozeiro

Rui Hélder Feio

A Rádio e a Televisão
enchiam a colectividade

Perguntas e respostas
P. – Na rua onde resido está um carro
abandonado há bastante tempo. Como posso providenciar para que seja removido?
R. – Sempre que alguém informa a
autarquia, pode esta remover qualquer
veículo abandonado.
Se, como diz, há bastante tempo vê o
mesmo carro estacionado na rua e a situação o incomoda, para removê-lo é mais
simples do que parece.
Deverá contactar a autarquia. As Câmaras Municipais removem as viaturas
abandonadas, desde que alguém lance o
alerta.
O processo é simples. Consulte o site
da autarquia, por norma a Divisão de
Fiscalização Municipal, e procure o contacto telefónico ou endereço de email indicado para solicitar a remoção de um
carro abandonado.
O que vai acontecer é que a Câmara deixará um aviso no automóvel. Se
o proprietário – ou outra pessoa, a seu
pedido – não o remover no prazo indicado, o carro será removido e vendido em
hasta pública.
Diz o artigo 163.º do Código da Estrada que é considerado indevido ou abusivo o estacionamento de veículo, durante
30 dias consecutivos, em local da via pública ou em parque ou zona de estacionamento isentos do pagamento de qualquer taxa. O mesmo se aplica a veículos
sem chapa de matrícula ou com chapa
que não permita a correta leitura da
matrícula. E, ainda, a automóveis que
apresentem sinais exteriores evidentes
de abandono, de inutilização ou de impossibilidade de se deslocarem com segurança pelos próprios meios, que estejam
parados no mesmo local por um período
superior a 48 horas.
P. – Como senhorio posso ter vantagens de acesso ao programa de arrendamento acessível?
R. – Sim, os senhorios que pratiquem
rendas acessíveis vão beneficiar de isenção do IRS e pagar menos IMI. As novas
medidas devem entrar em vigor no início de 2018.
A medida visa assegurar habitação
a famílias que não conseguem pagar o
preço do mercado, proporcionando benefícios fiscais aos senhorios que pratiquem
rendas mais acessíveis.
Poderá beneficiar de uma isenção da
tributação sobre os rendimentos prediais,
uma isenção de IMI em 50%, podendo esta
chegar aos 100% se a Assembleia Municipal respectiva assim o determinar.
Quer seja proprietário ou inquilino, poderá vir a beneficiar desta nova medida
já no início de 2018. Mantenha-se atento.
Escolha os serviços de um profissional,
contacte o Solicitador.
Envie a sua questão para duvidas@ruifeio.pt

“Quando apareceu a telefonia, a sociedade tratou, diz João Costa, logo que lhe
foi possível, de comprar uma, porquanto,
sendo uma novidade, constituía mais um
veiculo de ligação do povo à colectividade. De tal sorte assim era, que todos os
serões a casa se enchia de gente para ouvir
as chamadas novelas radiofónicas. Um
entretenimento que, em alguns domínios,
viera dar mais alma à alma da colectividade. O mesmo se passou com a chegada
das emissões de televisão.
“Neste caso,” afirma, “porque a compra do aparelho custava muito dinheiro,
constituiu-se uma comissão para o efeito.
Como, de resto, era tradicional sempre
que se pretendia adquirir alguma coisa.”

ROSTOS DO SEIXAL
António José Castanheira Maia Nabais (1947)

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Rui Solicitador
Hélder Feio
Contacte o Solicitador!
218  284  986

934  428  652

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www.ruifeio.pt

RUA QUINTA DA PRATA, 6
TORRE DA MARINHA, 2840-614 SEIXAL

Sem deixar de aludir ao facto de que
se reporta a uma época em que as pessoas
se conheciam todas umas às outras, porquanto o núcleo habitacional era constituído apenas pelo casario da zona que
hoje se denominada de ‘Arrentela Velha’,
João Costa, salienta igualmente que “por
esse motivo e por foça do convívio diário
que caracterizava o quotidiano dos seus
moradores, estes davam-se como se fossem uma família.
“Para além disso,” salienta, “tudo
quando se fazia emanava do sentimento
bairrista que invadia cada um de nós e no
amor que sentíamos pela sociedade. Não
havia nenhum espírito de promoção pessoal. Esse tipo de vaidades, não existiam
nesse tempo. A nossa grande vaidade era
ver a sociedade fazer boa figura onde quer
que fosse. Isso sim, nos deixava felizes.”
Enquanto recorda que as únicas disputas que se faziam sentir, resultavam
da intenção manifestada por cada nova
direcção, de pretender fazer melhor que
a sua antecessora, João Costa, lembra,
igualmente que “as condições de vida das
pessoas não lhes permitiam gastar energias em discussões inúteis. Tanto mais,
que nos reportamos a um período da história deste país, em que a luta pela sobre-

Licenciado em História pela Faculdade
de Letras da Universidade de Lisboa, possui
o curso de Pós-Licenciatura em Museologia

pelo Instituto Português dos Museus e fez um
Estágio de “Museologie Nouvelle et Experimentation Sociale”, em Grenoble. Foi diretor
do Departamento de Conteúdos da Expo’98
e do Pavilhão do Conhecimento dos Mares
da Expo’98, técnico superior do IPPC e do
Instituto Português de Museus, presidente do
conselho diretivo da F.P. Fernando Pessoa e
membro do conselho diretivo no Liceu de Vila
Franca de Xira.
António Nabais nasceu em São Vicente de
Lafões, concelho de Oliveira de Frades, mas o
seu contributo para o concelho do Seixal tem
sido grandioso: foi responsável pela organização e desenvolvimento do Ecomuseu Municipal do Seixal e ainda de outros museus como
museólogo titular, realizou conferências,
seminários e cursos subordinados ao tema

Fernando
Fitas

vivência era muito dura. Basta dizer, que
se não fosse a abundância de ostras, lamejinhas, canivetes, berbigões e amêijoas,
que o rio dava, muita gente teria morrido
tuberculosa, porque não tinha outra forma de se alimentar.”
Marchante das marchas populares
organizadas pela sociedade, João Costa,
relembra ainda um dos versos que cantou,
quando trauteia: “Aqui vai a marcha de
Arrentela/Terra onde Vasco da Gama/costumava descansar/ Que grande glória/p’rá
nossa história/ é ver o herói a repousar. O
tema, como se depreende, tinha a ver com
as permanências que Vasco da Gama fez
na Quinta da Fidalga, antes de largar em
busca do caminho marítimo para a Índia.
Foi uma iniciativa que mobilizou todos os
moradores. Cada vez que ela se exibia, ia
tudo atrás da marcha.” Salienta.
Tendo passado por todos os cargos
dirigentes da colectividade, por considerar que se tratava de um dos poucos meios
onde se podia levar a efeito um certo trabalho de formação política, apesar dos
constrangimentos que o regime fascista
colocava, o carismático arrentelense sustenta ainda que, com 25 de Abril entendeu que a sua colaboração seria mais útil
no desempenho de outras tarefas, razão
pela qual trocou a militância associativa
pela militância política.
“Isso não significa,” garante, “que
tenha deixado de gostar da sociedade, tal
como gostava. Nem que tenha deixado
de acompanhar o seu dia-a-dia. Só que o
faço de uma maneira menos apaixonada.”
* Excertos de “Histórias Associativas
– Memórias da Nossa Memória – 1º Volume As Filarmónicas”.
Edição Câmara Municipal do Seixal. - 2001

Museus e Património em diversas instituições.
Foi diretor do Museu Etnográfico e Arqueológico Dr. Joaquim Manso e professor de Museologia na Faculdade de Letras da Universidade
de Lisboa, na Faculdade de Belas Artes e na
Universidade Lusófona.
O cargo na Câmara Municipal do Seixal de
assessor para a área do Património Cultural –
Museologia foi-lhe atrbuído em 1979. Exerceu
ainda o cargo de presidente da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) e presidente
da assembleia-geral da APOM.
Tem publicado a História do Concelho do
Seixal, editada pela Câmara do Seixal e, muitos dos seus textos em revistas, nacionais e
internacionais da especialidade e em obras de referência.
Mário Barradas

reportagem

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Timbre Seixalense em Alegrete
A banda da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense deslocou-se no passado dia 9 de Dezembro a Alegrete, Portalegre,
a convite da congénere Sociedade Recreativa
Musical Alegretense para participar no Encontro de Bandas incluído nas comemorações do
150.º aniversário da colectividade alentejana. A
ida da banda da Timbre Seixalense a Alegrete
fez parte do intercâmbio cultural de bandas.
Relembramos que a banda da Sociedade Musical Recreativa Alegretense participou no XII
Encontro de Bandas Filarmónicas – O Seixal e
a Música de 2011.
A banda seixalense foi assim convidada a
participar no Encontro de Bandas por ocasião do 150.º aniversário da Sociedade Musi-

