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sociedade

CSS | 21 de Abril de 2017

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II Festa Medieval voltou a atrair
milhares à Quinta do Conde
A recriação do ambiente característico de uma feira medieval voltou a assentar arraiais, pelo segundo ano consecutivo, no Parque da Vila, entre 13
e 16 de Abril, fazendo desta sala de visitas da Quinta do Conde, o centro das atenções de moradores e forasteiros.
DR

A iniciativa, resultante de uma parceria
entre a junta de freguesia e a empresa Trás
Eventos, apoiada pela Câmara Municipal
de Sesimbra, pretendeu assumir-se como
uma viagem à atmosfera que envolvia os
acontecimentos da vida das populações em
dias festivos, num tempo em que o território
da freguesia era propriedade do Mosteiro
de S. Vicente, afecto à Ordem dos Cónegos
Regulares de Santo Agostinho, uma das
mais antigas em Portugal e, mais tarde,
ao Mosteiro dos Condes de Atouguia, daí
resultando a origem do seu topónimo.
Demonstrações da arte da falcoaria,
simulação de combates a cavalo e a pé, bailes,
arqueiros, domadores de aves de rapina,
encantadores de serpentes, prestidigitadores

de natureza vária, tocadores de gaita de
fole, tamborileiros, damas, cavaleiros
foram algumas das actividades e figuras
que transportaram os visitantes para outros
séculos e outra realidade de que os livros de
história nos dão conta.
Entre tendas de venda de plantas
medicinais, “ervas milagrosas”, bijutarias,
artesanato, roupas, artigos de cabedal, doces,
licores, bebidas espirituosas, tascas de comes
e bebes, os visitantes puderam, à semelhança
do ano anterior, observar ou tocar em animais
como burros, cabritos, patos, galinhas,
coelhos, cavalos ou ser fotografados com
cobras de várias dimensões, águias, corujas e
mochos de diferentes espécies.
Um programa concebido com o intuito de

reavivar a memória de alguns dos principais
costumes e tradições da época medieval,
animando quantos acorreram no fim-desemana da Páscoa a este espaço privilegiado
da freguesia, proporcionando aos mais
novos o convívio com diversos aspectos
que caracterizavam o quotidiano dos seus
antepassados.
De acordo com Rui Alexandre, responsável
da aludida empresa promotora de eventos,
“esta segunda edição do evento cresceu tento
em matéria de área ocupada e de ofícios,
registando-se quase o dobro dos expositores
presentes em 2016, como no que se refere
a iniciativas de animação, vertente que,
constituiu uma aposta comparativamente
superior à da 1ª edição.”
Para o dirigente da referida empresa,
“tratou-se de introduzir as alterações que,
na nossa óptica, seriam susceptíveis de
conferir ao acontecimento outro grau de
atractividade, em ordem a aproveitarmos as
excelentes condições que o espaço oferece e a
elevada adesão popular justifica”.
Pioneiro neste tipo de certames a nível
nacional, Manuel Marques, proprietário de
um espaço de fabrico e venda de fogaças
de Santa Maria da Feira, confessa que esta
primeira participação na festa medieval da
Quinta do Conde constituiu “uma agradável
surpresa”.
Segundo o citado expositor, detentor,
aliás, de uma vasta experiência internacional,
decorrente da sua participação em eventos
semelhantes em Espanha, França, Itália

