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REportagem
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ENCONTRO DE BANDAS FILARMÓNICAS
Celino Cunha Vieira

Nos dias 28 e 29 de Outubro realizou-se o XVIII Encontro de Bandas Filarmónicas “O Seixal e a
Música”, trazendo sonoridades de diferentes locais do país ao núcleo histórico da cidade. União
e Timbre foram mais uma vez as anfitriãs do certame.

editorial

Com a reforma administrativa aprovada no reinado de Dona Maria II,
o Seixal passou a Concelho em 6 de
Novembro de 1836, deixando de pertencer a Almada. Anos mais tarde, em
1895, viria a ser extinto e dividido entre
os Concelhos vizinhos do Barreiro e
novamente de Almada, até que passados três anos adquiriu a sua definitiva
autonomia com a área geográfica que
tem hoje de 95,5 km2, depois da anexação do lugar de Corroios.
E isto leva-nos a reflectir…
Se Corroios tivesse ficado dependente de Almada, já o Seixal não teria
de se preocupar com as inundações que
todos os anos se verificam e que se não
fosse a seca que se vive neste momento,
já certamente teriam ocorrido.
Também em relação à Aldeia de Paio
Pires se ficasse entregue ao Barreiro, já
a poluição produzida pela Siderurgia
Nacional não seria obrigação do Seixal
ter de reivindicar o cumprimento da
Lei. Provavelmente a poluição seria a
mesma ou pior, mas já os nossos autarcas poderiam deixar de se preocupar
com isso e os “Contaminados” que
fossem protestar para lá das terras de
Coina.
Também Fernão Ferro poderia pertencer a Sesimbra e eles que se amanhassem com as áreas urbanas de
géneses ilegal, com o saneamento e
com o fornecimento de água.
Em resumo, no Seixal ficaríamos
apenas com o Benfica, com as grandes
superfícies comerciais, com as rotundas, com a questão da deficiente limpeza urbana e com as intermináveis
obras no núcleo antigo que vai passar
mais um inverno sem que as mesmas
estejam concluídas.
Quem sabe se um dia nos vemos
livres daqueles pesadelos através de
uma nova reforma administrativa
(há já quem se refira a Almada como
Distrito) ou até por essas Freguesias
seguirem o exemplo dos separatistas
da Catalunha e decidirem ser independentes. Existe uma delas que já deu
alguns passos nesse sentido e até parece
que se isso fosse possível, o Presidente da Junta gostaria de não ter que dar
satisfações a ninguém.
Certo é que o Concelho do Seixal
comemorou 181 anos de existência e
que para além da tradicional Sessão
Solene em que se atribuem algumas
medalhas municipais, outras iniciativas
decorrem durante todo mês de Novembro, destacando-se, pelo seu simbolismo, a inauguração da requalificação
do coreto da Sociedade Musical 5 de
Outubro na Aldeia de Paio Pires, que
há muito estava degradado e a necessitar de recuperação.

Diretor: Fernando Borges - CP1608
Registo do título: 125282
Depósito Legal: N.º 267646/07
Contribuinte N.º 194 065 499
Propriedade e Editor: Ângela Rosa

A Sociedade Filarmónica União Seixalense - “Os Prussianos” foi a anfitriã
do primeiro dia do Encontro de Bandas,
recebendo as filarmónicas da Lourinhã e
de Tarouca. As bandas desfilaram pelas
novas ruas do Seixal, cumprimentando
a Sociedade Filarmónica Democrática
Timbre Seixalense, dirigindo-se pela Rua
Paiva Coelho até à União Seixalense.
A Associação Musical e Artística Lourinhanense foi dirigida pelo maestro Fernando Palacino, antigo músico da União
Seixalense, estudou na Escola de Música
do Conservatório Nacional de Lisboa,
na classe de trombone, tendo lecionado
no Conservatório Regional de Tomar
e promovendo vários cursos de aperfeiçoamento de trombone no continente e
nas ilhas. Fez parte, sendo fundador, do
Grupo de Metais do Seixal (GMS), venceu o Prémio Jovens Músicos da RDP
em 1990 e integrou a Nova Filarmónica
Portuguesa, Orquestra Nacional do São
Carlos, Orquestra Sinfónica Portuguesa,
Orquestra Ligeira da RDP, Orquestra
Nova Harmonia, Orquestra da Felicidade, Orquestra do Hot Clube de Portugal e
Orquestra de Jazz do Maestro Jorge Costa
Pinto. Faz parte da Banda de Música da
Força Aérea Portuguesa.
Depois do concerto pela Banda da
Lourinhã, onde se destacou a interpretação da Quinta Sinfonia de Beethoven, foi
a vez de subir ao palco da União Seixalense, a Banda de Tarouca, tendo o Salão
Nobre António da Cunha a lotação esgotada com cerca de três centenas de pessoas.
A Associação Filarmónica de Tarouca trouxe os ares do interior norte até ao
Seixal, sob a batuta do maestro Rui Lima,
músico da escola de música da banda que
dirige, iniciou os seus estudos musicais
em 2000 em trombone, ingressando a
Academia de Música de Tarouca e, posteriormente, na Banda de Sinfónica do
Exército Português e Banda Militar do
Porto. Estudou na Escola de Música do

