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Semanário | Sexta-Feira | 07 de Julho de 2017 | Ano X | N.º 341

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Director: Fernando Borges
DR

arrentela em festa

PÁG. 2 e 3

Pag. 6
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SEIXAL NIGHT RUN

MÁRIO BARRADAS

SEIXAL CLUBE 1925

No próximo sábado, dia 8 de Julho, realiza-se mais uma edição da
prova nocturna de atletismo que
inclui também uma caminhada
aberta a todas as idades.

Nascido em Lisboa e criado no
Seixal, é aquilo a que se pode chamar de um homem dos sete ofícios nas suas actividades de professor, músico e cantor.

Os Traquinas do Seixal Clube
1925 venceram a Final Fase B na
5ª Edição do Torneio Internacional Copa do Guadiana no Algarve.

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Pág. 12

Pág. 15

REPORTAGEM
2

A TRADIÇÃO CONTINUA nas

Celino Cunha Vieira

Mais um ano passou e a tradição foi cumprida no Seixal, com a realização da histórica Marcha das Canas no
dia de São Pedro.

editorial

Inesperadamente recebemos a triste
notícia do falecimento do Augusto Pólvora
e embora soubéssemos que o seu estado de
saúde era preocupante, nunca esperamos
este desfecho tão prematuro e acreditamos
sempre num “milagre” da ciência para
ultrapassar as nossas deficiências físicas.
Augusto Pólvora deixou-nos aos 57 anos,
quando muito ainda havia a esperar dele,
pois a sua vasta experiência no plano
técnico e político auguravam uma longa
carreira ao serviço dos seus semelhantes.
Fica a sua memória e a saudade imensa de
um homem bom que soube cativar todos
aqueles com quem lidou ao longo da sua
vida. Até sempre Augusto.
Acabaram as Festas Populares do
Seixal e na próxima semana começam
as de Arrentela com um vasto programa
onde se destaca a figura do carismático
Quim Barreiros, artista que cativa todas as
gerações pela simplicidade e pela brejeirice
das suas canções. Isso nos dá conta António
Santos, Presidente da União das Freguesias
do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires,
descrevendo-nos aquilo que se espera das
mesmas.
Diz-se que “Santos da casa não
fazem milagres” mas conseguimos que o
nosso Colaborador Mário Barradas nos
concedesse uma entrevista, pois como
“Homem dos sete ofícios” bem merece que
divulguemos as suas inúmeras actividades,
não só profissionais, como também
associativas.
No rescaldo destes últimos dias
continuámos a ouvir falar sobre a origem do
incêndio de Pedrógão Grande e do roubo
de material militar em Tancos, enquanto
o senhor primeiro-ministro goza as suas
merecidas férias. Há quem se insurja com
isto, como se António Costa não tivesse
também direito a descansar uma semaninha
com a família, retemperando forças para se
lançar na campanha autárquica que está já
em andamento. Presumo que os invejosos
são todos aqueles que com uma reforma de
miséria ou o ordenado mínimo nacional
não podem sequer sonhar com férias,
porque todos os outros já devem estar de
malas feitas para algum destino paradisíaco.

Segundo os populares, esta tradição teve
início num convívio de amigos, que passavam
a noite no Baile de São Pedro, na “Sociedade
Velha” - Sociedade Filarmónica Democrática
Timbre Seixalense - E decidiram nessa
madrugada de 28 para 29 de Junho, ir lavar a
cara, à então Quinta Grande.
Fernando Santos, Vice-Presidente
para a Cultura da Sociedade Filarmónica
Democrática Timbre Seixalense, contou-nos
um pouco da história desta tradição: "é um
evento organizado pela Timbre Seixalense,
que está inserido no calendário das Festas
Populares do S. Pedro no Seixal e a mesma teve
início nas décadas de 40/50. Tudo começou
quando alguns «maduros», depois de uma
noitada no baile que a Timbre realizava,
resolveu ir lavar a cara à Quinta Grande. A
partir daí foi a loucura, umas canas e umas
toalhas faziam a alegria do povo nas manhãs
de São Pedro, as ruas do Seixal enchiam-se de
marchantes e por vezes finalizavam a marcha
com mergulhos na baía. A Marcha chegou a
ter música e letra próprias escrita por Emílio
Rebelo, músico da Timbre".
O Vice-Presidente para a Cultura falou
da Marcha das Canas deste ano: "depois
do baile acabar, passamos o resto da noite
nas instalações da Timbre Seixalense, onde
é sempre preparado com antecedência um
lanche para esta noite especial. Por volta das

07:30/08:00 horas, todos os participantes
acompanham os músicos que vão a tocar a
marcha e que passam por dentro da cidade
com o intuito de acordar as pessoas para
virem atrás da mesma. As pessoas saem com
uma toalha branca ao ombro, e vamos até
ao Portugal Cultura e Recreio que fica na
Quinta Grande, onde lavamos a cara, ou se o
tempo o permitir, podemos dar um mergulho
num tanque que tem uma fonte e que é cheio
para o efeito".
Fernando Santos falou ainda sobre o
futuro da Marcha das Canas: "a importância
de manter a tradição viva, pois uma vez que
infelizmente as terras no nosso Portugal estão
a perder as suas tradições, por vários motivos,
tais como a desertificação e o ritmo de vida
alucinante que hoje temos na nossa terra.
Tudo faremos para que isso nunca aconteça,
inclusivamente, incutimos este espírito nos
mais jovens, para que a mantenham no
futuro".
Rui Santos, músico da banda da Timbre
Seixalense, contou-nos que "a tradição da
Marcha das Canas, como o termo indica,
é para continuar, visto ser um ex-líbris das
festas da cidade do Seixal. Ao longo dos
anos sempre foi um acontecimento bastante
concorrido. «Cá vai a marcha!», cantavam e
cantam as gentes do Seixal, sendo elucidativo
do carisma desta tradição. Logo, o Seixal ao

Em relação aos incêndios, esperemos
que sejam ajudados e não lhes aconteça o
mesmo que aos prejudicados pelos fogos de
há um ano em S. Pedro do Sul, que até hoje
pouco ou nada receberam de indemnização.
Quanto ao desvio do material bélico,
dizem-nos que os seus presumíveis autores
nada têm a ver com grupos terroristas mas
sim com o comércio internacional, como se
não fosse tudo a mesma coisa. Ou seja, se
for um grupo de cariz islâmico é terrorismo,
mas se forem forças rebeldes de oposição a
governos legítimos, já não é.
Chega de hipocrisia!

Administração, Redacção
e Publicidade

Director: Fernando Borges - CP1608
Registo do título: 125282
Depósito Legal: N.º 267646/07
Contribuinte N.º 194 065 499
Propriedade e Editor: Ângela Rosa

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Director Adjunto: Celino Cunha Vieira TE1218
Directora Comercial: Ângela Rosa
Paginação: Sofia Rosa
Repórter: Fernando Soares Reis CP6261
Colaboradores: Adriana Marçal, Agostinho António Cunha,
Alvaro Giesta, ANIVET - Consultório Veterinário, Dário Codinha,
Fernando Fitas CP2760, Hugo Manuelito, José Henriques, José
Lourenço, João Araújo, Jorge Neves, José Mantas, José Sarmento,
Maria Vitória Afonso, Maria Susana Mexia, Mário Barradas, Miguel

