CANTO A MI TIERRA I Uruguay 13092020 (1) .pdf



Nombre del archivo original: CANTO A MI TIERRA I _Uruguay_13092020 (1).pdf

Este documento en formato PDF 1.3 fue generado por / www.ilovepdf.com, y fue enviado en caja-pdf.es el 15/09/2020 a las 03:45, desde la dirección IP 45.167.x.x. La página de descarga de documentos ha sido vista 85 veces.
Tamaño del archivo: 969 KB (34 páginas).
Privacidad: archivo público



Vista previa del documento


CANTO A MI TIERRA

"Nada resulta superior al
destino del canto.
Ninguna fuerza abatirá
tus sueños
Porque ellos se nutren
con su propia luz
Se alimentan de su
propia pasión
Renacen cada día,
para ser"
Atahualpa Yupanqui

sala de ativismo
EDIÇÃO1

Voy subiendo y conmigo suben los ancestros, los
maestros, los ángeles y el misterioso poder de la
Pachamama, faunos, duendes, arquetipos, mitos
y los compañeros de todas las épocas que
murieron donando su vida por la Patria Grande
Pachamama. No caminamos solos, los guerreros
del Tahuantinsuyu suben con nosotros.
lucidor flores

AQUI,
NESTA TERRA
POR TANIA MENDIZABAL

Aqui nesta terra, canta, canta,
odas de amor a la Madre, em
sussurros e vozes, assobios e
melodias, de todos os cantos
se escuta a vida nascer! Brota
fértil, em cada aresta, a
animada poesia que alegra os
destemidos corações
latinoamericanos. O sonho
das abuelas e abuelos
seguem costurando as doces
ilusões das crianças, que
encantadas, brincam de ser
humano.
Aqui a Consciência
Pachamama segue seu fluxo
nesse rio de solidariedade
que flui em uma brilhante e
fugaz aventura onde se
encontram as delirantes
paixões, oferendadas a si
mesmas,
nesse ninho
infinito
UMA ESPIADA
NESTA EDIÇÃO:
e aconchegante
da
IDEIAS DE OPEN
H Oterra.
USE - 2
NOVOS ANÚNCIOS - 3

Feitos braços que abraçam, os
milenários vales e montanhas
se ocupam de cuidar-nos e
preservar o mesmo equilíbrio
sutil em que cresceram os
ancestrais campesinos,
originários dessa terra, se
conserva aqui a alquimia que
alimenta, de instante a instante,
com seu próprio corpo o ser
que nasce, que canta e é
cantado.
Nessa terra de paisagens
fulgorantes não se pretende
nada além de ser aquilo que
viemos ser, um milagre, uma
expressão intensa e sensível,
um voo liberto e entregue
aliado a toda a existência, em
um perfeito e maravilhoso
movimento de doar-se.
Permeia nosso imaginário e
vive no útero latente de
Pachamama, as sementes que
voltam para prover à suas filhas
e filhos a dignidade do pão, da
terra e do trabalho e canta,
canta, a memória daqueles que
forjaram a América antes

UMA ESPIADA NESTA EDIÇÃO:

mesmo que ela fosse chamada

IDEIAS DE OPEN HOUSE - 2

assim.

NOVOS ANÚNCIOS - 3

Nessa Edição
URUGUAY:
o vanguardista
latino-americano

pesquisa:
ATIVISTAS

Esmeralda Molina
Verônica Obelar
Milena de Oliveira
Produção Editorial:

Astreia Mendizabal
Tania Mendizabal

“El sur también existe"
...
con su corno francés
y su academia sueca
su salsa americana
y sus llaves inglesas
con todos su misiles
y sus enciclopedias
su guerra de galaxias
y su saña opulenta
con todos sus laureles
el norte es el que ordena
pero aquí abajo abajo
cerca de las raíces
es donde la memoria
ningún recuerdo omite
y hay quienes se desmueren
y hay quienes se desviven
y así entre todos logran
lo que era un imposible
que todo el mundo sepa
que el Sur también existe.
Mario Benedetti