cal Recreativa Alegretense, celebrado a 8 de
Dezembro. Curiosamente a colectividade foi
fundada a 7 de Maio de 1867, mas comemora
o seu aniversário a 8 de Dezembro, por ser esta
a data em que a banda actuou publicamente
pela primeira vez. Além da Timbre Seixalense, esteve também presente a Banda Musical e
Artística da Charneca, Lisboa.
O Encontro começou pela saudação das bandas numa praça da vila alentejana, com a posterior arruada e chegada ao edifício da Sociedade
Recreativa Musical Alegretense, onde se realizaram os concertos. No final houve lugar a um
jantar convívio pelas bandas e seus convidados.
José Pedro, membro da Direcção da Sociedade Velha, contou ao “Comércio” que “o

encontro de bandas que decorreu no dia 9 de
Dezembro foi muito bom. É sempre bom ter
este tipo de eventos no âmbito das sociedades
musicais, são vivências e experiências únicas,
não só para os músicos mas também para quem
dedica parte do seu tempo para com estas
colectividades sem fins lucrativos. É também
importante a aquisição de conhecimentos, as
vivências e laços de amizades que se criam entre
as bandas filarmónicas, principalmente para os
mais jovens músicos, isto também é cultura”.
José Miguel finalizou dizendo que “na
minha opinião, como membro da Sociedade
Filarmónica Democrática Timbre Seixalense,
acho que deveria haver mais encontros deste tipo, é muito gratificante para os músicos

que tocam nas bandas. Às vezes ponho-me a
observar com atenção e reparo na concentração e empenho dos elementos que compõem a
banda, quando sai alguma coisa menos bem.
Nos concertos toda a banda se dedica e dá o
seu melhor, desde os músicos ao maestro”.

SOCIEDADE FILARMÓNICA UNIÃO SEIXALENSE
APRESENTOU GRUPO DE TEATRO
Grupo de Teatro da União Seixalense levou a cena Encontros Imaginários no 34.º Festival de
Teatro do Seixal, onde a fusão entre a história e o humor mereceu elogios da plateia.
Três personagens históricas são entrevistadas num programa televisivo, dando
uma perspetiva de quem são e o que fizeram. Em jeito de jogral moderno, há uma
abordagem a diferentes temas da história
elaborada num registo cheio de humor
e acutilância. A vida de Sua Majestade
a Rainha Dona Carlota Joaquina, uma
personagem bipolar que entre enredos,
amantes e mau feitio governou Portugal,
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após a fuga para o Brasil, não admitindo que alguma vez tivesse sido incorreta,
confunde-se com a de uma francesa republicana e a de uma comunista convicta de
que o império soviético nunca terá fim.
A envolvência destas três personagens que
nunca se cruzaram na história mundial,
passa pela Guerra Franco-Prussiana e a
invasão de Portugal pelas tropas francesas
de Bonaparte, numa entrevista épica feita

em cena. O entrevistador, que modera as
partes, sofre as consequências de uma rainha acutilante.
O Salão Nobre António da Cunha da
União Seixalense encheu-se para assistir à
representação desta peça de Hélder Costa,
que também marcou presença, contando
com um conjunto de atores vestidos e
maquilhados a rigor.

sociedade

CSS | 15 de Dezembro de 2017

6

José Torres
Consultor imobiliário

A mediação imobiliária
– desconfiamos do que
desconhecemos
Vender o próprio
– algumas questões a considerar
Hoje a mediação mobiliária é uma
atividade especializada que requer uma
qualificação cada vez mais exigente.
Tal como nas restantes atividades
humanas, os cidadãos estão cada vez
mais esclarecidos e exigentes. Para conseguirem dar uma resposta adequada,
hoje os consultores imobiliários estão a
dar uma importância crescente à qualidade dos serviços prestados, que constituem um importante elemento diferenciador nesta atividade económica.
A generalidade dos proprietários,
quando tentam vender os seus imóveis pelo processo “vende o próprio”,
não dispõe das condições para prestar
esses serviços. Começa desde logo com
a falta de elementos para uma determinação correta do preço de mercado
e pela deficiente e limitada promoção
e divulgação que conseguem fazer, os
dois aspetos mais importantes e que na
maioria dos casos se tornam decisivos,
na venda de um imóvel.
Mas há outras questões que não são
de descorar, designadamente:
Deixar entrar na sua casa qualquer
pessoa, desconhecendo se o seu objetivo
é comprar ou se tem em vista obter
apenas informações sobre a sua família, sua composição, hábitos, empregos,
etc, sabe-se lá para que fins, colocando
em risco a segurança da sua família;
Não qualificar antecipadamente os
clientes antes de lhes mostrar o imóvel,
resultando muitas vezes numa mera
perca de tempo e de oportunidades.
Acertam-se as condições do negócio,
avança-se para o pedido de financiamento bancário e depois descobre-se
que os clientes nunca saíram do mundo da fantasia, confundiram os gostos
e os desejos com as suas possibilidades
reais e não dispõem de condições económicas para o adquirir;
Não dominar os conceitos de
“home staging” e da fotografia
imobiliária(posteriormente debruçar-me-ei sobre este tema, atualmente ainda desconhecido do grande público);
Ter apenas disponibilidade para
os imóveis em horários incompatíveis
com os dos compradores, ou em horas
desadequadas;
Não terem possibilidade de ajudar
o comprador, tanto no pedido do crédito bancário, como no processo burocrático e formalidades legais que envolvem a venda do seu imóvel, tanto
em disponibilidade de tempo, como em
conhecimento sobre todo o processo;
Não definirem por escrito que
equipamentos entram no negócio,
designadamente os eletrodomésticos
da cozinha e outros, havendo apenas
compromissos verbais que em caso de
conflito são facilmente desrespeitados;
Não dominarem os termos e as exigências inerentes às diversas fases do
processo, designadamente na reserva,
Contrato de Promessa de Compra e
Venda, Escritura e diligências posteriores junto dos organismos públicos.
Torna-se assim numa atitude sensata e na maioria das vezes economicamente vantajosa, solicitar a ajuda de
um consultor imobiliário.

Sem votos contra, A Assembleia
de Freguesia aprovou plano
de actividades e orçamento
para 2018
Instrumento determinante da intervenção da Junta em cada ano civil, a Assembleia de Freguesia
da Quinta do Conde aprovou, sem qualquer voto contra, as grandes opções do plano para 2018,
vulgarmente denominadas de plano de actividades e orçamento.

A decisão tomada a 7 de Novembro, no
decurso da primeira sessão ordinária do
actual mandato autárquico, reitera assim
a prossecução do trabalho desenvolvido
pelas equipas que têm dirigido os destinos
da freguesia nos últimos anos, visando a
melhoria da qualidade de vida dos seus
habitantes.
Orçado em cerca de 450 mil euros,
o referido documento estabelece as
prioridades de actuação da autarquia
quintacondense nos próximos tempos,
salientando-se as áreas da educação e

ensino; cultura e património; acção social;
habitação e saúde; a par do planeamento
e requalificação urbanística, ambiente e
espaços verdes, mas, também, no domínio do trânsito e mobilidade, segurança e
protecção civil.
Trata-se, de acordo com Vítor Antunes, presidente da referida junta, “de um
documento que dá continuidade à actuação que caracterizou intervenção da junta
em mandatos anteriores; prevê a execução
de um conjunto de obras, entre elas, de
um parque canino e a criação de vários

serviços, ao mesmo tempo que reivindica outras junto das respectivas entidades,
como são os casos, da Escola Secundária, de um lar de idosos na freguesia e a
ampliação do centro de saúde.”
Tudo isto, diz, ainda o autarca quintacondense, “sem deixarmos de prosseguir a
nossa luta visando a eliminação da injustiça que é feita a esta autarquia em sede de
fundo de financiamento das freguesias,
da qual resulta que, sejamos a localidade
seja a que, a nível nacional, menos valor
recebe por habitante”.
Ao longo dos trabalhos, os membros
do órgão deliberativo da freguesia apreciaram ainda o relatório de actividades
desenvolvidas pela junta entre Setembro
e Dezembro, tendo o presidente do executivo prestado alguns esclarecimentos
suscitados pelas diferentes forças políticas
representadas na aludida assembleia.
A par destes assuntos, a citada sessão
contemplou ainda a aprovação de um
voto de pesar pelas vítimas dos incêndios ocorridos este ano no nosso país, um
voto de louvor às corporações de bombeiros que contra eles lutaram; um voto de
boas festas a todos os habitantes; diversas
recomendações acerca de vários temas de
interesse para a localidade; saudações alusivas ao Dia Internacional da Pessoa com
Deficiência, Dia Mundial de Luta Contra
a Sida; Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher e uma
moção reivindicando vários equipamentos sociais para a localidade.