longo dos tempos presenciou rios de gente
nas ruas, tendo desvanecido à medida que o
tempo passava, mas nunca se deixou de fazer,
com maior ou menor dificuldade".
Rui Santos afirmou ainda: "é e será uma
tradição para continuar e defender, mas temos
a convicção de que teremos de trabalhar no
presente para salvaguardar o futuro".
Terminadas as Festas Populares de São
Pedro no Seixal, falámos também com o
Presidente da União das Juntas de Freguesia
do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires,
António Santos, e pedimos um balanço das
mesmas bem como um pequeno “preview”
daquilo que podemos esperar das festas
populares de Arrentela que começam já na
próxima 4ª Feira, dia 12 de Julho.
Em relação às recém terminadas Festas
Populares de São Pedro no Seixal, António
Santos considera que as festas correram
melhor do que previam: "acabámos as festas
de São Pedro e em jeito de balanço convém
dizer que as coisas correram melhor que as
nossas próprias expectativas. Retomámos o
anterior formato das festas e o único contra
que aconteceu foi o tempo".
Em jeito brincalhão, António Santos
disse-nos ainda que "bem tentámos falar
com o São Pedro mas isso não funcionou,
apanhámos uma série de noites de nortada
que condicionou um bocado a vinda das
pessoas e inclusive alguns dias com alguma
chuva".
O Presidente da União das Juntas
concluiu dizendo que "no computo geral as
festas de facto correram muito bem, com
bons espectáculos, não faltou animação de
rua, o comboio foi também uma novidade
e a caravela também foi um momento
grande porque foi lá muita gente. A mostra
de artesanato também correu muito bem,
atendendo a que já não se realizava há uma
série de anos. O balanço, de facto, só pode
ser positivo".
No que diz respeito às Festas Populares
de Arrentela, António Santos garantiu que
a aposta é para continuar: "vamos tentar
manter a mesma estrutura de crescendo. Foi
uma aposta que fizemos neste mandato para
qualificar a festa e a manter o crescendo.
O modelo vai ser o mesmo, com o palco
principal no mesmo sítio do ano passado, que
vai ser na zona adjacente à antiga Fábrica de
Lanifícios, e depois temos a feira franca no
local habitual".
Em relação aos espectáculos que a
população pode assistir, António Santos
reafirma a aposta no associativismo bem
como a adição de um músico que traz muito
público: "a nível de espectáculos apostámos
muito na representatividade da freguesia
como por exemplo do concerto da Sociedade
Filarmónica União Arrentelense com a sua
banda, do Independente Futebol Clube
Torrense com a escola de artes onde estão
incluídas a orquestra, a dança e todas as outras
actividades que o clube decida apresentar.
Temos também o já tradicional festival de
folclore de Arrentela que já é histórico, com
respectivo desfile etnográfico ao longo de
toda a avenida São vários grupos convidados.
Temos também a grande atracção que é o

Boieiro, Paulo Nascimento, Paulo Silva, Pinhal Dias, Rúben Lopes,
Rui Hélder Feio, Vitor Sarmento.
Impressão: Funchalense - Empresa Gráfica, S.A.
Tiragem: 15.000 exemplares
O «Comércio» não se responsabiliza nem pode ser responsabilizado pelos
artigos assinados pelos colaboradores. Todo o conteúdo dos mesmos é da
inteira responsabilidade dos respectivos autores.

CSS | 07 de Julho de 2017

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festas populares de São pedro
Quim Barreiros". O Presidente não esquece
ainda os "amigos Banza, que também vão
actuar e é um prazer sempre tê-los na nossa
festa".
Em termos de calendário festivo, no
primeiro dia temos os Banza, no segundo
temos a escola de artes do Independente
Futebol Clube Torrense, na sexta-feira temos
a banda da Sociedade Filarmónica União
Arrentelense seguido de Vítor Paulo Trio. No
sábado temos ranchos folclóricos e domingo
o grande Quim Barreiros.
António Santos realça ainda o desfile
de abertura por parte dos Toca a Rufar e
recomenda o dia 13 de Julho onde poderão
assistir aos grupos corais (Grupo Coral e
Instrumental Além Terra, da Associação

de Reformados, Pensionistas e Idosos de
Arrentela, Grupo Coral Alentejano dos
Serviços Sociais dos Trabalhadores das
Autarquias do Seixal e o Grupo Coral
Instrumental Laços de Ternura da Associação
de Reformados, Pensionistas e Idosos de
Pinhal dos Frades).
O "Comércio" questionou ainda o
Presidente da União das Juntas de Freguesia
de Seixal, Arrentela e Paio Pires sobre
algumas críticas que alguns populares
fizeram em relação às Festas de São Pedro no
Seixal, mais concretamente na comparação
entre os artistas convidados para as Festas de
São Pedro e as Festas Populares de Arrentela.
António Santos começou por explicar
que "as festas populares de São Pedro são as

festas municipais, ou seja, não é uma festa de
freguesia" e realça que "as festas do Seixal,
Arrentela e Paio Pires são festas ancestrais,
perdem-se nas memórias do tempo, enquanto
as festas do Seixal e Paio Pires são ligadas a
um padroeiro, as festas da Arrentela são
«pagãs», organizadas pelo povo".
António Santos chamou a atenção para
que não depreciem as festas da Arrentela:
"convém dizer que as festas da Arrentela
não podem ser menosprezadas, têm um
programa muito bom. Se repararmos a nível
de evolução das festas, este ano é o ano que
tem o melhor naipe de artistas das festas
em relação a outros anos, e de dizer que é
exclusivamente aposta da Junta de Freguesia.
Portanto o programa das festas da Arrentela
é organizado exclusivamente pela Junta de
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Freguesia, as festas de São Pedro no Seixal são
aposta da Câmara Municipal do Seixal, com
apoio da Junta de Freguesia e do movimento
associativo. Esta é a diferença".
O Presidente da União das Juntas de
Freguesia do Seixal, Arrentela e Paio Pires
terminou enaltecendo o crescimento das
festas que se avizinham: "de valorizar e para
que fique claro, é que as festas de Arrentela,
assim como as festas de Paio Pires têm estado
a crescer de ano para ano e este ano de facto
tem um naipe de artistas, principalmente
Quim Barreiros, que dispensa comentários
e é uma aposta forte, assim como Paio Pires
que a seu tempo vai ter também uns artista
mais conhecidos, ou pelo menos mais do
agrado da população, do que têm sido".

Cultura

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Histórias Associativas (17)*

o vozeiro

Rui Hélder Feio

Perguntas e respostas

O primeiro Arraial
a luz eléctrica

Pergunta:
Recebi uma carta de uma empresa que diz representar uma fornecedora de energia elétrica com a qual
rescindi contrato em Março de 2016. Alegam que ficou por saldar uma divida de 550 Euros. Caso não
pague, ameaçam seguir com o processo para tribunal.
Dirigi-me à loja dessa empresa e avisaram-me que
deveria pagar senão penhoravam-me a pensão. Devo
pagar?
Resposta:
Infelizmente as operadoras de telecomunicações e
as fornecedoras de energia teimam em “atropelar” a
lei, mesmo sabendo que o não devem fazer. Muitas
vezes chegam mesmo a ameaçar com cortes de energia
ou a ameaças verbais via telefone.
Na realidade a divida prescreve se não for paga até
aos seis meses de lei. Por outras palavras senão cobraram ou iniciaram processo legal (sublinho processo
legal) de cobrança, não podem cobrar essa divida.
Caso não reclame, mesmo atendendo que o processo prescreveu, a empresa irá intentar um processo
legal no Balcão Nacional de Injunções, com vista a obter um título executivo para avançar para a execução.
Trata-se de um golpe baixo jogando na passividade
do cidadão e, na hipótese da não oposição, o processo
segue para execução e consequente penhoras.
Aconselho-o a recorrer a um solicitador ou advogado para que em sua representação, reclame junto da
entidade em causa.
Pergunta:
Por ocasião de internamento prolongado por razões médicas do meu irmão, enviei uma carta de rescisão de contrato que o unia à Vodafone, com fidelização até Janeiro de 2018. Dei o meu contacto para
resolução de qualquer problema relacionado com a
rescisão. Passada uma recebi o contacto dos colaboradores da Vodafone, pretendendo saber pormenores
e exigindo a devolução dos equipamentos. Foram
bastante profissionais dando-me instruções para lhes
fazer chegar via e-mail, cópias de uma justificação médica, que ateste esse internamento prolongado. Assim
fiz, devolvi os equipamentos na loja da Vodafone de
Almada, e entreguei o atestado médico digitalizada via
e-mail. Passados três meses, recebi carta da Vodafone,
para pagamento do valor de 600 euros, relativo aos
equipamentos e ao período remanescente da fidelização não cumprida. Que devo fazer?