O Uruguai, um país pequeno, quase esquecido senão fosse essa
propensão espontânea de seu caráter em dar vida a rotas novas e
profundamente humanas. É um vanguardista, pioneiro em adotar
medidas de direitos civis e democratização da sociedade. Em 1907,
foi o primeiro a legalizar o divórcio.
Em 1932, o segundo país de toda a América a dar às mulheres o
direito de votar. Em 2007, foi o primeiro país sul-americano a
legalizar uniões civis entre pessoas do mesmo sexo. E, em 2013,
aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo e foi o primeiro
país do mundo a legalizar o cultivo, a venda e o consumo de
marijuana.
Sua cultura, hermosa, é diversa em sua natureza, uma vez que a
população do país é de origem multicultural, com influência
europeia, indígena e negra.
Na música, o candombe, o tango e a milonga carregam os traços de
negros e europeus que colonizaram o país, especialmente nas vozes
de Jaime Roos, Alfredo Zitarrosa e Carlos Gardel e, mais atualmente,
Daniel Viglietti e Jorge Drexler.
O tango é uma das mais genuínas e originais expressões culturais do
rio da Prata. Nascido da fusão das tradições africanas e dos ritmos
europeus, é uma testemunha fiel da história cultural da região. A
gestação do tango ocorreu tanto em Buenos Aires quanto em
Montevidéu. O 'hino' de todos os tangos, La Cumparsita, foi escrito
pelo uruguaio Gerardo Matos Rodríguez. Do mesmo modo, Carlos
Gardel, o maior intérprete de tango da história, é "supostamente"
uruguaio (um pequeno mistério).
Na literatura, Eduardo Galeano e Mario Benedetti levaram para o
mundo a visão dos latino-americanos sobre a vida, os mitos, a
mágica ternura poética e a desigualdade do continente.
Nas artes visuais, Vilaró e Torres García surpreenderam com cores e
formas que muito dizem sobre o Uruguai. Independente da forma de
manifestação cultural, um ponto é comum à cultura uruguaia: ela é
autêntica, se diferenciando de qualquer outra que conhecemos.
Esmeralda Molina, Verônica Oblelar e Milena de Oliveira

Joaquín Torres García

O INÍCIO DESTE PERCORRIDO NASCE...
POR ASTREIA MENDIZABAL

... do canto sul da América quase esquecido, bem inspirado
pelo mapa do uruguaio: Joaquín Torres Garcia.
Há dois imensos países que o apertam e o oceano atlântico
que, quiçá é o que inspira a amplitude do olhar deste hermano
latino americano.
Amplitude por trazer um povo sensível e crítico. Por um tempo
perdurou a imagem que o intitulava como a Suíça americana,
quando as vacas gordas abasteciam a economia através da
exportação de bens de consumo para alimentar soldados no
velho continente (a guerra sempre dando frutos econômicos).
Boa parte da população nos centros urbanos eram massas de
funcionários públicos.
Para um país basta mexer-se um pouco para perceber que
nem tudo é o que aparenta ser e por óbvio os campesinos
e trabalhadores se viam ilhados nos conflitos sociais e
ausentes de sindicatos e organização.
Isso começa a mudar quando um chico determinado decide
dizer basta a imagem e se une aos de abaixo, seu nome
era Raul Sendic. Logo nascem os Tupamarus que lutam pela
distribuição de riqueza para todos. É uma semente que
começa a mobilizar faíscas de consciência, brotam Benedettis,
Vigliettis, Galeanos e acende-se uma fogueira de dignidade e
identidade latina, não só no Uruguai, mas
mundo
UMA no
ESPIADA
NESTAtodo.
EDIÇÃO:É
uma estética pícara, lúcida, amorosa e Iterna,
um
DEIAS DE
O P Eraio
N H O Ude
SE influente consciência.