RESPEITAMOS PARA NOS RESPEITAREM…
José Mantas

Nós adultos, sejamos educadores, profissionais, familiares; somos educadores e
responsáveis pelas crianças e adolescentes, somos quem lhes transmite valores,
educação, crenças, etc. Ensinando-os a
serem, no seu futuro adultos responsáveis,
autónomos e capazes de cuidar e educar
outros. Assim sendo todos nós temos
um papel imperativo na sociedade e no
desenvolvimento. Somos muitas vezes
os modelos para as nossas crianças, pois
como se sabe, as mesmas desenvolvem o
seu comportamento através da imitação
das figuras de referência (habitualmente
pais). Precisamos de ter presente a importância das nossas ações e o impacto das
mesmas nos outros que nos envolvem.
É obvio que nem todos os comportamentos apresentados pelas crianças e adolescentes se devem à imitação de padrões
de referência, pois existem fatores que

influenciam, tal como a personalidade e
contextos onde os menores estão inseridos.
Mas…
Por exemplo, que exigência podemos
nós fazer ás nossas crianças para não
dizerem asneiras, ou para não mentirem,
não gritarem, baterem ou ousarem tentar
agredirem adultos, quando nós somos os
primeiros a fazê-lo para com eles?? Claro que existe uma hierarquia a respeitar
cujos menores devem obedecer aos adultos, mas para isso nós temos que dar uso á
frase inicial: ensinarmos o respeito fazendo-nos respeitarem-nos.
Para que a criança compreenda realmente que utilizar a mentira tem consequências negativas e não é saudável para
a manutenção de relação com os outros;
deve começar a fazê-los em casa com o
exemplo dos adultos. Se cada vez que queremos falar com os nossos filhos lhes gritamos, obviamente que chegará o dia em
que os mesmos tentarão responder-nos
desta forma (porque é este o padrão que
conhecem, é desta forma que são educados). Se cada vez que estamos chateados
com o comportamento dos menores e
queremos mostrar-lhes isso, chamando-

-lhes nomes ofensivos (sendo considerada esta agressão verbal)… e aí assistimos
muitas vezes os filhos a falarem desta
mesma forma, desajustada, para os pais
(ficando nós envergonhados quando é
em locais públicos, mas muitas vezes isso
acontece no nosso próprio contexto familiar).
Para evitarmos esta realidade precisamos de nos dar ao respeito, mostrando
por palavras, gestos, comportamentos e
ações que a forma como somos para as
crianças e adolescentes é como nos devem
tratar, evitando-se os exemplos enumerados e preconizando os bons valores, educação e comportamentos assertivos, com
uma comunicação adequada (sendo a verbal e a não verbal congruente uma com
a outra, pois as nossas ações devem ser
reflexo das nossas palavras e vice-versa,
não podendo exigir aquilo que fazemos
de maneira diferente).
É essencial pensarmos as nossas ações,
colocando-as em causa, pois só através da
capacidade crítica percebemos o que está
menos bom, de forma a alterar as mesmas.
Pois para além de todos nós o devermos
fazer, a psicologia tem o dever de auxiliar
nesse percurso reflexivo.

sociedade

CSS | 15 de Dezembro de 2017

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Sesimbra acolheu Taça Nacional
Interassociações
da Associação de
Futebol de Setúbal
perdeu 1-2 frente à
Selecção Distrital da
Associação de Futebol da Madeira.

O Centro Desportivo do Grupo
Desportivo de Alfarim e no Complexo Desportivo Municipal da Maçã, em
Sesimbra, receberam nos dias 8 e 10 de
Dezembro a Fase Zonal – Grupo 4 de
qualificação do Torneio Nacional Interassociações – Taça das Regiões, em futebol
sénior.
O primeiro jogo opôs a Selecção
Distrital da Associação de Futebol de
Publicidade

Lisboa frente à Selecção Distrital da
Associação de Futebol da Madeira e o
resultado foi de 2-0 favorável aos lisboetas. O segundo jogo opôs a Selecção
Distrital da Associação de Futebol de Lisboa à Selecção Distrital da Associação de
Futebol de Setúbal com o resultado final
de 3-2 favorável aos lisboetas, que garantiram assim o apuramento para a fase final
com 6 pontos. Na última jornada, só para
cumprir calendário, a Selecção Distrital

A apresentação
do torneio contou
com a presença de
Pedro Pauleta, antigo internacional da
Selecção Nacional,
que
actualmente desempenha as
funções de Diretor
da Federação Portuguesa de Futebol, organizadora
da Taça das Regiões. “Este torneio é
uma oportunidade
dos jogadores poderem representar a
sua região e, falando como antigo jogador, penso que é
um orgulho enorme para eles”, afirmou
Pedro Pauleta. O segundo melhor marcador de sempre da nossa Selecção referiu ainda que a Taça das Regiões “é um
estímulo e uma oportunidade para os
jogadores mostrarem o seu valor», acrescentado que, para além da competição, o
objetivo é promover o desportivismo e o
respeito”.

Francisco Cardoso, presidente da Associação de Futebol de Setúbal sublinhou
que, a par da vertente competitiva, “o
torneio tem como objetivos promover a
camaradagem e a partilha entre as delegações” e, realçou, “é um prémio pelo
trabalho que os jogadores desenvolvem
nos seus clubes”. Francisco Cardoso elogiou depois as condições que o concelho
de Sesimbra oferece, e que estiveram na
base da escolha para a realização da prova: “O município de Sesimbra é um dos
parceiros da AFS e, nos últimos anos tem-se empenhado em dotar os seus clubes de
boas condições para a prática desportiva”.
José Polido, vereador da Câmara
Municipal de Sesimbra referiu ser “um
motivo de grande satisfação acolher um
torneio desta envergadura. Tal só é possível porque, desde há alguns anos a esta
parte, a autarquia investiu bastante no
movimento associativo e na criação de
condições para que hoje possamos estar
aqui”. José Polido acrescentou que “é gratificante saber que todo esse trabalho tem
vindo a dar frutos”.
A Selecção de Lisboa vai assim juntar-se às suas congéneres de Braga, Porto,
Castelo Branco, Algarve e Viana do Castelo que também se qualificaram para a
fase final da Taça das Regiões, a disputar
entre os dias 26 e 28 de Janeiro de 2018.

entrevista

CSS | 15 de Dezembro de 2017

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The Black Koi
David Figueira e Pedro França são dois jovens do Concelho do Seixal que formaram a banda The Black Koi. O EP de estreia foi
lançado no passado dia 20 de Novembro e o “Comércio” esteve à conversa com o duo para saber um pouco mais sobre o projecto.

Como se juntaram e criaram o grupo?
David Figueira (DF): Conhecemo-nos
através de outros amigos, ainda no ano de
2011. Isto porque eu fiz parte de um projecto
de Metalcore também de Paio Pires, e conheci
o Pedro através de um amigo, o André Afonso,
um excelente músico que está agora na ribalta.
Entretanto esse projecto não correu muito
bem e a partir de 2012 ou 2013 parámos. Cheguei-me então à frente e falei com o França
em relação a criar um projecto. Não sabíamos
muito bem que tipo de projecto queríamos,
sabíamos só que queríamos explorar algo diferente. Na altura tínhamos falado de algo com
voz mas acabámos por seguir o instrumental
porque acabava por ser algo completamente
diferente, era algo que nos ia exigir bastante
em termos criativos.
Chegámos a avançar na altura com Juicy
Quail, foi a primeira banda que criámos juntos com outro membro, o Pedro Mendes.
Infelizmente o projecto não avançou muito,
chegámos a fazer alguns concertos mas não
chegámos a lançar a EP que na altura já tinha
a mistura completa. Fizemos então uma breve
pausa na música, cada um teve os seus projectos pessoais, até que achámos que chegou a
altura ideal e avançámos com este projecto de
momento que é o The Black Koi. Decidimos
avançar só nós os dois simplesmente porque
achámos mais fácil, sabemos que estamos os
dois coesos a nível de trabalho. Estamos agora
no final de 2017 com a EP lançada felizmente, com o nome da banda, e já a preparar um
próximo lançamento para breve que já está a
ser composto.
Porquê o nome de The Black Koi para
a banda?
Pedro França (PF): Isto surgiu inicialmente na casa do David, ao computador, queríamos algo relacionado com símbolos virados
para o budismo ou algo que suscitasse o nosso interesse. Depois decidimos explorar uma
outra cultura, neste caso a nipónica. O nome
não tem assim nenhum fundamento específico, achámos interessante a imagem da carpa
enquanto marca da banda. Quando explorámos a cultura nipónica descobrimos a carpa
como um elemento forte dentro da cultura,
cada carpa tem uma mensagem forte, e era
algo que também queríamos transmitir através da música. Achámos uma imagem brutal
da carpa, e começaram então a surgir várias
ideias de como poderia ser a capa da EP, e
depois lá está, em japonês carpa é Koi, e logo
de imediato surgiu-nos na mente aquele parque de carpas que existe em Almada que é o
Koi Park, onde poderíamos ir lá, falar com eles
e tirar algumas fotos. E achámos que isso iria
ter um forte impacto a nível da imagem.

