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CULTURA

CSS | 11 de Novembro de 2016

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A lenda de São Martinho
Festejado um pouco por toda a Europa, o dia de São Martinho é celebrado de várias maneiras. Em Portugal é tradição o magusto, bebe-se águapé e jeropiga, acendem-se fogueiras e assam-se castanhas. Altura em que se prova o novo vinho e como diz o ditado popular; “no dia de São
Martinho, vai à adega e prova o vinho”.
DR

margem do rio Loire, onde vivia na
reclusão.
Convicto da sua fé, foi também
fundador das primeiras igrejas rurais
na região da Gália, onde atendia ricos e
pobres. Morreu a oito de Novembro de
397 em Candes e foi sepultado a onze
de Novembro em Tours, local de grande
peregrinação desde o século V.
É na data do seu enterro (onze de
Novembro), três dias depois da sua morte
em Candes, que se comemora o dia que
lhe é dedicado. Crê-se que na véspera e no
dia das comemorações o tempo melhora
e o sol aparece, sendo este fenómeno
conhecido como; “o verão de São
Martinho” e, é muitas vezes associado à
tão conhecida lenda de São Martinho.

Com origem na antiga Cidade de
Savaria na Polónia, uma antiga província
na fronteira do Império Romano com a
Hungria, nasceu o São Martinho, ou
Martinho de Tours.
Filho de um comandante romano,
cresceu na região de Pavia, em Itália,
no seio de uma família pagã. Com o
objectivo de seguir a carreira militar,
entrou para o exército romano quanto
completou quinze anos, viajando desta
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forma por todo o Império Romano do
Ocidente. Foi ainda na adolescência que
descobriu o Cristianismo, mas só em
356, depois de deixar o exército, é que foi
baptizado, tornando-se discípulo de Santo
Hilário, Bispo de Poitires (na zona oeste
da actual França), onde nasceu o mais
antigo mosteiro conhecido na Europa, na
região de Ligugé. Mais conhecido pelos
seus milagres, o Santo atraía multidões
e em 371 foi ordenado Bispo de Tours,
fundando o Mosteiro Marmoutier, na

A lenda de São Martinho
Foi num dia frio e chuvoso de Inverno,
Martinho seguia a cavalo quando
deparou com um mendigo. Vendo o
pedinte com frio e sem nada que lhe
pudesse oferecer, pegou na espada e
cortou o manto ao meio, cobrindo-o com
uma das partes. Mais adiante, voltou a
encontrar outro mendigo, com quem
dividiu a outra metade da capa. Sem
nada para se proteger do frio, Martinho
continuou a sua viagem. Reza a lenda,
que nesse momento, as nuvens negras
desapareceram e o sol surgiu. O bom
tempo prolongou-se assim durante mais

três dias. Na noite seguinte, Cristo
apareceu a Martinho num sonho, usando
o manto do mendigo. Voltou-se para a
multidão de anjos que o acompanhava
e disse em voz alta: “Martinho, ainda
catecúmeno (que não foi baptizado),
cobriu-me com esta veste”.
DR