Administração, Redação
e Publicidade
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Conservatório Nacional do Porto e frequentou vários cursos de direção e composição musical. A Banda de Tarouca
brindou o público com um concerto de
elevado rigor artístico, destacando-se as
rapsódias de Luís Cardoso Xutos Medley
e Canções da Tradição.
A última banda a subir a palco foi a
da casa – a Sociedade Filarmónica União
Seixalense, cujo maestro é natural de
Tarouca. Armindo Pereira Luís dirige
os Prussianos desde 1992, foi músico na
Banda de Tarouca, estudou nas escolas
de música dos Conservatórios de Coimbra e Lisboa, foi membro fundador do
quarteto de saxofones Saxofínia, onde
representou o país e ganhou diversos prémios, frequentou diversos cursos de direção musical e lecionou na Academia de
Música Eborense, Escola Profissional de
Évora, Academia de Música e Belas Artes
Luísa Tódi, em Setúbal e Escola de Música e Bailado de Linda-a-Velha. Como
convidado, atuou com a Orquestra da
RDP, Orquestra Nacional do São Carlos,
Orquestra da Fundação Calouste Gulbenkian, entre outras. Dirigiu a banda da
União Seixalense na gravação de três discos, alcançando um enorme sucesso com

Diretor Adjunto: Celino Cunha Vieira TE1218
Diretora Comercial: Ângela Rosa
Paginação: Sofia Rosa
Repórter: Fernando Soares Reis CP6261
Colaboradores: Adriana Marçal, Agostinho António Cunha, Alvaro
Giesta, Dário Codinha, Fernando Fitas CP2760, João Araújo, João
Domingues CO1693, José Carvalho, José Henriques, José Lourenço,
José Mantas, José Sarmento, Jorge Neves, Maria Vitória Afonso,
Maria Susana Mexia, Mário Barradas, Miguel Boieiro, Paulo

o Marés, gravado em 2005.
No repertório interpretado, destacou-se a fantasia Os Pássaros do Brasil de
Kees Vlak, com três andamentos baseados na música e cultura brasileiras: 1 Pássaros Coloridos, 2 - Pomba Triste e 3
- Pássaros no Carnaval.
Após a atuação das bandas, tomou
a palavra o Presidente da Direção da
Sociedade Filarmónica União Seixalense – Fernando Simões –, o Presidente da
União das Freguesias do Seixal, Arrentela
e Aldeia de Paio Pires – António Santos
– e o Vereador da Câmara Municipal do
Seixal - Jorge Gonçalves –, sendo frisado
por todos a relevada importância deste evento numa terra que respira música, para além do encanto que as bandas
dão ao Seixal. Fernando Simões referiu
“que nunca se pensou que este Encontro
de Bandas atingisse um nível de tão alto
rigor artístico, trazendo ao Seixal ao longo de dezoito anos centenas de bandas
filarmónicas, desde a criação deste evento
na União Seixalense e, mais tarde, a integração da Timbre Seixalense na organização do certame”.
No dia seguinte foi a vez da Sociedade
Filarmónica Democrática Timbre Seixa-

Nascimento, Paulo Silva, Pinhal Dias, Rúben Lopes, Rui Hélder
Feio, Vitor Sarmento.
Impressão: Funchalense - Empresa Gráfica, S.A.
Tiragem: 15.000 exemplares
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