Escolha os serviços de um profissional, contacte
o Solicitador.
Envie a sua questão para:
duvidas@ruifeio.pt
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grupos amadores que existiram na colectividade) ia
ao ponto de não perder nenhum dos mais relevantes
espectáculos de ópera e concertos sinfónicos que
tinham lugar em Lisboa - mesmo antes da existência
da Fundação Gulbenkian - nem deixar de assistir,
graciosamente, à representação das importantes
peças teatrais que se levavam à cena.
Essa assiduidade às salas de espectáculo”, reconhece,
“era-me, em certa medida, proporcionada pela
circunstância de desempenhar, por muitos anos, as
funções de representante concelhio da Sociedade
Portuguesa de Escritores e Compositores Teatrais.”
Admitindo que o gosto por música clássica se devia
à influência que a vivência musical da sociedade
sobre si exerceu, suspeita todavia que o interesse pelo
teatro talvez se devesse à influência de sua irmã mais
velha, actriz amadora do Grupo Cénico da União e
sobre quem tece os mais rasgados elogios. “Vi minha
irmã representar a “Mater Dolorosa” tão bem, ou
melhor, do que a actriz profissional, cujo nome
de momento não me recordo e que nessa época
desempenhou o mesmo papel numa companhia de
Lisboa. Era, indiscutivelmente, uma amadora muito
talentosa...!” Finaliza.

*Excertos de “Histórias Associativas- Memórias
da Nossa Memória – 1º Volume As Filarmónicas”.
Edição Câmara Municipal do Seixal.-2001

ROSTOS DO SEIXAL
DR

Resposta:
Os serviços da Vodafone inicialmente estiveram
muito bem, procurando cativar o cliente para quando o problema de saúde seja resolvido, se mantenha
agradado e volte a merecer a confiança na empresa,
mas os serviços de pré-contencioso da Vodafone nem
tanto. Na verdade a o código civil, prevê a resolução
do contrato quando a decisão se fundar numa alteração anormal do serviço. É o caso. No entanto, pode
a operadora opor-se aceitando o pedido de resolução
do contrato, mas com modificação as condições, por
exemplo interrompendo o contrato para posterior restabelecimento.
Pode escrever uma carta registada dando conta de
todo o ocorrido, mas aconselho-o a recorrer a um solicitador ou advogado.

Chamado a desempenhar as funções de secretário
da direcção aos dezoito anos, Viriato Pescadinha,
faz notar que “ isso se deveu ao facto de os consócios
mais velhos, a quem tradicionalmente cabiam
as funções directivas, haverem entendido que as
transformações que, por mor da rádio se estavam
operando em todos os domínios da sociedade,
justificavam a indigitação de alguns jovens para os
corpos gerentes da sociedade. O fenómeno foi de
tal ordem que, para atrair a clientela, até algumas
tavernas passaram a ter telefonia. Idêntica evolução
se constataria, igualmente, com a invenção da TV.”
Sem denotar qualquer esforço de memória para
relatar as vivências por que passou dentro da sua
União, Viriato Pescadinha, afirma ter sido um dos
mentores da organização do primeiro arraial popular

alimentado a luz eléctrica.
“Foi uma iniciativa pioneira
levada a cabo, por volta de
1935, pelos “Anjinhos”, que
ante o bom relacionamento
existente com o dono do
antigo cinema - situado ao
lado da colectividade - o
sensibilizaram para nos
deixar utilizar o gerador que
fornecia a energia à máquina
de projecção”.
O êxito da experiência
adquiriu
tamanha
divulgação que fez afluir pessoas de todos os lados
do concelho para verem o ‘arraial eléctrico’ montado
pela Sociedade Nova.” Assegura. “ O feito adquiriu
sobretudo maior dimensão, por ocorrer numa altura
em que o fornecimento de energia eléctrica, assim
como o abastecimento de água canalizada, ainda
não tinham chegado ao Seixal.
Enquanto sustenta que o sucesso do referido
arraial radica no excelente contributo dado por um
elevado numero de associados, tanto na concepção,
execução e pintura dos arcos, como na respectiva
montagem, Viriato Pescadinha, faz igualmente
alusão ao facto de, à semelhança de outros
consócios, haver começado a namorar sua esposa na
colectividade, até porque, segundo diz, “era difícil
haver um casamento, em que os noivos não fossem
sócios da mesma sociedade. Só com a entrada em
funcionamento da Mundet é que essa situação
conheceria alteração, porque o espaço de convívio
diário entre as pessoas, se transferiu para o local de
trabalho.”
Coroado rei da pinha, num dos tradicionais bailes
da pinhata, realizados antes de se casar, Viriato
Pescadinha, ver-se-ia, no entanto, logo após o
matrimónio e o seu ingresso nos quadros de pessoa
da câmara, forçado a tomar a decisão de suspender
as actividades na União, em ordem a evitar que
alguém o acusasse de, no âmbito das suas funções
de fiscal camarário, poder favorecer a colectividade
a que pertencia.
Ainda assim, não perde ainda o ensejo de salientar
que, contrariamente ao que era habitual suceder
com os jovens do seu tempo, nunca aprendeu
música o que não o impede de se considerar um
‘grande melómano’.
“O meu gosto pela música,” garante, “tal como pelo
teatro (apesar de jamais haver integrado qualquer dos

Fernando
Fitas

Maria Idalina
Nunes
(1972)

Nascida no Seixal, viveu desde
sempre rodeada de ambiente escolar no
Edifício Paiva Coelho (antiga Escola
Primária Feminina) situado na Praça
Luís de Camões, no centro histórico
da então vila piscatória, onde a sua
mãe era professora. Esta vivência foi
um impulso para o seu futuro: mais de
dez anos de experiência das Ciências
Documentais em entidades públicas
e privadas e uma sólida experiência
em empresas de terciarização de
serviços de custódia de arquivos,

microfilmagem e digitalização de
documentos, bem como nas respectivas
áreas comerciais e a experiência em
catalogação e informatização de
bibliotecas particulares (Famílias
Quintella e Sousa Cunhal), definemna como uma brilhante profissional,
assim como a sua atividade docente
no ensino público e como formadora
e investigadora nas seguintes áreas
históricas: genealogia, histórica local
e religiosa, História de Portugal
(séculos XVIII e XIX). Recentemente,
criou uma página de Facebook
sobre uma figura ímpar da história
portuguesa - o Conde de Farrobo,
sendo administradora da página e
impulsionadora da história ligada
a esta figura. Publica regularmente
artigos em revistas especializada e
imprensa local, tendo lançado em 2013,

juntamente com Ana Cristina Silva e o
Padre Marco Luís, o livro Memórias
do Seixal, com especial relevo para a
Igreja da Freguesia de Nossa Senhora
da Conceição do Seixal.
Envie a sua sugestão
de «Rosto do Seixal» para:
comerciodoseixal@gmail.com

Mário Barradas

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sociedade

CSS | 07 de Julho de 2017

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Faleceu o Presidente da C.M.Sesimbra
Augusto Pólvora, Presidente da Câmara Municipal de Sesimbra tinha 57 anos e presidia à autarquia desde Dezembro de 2005, cumprindo actualmente
o seu terceiro mandato.

Em nota emitida pela Câmara
Municipal de Sesimbra pode ler-se
que os mandatos de Augusto Pólvora
“ficaram marcados por uma enorme
capacidade de negociação e de gerar
consensos, tanto com entidades locais
como governamentais, tendo sempre em
vista o interesse do concelho". A Câmara
Municipal de Sesimbra elogia ainda
o trabalho feito pelo autarca: "os seus
conhecimentos técnicos e do terreno, e
a paixão com que vivia a sua função e
a sua terra, conferiam-lhe uma enorme
capacidade de trabalho e de planeamento.
O seu falecimento, prematuro, é uma
enorme perda para o município e para
a região". Augusto Pólvora era natural
da Vila de Sesimbra, filho de pescador,
casado e com 4 filhos, residia na freguesia
do Castelo. Estudou na Checoslováquia
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no âmbito da solidariedade e
cooperação dos países socialistas
com o povo português e era
licenciado
em
arquitectura
com média final de 19 valores
e distinção, tendo recebido o
Prémio do Reitor da Universidade
Técnica Eslovaca de Bratislava.
Era Técnico Superior na Câmara
Municipal do Seixal, autor e coautor de diversos estudos, planos
e projectos na área do urbanismo
e arquitectura, tendo Iniciado
a sua actividade profissional
como arquitecto em 1985, na
GERAP, ingressando depois
na Câmara Municipal de Sesimbra em
1986, onde exerceu funções no Gabinete
da Quinta do Conde, desempenhando
nos anos de 1988 e 1989 as funções de
Chefe da Divisão de Administração e
Planeamento Urbanístico. Foi eleito
Vereador pela CDU, no mandato de
1989-93, tendo exercido funções de
Vereador-substituto do Presidente da
Câmara, com responsabilidades directas
nos pelouros do Urbanismo, Habitação,
Lagoa de Albufeira e Quinta do Conde.
Exerceu as funções de Administradordelegado da Associação de Municípios
do Distrito de Setúbal entre 1994 e 2002
e foi candidato da CDU à Assembleia
da República nas Eleições Legislativas
de 1995. Eleito Vereador pela CDU no
mandato 1997-2001, exerceu funções
não remuneradas com responsabilidades