NOVOS ANÚNCIOS - 3

2

Nesta terra de gaúchos, gentes simples, de campo, dos
silêncios onde os militares eram especializados em tomar
mate nos fins de tarde, abre-se uma encruzilhada e tudo
muda. Os anos de chumbo, de luta logo se intensificam com a
ditatura que chega. As liberdades são perigosas e Pedros,
Marias, Joãos e Josés são agora não mais povo, mas
perseguidos políticos.
Após esses anos de escuridão, muitos dos militantes que
seguiram vivos abriram uma porta audaciosa adentro de Si
Mesmo e uma certa dignidade ajudou a provocar um salto, um
câmbio e já na democracia, Uruguai adentra em um período
progressista, onde os direitos sociais são cada vez mais justos,
1 milhão de pessoas saem da pobreza e inovações movem a
sociedade, quebrando tabus e crenças como a legalização da
produção e consumo da Marijuana e o casamento
homoafetivo. A autodeterminação dos povos é defendida.
Isso é fruto de muitos militantes que seguiram a luta e
ampliaram o ver, saindo da perspectiva minimalista do poder
e abrindo a um questionamento real sobre qual sociedade
sonhamos viver.
Aliás, o continente latino havia entrado em uma certa
primavera e os direitos sociais vinham florescendo e
avançando até que uma nova onda abala, influi e corta não só
pescoços, mas árvores, consciências e, claro, liberdades. A
América dá passos atrás e após 15 anos, em 2020 o
neoliberalismo toma o poder no Uruguai.
Que passou?

UMA ESPIADA NESTA EDIÇÃO:
IDEIAS DE OPEN HOUSE - 2
NOVOS ANÚNCIOS - 3

Lacalle Pou, alinhado a Jair Bolsonaro (Brasil), Jeanine Añez
(Bolívia), Ivan Duque (Colombia), Sebastian Piñera (Chile) e
Lenín Moreno (Equador) prometeu acabar com a violência, o
desemprego e a trazer um retrocesso nas matérias políticos
sociais que justo o Uruguai havia avançado nos últimos 15 anos.
A que custo? Privatização de empresas públicas,
criminalização de protestos sociais, revisão dos direitos
trabalhistas e mercantilização da educação que historicamente
foi gratuita e laica.
Meras coincidências não são reais no mundo político e social e
olhar um mesmo mapa do tesouro se repetindo no Brasil,
Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e etc... te faz perguntar, mas
que tesouro é esse? O opressor é o mesmo, é um motor que
avança trazendo intolerâncias, medos, inseguranças, em troca
de avanços que justificam tudo, não é ético, nem justo e muito
mesmos consciente.
A América está invadida, porém não tomada e este é o
momento de liberar o Canto desta terra.
astreia

O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência.
Nem uma culpa como nos fez crer a
religião. O corpo é uma FESTA.
Eduardo Galeano

Alguma de suas obras:
As Veias Abertas da América Latina (1971)
Memória do fogo (1982-1986)
Dias e Noites de Amor e Guerra (1975)
Os filhos dos dias (2012)
Mulheres (1997)
https://vimeo.com/46213265

OS TUPAMAROS
POR MEMORIAL DA AMERICA
LATINA

O Movimento de Libertação
Nacional — Tupamaros (MLN)
nasceu em 1962, quando
jovens socialistas se
indignaram com o trabalho a
qual eram submetidos nas
plantações de cana-de-açúcar
em Bella Unión, no
Departamento de Artigas,
fronteira com o Brasil.
Formaram o Sindicato dos
Cortadores de Cana-deaçúcar e pediram a
consultoria de um certo
estudante de direito que
decidiu abandonar a
faculdade para ajudar os
cortadores. Seu nome era
Raúl Sendic, que em pouco
tempo se tornaria um dos
nomes mais importantes das
esquerdas da América Latina.

