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Saúde

CSS | 31 de Maio de 2017

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SEGURANÇA DAS CRIANÇAS NO VERÃO
O verão é um período divertido para
crianças e famílias e todos passam mais
tempo ao ar livre em dias quentes. Embora
seja importante incentivar atividades
físicas saudáveis, como andar de bicicleta
e outros exercícios, os pais precisam saber
como manter seus filhos a salvo.
Além disso, atividades comuns ao
redor da casa, como cortar a relva e fazer
churrasco, podem causar lesões graves
que podem ser evitadas se algumas dicas
simples forem seguidas.

As crianças devem ser supervisionadas
atentamente, mesmo que saibam nadar.
Piscinas devem ter grades dos quatro
lados.

removidos em caso de emergência como
um incêndio.

Use coletes salva-vidas próximo a
corpos d'água naturais como lagos ou
oceanos. Pequenos corpos d'água, como
tanques de peixes ou fontes e até mesmo
baldes, podem atrair crianças. Bebés
podem cair dentro desses corpos d'água
se inclinando para frente e se afogar.

Crianças nunca devem brincar perto
do cortador de relva quando estiver a ser
usado. Elas podem ser atingidas pelas
lâminas se chegarem muito perto e itens
apanhados sob o cortador de relva podem
ser arremessados para fora, se tornando
projéteis perigosos.

ATIVIDADES RECREATIVAS

ATIVIDADES NO LAR

Capacetes:

Queimaduras:

Muitos sites podem mostrar o básico
de capacetes para ciclismo e outras
atividades. É importante lembrar que
os filhos imitam os pais, então os pais
também devem usar capacetes.
Trampolins:

O verão traz o risco de queimaduras
de churrasqueiras ou fogueiras. Planeie o
local da churrasqueira de modo a diminuir
o risco de alguém correr ou brincar perto
dela e considere a possibilidade de colocar
uma barreira em torno dela.

Dr. Jorge Neves

Lesões com o cortador de relva:

IMPORTANTE
Lesões são as principais causas de morte
em crianças. De acordo com os Centros
de Controlo e Prevenção de Doenças dos
EUA, a cada hora morre uma criança
por lesão e a cada quatro segundos uma
criança é tratada por uma lesão no serviço
de urgência.

Crianças não devem ficar no jardim
enquanto a relva estiver a ser cortada
e nunca devem andar montadas no
cortador de relva.

Para cada criança que morre, 25 são
hospitalizadas e 925 precisam ser levadas
para o serviço de urgência.

As cinzas da fogueira podem continuar
Lesões como fraturas ósseas, concussão quentes mesmo depois de apagar o fogo.
e entorses são comuns. A Academia
Americana de Pediatria recomenda nunca
Quedas de janelas:
usar trampolins em casa, em aulas de
ginástica de rotina ou em pátios.
Janelas abertas ventilam a casa, mas
também atraem crianças para olhar para
Afogamento:
fora e sentir a brisa. Telas mantêm insetos
do lado de fora, mas podem ser facilmente
É a principal causa de morte por lesão removidas.
em crianças entre 1 e 4 anos. Todos
devem saber o básico de flutuar e se
Considere usar protetores de janela ou
mover dentro da água. Lições formais de calços para limitar a abertura da janela.
natação diminuem o risco de afogamento. Certifique-se de que possam ser facilmente

Almeirão
continente europeu e possuem muitos
nomes populares. Para termos uma
ideia da sua profusão e da confusão daí
reinante, diremos que, só em castelhano,
o almeirão tem mais de 50 designações,
dependendo das respetivas regiões.

manhã seguinte, à semelhança de outros
vegetais (veja-se, por exemplo, o caso das
onagras no meu livro “As Plantas, Nossas
Irmãs”, pág. 144 e 145). A raiz é cónica,
grossa e pivotante, o que requer solos leves
e bem drenados. Os frutos são aquénios