directas no Pelouro do Trânsito e
Transportes. Reeleito no mandato 20012005, exerceu funções em regime de
meio-tempo, com responsabilidades
directas no Pelouro do Planeamento
Urbanístico, Ambiente e Toponímia.
Foi Presidente da Câmara Municipal de
Sesimbra eleito pela CDU desde 2005 até
à presente data. Foi Vogal do Conselho
Directivo do Parque Natural da Arrábida
como representante das Câmaras
Municipais de Sesimbra, Palmela e
Setúbal e membro dos Corpos Sociais
da CDR, Agência de Desenvolvimento
Regional da Península de Setúbal.
Pertenceu aos Corpos Sociais da Agência
de Desenvolvimento Local do Seixal –
“Fábrica da Pólvora” e foi Coordenador
da Comissão Executiva do PEDEPES –
Plano Estratégico de Desenvolvimento
da Península de Setúbal. Coordenou
o Grupo de Trabalho de
Urbanismo da Associação
de Municípios do Distrito
de Setúbal e representou
a ANMP na Secção do
Património Arquitectónico
e Arqueológico do Conselho
de Cultura e na Secção
Especializada Permanente do
Património Arquitectónico
e Arqueológico do Conselho
Nacional de Cultura. Foi
membro da Comissão
Executiva da Entidade
Regional de Turismo da

Região de Lisboa e membro do júri, em
representação da ANMP, no Prémio
Nacional de Paisagem, pertenceu ainda
à Secção de Municípios com Actividade
Piscatória e Portos na ANMP. Militante
do Partido Comunista Português desde
muito jovem, era membro da Comissão
Concelhia de Sesimbra e da Direcção
da Organização Regional de Setúbal do
PCP. O corpo de Augusto Pólvora esteve
em câmara ardente na Igreja Matriz
de Santiago, na vila de Sesimbra. A
celebração aconteceu na terça-feira, dia
4 e foi presidida pelo Bispo de Setúbal,
D. José de Ornelas Carvalho. O corpo
seguiu depois para o crematório da
Quinta do Conde. À família enlutada,
aos amigos e aos munícipes de Sesimbra,
o "Comércio" envia as mais sentidas
condolências.

sociedade

CSS | 07 de Julho de 2017

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SEIXAL NIGHT RUN ESTÁ DE VOLTA
No próximo sábado, dia 8 de Julho, realiza-se mais uma edição da “Seixal Night Run”, uma prova nocturna de atletismo que inclui também uma
caminhada aberta a todas as idades.

partida e chegada no Largo 1.º de
Maio, no Seixal. A corrida, de 10
quilómetros, tem início às 22.30
horas, no mesmo local.
As
inscrições
prévias

terminaram, mas ainda é possível
participar mediante o pagamento
de 10 euros no local de entrega
de dorsais (sexta-feira, dia 7, entre
as 17 e as 21 horas, na Quinta da
Fidalga e sábado, dia 8, das 15 às
19 horas, no Largo 1.º de Maio).
A prova deste ano tem como
Madrinha Inês Marques, atleta

A prova, que em 2016 contou
com a participação de 2.500
atletas, é organizada pela Academia
de Atletismo do Seixal com o
apoio da Câmara Municipal do
Seixal e da União de Freguesias da
Arrentela, Aldeia de Paio Pires e
Seixal, inclui a vertente de corrida
(para atletas nascidos até 1999) e
uma caminhada (aberta a todas as
idades).

de Dezembro de 2009 e tem como
objectivos promover a prática
desportiva junto da população
local, com um conjunto de
técnicos desportivos qualificados
e, ao mesmo tempo, captar e
formar jovens na modalidade.
Os atletas da AAS participam
frequentemente nas provas de
atletismo do concelho, obtendo
bons resultados para o clube.

Às 21.30 horas, começa a
A Academia de Atletismo do
Seixal (AAS) foi fundada no dia 18 caminhada de 6 quilómetros, com
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residente no concelho do Seixal,
que em representação da Selecção
Nacional, foi a primeira portuguesa
no Campeonato do Mundo de
Trail, realizado em Badia Prataglia,
Itália, no dia 10 de Junho.
O programa e o regulamento
estão disponíveis em http://www.
seixalnightrun.pt/.

cultura

CSS | 07 de Julho de 2017

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Poema

VANDALISMO À SOLTA
Pinhal Dias

A Compreensão
Filo! Pra compreender os amigos
E também para ser compreendido
Basta abrir o livro dos antigos
P’lo saber, nada fica escondido
Conversando e saber escutar
Na hora d’aflição e decisiva
Entra o amigo, pronto ajudar!
Clima lhe apraz! De voz apreensiva
Os desabafos ficarão aquém
Para não ofender mais alguém
Coração!? Entra noutra dimensão
Sejamos todos compreensivos
Por guardar conselhos apelativos!
Flui no ser feliz “A Compreensão”

Pinhal Dias (Lahnip) PT
(In: “Sonhos Reflectidos”)

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Um pouco por todo o País –
incluindo, infelizmente, a nossa
região – o vandalismo é uma
marca da nossa sociedade em
nossos dias. São paredes pintadas,
os sinais de trânsito vandalizados,
os espelhos orientadores dos
peões e automobilistas partidos,
uns após outros, sempre que são
substituídos.
As autarquias enfrentam, ano
após ano, avultados encargos
com todo este vandalismo à solta
que, quase geralmente, passa
impune por desconhecimento das
autoridades policiais de quem são
os energúmenos que se dedicam a
estas atitudes contra a sociedade.

devemos sentir mobilizados para caso dos cartazes da eleição para o
a denúncia dos prevaricadores e as Presidente da República.
autoridades, sobretudo as policiais,
devem ter mão pesada para ver se
Vamos limpar o País!
esta praga de energúmenos, que
por aí anda à solta, tem emenda de
Alguma entidade tem que
vez.
assumir, agora e no futuro, este
gesto de limpeza.
Outro malefício que acontece na
sociedade portuguesa é o péssimo
Mais um acto eleitoral se
aspecto com que o País fica no aproxima daqui por poucos meses
fim de cada acto eleitoral com os e com ele mais umas paredes
cartazes das mais variadas formas borradas e umas toneladas de papel
e feitios, que deviam ser retirados espalhados por tudo quanto é sítio,
logo após os actos eleitorais, mas desordenadamente…
qual quê, vencedores e vencidos
dos vários actos eleitorais e,
nalguns casos os próprios partidos,
ao que parece, não sentem
responsabilidades por esta atitude
de “limpar” o País deste “lixo”
eleitoral que volvidos 43 anos de
vida democrática, ainda ninguém
assumiu como devendo ser limpos
José Mantas
os painéis com cartazes diversos,
logo que acabam as campanhas e
os actos eleitorais.