Ou seja, começou através daí, primeiro
pensámos na imagem, e depois dentro das
carpas que existem escolhemos a carpa negra,
Black Koi, são das mais raras e transmitem
uma imagem mais forte. Não tem assim uma
explicação muito profunda, foi mesmo só
pela imagem forte que achamos que o animal
transmite, e depois também pela capacidade
que dá para brincarmos com a imagem para
futuros eventos e mesmo em concertos. Chegou-nos a passar já pela cabeça usar imagens
durante o concerto, do estilo estarmos a tocar
e estarem a passar imagens por trás, e acho que
é uma imagem forte que passa.
Como foi o processo de gravação da EP?
DF: Foi demoroso (risos). Na altura foi
demoroso porque estudava e trabalhava, tivemos no mínimo uns 3 ou 4 meses a gravar na
casa desse nosso amigo, o André.
O André Afonso, também participou na EP?
DF: Exactamente, participou na EP. Tivemos a felicidade dele conseguir-nos gravar
a EP, mais um outro amigo nosso, o Pedro
Almeida, que acabou por fazer a Mix e a
Master , trabalharam os dois em conjunto.
Foram cerca de 3 ou 4 meses a tentar gravar
no mínimo dois dias, fosse fim-de-semana ou
dias de semana, até porque na altura o França
também tinha compromissos com a banda da
SFUA, e eu também tinha os meus compromissos, depois com o trabalho e os estudos
pelo meio, foi uma batalha contra o tempo. O
Pedro tinha dificuldades por causa dos ensaios
da banda, mas felizmente correu tudo bem.
No entanto, e apesar destes 3 ou 4 meses a
gravar, passou num instante.
PF: Desta vez não quisemos impor grandes metas, e acho que isso marca a diferença
em relação às outras coisas que não correram
assim tão bem. Mas sabíamos que nesta altura
de Outubro/Novembro gostaríamos de ter as
coisas cá fora, e então passámos o Verão e o
mês de Setembro a gravar, para depois entregar o trabalho ao André e ao Pedro e aí já
dependia deles. Mas enquanto faziam isso nós
já estávamos a fazer outras coisas, como gravar
o videoclip, preparar a Playthrough que foi
gravada pelo Nélson, um amigo nosso e vocalista da banda do André. A partir do momento
em que as coisas ficaram feitas da nossa parte, dependia do André e do Pedro, mas isso
descansou-nos, porque sabíamos que da parte
deles as coisas iam resolver-se rapidamente e
iam sair dentro do prazo que tínhamos em
mente.
A EP foi lançada há pouco tempo,
como tem sido a aceitação por parte do
público?
PF: Nós ainda não fizemos concertos nem

uma grande propaganda, mas neste momento
está a ser mais a nível local, através dos nossos amigos, já chegou a outras pessoas e outras
cidades, tenho amigos meus que me contam
“olha, mostrei isto a um colega meu que é de
Sintra e ele adorou”, neste momento é mais
pelo boca-a-boca, as pessoas vão ouvindo, mas
está como nós mais ou menos esperávamos.
Tivemos as ideias, queríamos disponibilizá-las, queríamos ter o prazer de dizer que
está aqui o nosso trabalho, e agora é algo que
supostamente irá crescer mais quando começarmos a tocar mais ao vivo, quando mostrarmos a outro tipo de públicos, a outras pessoas,
tocar noutros sítios que não só aqui na zona.
Depois irá crescer com calma, tal como estava
a acontecer com o outro projecto, começou no
meio local e depois foi crescendo. É claro que
depois acabou por não correr bem mas notávamos que estava a haver um crescendo mesmo
até de público, e aqui acho que vai acontecer
exactamente o mesmo mas uma coisa mais
profissional, digamos assim.
Falaste em concertos, têm alguma
coisa preparada ou marcada para mostrar o trabalho ao público?
DF: Marcado, marcado não, mas está para
breve, meados de Janeiro. Já temos algumas
coisas preparadas e estamos a apontar para
Janeiro ou Fevereiro, pensamos já estar pela
estrada a mostrar o nosso trabalho ao público.
PF: Como o David falou no início, este
projecto somos só nós os dois. Em termos
de criatividade e em termos de aplicar o que
temos na cabeça é muito mais fácil, não temos
de depender de outros. O David está encarregue da parte das guitarras e faz também o
baixo, eu faço as baterias, depois criatividade é
dos dois. Mais do David nesta última EP, tem
muitas ideias dele que depois complemento
com as baterias.
Ao vivo já teremos de contar com o apoio
de outros dois músicos, de um guitarrista e de
um baixista. Esse primeiro concerto ainda não
está definitivamente marcado porque estamos
a ver a disponibilidade do guitarrista, e nesta
altura contamos sempre com os nossos colegas
que já demonstraram o apoio mas têm a agenda deles, como é óbvio. E então isto vai ser
um pouco assim, num dia podem ver-nos num
concerto com um guitarrista e um baixista, e
depois noutro dia, noutro concerto, com um
outro guitarrista e um outro baixista. Isso vai
acontecer de certeza, porque como estamos só
os dois, dependemos da amizade dos nossos
amigos.
DF: Também escolhemos aplicar esta filosofia de dois membros agora porque já em
projectos anteriores, e especialmente da minha
parte, é preciso depender bastante das outras
pessoas, e saber que um não puxa, os outros
têm de puxar mais. Pode uma pessoa estar
mais desmotivada que as outras três, cria sempre um desequilíbrio e eu prefiro que as coisas
estejam sempre equilibradas entre os dois, e
que sejam resolvidas entre nós. Eu não estou,
nem queria dizer isto de forma directa ou indirecta pelo que aconteceu no passado, mas foi
um bocado o que passou pela minha cabeça
na altura porque enquanto não encontrarmos
alguém que se adeqúe mesmo ao projecto, a
nosso ver, preferimos manter-nos assim. Agradecemos claro a todos as pessoas que nos ajudaram e vão ajudar nos concertos, mas a opção
de dois membros foi propositada, para facilitar
em tudo, excepto financeiramente (risos). Aí é
mais dispendioso.
PF: Em vez de estarmos a dividir as coisas
por quatro ou cinco, somos só nós os dois. Não
vamos dizer “olha, safa-nos aí o concerto e tens
de pagar aqui umas coisas” (risos). Mas isso faz
parte, e acho que a palavra que está mais forte
neste grupo é a amizade. Porque em todo este

processo dependemos sempre da amizade, na
gravação da Playthrough do David pelo Nélson, sempre bastante disponível, o André e o
Pedro na gravação da EP, Mix e Master e todo
o processo. No nosso primeiro videoclip, o
Sebastião Santana aqui do Seixal, foi ele que
nos gravou o videoclip e nós depois fizemos
a parte de edição, ou seja, o nosso grupo de
amigos mostrou-se desde o primeiro momento
disponível a ajudar. O João Camacho também
nos ajudou nas fotografias, ele também é aqui
do Concelho. Desde o primeiro momento
sempre estiveram muito disponíveis, tivemos
custos muito reduzidos, estamos a falar de
valores simbólicos, ou de borla mesmo, e estaremos eternamente gratos a essas pessoas pelo
que têm feito por nós até agora.
Quem quiser adquirir a EP, o que
pode fazer?
DF: De momento existe apenas a possibilidade digital. Estamos ainda a ponderar
se fazemos físicos, o que devemos fazer, mas
isso depois vai meter ainda mais trabalho para
mim porque eu é que tratei da parte digital e
da parte de imagem, vou ter de tratar disso
tudo, mas em princípio deve haver físicos na
altura dos concertos. Uma coisa limitada, só
mesmo para concertos.
Mas em digital está disponível no Bandcamp, no iTunes, Amazon, Google Play e está
em stream no Spotify e no YouTube, onde foi
disponibilizado um dia antes para todos ouvirem.
Em termos dos The Black Koi, quem
é que olham como inspiração em termos musicais?
PF: Não é que estejamos a tentar ser iguais
ou a copiar, mas temos as nossas inspirações.
Um dos temas da nossa EP, The Escape Plan,
é um pequeno tributo a uma banda que são
os The Dillinger Escape Plan, que é uma das
bandas preferidas do David e para mim foi
um dos melhores concertos que já vi em toda
a vida, ainda agora tiveram em Corroios no
VOA. Logo na EP está uma banda em que nos
inspiramos, mas depois há várias dentro do
instrumental.
DF: Eu no meu caso, a minha ideia era
mesmo homenagear os The Dillinger Escape
Plan, eu tive quase 4 meses a ouvir a discografia deles, as pessoas já nem podiam estar comigo no carro (risos). Mas nos outros sons, no
Insomnia por exemplo, na altura via bastantes
vídeos de um senhor que é o Ola Englund,
tem uma banda e gosto bastante do som
dele. Temos lá um pouco dos “toques” dele,
porque gostava bastante da tonalidade em
que ele tocava. O Kananga já foi uma música em que compusemos os dois durante um
ensaio. Começámos na brincadeira e acabou
por surgiu um bom som e explorámos, mas
tudo dentro do mesmo género. E a Anxiety
já foi um som que na altura tinha composto
num momento cheio de ansiedade, não estava
a sentir-me bem com o momento que estava
a viver e o som em si era para transmitir isso.
PF: E isto é tudo dentro do Instrumental,
depois há outras bandas. Mas lá está, não estamos a dizer que o nosso som se está a tentar
aproximar, são apenas influências. Há pormenores nas músicas que podem fazer lembrar
mas não estamos de todos a querer copiar.
DF: Uma pessoa que me sinto bastante
influenciado desde início é o André Afonso. Ele já me ajudou muito e já me ensinou e
aturou bastante. Alguns dos sons já é quase a
pensar como ele, sinto a influência e agradeço
bastante o facto de ter participado no nosso
EP. E para breve espero também a participação de uma outra pessoa que não vou dizer
por enquanto.
PF: Mas também é do Seixal, esse é mesmo
seixalense (risos).