UMA ESPIADA NESTA EDIÇÃO:
IDEIAS DE OPEN HOUSE - 2
NOVOS ANÚNCIOS - 3

Sendic liderou, em Montevidéu,
marchas e manifestações dos
cortadores de cana — trabalhadores
que não recebiam salários fixos,
moravam em choupanas
construídas no meio dos canaviais e
trabalhavam até 16 horas por dia.
Uma das reivindicações era a
desapropriação de 22 mil hectares
para distribuir terras aos
trabalhadores. Raúl Sendic percebeu
que, dentro daquele sistema
político, a luta dos cortadores seria
infrutífera. Em 1963, rompeu com o
Partido Socialista e foi à luta.
Os tupamaros — nome que
homenageia Túpac Amaru, o
imperador inca morto pelos
espanhóis em 1571 — não
acreditavam nas eleições. De base
nacionalista, o grupo foi
influenciado pela Revolução Cubana
e pelos estudos de Régis Debray. Ao
contrário, porém, do que pregavam
essas experiências, os tupamaros
atuavam nas cidades, por dois
motivos: primeiro, porque o pampa
uruguaio não era refúgio ideal para
guerrilheiros; segundo, porque o

UMA ESPIADA NESTA EDIÇÃO:

país era majoritariamente

IDEIAS DE OPEN HOUSE - 2

urbanizado.

NOVOS ANÚNCIOS - 3

Ao povo, os tupamaros se
apresentavam como benfeitores:
roubavam caminhões de
alimentos e os distribuía nos
bairros humildes.
Em 1973, veio o golpe militar, e
os tupamaros entraram em
decadência. Nos últimos seis
meses de vida da organização,
mais de mil militantes foram
presos, cerca de 700 só em
Montevidéu. Numa autocrítica
divulgada na ocasião, o jornal
“Correo Tupamaro” anunciou:
“Nossas deficiências foram: por
um lado, subestimar o inimigo,
que era muito mais poderoso do
que acreditávamos [...]; por
outro, não avaliáramos, em
termos justos, a grande
capacidade de luta do povo —
confiávamos excessivamente nas
nossas próprias forças”.
http://memorialdademocracia.co
m.br/card/america-latina/11

UMA ESPIADA NESTA EDIÇÃO:
IDEIAS DE OPEN HOUSE - 2
NOVOS ANÚNCIOS - 3

la Operación Estrella, la mayor fuga de
una cárcel de mujeres de la historia
Fue la mayor fuga planificada de una cárcel de mujeres
de la historia.En la noche del 30 de julio de 1971, 38 de
un total de 42 presas políticas que estaban detenidas en
la cárcel de Cabildo, un penal femenino en el centro de
Montevideo escaparon por un agujero en el piso.La fuga
tuvo ribetes cinematográficos: las mujeres -la mayoría
miembros del Movimiento de Liberación NacionalTupamaros (MLN-T)- atravesaron casi 40 metros de
túneles, que habían sido meticulosamente excavados
por meses, desde el exterior.Así, llegaron hasta una
casa cercana, que había sido elegida como parte del
plan, donde pudieron cambiarse la ropa y escapar, en
grupos, hacia la libertad.La masiva fuga conmocionó al
país y descolocó a las autoridades, que tardaron cerca
de tres meses en descubrir cómo se había llevado a cabo
el complot.

“A Redoblar”
https://www.youtube.com/watch?v=stZi3-7fQDk
“A redoblar es una canción del grupo uruguayo
Rumbo, interpretada por primera vez en 1979 y
grabada en el primer álbum de la banda, Para abrir la
noche, en 1980. Se convirtió
en un referente del canto popular uruguayo y de la
canción de protesta durante la dictadura cívicomilitar de 1973-1985.
La canción la compusieron Mauricio Ubal y Rubén
Olivera. Empezó a difundirse primeramente en las
actuaciones en vivo. Posteriormente, mediante la
grabación del disco y la difusión en las radios, tomó
una repercusión mucho más amplia. También, de
manera informal, se transmitía en casetes,
mezclada con otras canciones, que llegaba a las
personas que estaban en el exilio o en
la cárcel. El tono de la canción trasmite un calmo
llamado a la liberación de la opresión. A estos efectos,
comienza con la luminosa frase
‘Volverá la alegría’.
Dado el contexto de censura, los entredichos y la
simbología eran más importante que lo dicho
directamente.”

