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CSS | 10 de Novembro de 2017
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TRAZ MÚSICA ÀS CENTENÁRIAS SEIXALENSES
lense receber o segundo dia do encontro
de bandas no seu Salão Nobre. Para este
segundo dia, a Timbre Seixalense convidou as bandas da Sociedade Filarmónica
de Instrução e Cultural Musical de Gançaria, e a banda da Sociedade Filarmónica
Olhalvense, de Olhalvo. O certame começou por volta das 16 horas com uma arruada com saída perto do edifício da antiga
Junta de Freguesia do Seixal e com chegada à Timbre Seixalense onde as bandas se
cumprimentaram tocando o seu hino.
Depois dos devidos cumprimentos
entre bandas e entidades, o encontro
filarmónico prosseguiu com a banda da
Sociedade Filarmónica Olhalvense subir
ao palco do Salão Nobre da Timbre para
o primeiro concerto da tarde, onde regida
pelo Maestro Edgar Nogueira, interpretou as peças Aculma, de Tiago Oliveira,
Fate of the Gods, de Steven Reineke,
Adventure, de Markus Gotz, e Las Arenas, de Manuel Morales Martinez.
De seguida foi a vez da banda da Sociedade Filarmónica de Instrução e Cultural
Musical de Gançaria, em Santarém, subir
ao palco. Regida pelo Maestro Samuel
Pascoal, a filarmónica interpretou as
peças Silver Lining in the Sky, de Shin
Wada, Sinfonia Nobilíssima, de Robert
Jager, Selection from Princess Mononoke,
de Joe Hishaishi, e El Tonico de la Cuerda, de Luis Alarcón.
Por último, coube à banda da casa, a
banda da Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense, as honras de
encerramento do XVIII Encontro de
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Bandas Filarmónicas “O Seixal e a Música”. A banda regida pelo Maestro Jorge
Azevedo, já entrevistado pelo nosso jornal, interpretou as peças Sweet Breeze
in May, de Toshio Mashima, Persis, de
James L. Hosay, e Rhapsody in Blue, de
George Gershwin. A banda da Timbre
tocou ainda o hino da colectividade para
encerrar o encontro de bandas de 2017.
No discurso ao público presente,
António Santos, Presidente da União das
Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia
de Paio Pires, realçou a importância que
o encontro tem vindo a adquirir ao longo dos anos na freguesia do Seixal. Jacinto
Sado, presidente da Sociedade Filarmónica
Democrática Timbre Seixalense, falou ao
“Comércio” acerca do encontro de bandas:
“acho que é importante realçar que, sendo
o Seixal uma terra de forte implementação filarmónica, impunha-se a realização
de um evento como este. O Encontro de
Bandas Filarmónicas, organizado pelas
duas colectividades mais antigas do Concelho do Seixal e que conta desde a primeira hora com o apoio tanto da Câmara
Municipal como da Junta de Freguesia do
Seixal, conquistou por direito próprio um
lugar marcante naquilo que é a oferta, já
de si bastante rica, a nível cultural no nosso município. Para a Timbre Seixalense,
organizar um dia de concertos e desfiles
pelas ruas do nosso Seixal por bandas convidadas, representa não só a oportunidade
de fazer cumprir a sua missão mais importante, a de proporcionar um acesso livre
e igualitário a todos os que queiram des-
frutar desta tão nobre arte que é a música,
como também a de demonstrar o trabalho
que diariamente é realizado por todo um
colectivo dentro desta casa, sempre com o
intuito de levar a quem nos ouve e nos segue
o melhor que sabemos e podemos fazer”. O
Presidente da Sociedade Velha concluiu: “o
resultado final de uma organização como
o Encontro de Bandas do Seixal é sempre
o da aquisição de novos saberes por parte
das gentes que nos visitam e nós próprios,
pois este tipo de iniciativas levam a que as
bandas filarmónicas possam sair das suas
portas e tenham a possibilidade de conhecer outras realidades, fomentando-se desta forma laços de amizade que perduram
entre povos e instituições. Em suma, na
Timbre Seixalense temos como objectivo
a continuação deste projecto que tanto
custou a erigir mas que hoje se afirma por
si mesmo, não apenas pelo sucesso da sua
excelente organização, mas acima de tudo
pela forma carinhosa como podemos e
tão bem sabemos receber aqueles que nos
visitam, dando a conhecer um bocadinho
que é o Concelho do Seixal, a Freguesia
do Seixal e principalmente a mais antiga
colectividade deste concelho: a Sociedade
Filarmónica Democrática Timbre Seixalense”.
João Domingues
Mário Barradas