sociedade

CSS | 15 de Dezembro de 2017

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Seixal e Sesimbra afectados pela Tempestade Ana
A Tempestade Ana passou pelo nosso país causando vários danos. Os Concelhos do Seixal e de Sesimbra não escaparam à intempérie.

DR CMS

A Tempestade Ana assolou o território
nacional, com mais enfoque para as localidades ribeirinhas como as existentes nos
Concelhos do Seixal e de Sesimbra.
A Câmara Municipal do Seixal constituiu uma equipa que esteve de prevenção desde as 16 horas do dia 10 até às 6
horas do dia 11 para dar resposta a possíveis situações meteorológicas adversas.
Essa equipa contou com vinte elementos
dos Serviços Municipais de Protecção
Civil, da manutenção de espaços verdes,
de limpeza e salubridade, de saneamento
e do trânsito. Esta equipa trabalhou em
Publicidade

conjunto para amenizar as consequências
da tempestade e proporcionar um rápido
restabelecimento da normalidade, nomeadamente na remoção de árvores e demais
detritos da via pública e de propriedades
particulares, na delimitação de obstáculos
e outros perigos no espaço público e na
limpeza de sarjetas e linhas de água.
Foram registados 43 pedidos de apoio
por parte das forças de segurança – bombeiros e polícia – e também por parte dos
munícipes. Na manhã do dia 11 foram
ainda registados mais 23 pedidos de
apoio, sobretudo relacionados com lim-

peza de vias, queda de árvores e queda de
estruturas e infra-estruturas afectadas.
Nesta operação foram registadas mais
de uma dezena de quedas de árvores, cerca
de vinte relatos de danos em habitações,
várias quedas de postes de comunicações,
inundações e danos em mobiliário urbano e cerca de 15 veículos danificados. Os
danos foram apenas materiais, não havendo vítimas a lamentar.
De referir ainda que o maior número de
ocorrências verificou-se entre a meia-noite
e as duas horas da manhã do dia 11 de
Dezembro, tendo as freguesias de Amora e
Corroios sido sujeitas a fenómenos de ventos pontualmente mais fortes, bem como
uma precipitação muito concentrada.
O Presidente da Câmara Municipal do
Seixal, Joaquim Santos, em declarações
publicadas no sítio oficial da Câmara,
agradeceu “o empenho e dedicação dos

trabalhadores dos diversos serviços da
Câmara Municipal do Seixal que estiveram a trabalhar na madrugada e durante
o dia de hoje respondendo às solicitações
dos munícipes, forças de segurança e
humanitárias, procurando repor a normalidade após a tempestade que provocou danos por todo o país”. O autarca
agradeceu ainda “o esforço de todos os
agentes das Forças de Segurança e membros das Forças Humanitárias que estiveram envolvidos no apoio às populações”.
Já no Concelho de Sesimbra, Susana
Jeremias, do Gabinete de Relações Públicas e Protocolo, contou ao “Comércio”
que “após contacto efectuado com a Protecção Civil Municipal, fui informada
que os danos causados no concelho de
Sesimbra foram essencialmente quedas de
árvores, sem perigo aparente para pessoas
e bens”.

Câmara Municipal procura projectos musicais
desenvolvidos por jovens do distrito
A Câmara Municipal do Seixal está à procura de projectos musicais desenvolvidos por jovens com idades
compreendidas entre os 14 e os trintas anos, provenientes do distrito de Setúbal, que estejam interessados em mostrar o seu trabalho. O objetivo é promover
e incentivar estes novos projetos musicais integrando-os no programa anual do Espaço 58, um projeto na área da música que se concretizará num conjunto de actuações mensais ao vivo no CAMAJ – Centro de Apoio ao Movimento Associativo Juvenil,
em pleno núcleo urbano do Seixal, sendo que os espectáculos serão também transmitidos online
via streaming/YouTube, além da presença de público ao vivo.
Os interessados em participar podem contactar a Câmara Municipal do Seixal através do email:
area.juventude@cm-seixal.pt.

BRE
VES

Saúde

CSS | 15 de Dezembro de 2017

10

FISÁLIS
Fitoterapia

Miguel Boieiro

Projeto “Bairro sem
Cárie”
A Fundação EDP, no âmbito do
Programa EDP Solidária – Inclusão
Social 2016, apoia o projeto Bairro sem
Cárie que promove a saúde oral, junto de crianças e jovens, em seis bairros
sociais do concelho do Seixal.
“O apoio ao projeto Bairro Sem
Cárie, através do programa EDP Solidária, traduz aquela que é a missão da
Fundação EDP na área social: promover a inclusão de pessoas e comunidades em contexto vulnerável, como é o
caso de todas a crianças e jovens que
assim têm acesso a cuidados de saúde
oral. E são já mais de 350 os projetos
apoiados em todo o país pelo programa
EDP Solidária com o propósito de contribuir para uma melhor qualidade de
vida das populações”, declarou Miguel
Coutinho, administrador e diretor
geral da Fundação EDP.
O Centro Comunitário de Saúde
Oral está a desenvolver o projeto “Bairro Sem Cárie”. Desde o início do projeto em Janeiro de 2017 já efetuou 369
rastreios dentários junto da população
desfavorecida, residente no concelho
do Seixal.
O Projeto “Bairro Sem Cárie” está
a ser desenvolvido nos Bairros Santa
Marta de Corroios, Cucena, Quinta
da Princesa, Jamaica, Arrentela e Vale
Chicharo. Segundo o Dr. Octávio
Rodrigues, fundador e Diretor Clínico do Centro Comunitário de Saúde
Oral, “o projeto tem como objetivo
aumentar a consciencialização e a educação para os hábitos de saúde oral
através da realização de rastreios junto
da população jovem para que possam
ser diagnosticadas doenças ou patologias associadas com manifestação oral.
A ação envolve também a distribuição
gratuita de escovas e pastas de dentes
uma vez que muitas pessoas dos bairros não têm acesso”. Esta ação pretende
assim identificar jovens com problemas dentários e necessidades urgentes
de intervenção, bem como educar para
a importância da adoção de boas práticas alimentares e de estilos de vida
saudáveis.
Os casos detetados são posteriormente acompanhados no Centro
Comunitário de Saúde Oral localizado
na Cruz de Pau, Seixal. De acordo com
Alexandra Arnaut, Técnica do Gabinete de Ação Social da Câmara Municipal do Seixal, “o acesso à saúde oral é
quase nulo nestes bairros, por isso, o
papel deste projeto torna-se fundamental para melhorar a saúde oral destes
jovens e, com isso, a sua qualidade de
vida e integração social”. Acrescenta
ainda que “é crucial assegurar uma
maior equidade no acesso à saúde oral
e incentivar outras instituições a seguirem o exemplo”.

Há uma boa dúzia de anos trouxe de
Ponta Delgada uma compota de frutos
que, de todo, desconhecia. Não eram
araçás, esses conhecia-os eu bem, pois o
saudoso ti Manel das Doze fez o favor
de me trazer da Terceira, dois pequenos
araceiros para plantar no quintal.
Enquanto não geou, o que aconteceu
durante sucessivos invernos, fomo-nos
deliciando com essa espécie de goiaba
selvagem.
O tal frasco de compota tinha uma
etiqueta que dizia “doce de capucha”. E
sabem que andei um ror de tempo sem
conhecer o que era aquilo. Por burrice, sem dúvida, pois com tantos amigos
açorianos, nunca os indaguei sobre tal
matéria. Agora já sei. Afinal a “capucha” é vocábulo das ilhas para “fisális”,
aquele frutinho, hoje tão em moda nos
estabelecimentos “gourmets”. Contudo,
alquequenge tem sido, desde há séculos,
o nome vulgar atribuído a esta interessante solanácea, que consta na maior parte
dos tratados de fitoterapia. Depois de
muito hesitar, resolvi titular este artigo
por “fisális”, já que se trata da designação
actualmente mais difundida. E compreende-se porquê: é deveras bastante mais
fácil de pronunciar.
A Physalis alkekengi L é uma planta
anual da família das Solanaceae que cresce espontaneamente nos campos de cultivo, figurando, muitas vezes, como espécie
ornamental.
Nos Açores, e não só, esta herbácea é
quase infestante, pois reproduz-se com
excessiva facilidade. Julga-se que ela veio
da América do Sul, mais propriamente da
Colômbia, país em as produções atingem
razoável valor comercial.