Carlos Páez Vilaró

«Ninguna palabra nunca
ningún discurso
-ni Freud, ni Martí
sirvió para detener la mano
la máquina del torturador.
Pero cuando una palabra
escrita
en el margen en la página
en la pared
sirve para aliviar el dolor
de un torturado,
la literatura tiene sentido.»

Cristina Peri Rossi ha sido una de las cuentistas
contemporáneas más destacadas de Uruguay a partir de
la década de 50, mientras que los editores de la
revista Confluencia dicen que «es considerada una de las
escritoras más importantes de habla castellana,
traducida a más de veinte lenguas. Sin embargo, fue
censurada durante la dictadura militar que gobernó
Uruguay de 1973 a 1985. Su obra fue prohibida en el
país, así como la mención de su nombre en los medios de
comunicación. A pesar de su exilio en España, bajo
el régimen de Franco, y también después en París, la
autora siguió publicando obras de alto contenido político
y no dejó de involucrarse en labores de activismo fuera
de Uruguay. Peri Rossi ha sido una autora pionera y es la
única escritora femenina vinculada al boom
latinoamericano, un movimiento que generalmente es
asociado con autores como Gabriel García
Márquez, Mario Vargas Llosa y Carlos Fuentes.

Lágrima Ríos, mulher negra e proeminente cantora de
candombe e tango de ascendência afro-uruguaia.
Sua voz era poderosa e ela também é conhecida como
"Pérola Negra do Tango" e "Senhora de Candombe".
“Negra María”:
https://www.youtube.com/watch?v=3nekKf6NF5U.
O candombe é uma dança com atabaques típica da América
do Sul. Essa manifestação cultural teria surgido no Uruguai,
ainda no século XVIII, a partir da mistura dos ritmos
africanos trazidos ao Rio da Prata pelos escravos e tem um
papel significativo na sua cultura dos últimos duzentos anos.
Na capital uruguaia Montevidéu, os bairros "Sur" e
"Palermo" são conhecidos como berços do candombe. Foi
reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura como Patrimônio.
Jaime Roos, músico e compositor uruguaio, popularizou o
gênero musical candombe, levando-o às ruas e rádios
uruguaias.

com os grandes:
Daniel Viglietti e Benedetti
https://www.youtube.com/watch?
v=gCHCbtPDbno&t=3083s

«Defender la alegría
como una trinchera
defenderla del escándalo
y la rutina
de la miseria y los
miserables
de las ausencias
transitorias
y las definitivas»

«Yo sigo siendo
tupamaro, alguien que
se rebela contra la
injusticia. Nunca dejé
de serlo»
Mujica na Assembleia Geral das Nações
Unidas, onde esteve reivindicando as sempre
atuais necessidades de seu povo, bandeira
dos Tupamaros.

FALA de Pepe Mujica na Concha
Acústica da UERJ 28/08/2015
Lembremos: ninguém, mais
que ninguém, eu é que
tenho de agradecer a vocês
o calor que me prestam,
por sua juventude, pelas
lembranças de tantos e
tantos estudantes que
foram ficando pelos
caminhos de nossa América
Latina. Recebam meu
agradecimento de um velho
de 80 anos que uma vez foi
jovem. E lembre-se: as
repúblicas surgiram pelo
sonho de que as maiorias
mandem.
E ainda vivemos no
continente mais injusto e
ao mesmo tempo mais rico
em recursos naturais do
mundo. A minha geração
não pôde, mas vocês têm
de continuar levantando a
bandeira da igualdade.
...

Esse é o dilema: ter
consciência e escolher o
rumo, ou deixar que o
mercado trace o seu
rumo. Dependerá de
vocês, porque a vida é
linda. Não há nada mais
lindo que a vida, mas é
preciso defendê-la pela
liberdade.
E não deixe que te
roubem a liberdade. A
liberdade não se vende: a
liberdade se ganha, e se
ganha fazendo algo pelos
demais, sem mandar a
conta. Isso se chama
solidariedade.
Isto é uma luta entre o
egoísmo natural que a
natureza nos pôs para
que cada um lute pela
vida e as de seus entes
queridos, e a
solidariedade é o
interesse da espécie,
caminhar do homem sobre
a Terra.