Destruir sinais de trânsito,
espelhos orientadores dos peões
e dos automobilistas e implantar
gatafunhos de mau gosto que
sujam as paredes de prédios e, até
por vezes, de monumentos são
atitudes que só nos envergonham,
além dos prejuízos e custos que
implicam, repetidamente, encargos
É que, certamente, todos
para as autarquias e para os donos concordamos, não é agradável,
dos prédios.
nem educativo para os jovens,
ver vandalizados os símbolos dos
Este tipo de situações são Partidos e, também por exemplo,
daquelas para as quais todos nos as caras de pessoas respeitáveis no

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CSS | 07 de Julho de 2017

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Saúde

CSS | 07 de Julho de 2017

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Crise Hipertensiva
A hipertensão arterial é uma doença crónica
e silenciosa, que provoca lesões em diversos
órgãos do corpo de forma lenta e progressiva.
Em geral, são necessários vários anos de pressão
arterial mal controlada até que o doente
comece a apresentar danos irreversíveis, como
lesões no coração, rins, cérebro e olhos. Os
doentes hipertensos podem apresentar crises
hipertensivas, que são episódios de elevação
abrupta da pressão arterial, muito acima dos
valores habituais. Crises hipertensivas, se não
controladas, podem provocar danos irreversíveis
ao organismo de forma relativamente rápida. As
crises hipertensivas são habitualmente dividas
em dois tipos:
Urgência hipertensiva.
Emergência hipertensiva.
O QUE É UMA CRISE HIPERTENSIVA?
A crise hipertensiva é um evento caracterizado
pela elevação da pressão arterial para valores
que, se não controlados, podem provocar danos
severos aos vasos sanguíneos num curto espaço
de tempo. Geralmente considera-se uma crise
hipertensiva quando a pressão arterial sistólica
(valor mais alto alto, chamado de pressão arterial
máxima) se encontra acima de 180 mmHg ou
quando a pressão diastólica (valor mais alto
baixo, chamado de pressão arterial mínima) se
encontra acima de 110 mmHg. Portanto, um
doente com pressão arterial de 190/90 mmHg
ou 175/115 apresenta crise hipertensiva. Quanto
mais alto for o valor da pressão arterial, mais
grave é a crise. Alguns doentes chegam a ter
240 ou 250 mmHg de pressão máxima durante
um pico hipertensivo. Geralmente, as crises
hipertensivas ocorrem nos doentes que não
estão adequadamente tratados para hipertensão.
Os motivos geralmente são três:
Pessoa que não sabe que é hipertensa e, por
isso, nunca tomou medicamentos; doente que
sabe que é hipertenso, sabe que tem que tomar
medicamentos para a pressão, mas não os toma
da forma correta, seja por vontade própria ou
porque o médico não explicou como os tomar
correctamente; o doente sabe que é hipertenso,

toma correctamente os medicamentos, mas as
doses ou os tipos de medicamentos prescritos não
estão adequados àquele doente em particular.
Situações que podem provocar descontrole da
pressão arterial são:
Mudanças na dieta, principalmente
aumento do consumo de sal). Relevante ganho
de peso recente. Troca dos medicamentos que
estava habituado a tomar. Aparecimento ou
agravamento de doenças dos rins. Mesmo
aqueles doentes que apresentam pressão arterial
sempre muito elevada, frequentemente acima
de 180 mmHg de pressão sistólica (pressão
máxima), são caracterizados como portadores
de crise hipertensiva sempre que tiverem um
pico de hipertensão.
URGÊNCIA HIPERTENSIVA
Apresentam urgência hipertensiva os doentes
com pico hipertensivo, pressão máxima acima
de 180 mmHg ou mínima acima de 110
mmHg, porém sem sintomas relevantes ou
sinais de lesão aguda de algum órgão alvo (órgão
alvo é o nome dado aos órgãos habitualmente
danificados pela hipertensão arterial, tais como
olhos, coração, cérebro e rins). Por definição,
a urgência hipertensiva é um tipo de crise
hipertensiva que não traz risco de morte ou
dano severo imediato. É importante salientar
que, apesar de não haver risco imediato de
morte ou lesão grave de órgãos, os picos
hipertensivos aceleram as lesões no organismo.
Enquanto um paciente com hipertensão à volta
de 140 ou 150 mmHg de pressão máxima
demora anos, às vezes décadas, para apresentar
alguma doença cardíaca ou renal, os pacientes
com episódios frequentes de crise hipertensiva
podem desenvolver lesões clinicamente
perceptíveis em 2 ou 3 anos, às vezes, menos,
caso tenha outros factores de risco, como
diabetes mellitus ou tabagismo. Os doentes
com urgência hipertensiva habitualmente
não apresentam sintomas, no máximo dor de
cabeça, algum cansaço ou sensação de peso na
nuca. Os doentes hipertensos que controlam
mal sua pressão e constantemente apresentam
valores muito elevados são aqueles que toleram

melhor picos hipertensivos sem relatar queixas.
A crise hipertensiva deve ser sempre avaliada por
um médico, pois a pressão arterial precisa ser
controlada, inicialmente para valores abaixo de
160/100 mmHg, e a médio prazo para valores
abaixo de 140/90mmHg. Como não há risco
iminente de morte, a pressão arterial na urgência
hipertensiva pode ser reduzida gradualmente ao
longo de várias horas ou dias. Nos doentes idosos,
a redução tem que ser cuidadosa, pois quedas
abruptas da pressão arterial podem desencadear
quadros de enfarto agudo do miocárdio ou
acidente vascular cerebral, vulgo AVC. Em
geral, o doente com urgência hipertensiva não
precisa ser hospitalizado e pode controlar a
pressão apenas com medicamentos por via oral.
O importante é entender que a hipertensão
arterial do doente está mal controlada e que ele
precisa de um acompanhamento médico mais
próximo,para a médio prazo não apresentar
mais picos hipertensivos.

Dr. Jorge Neves

Muitas das emergência acima mencionadas
podem ser desencadeadas por um pico
hipertensivo, mas também podem ser a
causa da subida da pressão. Por exemplo, um
paciente pode ter um AVC ou um Enfarte do
miocárdioe, a partir deste momento, passar a ter
uma elevação da pressão arterial , seja por dor,
dificuldade respiratória ou mesmo ansiedade.
Em algumas situações é difícil estabelecer o
que apareceu primeiro, pois ambas actuam
de forma sinérgica: a elevada pressão arterial
agrava o enfarte, que por sua vez, favorece ainda
mais o agravamento do pico hipertensivo..
Independentemente da origem do problema, o
doente tem uma emergência hipertensiva que
precisa ser tratada. Os principais sintomas de
uma emergência hipertensiva são:
Dor no peito.
Intensa falta de ar.
Alterações do estado mental.
Crise convulsiva.
Alterações visuais, como visão enevoada.

EMERGÊNCIA HIPERTENSIVA
A emergência hipertensiva distingue-se
da urgência hipertensiva pela existência de
lesão aguda de algum órgão alvo (cérebro,
rim, coração, olhos) desencadeada pelo pico
hipertensivo. O valor da pressão arterial em si
não é usado para diferenciar as duas formas de
crise hipertensiva, pois um doente com 220/100
mmHg pode estar assintomático, enquanto um
outro com 190/90 mmHg pode estar a sofrer um
enfarte do miocárdio, o que é uma emergência
médica. As principais complicações que
caracterizam a existência de uma emergência
hipertensiva são:

A emergência hipertensiva era antigamente
chamada de hipertensão maligna, pois,
como não havia tratamento adequado, a sua
mortalidade a curto prazo era elevadíssima.
Com os tratamentos modernos, a taxa de
mortalidade aguda da emergência hipertensiva
caiu consideravelmente. Hoje em dia, após um
ano da crise, mais de 90% dos pacientes ainda
se encontram vivos. Doentes com emergência
hipertensiva devem ser hospitalizados e tratados
imediatamente. O objectivo nestes casos é
controlar a pressão arterial de forma rápida,
em questão de horas. A única excepção são os
casos de AVC, pois a redução abrupta da pressão
arterial pode agravar a isquemia cerebral.

Enfarte agudo do miocárdio ou angina instável.
Edema agudo do pulmão.
Dissecção de aneurisma.
Insuficiência renal aguda.
Insuficiência cardíaca aguda.
Encefalopatia aguda.
AVC.

Na maioria dos casos, os pacientes
com emergência hipertensiva precisam de
medicamentos por via endovenosa para um
melhor controlo da pressão arterial.

Anemia hemolítica microangiopática
(destruição dos glóbulos vermelhos do sangue).

CEREJEIRA
“Um poema ou uma árvore
podem ainda salvar o mundo”
Eugénio de Andrade
“Redonda, carnuda, ela recebe a dourada
luz que incendeia e aquece, enrubesce e
deixa-se embalar pelas melodias do vento
nos seus brincos de donzela timidamente
voluptuosa”.

“muffins” de cereja, martini de cereja,
batido de cereja, gelado de cereja, tripinha
de cereja, bombons de cereja, cartucho de
cereja, “clafoutis” de cereja, pão de cereja,
… e mais, muito mais pitéus das ditas.