Adiante! O nosso almeirão é uma
herbácea perene com folhas basais
lanceoladas e levemente denteadas que
se parecem com as da alface pela sua
cor verde amarelada, mas muito mais
rijas e robustas. À medida que se vão
cortando as folhas, cresce nova folhagem,
o que confere à planta uma produtividade
ímpar. A partir da lua de maio o almeirão
espiga e deixa de propiciar aproveitamento
culinário. Surge então uma haste estriada
que pode atingir um metro de altura
com folhas caulinares mais pequenas e
esparsas, algo leitosas (latex). Nas axilas
das folhas nascem capítulos florais de
azul intenso, ligulados, com duas filas
de pequenas brácteas triangulares. As
flores fecham ao pôr-do-sol e reabrem na

encimados por uma coroa de pelos curtos.
As folhas do almeirão, cruas, cozidas
ou marinadas constituem um alimento
muito nutritivo e saudável. São de baixas
calorias e de ação antioxidante que retarda
o envelhecimento. Contêm substâncias
amargas (intibina), inulina, provitamina
A, vitamina C, vitaminas do complexo B,
cálcio, potássio, fósforo, magnésio, sódio
e ferro.
São muitas as propriedades do
almeirão, bem como de todos os
“cichórios”: digestivo, colerético (favorece
a secreção da bílis), ativante da circulação
sanguínea, laxante, vermífugo, diurético,
desintoxicante, sedante e antigotoso.
Algumas das virtudes curativas do
almeirão eram já conhecidas dos romanos

Miguel Boieiro

DR

Quem é da chamada “Zona do Pinhal”
(Sardoal, Vila de Rei, Sertã, Oleiros,…)
está familiarizado com este vegetal que
proporciona agradáveis saladas crudívoras.
No meu caso, foi através da família da
minha esposa, oriunda da citada região,
que comecei a apreciar este legume tão
salutar e que agora não dispenso. Em
traços muito simples, diremos que se
trata de uma espécie de alface-brava que é
finamente cortada, a que se mistura puré
de batata (ou feijão, ou arroz cozidos),
cebola e um fio de azeite. É uma salada de
primavera que combina muito bem com
todos os pratos.
Estamos habituados à classificação
científica rigorosa do reino vegetal
iniciada por Lineu, embora surjam, por
vezes botânicos discordantes em relação
às nomenclaturas. No caso presente,
sabe-se que o almeirão pertence ao género
Cichorium e à família das Asteraceae,
sendo referido em todo o lado como
Cichorium intybus. O problema é
que esta designação é também dada
ao almeirão silvestre, com folhas mais
escuras e compridas que cresce à beira
dos caminhos, à chicória, de folhas mais
recortadas, à endívia, de folhas ovaladas
de tom verde pálido, que se desenvolvem
subterraneamente, à escarola, ao
radicchio de folhas avermelhadas e à
chicória (variedade sativum) de cuja raiz
se prepara um sucedâneo de café. São,
de facto, variedades diferentes da mesma
planta. Depois de alguma investigação
concluí, salvo melhor opinião, que o
almeirão que irei descrever e caracterizar
será o Cichorium intybus var. foliosum.
Todas estas espécies são nativas do

que o utilizavam para tratar distúrbios
do fígado. É especialmente indicado para
combater a gastroenterite, a anemia, a
diabetes, o artritismo, limpar os rins,
estimular o baço, corrigir problemas de
visão, fortalecer os ossos, os dentes e o
cabelo e ativar a função digestiva.
O Dr. Oliveira Feijão na sua “Medicina
pelas Plantas” recomenda um xarope
confecionado com suco de almeirão e
açúcar pilé em partes iguais, fervidos em
lume brando, como laxante para se tomar
uma a quatro colheres de chá, em jejum.
Por sua vez, o Dr. Pamplona Roger
em “A Saúde pelas Plantas Medicinais”
prescreve o suco fresco para o fastio e a
infusão de 30 g de folhas e raízes num
litro de água, para tomar duas chávenas
antes das refeições, como simples aperitivo
ou depois das principais comidas, como
digestivo.
Acabo, no entanto, como comecei. Para
mim, o almeirão tem mais interesse na
culinária pelo que, firmemente, incentivo
o seu uso, tanto mais que, como dizia
Hipócrates, o Pai da Medicina: ¬“que o
teu medicamento seja o teu alimento e que
o teu alimento seja o teu medicamento!”.
Uma precaução final: os almeirões
cultivados, incluindo as escarolas, as
endívias e as chicórias, são muito menos
amargos que os almeirões silvestres, o que
não quer dizer que sejam mais saudáveis.