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reportagem

CSS | 15 de Dezembro de 2017

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Timbre Seixalense em Alegrete
A banda da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense deslocou-se no passado dia 9 de Dezembro a Alegrete, Portalegre,
a convite da congénere Sociedade Recreativa
Musical Alegretense para participar no Encontro de Bandas incluído nas comemorações do
150.º aniversário da colectividade alentejana. A
ida da banda da Timbre Seixalense a Alegrete
fez parte do intercâmbio cultural de bandas.
Relembramos que a banda da Sociedade Musical Recreativa Alegretense participou no XII
Encontro de Bandas Filarmónicas – O Seixal e
a Música de 2011.
A banda seixalense foi assim convidada a
participar no Encontro de Bandas por ocasião do 150.º aniversário da Sociedade Musi-

cal Recreativa Alegretense, celebrado a 8 de
Dezembro. Curiosamente a colectividade foi
fundada a 7 de Maio de 1867, mas comemora
o seu aniversário a 8 de Dezembro, por ser esta
a data em que a banda actuou publicamente
pela primeira vez. Além da Timbre Seixalense, esteve também presente a Banda Musical e
Artística da Charneca, Lisboa.
O Encontro começou pela saudação das bandas numa praça da vila alentejana, com a posterior arruada e chegada ao edifício da Sociedade
Recreativa Musical Alegretense, onde se realizaram os concertos. No final houve lugar a um
jantar convívio pelas bandas e seus convidados.
José Pedro, membro da Direcção da Sociedade Velha, contou ao “Comércio” que “o

encontro de bandas que decorreu no dia 9 de
Dezembro foi muito bom. É sempre bom ter
este tipo de eventos no âmbito das sociedades
musicais, são vivências e experiências únicas,
não só para os músicos mas também para quem
dedica parte do seu tempo para com estas
colectividades sem fins lucrativos. É também
importante a aquisição de conhecimentos, as
vivências e laços de amizades que se criam entre
as bandas filarmónicas, principalmente para os
mais jovens músicos, isto também é cultura”.
José Miguel finalizou dizendo que “na
minha opinião, como membro da Sociedade
Filarmónica Democrática Timbre Seixalense,
acho que deveria haver mais encontros deste tipo, é muito gratificante para os músicos

que tocam nas bandas. Às vezes ponho-me a
observar com atenção e reparo na concentração e empenho dos elementos que compõem a
banda, quando sai alguma coisa menos bem.
Nos concertos toda a banda se dedica e dá o
seu melhor, desde os músicos ao maestro”.

SOCIEDADE FILARMÓNICA UNIÃO SEIXALENSE
APRESENTOU GRUPO DE TEATRO
Grupo de Teatro da União Seixalense levou a cena Encontros Imaginários no 34.º Festival de
Teatro do Seixal, onde a fusão entre a história e o humor mereceu elogios da plateia.
Três personagens históricas são entrevistadas num programa televisivo, dando
uma perspetiva de quem são e o que fizeram. Em jeito de jogral moderno, há uma
abordagem a diferentes temas da história
elaborada num registo cheio de humor
e acutilância. A vida de Sua Majestade
a Rainha Dona Carlota Joaquina, uma
personagem bipolar que entre enredos,
amantes e mau feitio governou Portugal,
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após a fuga para o Brasil, não admitindo que alguma vez tivesse sido incorreta,
confunde-se com a de uma francesa republicana e a de uma comunista convicta de
que o império soviético nunca terá fim.
A envolvência destas três personagens que
nunca se cruzaram na história mundial,
passa pela Guerra Franco-Prussiana e a
invasão de Portugal pelas tropas francesas
de Bonaparte, numa entrevista épica feita

em cena. O entrevistador, que modera as
partes, sofre as consequências de uma rainha acutilante.
O Salão Nobre António da Cunha da
União Seixalense encheu-se para assistir à
representação desta peça de Hélder Costa,
que também marcou presença, contando
com um conjunto de atores vestidos e
maquilhados a rigor.