Miguel Boieiro

de floração, cuja exuberância, aconselha
também a uma visita.
As cerejas contêm proteínas, cálcio,
ferro, magnésio, potássio, fibras, açúcares,
taninos, pro-vitamina A, vitamina B e

duodeno, obesidade, etc. O citado livrinho
contém ainda um número apreciável de
receitas baseadas em cerejas.
Não posso também deixar de referir o
infuso de pés de cereja preta (30 g para
1 litro de água) nas inflamações renais e
retenções urinárias. O “chá” das flores é
peitoral e calmante.

Do livro “Cerejas – Poemas de Amor de
Autores Portugueses Contemporâneos”.

Alcongosta, aldeia típica situada numa
das vertentes nortenhas da Gardunha,
ostenta no seu brasão um frondoso
castanheiro, árvore que outrora deu cartas
na região e dois açafates de vime plenos de
rubras cerejas. Daí, uma curiosa quadra
popular inscrita nos bordados tradicionais: Querem as receitas? Então, para o ano que
vem, não deixem de programar uma visita
“Do cerejo ao castanho
a esta festa tão original.
Bem eu me havanho
Mas do castanho ao cerejo
A cerejeira é uma árvore de folha
Mal me vejo”.
caduca, originária da Ásia, da família das
rosáceas. O cultivo das cerejeiras acontece
Alcongosta engalanou-se de cerejas em nas regiões frias, dado que elas necessitam
bem decoradas vendas que ligavam as artes de muitos dias de frio para produzir
tradicionais, aos petiscos e às bebidas: licor satisfatoriamente. Florescem tarde para
de cereja, sangria de cereja, torta de cereja, escapar das geadas, mas é curto o período

DR

Inspirado pelas salutares benesses
colhidas na magnífica “Festa da Cereja”
que ocorreu em junho na freguesia de
Alcongosta (Fundão), assim começo esta
croniqueta sobre a “Prunus avium”, mais
conhecida por cerejeira, a tal que ainda
pode salvar o mundo, nos dizeres de um
celebrado poeta fundanense.

vitamina C. São refrescantes, diuréticas,
laxativas (e eu que o diga) e ajudam no
tratamento da gota, na redução do ácido
úrico e no fortalecimento do sistema
imunitário.
O Professor Naturopata, Nicola Capo
recomenda, no seu opúsculo da colecção
“Saúde para Todos”, curas de cereja como
panaceia para prisão do ventre, cálculos
hepáticos, nefrite, úlceras do estômago e do

Quando estivemos na Turquia,
apercebemo-nos da grande popularidade
de um refrescante enlatado, confeccionado
com cerejas, substituindo com vantagens a
Coca-Cola. Porque não fazemos o mesmo
em Portugal? Deixámos uma latinha
(vazia) ao Presidente da Junta de Freguesia,
como estímulo e hipotético espólio do
futuro museu.
Finalmente, uma palavra para a
madeira de cerejeira que é muito boa para
o fabrico de mobiliário e não só. O nosso
amigo Joaquim da Costa Santos, brilhante
artesão, possui em sua casa um autêntico
museu de arte sacra constituído por
esculturas que ele, sábia e pacientemente,
vai esculpindo dos troncos das cerejeiras.
Também por isso, vale bem a pena ir a
Alcongosta.

GASTRONOMIA

CSS | 07 de Julho de 2017

11

DR

RECEITA:
coração de salsichas recheadas

Preparação:
• Corte ao meio as salsichas tendo o
cuidado de deixar uma das extremidades
pegadas.
• Aqueça o azeite numa frigideira. Leve
as salsichas, uma a uma, para selar na
frigideira. Deixe dois minutos de um
lado, vire e disponha as mesmas em
formato coração como ilustra a imagem.
• Coloque um ovo dentro de cada
coração, cozinhe por mais 3 a 4 minutos
dependendo de como apreciar o ovo (mais
ou menos frito).
• Polvilhe com orégãos para refinar o
paladar. Fica top!

www.entrecolheradas.com
by Paula Bollinger

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Ingredientes:
Ingredientes:

• 1 pacote de salsichas Top de
Queijo e Bacon, da Nobre
• 4 ovos
• Azeite q.b.
• Orégãos q.b.

ENTREVISTA

CSS | 07 de Julho de 2017

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MÁRIO BARRADAS
O HOMEM DOS SETE oFÍCIOS
Nascido em Lisboa e criado no Seixal, Mário Barradas é aquilo que se pode chamar de um homem dos sete ofícios: é professor do ensino básico, músico,
cantor e pertence ainda à direção da Sociedade Filarmónica União Seixalense, “Os Prussianos”. Por tudo isto e muito mais, o "Comércio" decidiu conhecer e dar a conhecer uma pouco melhor esta personagem já conhecida da cidade do Seixal.
E a música cantada,
como surge na tua vida?
Conta-nos um pouco do
que tens feito nessa área.

Como surgiu o teu amor pela música?
Pelo que me foi contado, assim que
comecei a falar, pedi um tambor como
prenda de Natal e sempre me lembro
de parar a ver ou ouvir uma banda ou
uma orquestra, mesmo quando dava na
televisão.
Onde iniciaste os teus estudos
musicais?
Comecei na Escola de Música Matias
Lucas, na União Seixalense. Naquela
época, o ensino da formação musical
nas Filarmónicas era muito rigoroso e
na União não era excepção: os métodos
Freitas Gazul e o Fontaine tinham de
estar na ponta da língua para começarmos
com a aprendizagem do instrumento
musical e, posteriormente, a entrada para
a Banda Filarmónica. Tive como primeiro
professor de trompete o Marco Rosa,
que ainda hoje toca comigo na Banda.
Quando cheguei à Banda, sabia apenas
tocar o Hino da Sociedade (que é bastante
complicado) e uma outra peça. Fiquei a
olhar para a estante com a complexidade
das obras que a Banda tocava naquela
altura: o Guilherme Tell, a Gazza Ladra
e a Aída - todas elas aberturas de óperas.
Aos 13 anos começo a aprender música
de forma oficial. Ingresso na Academia
de Música e Belas Artes Luísa Tódi e,
mais tarde, continuo no Conservatório
Regional de Setúbal a aprendizagem de
trompete com o professor José Augusto
Carneiro. Ali percebi de imediato que
as Filarmónicas são grandes escolas de
música, dando-nos uma prática excelente
quer a nível rítmico e melódico, como de
postura perante a música e conjunto de
músicos.

Estudava no 5º grau (de
oito) do Curso Oficial de
Trompete no Conservatório
Regional de Setúbal quando
tive a sorte de ter como
professora de coro a maestrina
Filipa Palhares. Ela dirigia
o coro com uma dedicação
e
alegria
contagiantes.
Cantávamos tudo e mais
alguma coisa! Um dia ela
pediu-me para fazer parte do Coro de
Câmara, também dirigido por ela. Aqui
íamos cantar um pouco por todo o distrito
e a Lisboa. Num dos ensaios comentou
que estavam abertas inscrições para o
Conservatório Nacional de Lisboa, onde
eu podia ir fazer exame para admissão a
Canto. Sem nunca ter cantado fora do
ambiente de um grupo coral, decidi ir
fazer exame. Fui à secretaria escolher a
peça (qual delas a mais difícil) e na semana
seguinte fui a exame. Quando lá cheguei,
fiquei espantado com a quantidade de
candidatos. Encaminharam-me para
uma das salas de piano do Conservatório
e disseram-me que poderia estudar se
assim o entendesse. Eu olhei à minha
volta e pensei que barracada que vou
dar no meio de tanta gente com boa voz!
Entrei na sala de exame, enorme, forrada
a tapetes de Arraiolos, com um grande
piano de cauda e a pianista mais quatro
professores examinadores. Claro que o
meu sistema nervoso não estava calmo!
Fiz exame, corrigi algumas vezes o que
tinha apresentado e mandaram-me sair.
Voltei ao Conservatório Nacional para
ver o resultado e tinha sido aprovado,
tendo a melhor nota de entrada - um
dezoito! Fui aluno de professores
ilustres, como Filomena Amaro (canto),
Eurico Carrapatoso (Análise e Técnicas
de Composição), Cristina Cardoso e
Gabriela Canavilhas (prática ao teclado),
Bárbara Schilling Tengarrinha (Alemão),
Marcello Sacco (Italiano); Tiago Marques
(coro), Helena Lima (Acústica e História
da Música), entre outros. Comecei em
simultâneo a ter aulas em casa da saudosa
professora e cantora Cristina de Castro, em
Campo de Ourique, sendo o último aluno
dela. Aqui, conheci o Paulo de Carvalho,

