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CSS | 21 de Abril de 2017

3

de abril 1974

DR

DR

De toda uma vasta experiência,
não só local como também através
da Associação Nacional dos
Municípios Portugueses, o que
significa para o Eufrázio Filipe o
Poder Local?
O Poder Local foi e será para o
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país e os seus
prot a gon i st a s,
uma escola de
virtudes. Com
inevitáveis
dif iculdades
impostas pelos
poderes centrais
e também por
uma
Europa
a
várias
velocidades, não
basta ter razão,
é
necessário
resistir.
O
futuro
no nosso país
passa por mais
descentralização,
m
a
i
s
competência s
e
meios.
O
futuro também
passa
pela
Regionalização com órgãos eleitos.
Por todas as memórias e amanhãs,
continuo a confiar no pensamento
palavras e obras do Poder Local
nosso concelho. Lá estaremos –
vermelhos e encarnados por Abril
na voz do Maio.

SALGUEIRO MAIA
Ao evocarmos o 25 de Abril de
1974, não podemos deixar de pensar
naqueles que participaram activamente
no derrube de um sistema político que
estava moribundo e que já nada podia
fazer pelo país e pelos portugueses.
Fernando José Salgueiro Maia
nasceu a 1 de Julho de 1944 em
Castelo de Vide e faleceu em Lisboa
com apenas 47 anos de idade no dia 4
de Abril de 1992, cumprindo-se agora
25 anos sobre o seu desaparecimento
físico, mas perpetuando-se para
sempre a sua memória como um dos
pilares fundamentais para o triunfo do
25 de Abril de 1974.
Nunca saberemos se sem a sua
intervenção no Terreiro do Paço,
na Ribeira das Naus e no Largo do
Carmo os acontecimentos teriam sido
diferentes, mas temos a certeza que
com a sua coragem e determinação
tudo se tornou mais fácil e decisivo.

Quando
por
vezes se critica
a
instituição
militar e até há
quem a considere
inútil, ofendemse os homens que
como
Salgueiro
Maia
deram
tudo ao seu país,
recusando obter as
benesses que lhe
queriam atribuir,
mantendo-se fiel
aos seus princípios
dentro da carreira que escolheu
quando entrou ainda muito jovem
para a Academia Militar.
Desiludido com o rumo da
Revolução e pela sua postura de não
pactuar com oportunistas, viria a ser
penalizado com o seu afastamento
para cargos não operacionais e de
pouca importância para o seu estatuto
de Oficial de Cavalaria e Curso de
Comandos, levou-o a regressar à vida
académica, acabando por concluir
a Licenciatura de Ciências Sociais e
Políticas com uma pós-graduação em
Antropologia.
Salgueiro Maia acreditava em
causas e não em homens providenciais,
dizendo “que apenas fez o que tinha de
ser feito” mas é sem dúvida um símbolo
do 25 de Abril na sua maior pureza de
intenções e a quem devemos prestar a
nossa homenagem e agradecimento,
recordando-o com muita saudade.