Pode chegar aos 60 cm de altura, preferindo solos calcários até à altitude de
1500 metros. O seu caule é erecto, anguloso, ligeiramente pubescente e, amiúde,
ramificado. As folhas apresentam-se
aos pares e são grandes, alternas, ovais-pontiagudas e pecioladas. As flores,
solitárias, formam um pequeno cálice e são hermafroditas (na mesma flor
encontram-se órgãos masculinos e femininos) e esbranquiçadas. Finalmente, os
frutos, globulosos, mais pequenos do que
cerejas, são amarelos ou alaranjados. Por
vezes, fazem lembrar uma gema do ovo
em miniatura. Encontram-se revestidos
de uma membrana verde que, pouco a
pouco, vai ficando cor de palha e quase
transparente, quando o fruto amadurece.
Esta característica determina que o alquequenje seja também conhecido como
“planta das lanternas chinesas” ou “bexiga de cão”.
Quimicamente, refere-se um princípio
activo que é a fisalina. Possui também
vitamina C, ácido cítrico, ácido málico,
glícidos, pectinas e carotenos, para além
de alcalóides, como é apanágio de, praticamente, todas as solanáceas.
Entre as suas propriedades, conta-se a
de ser depurativa, diurética, emoliente,
expectorante, febrífuga e sedativa.
Em fitoterapia, utilizam-se as folhas,
essencialmente para aplicações externas, e
os frutos. Estes podem consumir-se frescos, secos ou em pó.
Fleury de la Roche, em “Las Plantas
Bienhechoras” (versão em castelhano),
recomenda a cataplasma das folhas frescas esmagadas para aliviar as inflamações
e a infusão de 50 g dos frutos secos num

litro de água, para cálculos renais, hidropisia, gota e entorpecimentos viscerais.
Por sua vez, Abdelhaï Sijelmassi, em
“Les Plantes Médicinales du Maroc”,
advoga que os doentes com taxas elevadas
de ácido úrico devem beber três chávenas por dia da decocção de 20 g de bagas
secas fervidas num litro de água.
O mesmo autor aconselha prudência
quando se ingere os frutos frescos, pormenorizando que não se devem comer
mais do que trinta bagas por dia e jamais
verdes.

A precaução deverá ser maior nos países tropicais, visto que vegetam espontaneamente cerca de meia centena de
espécies “physalis”, sendo algumas bastante tóxicas.
Porém, entre nós, europeus, os sumarentos frutos da espécie “alkekengi” são
apreciadíssimos em saladas de frutas e
pastelaria, tendo um sabor agridoce muito delicado.

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CSS | 15 de Dezembro de 2017

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Que surpresas nos reserva a Casa Ermelinda Freitas nesta quadra natalícia?

O que faz dos vinhos EF um bom presente de Natal?

A Casa Ermelinda Freitas é uma casa dinâmica, e temos sempre novidades para
podermos agradar aos nossos consumidores. Este ano temos dois vinhos que vão
revalidar a grande qualidade presente nos nossos produtos:

A Casa Ermelinda Freitas, é uma casa familiar que já vai na 5 geração, nada melhor
que nesta época familiar que servir os vinhos feitos por uma empresa familiar,
que os vinhos feitos na Casa Ermelinda Freitas situada na região da Península de
Setúbal. Damos alguns exemplos de vinhos que são boas ofertas de natal e servem
para acompanhar os típicos pratos de natal, servidos na ceia:

DONA ERMELINDA GRANDE RESERVA: um vinho
único e raro, produzido a partir das melhores uvas,
com produções baixíssimas num ano excecional.
Estagiou 18 meses, em barricas de carvalho francês e
18 meses em garrafa, com finalidade de conferir maior
elegância e complexidade.
Tempo de guarda aconselhado: 15 anos.

Casa Ermelinda Freitas GEWÜRZTRAMINER: um
vinho delicado, floral, e elegantíssimo como poucos
há em Portugal. Um vinho muito feminino ideal apara
comidas leves ou para aperitivos.

Apenas disponíveis na loja da adega da Casa Ermelinda Freitas:

Fim de ano vai bem com que produtos?
No fim do ano o mais aconselhável são os espumantes, a casa Ermelinda Freitas tem
uma excelente oferta desde um Espumante Rosé a um Bruto, passando pelo MeioSeco e acabando no Reserva, todos eles com uma excelente relação qualidade preço.
• CEF Espumante Bruto Branco
• CEF Espumante Bruto Rosé
• CEF Espumante Meio-Seco
• CEF Espumante Reserva
Que desafios marcaram este ano?
O grande desafio do ano 2017, foi o lançamento de duas
marcas no seguimento premium/ super premium, como
é o caso do vinho Vinha do Torrão e Vinha da Valentina,
que se pretende que sejam dois marcos de referência,
de qualidade, e modernidade, num futuro próximo desta
empresa.
Que projetos espera ver realizados no próximo ano?
Temos muitos projetos em mente para o futuro, e o próximo ano 2018 não foge a
exceção. Mas como se diz o segredo é a alma do negocio, e não podemos revelar
muito mais aqui, mas prometemos que brevemente todos os nossos consumidores
vão ter mais noticias.
Bom Natal, e um próspero ano novo!!!

Casa Ermelinda Freitas
Rua Manuel João de Freitas
Fernando Pó
2965-595 Águas de Moura
Portugal
Google Maps – GPS: N 38º 38' 08" W 8º 41' 40"
Email: geral@ermelindafreitas.pt
Tel: +351 265 988 000; +351 300 500 435
Fax: +351 265 988 004

CASA ERMELINDA FREITAS ESPUMANTE BRUTO
Os espumantes são sempre vistos como uma bebida de aperitivo ou de festa, mas
por vezes quando bem elaborados também são uma boa bebida de sobremesa.
A sua acidez crocante do permite ainda acompanhar carnes gordas, fazendo um
equilíbrio excelente.
Temperatura ideal de consumo 10 - 12ºC

DONA ERMELINDA RESERVA
Clássico vinho Português, o Dona Ermelinda Reserva, é elaborado com base
na casta Castelão com mais de 50 anos, e com um toque de Touriga Nacional,
Trincadeira e Cabernet Sauvignon, estagiou em barricas de carvalho durante
1 ano, seguido de um estágio de 8 meses em garrafa, para lhe conferir maior
complexidade e elegância, uma acidez fina e tanino polido. Apresenta-se
um vinho de cor granada quase opaco, com aromas a lembrar frutos pretos,
especiarias e fumo, com alguma compota devido à grande maturação atingida.
Na boca é um vinho denso, cheio, com grande estrutura. Final longo persistente
e muito agradável.
Temperatura ideal de consumo 16 - 18ºC

DONA ERMELINDA BRANCO
O vinho Dona Ermelinda Branco é um vinho com uma excelente complexidade e
intensidade de sabores que faz estágio durante 3 meses em madeira de Carvalho
Francês e Americano. Composto pelas castas Fernão Pires, Arinto, Antão Vaz e
Chardonnay, é um vinho rico e refrescante que possui uma cor palha esverdeado,
aroma frutado intenso com notas a frutos tropicais e mel. Na boca apresentase cheio com grande equilíbrio entre os componentes acidez/açúcares/álcool/
madeira. Final longo, persistente e agradável.
Temperatura ideal de consumo 12 - 14ºC

CEF MOSCATEL DE SETÚBAL
O Moscatel de Setúbal, bebida com mais de 100 anos de origem, a doçura
e a frescura típicas da casta moscatel, com o acrescento de complexidade
proveniente do estagio de 5 anos em barrica de carvalho, torna-o um produto
distinto e único. Com aromas a lembrar mel e casca de laranja, e de sabor muito
intenso, acompanha bem pastelaria fina, doçaria Árabe, como pode servir de
aperitivoTemperatura ideal de consumo 12 - 14ºC

Desde 1999 já foram obtidos mais de 900 prémios a nível nacional
e internacional:
MEDALHAS DE OURO: 355
MEDALHAS DE PRATA: 390
MEDALHAS DE BRONZE: 205

entrevista

CSS | 15 de Dezembro de 2017

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“Eu encontrava na escrita um mundo
só meu, uma forma de me refugiar”