Luís Represas, Nuno Guerreiro, Adelaide
Ferreira, Marta Hugon e o José Raposo.
Meses antes da Cristina de Castro falecer,
ela idealizava um espectáculo no Teatro
de São Carlos (onde cantou com a Maria
Callas) com os alunos e colegas de trabalho
de toda uma vida, nunca chegando a
acontecer. Um dia, a minha irmã foi
comigo a casa dela e também cantou. Era
uma diversão constante aquela casa tão
cheia de história e recordações. A partir
daqui surgiram convites para actuações e
concertos, acontecendo o primeiro grande
espectáculo por convite do Dr. António
Santos - presidente da Junta de Freguesia
do Seixal, nas Festas Populares de São
Pedro, cantando temas escritos por Ary
dos Santos e com uma orquestra composta
por músicos da União Seixalense, Timbre
Seixalense e Operária Amorense, numa
noite inesquecível onde a dedicação e

amizade ajudou a levar o espectáculo a
bom porto.
Participaste nas Festas Populares de
São Pedro com um grupo de amigos.
Conta-nos essa experiência.
Este ano voltei, novamente a convite
do amigo e presidente da junta António
Santos.
Escolhi
quatro
músicos,
excelentes profissionais que tenho por
sorte serem também eles meus amigos e
optei por interpretar algumas canções que
venceram o Festival RTP da Canção e/ou
que representaram Portugal do Festival
Eurovisão da Canção, desde o seu início.
Fizemos duas semanas de trabalho intenso
e o resultado foi excelente. Demos voz a
canções mais esquecidas como Onde Vais
Rio Que Eu Canto, que Sérgio Borges
interpretou em 1970 ou O Meu Coração
Não Tem Cor, levada à Eurovisão por
Lúcia Moniz em 1996 e que era a melhor
classificação de sempre antes do Amar
Pelos Dois de Salvador Sobral, que
também interpretei ou o ícone do Festival
da Canção - Desfolhada Portuguesa que
Simone de Oliveira cantou em 1969 e que
escolhi para encerrar o espectáculo. É um
gosto cantar, muito mais na nossa terra,
vendo o Largo da Igreja cheio para nos
aplaudir. Foi um momento muito bom
para partilhar com os músicos que me
acompanhavam.

Como chegaste à área do ensino?
Como a minha vida sempre foi a
música, concorri com a graduação de
conservatório e comecei a leccionar na
Escola Básica dos Foros de Amora em
2006. Depois iniciei um percurso de
vários anos na Escola Básica da Aldeia
de Paio Pires, onde trabalhávamos todos
em cooperação constante e a dinamização
coordenada pela professora Maria Luís
Velez era ímpar. Fizemos Marchas
Populares de São Pedro, Arraiais, Feiras,
Festas e o mote era sempre a Aldeia!
Mais que colegas de trabalho, fiz amigos.
Actualmente, lecciono no Agrupamento
de Escolas Mouzinho da Silveira, na
Baixa da Banheira (Moita), onde a música
é também muito valorizada, havendo uma
Tuna Académica, onde toda a comunidade
escolar é convidada a participar.

Licenciei-me na Escola Superior de
Educação (ESE) Jean Piaget em Educação
Musical e frequentei o mestrado na ESE
do Instituto Politécnico Setúbal. Na
licenciatura, tive como docente na cadeira
de Direcção de Orquestra o professor
Manuel Rebelo que, a seu convite, me
integrou no coro da Procuradoria-Geral
da República. Dou ainda aulas de canto
e técnica vocal no Barreiro e na União
Seixalense.
O que te realiza mais nesta área?
Melhor que saber algo, é partilhar e
a partilha faz-se com o ensino. É muito
gratificante ver o gosto dos alunos a
aprender e depois a reproduzir. Sempre
gostei de ensinar e juntar a malta para
partilhar conhecimento. Em tempos
organizei na União Seixalense um grupo
musical com alunos da escola de música
- os Algazarra e Companhia. Fizemos
imenso sucesso e ainda hoje falam
naqueles tempos. Componho também
marchas populares para as escolas e escrevi
algumas marchas da União Seixalense
para as Festas Populares de São Pedro
e ainda hoje as pessoas se lembram e
cantam. É este o melhor pagamento para
quando criamos ou ensinamos algo novo.

A

Agenda
Agenda

13

DR

Oficina de Música
Tradicional

Cinema para
Crianças
no Fórum
Cultural
do Seixal

DR

Incluído no Programa Seixal
Férias 2017, a Câmara Municipal
do Seixal organiza a iniciativa Fitas nas Férias que visa mostrar
vários clássicos de animação no
Auditório Municipal do Fórum
Cultural do Seixal.
A primeira animação a ser
mostrada será a “Cinderella” já na
próxima 4ª Feira, dia 12 de Julho,
às 10 horas. O filme tem a duração de 72 minutos e a entrada é
livre.
DR

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CSS | 07 de Julho de 2017

A Associação A Voz Do Alentejo
da Quinta do Conde organiza uma
oficina de música tradicional na sua
sede na Boa Água, Quinta do Conde.
A actividade incluída no programa “Sempre a Mexer para não Envelhecer” é também promovida pela
Câmara Municipal de Sesimbra e
destina-se a todas as pessoas com mais de 55 anos visando combater o
sedentarismo, para além de estimular e criar momentos de convívio e de
lazer. A entrada é livre.

Mostra de Artesanato em
Santa Marta do Pinhal
DR

A Associação Sociocultural
Adorar
Artes
organiza
amanhã mais uma Mostra de
Artesanato em Santa Marta
do Pinhal.
A Mostra de Artesanato
que é realizada todos os
segundos Sábados de cada
mês, visa divulgar todo o
artesanato desde pinturas, costuras, rendas ou bijuterias de toda
a localidade.
A mostra começa às 10 horas e prolonga-se até às 17 horas e
acontece no Jardim de Santa Marta do Pinhal. A iniciativa conta
ainda com o apoio da Junta de Freguesia de Corroios.

Sardinhas,
Peixes e
Mariscos by
Bordallo
Pinheiro
O Átrio da Biblioteca Municipal de Sesimbra recebe
uma exposição de cerâmica
do artista português Rafael
Bordallo Pinheiro. A exposição intitulada “Sardinhas,
Peixes e Mariscos by Bordallo Pinheiro” mostra-nos
sardinhas, enguias, caranguejos, santolas, bivalves,
lagostas e mais uma enorme colecção de peixes em
cerâmica e que demonstra
a genialidade do artista português.
A exposição pode ser
visitada de 3ª a 6ª feira das
9h30 às 19 horas e ao Sábado das 10 às 18 horas.
DR

Feira de
Velharias de
Amora

A Marginal de Amora
recebe amanhã uma vez
mais a Feira de Velharias,
que conta com o apoio
da Junta de Freguesia de
Amora.
A Feira acontece todos
os segundos e quartos
sábados de cada mês na
Marginal de Amora e podem ser visitadas cerca
de três centenas de bancas onde poderá encontrar
uma ampla variedade de
artigos, também de coleccionismo, aos preços mais
acessíveis e para todos os
gostos.

lazer

CSS | 07 de Julho de 2017

12
14
14

sopa de letras

Corpo Humano

cinema

TRANSFORMERS:
O ÚLTIMO CAVALEIRO

07/07 a 14/07

Carneiro

21-03 a 20-04

Amor: Dê atenção à sua família. Seja um bom professor, eduque para que os mais jovens tenham uma profissão, mas, sobretudo, eduque-os para a vida.
Saúde: Vigie a tensão arterial.
Dinheiro: Elimine gastos supérfluos.
Números da Semana: 1, 3, 24, 29, 33, 36

Touro

21-04 a 21-05

Amor: As relações afetivas atravessam um período
de estagnação. Quem sabe proteger-se das emoções negativas aprende a construir um futuro risonho!
Saúde: Faça caminhadas e passeios.
Dinheiro: Possibilidade de encontrar um novo emprego, estão favorecidas as mudanças a este nível.
Números da Semana: 7, 11, 18, 25, 47, 48

Gémeos

21-05 a 21-06

Amor: As pessoas mais próximas podem estar a necessitar de si. Reúna a sua família com o propósito
de falarem sobre os problemas que vos preocupam,
juntos encontrarão as soluções de que precisam.
Saúde: Problemas relacionados com varizes.
Dinheiro: Pode receber dinheiro extra.
Números da Semana: 7, 22, 29, 33, 45, 48