e Estados Unidos, “ trata-se de uma das
melhores feiras do género realizadas na região
de Lisboa, quer pela beleza e condições do
espaço, quer pelo acolhimento que o publico
lhe dispensa.”
Marcando, igualmente, presença pela
primeira vez nesta iniciativa tendente a
reavivar a memória histórica, Tiago Coelho,
falcoeiro da zona de Mafra, que há uma
década toma parte em acontecimentos
deste âmbito exibindo a arte da falcoaria,
“o acolhimento das pessoas foi muito
gratificante, pelo que tenciono regressar no
próximo ano se acaso for convidado.”
Opinião semelhante manifesta Ramiro
Magalhães, artesão de Santa Maria da Feira
que se dedica à confecção de artigos da
madeira e a bijutaria e que tendo tomado
parte na edição de 2016 decidiu “repetir a
experiência, devido ao êxito organizativo que
a caracterizou, ao agrado com que o publico
a recebeu e à simpatia que dispensa a quem
empresta o indispensável colorido que este
género de eventos reclama.”
Na perspectiva de Paula Póvoa, porta-voz
dos Cavaleiros do Tempo, entidade a quem
coube a tarefa de efectuar os espectáculos
de animação equestre contemplados nesta
edição, “não tínhamos ideia de que fosse
uma festa com tanto público. Ainda por
cima, levada a efeito num espaço muito
bonito e bem situado, pelo que tencionamos
voltar em próximas edições.”

ALUNAS DA ESCOLA BÁSICA DE CORROIOS VENCEM
CONCURSO NACIONAL DE VIDEO,
EM PROJECTO DA UNIÃO EUROPEIA
ANA ESTRELA – ANA CARDOSO – ÍRIS WANGEN – JOANA SILVA – MARIANA LEITÃO, cinco jovens estudantes do 9º ano da Escola Básica de Corroios
(Agrupamento de Escolas João de Barros), são as vencedoras nacionais do Concurso de Vídeo “Alimentação Local, Pensamento Global”, integrado no
projeto “Eathink2015”, financiado pela União Europeia e promovido em Portugal pela Fundação Calouste Gulbenkian.
DR

desenvolvido em 14 países (12 europeus
e 2 africanos), criado para promover o
envolvimento de estudantes e de professores
nos desafios do desenvolvimento global
e, mais concretamente, na promoção
de sistemas de agricultura sustentável e
alimentares saudáveis.
O prémio do concurso é a produção do
vídeo, por uma equipa profissional da VF
Comunicação, com base na ideia/conceito
do vídeo vencedor e será difundido nas
televisões portuguesas. O vencedor nacional
será o representante de Portugal no concurso
europeu. O vídeo que vencer a nível europeu
será posteriormente disseminado nos vários
países da Europa.

O vídeo vencedor, denominado
“Desperdiçar Alimentos é Desperdiçar
Vidas”, foi idealizado, produzido e realizado
por estas jovens alunas e concorreu entre
32 projetos apresentados por 14 escolas
portuguesas.

O vídeo que esteve também à votação
no Facebook do Jornal de Notícias, junto
com os 17 trabalhos selecionados, foi o mais
popular de entre eles e atingiu já cerca de 58
mil visualizações.
O “EAThink20015” é um projeto

De referir que, no âmbito deste mesmo
projeto “Eathink2015”, duas jovens desta
escola, CAROLINA DELICADO e ÍRIS
WANGEN (esta última faz parte do grupo
agora vencedor do Concurso de Vídeo), então
alunas do 7º ano, ganharam o Concurso
Nacional de Fotografia em 2015 e ficaram
em 2º lugar a nível Europeu, o que lhes valeu

uma viagem à Expo Milano, em Itália, onde
puderam ver o seu trabalho apresentado às
centenas de milhares de visitantes daquela
prestigiada exposição.
Há já alguns anos que a Escola Básica de
Corroios (EBC), em conjunto com as escolas
do 1.º Ciclo deste agrupamento, concorre
às iniciativas e programas promovidos pela
Fundação Calouste Gulbenkian, tendo já
anteriormente levado a cabo projetos como
“Mais Sentidos”, DIMA – Dinamizar, Inovar,
Mobilizar para Aprender. A relação que daí
adveio, tem possibilitado o desenvolvimento
de diversos projetos, nas mais diversas
áreas (arte visuais e performativas, ciência,
tecnologia, alimentação, horticultura e
sustentabilidade energética), promovendo a
igualdade, a integração escolar e o sucesso
educativo com estas iniciativas educativas.

José Lourenço