Andreia Lourenço de apenas 17 anos,
nasceu em Almada mas vive em Corroios,
frequenta o 12º. ano na área de Humanidades da Escola Secundária João de Barros.
Lançou no passado Sábado o seu primeiro
livro “Preciso de Mim”. A escritora esteve à
conversa com o “Comércio” onde nos deu a
conhecer como nasceu o seu interesse pela
escrita e qual a história que o seu livro nos
conta.
Como surgiu esta paixão pela escrita?
Eu sempre gostei de escrever, por vezes
em vez de ouvir música ou dar um passeio,
escrevia, era algo que me fazia sentir bem,
e foi basicamente assim. Eu encontrava na
escrita um mundo só meu, uma forma de
me refugiar, de escrever e criar personagens,
eu podia ser quem quisesse na escrita.
Quando comecei a escrever este livro,
não tinha ideia que seria mesmo um livro.
Comecei a escrever simplesmente porque
gostava, sempre achei que tinha jeito para
escrever e gostava realmente de o fazer.
Comecei a mostrar alguns textos a amigos e familiares e todos me diziam “isso está
muito bom!” mas eu acabava por não acre-

ditar. No entanto a minha mãe dizia-me
para os guardar porque algum dia poderia
fazer alguma coisa com isto.
Um dia comecei a querer mesmo fazer
alguma coisa, quis mesmo avançar com um
livro e fui até ao fim. Quando terminei,
decidi que queria uma opinião profissional, não queria ir pela opinião de familiares e amigos porque podiam dizer que está
bom só para não ficar triste ou desmotivada
(risos). Então enviei para a Chiado Editora e ao enviar recebi uma resposta positiva,
dizendo que a escrita era didática e cativante
e que tinham interesse em publicar o livro.
De início pensei que talvez não fossem responder mas afinal responderam e estavam
interessados, foi aí que tudo começou.
O livro chama-se “Preciso de Mim”.
Do que fala a história do livro?
O livro é a história da Margarida, a personagem principal. Ela vai escrevendo através de cartas, cartas essas que guarda para
si própria, nunca com a intenção de enviar,
embora num certo momento da história
ela gostasse de enviar. A Margarida escreve
sobre tudo: sobre a adolescência, sem medos

e sem qualquer constrangimento, e acho
que é isso que torna o livro interessante. Ela
expressa tudo o que sente, não tem medo,
porque sabe que ninguém vai ler, é tudo
aquilo que ela pensa e que sente. É um livro
que retrata problemas que adolescentes têm,
e quem melhor que uma adolescente para
retratar aquilo que os adolescentes sentem?
A Margarida passa por uma fase complicada, como a adolescência é por si. Ela fala
sobre isso sem reservas, sobre tudo aquilo
que sente através de cartas que não envia, e
por isso é que são tão emocionantes.
Existe algum projecto para continuar a própria história ou tem algo mais
preparado sem ser relacionado com a
Margarida?
Tenho vários rascunhos em casa que
nunca passaram disso, só este é que realmente chegou a ser alguma coisa.
Tenciono depois escrever outras histórias, este foi apenas o início. Mas talvez dentro do mesmo género, porque mais uma vez,
ninguém melhor que um adolescente para
falar sobre o que nós sentimos. E acho que
é importante, e como digo, é para relembrar

os adultos da turbulência da adolescência e
chegar aos adolescentes aquilo que eu gostaria de ler. Porque acho que para o livro ser
bom tem de fazer com que a pessoa sinta
a história, e por causa disso mesmo, nunca
fiz uma descrição física da personagem, ela
descreve-se apenas psicologicamente, tudo
oque se percebe da Margarida é através da
escrita de forma indirecta, e é tudo psicológico. A caracterização física, se ela é ruiva,
se morena, se tem olhos azuis, não é feita
para que a pessoa que lê se possa sentir no
lugar da personagem.
O processo com a Chiado Editora
foi fácil?
Foi fácil e bastante rápido até. Enviei o
rascunho no Verão. Depois de saber que
estavam interessados fui à Chiado Editora
em Lisboa saber como é que seria o processo
e para assinar contrato. Eles falaram comigo, disseram que demorava cerca de quatro
meses depois do pagamento, porque é preciso investir para o primeiro livro, perguntei
se havia a possibilidade de publicar antes do
Natal, porque era do meu interesse que o
livro saísse ainda neste ano, e eles disseram
que sim, portanto foi um processo rápido.
Na vertente de estudos o que gostava
de seguir?
Gostava de seguir Direito.
Existe alguma ligação ou tendência
para ligar aquilo que gosta ou quer
seguir, neste caso Direito, em relação
às suas histórias?
Nesta história específica não há ligação
com Direito ou com outros interesses que
tenho como o atletismo ou o teatro, não há
qualquer ligação nesse aspecto. Até porque
se houvesse, sabia que iam associar-me ao
livro, e não queria isso porque não é nenhuma biografia (risos).
Mas noutras histórias talvez, até porque
é disso que faço a vida: atletismo, teatro,
escrever, são as paixões que tenho.
Para adquirirmos o livro, como
podemos fazê-lo?
Tenho a página no Facebook, é só escrever
“Preciso de Mim” e são encaminhados para
a minha página, basta apenas enviar mensagem para encomendar. Também vai estar à
venda no site da Chiado Editora ou noutras
papelarias pelo país, mas a primeira fase e a
mais simples é mesmo contactando a página,
até porque se quiserem alguma dedicatória
para oferecer a alguém fica mais fácil.

agenda

CSS | 15 de Dezembro de 2017

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“A Bela Palhaçada” em Sesimbra
DR

O Cineteatro Municipal João
Mota, em Sesimbra, recebe amanhã às 21h30, a peça de teatro
“A Bela Palhaçada” do grupo de
teatro amador De Vez em Quando.
A peça conta as peripécias dos
palhaços Piolho e Trambolho,
que resolvem assistir a um filme
de animação, cheio de magia e
encantamento. Mas será que vai correr tudo bem ou acabar numa
Bela Palhaçada? O espetáculo, do grupo de teatro dos Serviços
Sociais dos Trabalhadores da Câmara Municipal, promete surpreender o público.
O espectáculo destinado aos mais novos tem o valor de 3 euros.

Concerto de Natal na Quinta
do Conde
DR

A Igreja de Nossa Senhora da
Esperança na Quinta do Conde
recebe os Grupos Corais locais
para um Concerto de Natal no
Domingo, dia 17, a partir das 16
horas.
Os grupos corais participantes serão o Grupo Coral A Voz
do Alentejo na Quinta do Conde, o Grupo de Cavaquinhos, o
Grupo Quinta Condense, o Grupo Renascer, a Tuna da Universidade Sénior da Quinta do Conde, o Grupo Ecos, o Grupo Arco
Iris, o Grupo Andorinhas e o Coro da Igreja de Nossa Senhora da
Esperança
A entrada é livre.
Publicidade

Timbre
Seixalense
em concerto

Natal do Hospital do Seixal
DR

Integrada na 29ª Edição dos
Concertos de Natal – Seixal
2017, a banda da Sociedade Filarmónica Democrática
Timbre Seixalense dá hoje, dia
15 de Dezembro, um concerto
na Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição no
Seixal.
A banda da Sociedade Velha
tocará repertório erudito, interpretando algumas obras de
Bach e de Mozart, e continua
assim a tradição iniciada há
alguns anos de dar concertos
nas Igrejas na União das Freguesias do Seixal, Arrentela e
Aldeia de Paio Pires.
O concerto tem início marcado para as 21h30 e a entrada
é gratuita.
DR

O Natal do Hospital do Seixal
tem Domingo, dia 17, mais uma
edição, que este ano acontece no
Salão da Sociedade Filarmónica
União Seixalense.
O espectáculo começa às 15
horas com a actuação do Grupo
Coral Seixal Vocalis, de Brothers
Soul e de Diamantina Rodrigues. Às
15h30 acontecerá o momento protocolar com a intervenção da Comissão
de Utentes de Saúde do Concelho do Seixal, do presidente da União das
Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, do presidente da
Assembleia Municipal do Seixal e do presidente da Câmara Municipal do
Seixal. Às 15h45 começa o espectáculo propriamente dito com a actuação
dos artistas Maria de Lourdes, Fernando Viegas, Mário Barradas, Ricardo
Mestre, Manuela Sameiro, David Ventura, Eduardo Santana, Banza,
David Antunes, Dany Silva, Vitorino e Anjos.
A entrada é livre.

Casa do Benfica no Seixal
organiza jantar
O restaurante do Pavilhão da Siderurgia
Nacional vai receber amanhã o Jantar de
Natal e de Comemoração do 10.º Aniversário da Casa do Benfica no Seixal.
O jantar convívio vai contar com entradas, prato principal e bebidas, sobremesas,
digestivos e ainda animação musical a cargo
de Albano Gonçalves. A direcção da Casa
do Benfica no Seixal pede a comparência
e participação de todos os benfiquistas no
convívio que vai ainda contar com presença
surpresa de ilustres ligados ao Sport Lisboa
e Benfica.
O jantar começa às 20h30 e tem o valor
de 15 euros para adultos e de 7,5 euros para
crianças dos 5 aos 10 anos.