Caranguejo

Amor: Dinamize a sua relação. Nunca perca a
esperança nas pessoas, invista nelas!
Saúde: Em boa fase.
Dinheiro: Pode conseguir uma promoção.
Números da Semana: 8, 17, 22, 24, 39, 42

dr

Sudoku

21-06 a 23-07

`Transformers: O Último Cavaleiro´ rompe
com os mitos nucleares da saga Transformers
e redefine o significado de herói. Humanos e
Transformers estão em guerra. Optimus Prime
partiu. A chave para salvar o nosso futuro
está enterrada nos segredos do passado, na
história oculta dos Transformers na Terra, e a
missão recai sobre os ombros de uma aliança
improvável: Cade Yeager (Mark Wahlberg),
Bumblebee, um lorde inglês (Sir Anthony
Hopkins) e uma professora de Oxford (Laura
Haddock).

música
the gift - Altar

Leão

24-07 a 23-08

Amor: Revele os seus desejos à sua cara-metade,
a sua relação sexual melhorará bastante. Que a sua
Estrela-Guia brilhe eternamente!
Saúde: Estável.
Dinheiro: Melhore o relacionamento interpessoal.
Números da Semana: 10, 20, 36, 39, 44, 47

Virgem

24-08 a 23-09

Amor: Quebre a rotina, use a criatividade para
expressar o que sente. Que o seu olhar tenha o brilho
do sol!
Saúde: Cuide do seu lado espiritual.
Dinheiro: Não se esqueça das contas por pagar.
Números da Semana: 7, 18, 19, 26, 38, 44

Balança

24-09 a 23-10

Amor: Visite familiares que já não vê há algum
tempo. Que a luz da sua alma ilumine todos os
que você ama!
Saúde: Consulte o oftalmologista.
Dinheiro: Tenha cautela.
Números da Semana: 1, 8, 42, 46, 47, 49

Escorpião

24-10 a 22-11

Amor: Não dê confiança a quem não conhece. Não
perca o contacto com as coisas mais simples da vida.
Saúde: Cansaço e stress acumulado serão prejudiciais. Aprenda a descansar mais.
Dinheiro: Situação equilibrada em termos profissionais e financeiros.
Números da Semana: 4, 9, 11, 22, 34, 39

SOLUÇÃO

dr

Sagitário

ALTAR é o novo álbum dos GIFT
produzido pelo icónico Brian Eno e
misturado por Flood.É um disco de 10
canções, intemporais. Feitas durante
dois anos. Pensadas ao longo de três.
Sonhadas ao longo de vinte e dois.Entre
si resultam numa caracterização perfeita
de uma banda que está constantemente
em processo de evolução e crescimento
artístico. No início foi o sonho. Numa
tarde de 2014 que se tornou especial,
Nuno Gonçalves e Sónia Tavares saíram
de casa de Brian Eno com a certeza
de tudo e com a certeza de nada: iam
trabalhar juntos, partilhar todo o
processo de construção de um disco com
um dos maiores produtores do mundo
que os Gift sempre admiraram.

23-11 a 21-12

Amor: Não seja orgulhoso. Não se deixe manipular
pelos seus próprios pensamentos, e dê o primeiro
passo para a reconciliação!
Saúde: Agasalhe-se bem.
Dinheiro: Cuidado com os gastos supérfluos.
Números da Semana: 1, 2, 8, 16, 22, 39

Capricórnio

22-12 a 20-01

Amor: Não dê ouvidos a terceiros. A felicidade é
de tal forma importante que deve esforçar-se para
a alcançar.
Saúde: Tenha atenção com os ouvidos.
Dinheiro: Pense bem antes de fazer investimentos.
Números da Semana: 7, 13, 17, 29, 34, 36

Aquário

21-01 a 19-02

Amor: Momentos divertidos em família. Que tudo o
que é belo seja atraído para junto de si!
Saúde: O seu sistema imunitário não anda muito
bem.
Dinheiro: Não é um período favorável para despesas,
procure evitá-las.
Números da Semana: 7, 11, 19, 24, 25, 33

Peixes

20-02 a 20-03

Amor: Proteja-se contra intrigas. Seja verdadeiro,
a verdade é eterna e a mentira dura apenas
algum tempo.
Saúde: Não coma demasiados doces.
Dinheiro: Vigie a sua conta bancária.
Números da Semana: 5, 25, 33, 49, 51, 64

desporto

CSS | 07 de Julho de 2017

11
15

No passado dia 1 de Julho, o Centro Cultural e Recreativo do Alto
do Moinho (CCRAM) recebeu no auditório principal (Auditório 1), o
formador Vítor Poeiras para apresentar o seu workshop: Liderança
Eficaz - o exemplo especial de José Mourinho.
dr

Coordenador pedagógico, consultor de
formação e gestor de projectos formativos
desde 1992, Vítor Poeiras conta com uma
sólida experiência formativa em Portugal,
Angola, Moçambique e Cabo Verde. É autor e
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dinamizador, desde 2012, de dois workshops
motivacionais: Comunicação Assertiva (já
realizado no CCRAM no passado dia 6 de
Maio) e Liderança Emocional, baseado no
exemplo de sucesso de José Mourinho. Este
último procura analisar o caso de sucesso de
José Mourinho no mundo do futebol, como
uma fonte de inspiração para todos aqueles
que gerem pessoas, equipas e projectos e
para a liderança das organizações em geral:
o líder eficaz é aquele que sabe motivar a
equipa, mantendo-a unida e coesa.
Ao longo das três horas de conferência
(que teve início às 15h), forão abordadas
temáticas como: "ser um verdadeiro líder
ou ser apenas um chefe?", "O que torna
o Mourinho um líder especial?", "Como
manter uma equipa unida e motivada?" e
"como dar feedback construtivo acerca do
desempenho dos colaboradores?". Com um
custo de 10€ para o público em geral e 5€ para
a comunidade do CCRAM (funcionários,
colaboradores, sócios, patrocinadores,
atletas), esta conferência contribuiu para
dotar os presentes de ferramentas essenciais
para o dia-a-dia do trabalho.

Andebol do Alto do
Moinho organiza a
Gala do Ano

O Andebol do Centro Cultural e Recreativo do Alto do
Moinho (CCRAM) conta já com vários anos de existência:
é das modalidades mais antigas que o clube tem e das que
mais títulos conquistou ao longo dos tempos.
Pelo terceiro ano consecutivo, a Escola de Andebol
está a organizar a " III Gala Escola de Andebol do Alto do
Moinho", uma festa anual que reúne toda a família ligada
ao Andebol do CCRAM. Este evento contará com um
jantar de gala e com uma cerimónia de entrega de prémios
em várias áreas, desde o Treinador ao Aluno, desde o
escalão de Bambis até aos Seniores, passando pelo Adeptos,
Muletas, Sacos e Pinos, entre outros. A Gala realiza-se no
dia 8 de Julho às 19h30 e este ano, com o apoio da Junta de
Freguesia de Corroios, será realizada no Pavilhão Multiusos
da Marialva, em Corroios.

dr

Seixal Clube 1925
conquista troféu
Os Traquinas do Seixal Clube 1925
venceram a Final Fase B na 5ª Edição do
Torneio Internacional Copa do Guadiana.
Na primeira fase a turma seixalense acabou
por perder os três jogos com as equipas do
AD Geração de Génios por 2-4, com o FC
do Porto por 0-24 e com o CD San Vicente
de Paul por 3-4. Apesar dos desaires da
primeira fase, os traquinas seixalenses não
se desmotivaram e no começo da Fase B
começaram por eliminar o CR Grandolense
por 3-0. No seguinte jogo venceram a equipa
do Quatro ao Clube nas grandes penalidades
por 3-0 depois de um empate a 3-3 no final
do tempo regulamentar. Na final, o Seixal

dr

Conferência
Motivacional no
CCRAM: Liderança
Eficaz

Clube 1925 encontrou a equipa do ACF Pauleta A
e venceram por 5-3. De referir ainda a presença na

Copa do Guadiana da equipa de sub-12 do Seixal
Clube 1925 que acabou por não ganhar nenhum
dos jogos disputados.

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