Sem solidariedade, não há
civilização.
Devemos viver nessa
contradição fenomenal:
nunca, nunca o homem teve
tanto. É possível mudar a
natureza. É possível salvar
o planeta. É possível
povoar os desertos. É
possível cultivar o mar. É
possível esparramar a vida
humana pelo universo. A
vida humana. Mas, para
isso, é preciso começar a
pensar como espécie. Não
só como país. É preciso
assumir a humanidade, o
mundo inteiro. Os pobres
da África não são "da
África": são nossos! Os que
morrem no Mediterrâneo
tentando atravessar são
nossos. Compatriotas são
todos os abandonados que
existem no mundo, todos os
esquecidos, porque
pertencem à nossa espécie,

embora não se dêem
conta, embora estejam
cheios de egoísmo,
embora estejam cheios de
miséria.
É a hora de um
continente diferente, de
uma civilização
diferente. Não temos que
imitar a Europa, nem o
Japão. Não podemos
querer o desenvolvimento
com dor, o
desenvolvimento com
angústia.
Desenvolvimento com
felicidade para todos. A
generosidade é o melhor
negócio para a
humanidade. E o pior
negócio são os bancos.
Por isso, eu tenho que
agradecer a vocês pelo
carinho, pero quero
transmitir a vocês que,
às vezes, a dor ensina
mais que o triunfo.

Pode-se viver com os
justos, pode-se viver
com sobriedade, e podese viver com sobriedade
para ganhar a liberdade.
Você não pode gastar
sua vida trabalhando e
trabalhando para pagar
prestações e continuar,
e continuar.



Por favor, aos 80
anos, não venho
buscar aplausos.
Venho acender a
chama da
militância pelas
causas nobres.
Não há homem
insubstituível: há causas
insubstituíveis. E essas
causas precisa de defesa
coletiva organizada de
homens. Os seres
humanos somos
gregário.

Precisamos de ferramentas
coletivas para tentar
modificar a realidade. Os
homens sozinhos, isolados,
por mais geniais que sejam,
não são mais que francoatiradores. Nunca francoatiradores ganharão as
batalhas. Quem ganha são
as massas. E isso é preciso
entender. É preciso criar
ferramentas políticas de
compromisso coletivo e
aprender a dor de andar
coletivamente, o que muitas
vezes significa a aprender a
perdoar porque ninguém é
perfeito. Mas os perfeitos
ainda continuam falando
isolados. E para que exista
mudança são necessários
gigantescos seres coletivos.
É preciso superar o
individualismo e criar
consciências coletivas.
“A liberdade não se
vende: a liberdade se
ganha, e se ganha
fazendo algo pelos
demais, sem mandar a
conta. Isso se chama
solidariedade.”

Al Otro Lado del Río
Jorge Drexler
Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
El día le irá pudiendo poco a poco al frío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío
Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a
En esta orilla del mundo lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
Yo muy serio voy remando muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío
Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a
Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

https://www.youtube.com/watch?v=cg1wDc9JVB4

sala de ativismo
nación pachamama


CANTO A MI TIERRA I _Uruguay_13092020 (1).pdf - página 1/34
 
CANTO A MI TIERRA I _Uruguay_13092020 (1).pdf - página 2/34
CANTO A MI TIERRA I _Uruguay_13092020 (1).pdf - página 3/34
CANTO A MI TIERRA I _Uruguay_13092020 (1).pdf - página 4/34
CANTO A MI TIERRA I _Uruguay_13092020 (1).pdf - página 5/34
CANTO A MI TIERRA I _Uruguay_13092020 (1).pdf - página 6/34
 




Descargar el documento (PDF)

CANTO A MI TIERRA I _Uruguay_13092020 (1).pdf (PDF, 969 KB)





Documentos relacionados


Documento PDF comercio 330
Documento PDF comercio 329
Documento PDF comercio 351
Documento PDF comercio 324
Documento PDF comercio 335
Documento PDF comercio 328

Palabras claves relacionadas