DR

lazer

CSS | 15 de Dezembro de 2017

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14
14

CAPITAIS
capitais EUROPEIAS
europeias

cinema

A Casa Torta
dr

sopa de letras

15 a 21 de dezembro

Carneiro

21-03 a 20-04

Touro

21-04 a 21-05

Amor: O amor poderá bater-lhe à porta, fique atento.
Saúde: Procure fazer uma vida mais saudável.
Dinheiro: Esta não é uma boa altura para investir nos
negócios.
Números da Semana: 27, 32, 41, 3, 38, 1

Amor: Seja sincero nas suas promessas se quer que
a pessoa que tem a seu lado confie em si.
Saúde: Liberte-se e a sua saúde irá melhorar.
Dinheiro: Excelente período para tratar de assuntos
de caráter profissional.
Números da Semana: 20, 31, 45, 38, 10, 4

Gémeos

21-04 a 21-05

Amor: Momento favorável para jantares românticos.
Saúde: O seu sistema imunitário está muito sensível,
seja prudente.
Dinheiro: Momento calmo e favorável.
Números da Semana: 25, 10, 49, 17, 23, 2

madrid
budapeste copenhaga
londres roma sofia
atenas paris lisboa
praga berlim bruxelas
vilnius
helsinquia zagreb

Aristide Leonides, um imigrante que fez fortuna
em Inglaterra, é encontrado morto na sua mansão
em circunstâncias suspeitas. Com ele viviam três
gerações desta grande família: a mulher – 50 anos
mais jovem –, dois filhos, duas noras, três netos e
uma cunhada (irmã da primeira esposa). Sophia,
uma das suas netas, procura Charles Hayward,
um detective (e ex-amante), para desvendar o caso
sem chamar demasiada atenção sobre a sua família.
Charles concorda em ir com ela à mansão para avaliar todas as possibilidades. Ali vai perceber que todos, sem excepção, teriam os seus próprios motivos
para assassinar o patriarca. E sabe que, para a sua
investigação, todos os detalhes são importantes…
Baseado no romance homónimo de Agatha
Christie, um filme realizado por Gilles Paquet-Brenner e com os actores Max Irons, Glenn
Close, Terence Stamp, Max Irons, Stefanie Martini,
Gillian Anderson e Christina Hendricks.

Sudoku
3

8

7
9

4

7
8

6

3

4

6

2
5
1

7

5

3

9
9

1

6
2

3

6

música

8

The Black Koi – The Black Koi

2

4
9

1

dr

1

2

6

3
8

8

Caranguejo

21-06 a 23-07

Leão

24-07 a 23-08

Virgem

24-08 a 23-09

Balança

24-09 a 23-10

Amor: A sua vida amorosa dará uma grande volta
brevemente.
Saúde: Faça exames médicos.
Dinheiro: Evite gastos supérfluos.
Números da Semana: 12, 35, 10, 28, 17, 9

Amor: Estará em plena harmonia na sua vida a este
nível.
Saúde: Faça um check-up.
Dinheiro: Tente poupar um pouco mais, pois mais
vale prevenir do que remediar.
Números da Semana: 11, 42, 27, 30, 12, 28
Amor: Partilhe os seus sentimentos e decisões com a
pessoa que ama.
Saúde: Com disciplina e controlo melhorará de
qualquer problema.
Dinheiro: Uma pessoa amiga vai precisar da sua ajuda.
Números da Semana: 39, 28, 10, 33, 5, 13
Amor: Esqueça um pouco o trabalho e dê mais atenção à sua família.
Saúde: Poderá andar muito tenso.
Dinheiro: Período positivo e atrativo, haverá uma
subida do seu rendimento mensal.
Números da Semana: 20, 14, 3, 27, 44, 1

Escorpião

24-10 a 22-11

Amor: Liberte-se do passado.
Saúde: Procure o seu médico se não se anda a sentir
bem.
Dinheiro: Ajude os mais necessitados.
Números da Semana: 33, 14, 21, 4, 41, 6

Sagitário

23-11 a 21-12

Capricórnio

22-12 a 20-01

Amor: Vai apaixonar-se facilmente.
Saúde: Faça caminhadas.
Dinheiro: Não se exceda nos gastos.
Números da Semana: 19, 47, 25, 36, 40, 18

5

SOLUÇÃO

Os The Black Koi são uma banda originária do Concelho do Seixal e lançaram o seu
primeiro trabalho no passado dia 20 de Novembro. A EP homónima do duo composto
por David Figueira e Pedro França vai buscar
influências ao Metal e ao Rock instrumental,
passando ainda pelo estilo Experimental. A EP
conta ainda com a participação do músico André Afonso, dos The Voynich Code.
O single de apresentação foi lançado no início de Novembro e está disponível para ouvir
no YouTube e chama-se Insomnia.

Amor: Deixe o ciúme de lado e aproveite bem os
momentos escaldantes.
Saúde: Cuidado com os excessos alimentares.
Dinheiro: Não peça um novo empréstimo, os tempos
não estão para isso.
Números da Semana: 27, 42, 31, 19, 4, 23

Aquário

21-01 a 19-02

Peixes

20-02 a 20-03

Amor: Aproveite bem todos os momentos que tem
para estar com a sua cara-metade.
Saúde: Poderá sentir alguma fadiga física.
Dinheiro: Conserve todos os seus bens materiais.
Números da Semana: 36, 41, 15, 3, 37, 20

Amor: Evite as discussões com o seu par.
Saúde: Será uma época com tendência para enxaquecas.
Dinheiro: Dê mais valor ao seu trabalho, e só terá a
ganhar com isso.
Números da Semana: 49, 27, 13, 31, 4, 29

Desporto

CSS | 15 de Dezembro de 2017

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15

Seixal Clube 1925
GD Sesimbra vence,
vence dérbi juvenil Juv. Azeitonense perde
Numa semana de paragem do futebol
sénior distrital, o desporto local ficou
marcado pelo dérbi Seixal Clube 1925
“A” - AC Arrentela, os então 2.º e 1.º
classificados do Campeonato Distrital
da 3.ª Divisão – Série A.
Num jogo com uma excelente moldura humana nas bancadas, a vitória sorriu
as seixalenses por 2-1, passando assim
para o 1.º lugar com 27 pontos em trinta
possíveis, e 44 golos marcados e 9 sofridos. O AC Arrentela desceu assim para o
2.º lugar com 25 pontos.
Na próxima jornada as duas equipas
jogam fora, com os seixalenses a visitarem o União “B”, de Santiago do Cacém,
no Alentejo, enquanto os arrentelenses
deslocam-se ao Barreiro para defrontar o
Galitos “B”.

Já o futebol sénior regressa este fim-de-semana com o início da segunda
volta do campeonato, depois da paragem para jogo da Selecção Distrital.Na
1.ª Divisão, o Amora FC recebe o GD
Alfarim na Medideira, e o GD Sesimbra
recebe o Beira-Mar de Almada.
Na Série A da 2.ª Divisão Distrital, o
Seixal Clube 1925 joga frente ao Cova da
Piedade B no Campo Rocha Lobo, já o
ACRT Zambujalense recebe o Paio Pires
FC. O GC Corroios folga nesta jornada.
Na Série B, as duas equipas da região
jogam em casa: a AD Quinta do Conde
recebe o CDR Águas de Moura, enquanto o CCD Brejos de Azeitão recebe o GF
Azul e Ouro.

O GD Sesimbra já vai na sua segunda
vitória seguida após vencer o CP Beja por
4-6 em Beja com os golos dos sesimbrenses a serem apontados por Bruno Fuzeta
(3), Pica e Marco Correia (2). Com esta
vitória a equipa manteve o 6.º lugar da
classificação agora com 6 pontos.
Já o Juventude Azeitonense perdeu em
casa frente ao GRF Murches por 5-12 e
continua assim sem vencer. Os golos dos
azeitonenses foram marcados por José
Nuno Pinto, Luís Matos (3) e Reginaldo Migalhas. A Juventude Azeitonenses
jogou ainda no passado dia 8 de Dezembro a jornada de atraso frente ao CluPublicidade

be TAP, num jogo que acabou por não
chegar ao fim. Quando faltavam 2:10
minutos para o final da primeira parte, a
partida foi interrompida pelo árbitro por
condições deficientes do piso. O Clube TAP pode agora ser penalizado pela
Federação Portuguesa de Patinagem com
base no artigo 84.º para jogos não efectuados ou não terminados.
A próxima jornada será jogada no
dia 16 de Dezembro às 18 horas e vai
colocar frente a frente as turmas do GD
Sesimbra e do Juventude Azeitonense,
jogo esse que será disputado no Pavilhão
do Grupo Desportivo de Sesimbra.

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