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Saúde

CSS | 31 de Janeiro de 2017

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insónia

NUTRIÇÃO

A insónia caracteriza-se por sono insuficiente ou de fraca qualidade e
interfere com a saúde e bem-estar.
Adriana Marçal

O problema de passar
várias horas sem comer!
É seu hábito passar uma tarde inteira
sem fazer uma refeição? Ou acorda
de manhã e a sua primeira refeição
é só o almoço? Pois bem, isso tem
implicações para a sua saúde e se está
a pensar perder peso, esta é a primeira
etapa: Mudar os seus hábitos de jejum
prolongado. Quando passa muitas horas
sem comer existe uma diminuição de
algumas hormonas (insulina e leptina)
e aumento de outras (grelina) que tem
um papel importante na regulação da
fome. Quando isto acontece o nosso
organismo entra em compensação, e
como resultado, na próxima refeição vai
comer mais rápido e como consequência,
vai mastigar mal e comer demasiado. Já
para não falar que o seu cérebro nesta
altura vai levá-lo a escolher alimentos
mais calóricos, ou seja a preferir comer
alimentos com mais teor de açúcares e
de gorduras.
Mas para um controlo de peso, ou
mesmo para o emagrecimento não
basta fraccionar as suas refeições, mas
sim escolher os melhores alimentos.
Não adianta comer 5/6 refeições diárias
se estas são compostas por açúcares,
farinhas refinadas, processados.
Tente ao máximo retirar dos seus
lanches os processados, embalados e
alimentos com um elevado prazo de
validade. Prefira sempre os alimentos
frescos, naturais, sem adição de
conservantes nem corantes.

Jorge Neves

situações como o stress pós-traumático
perturbam o sono.

Como ultrapassar este distúrbio.
Manter um lugar calmo para dormir
e evitar estimulantes são duas regras
obrigatórias para quem sofre de insónias.

Depressão: pode conduzir tanto à
sonolência como a estados de insónia,

Consequências
DR

Nutricionista

Quem sofre de
insónia queixase
tanto
da
qualidade como
da
quantidade
de sono, que se
pode apresentar
com um ou mais
dos
seguintes
sintomas:

Sonolência diurna;
Sensação generalizada de mal-estar;
Stress e ansiedade.
Tratamentos
Fazer a higiene do sono
Se sofre deste mal, antes de tratar a
insónia com fármacos deve verificar se
colocou em prática as seguintes medidas
de higiene do sono:

Dif iculdade
em iniciar o sono
(insónia inicial);

Aumente o exercício durante o dia,
mas não próximo da hora de dormir;

Dif iculdade
em manter o
sono, com despertares frequentes durante
a noite ou dificuldade em adormecer
depois de despertar (insónia intermédia);

entre outras complicações de saúde.
Condições médicas: dores crónicas,
dificuldades respiratórias, perturbação
de apneia obstrutiva do sono, síndrome
das pernas inquietas e necessidade de
urinar frequentemente durante a noite
diminuem a qualidade do sono.

Despertar precoce de manhã, com
incapacidade de voltar a adormecer
(insónia terminal).
Causas

Maus hábitos: horários irregulares,
a toma de estimulantes antes de dormir
e um ambiente desconfortável não
favorecem noites descansadas.

Stress: preocupações com o trabalho,
estudos, saúde ou família podem
conduzir à insónia, principalmente
eventos traumatizantes como a morte ou
doença de um ente querido, divórcio e
desemprego.

Jantar muito tarde: as refeições tardias,
se pesadas, impedem um sono profundo
e descansado.

Ansiedade: estados de ansiedade
normais do quotidiano ou algumas

Uso de substâncias.

Elimine a sesta;
Reduza o consumo de cafeína e álcool,
especialmente umas horas antes da hora
de dormir;
Não use a cama para outras atividades
que não dormir;
Implemente horários regulares de
deitar e levantar.
Tratamento farmacológico
Excluídas as causas tratáveis de insónia,
são utilizados fármacos hipnóticos para o
tratamento da insónia: benzodiazepinas
e os hipnóticos não-benzodiazepínicos
(como o Zolpidem).

Está indicada para imensos transtornos
de que se destacam a amigdalite, a cistite,
a eczema, a encefalomielite, a hepatite, a
psoríase, a deficiente circulação sanguínea,
entre outros.
Naturalmente que, com o advento dos
remédios de síntese química, o seu uso
decaiu e hoje em dia, já poucos a utilizam.
O amor-de-hortelão é uma erva
peganhosa, nome porque também é
conhecida, visto que se agarra, de forma
atrevida às roupas de quem passa. De
facto, quer os caules, quer as folhas, quer os
frutos, são providos de numerosos acúleos
em forma de gancho que se pegam como se
fossem velcro. Esta característica original é
talvez a que mais ajuda a identificar essa
curiosa herbácea ruderal que abunda nos
valados, entulheiras, sebes e bermas dos
caminhos das regiões temperadas, onde
subsiste alguma humidade.
É uma planta vulgar de Lineu, cientista
botânico que a classificou com a designação
de Galium aparine L. Pertence à família
das Rubiaceae e possui caules leves
flexíveis, quadrangulares e ramificados

desde a base, que chegam a atingir dois
metros de longitude, apoiando-se nos
arbustos confinantes.
As folhas são lanceoladas e reúnem-se
num vértice em grupos de seis e por vezes
de oito.
As flores brancas ou verdes claras
aparecem nas axilas das folhas e são
hermafroditas. Finalmente, os frutos
formam pequenas cápsulas esféricas
eriçadas de pequenos ganchos que facilitam
a sua dispersão, através do transporte no
pêlo dos animais.
Feita a descrição, importa agora ver
para que serve esta planta, para além das
brincadeiras que proporciona aos grupos
de caminhantes que com ela se cruzam.
Pois esta erva peganhosa tem grandes

Miguel Boieiro

propriedades medicinais por ser rica
em vitamina C, óleos essenciais, ácido
gálico, enzimas diversas, etc. Por isso,
é antisséptica, diurética, estimulante,
expectorante, hemostática, hipotensora e
tónica do sistema linfático.

Convém, no entanto, relembrar,
algumas aplicações populares de que
encontrámos registos:
Flores frescas – dão para fazer uma
infusão altamente diurética;
Rebentos tenros – podem-se comer em
saladas;
Folhas – ferve-se um punhado em 0,25
l de água durante dez minutos. Bebe-se
três vezes ao dia. É uma excelente infusão
tónica e depurativa;
Frutos – se forem tostados e moídos
proporcionam um sucedâneo de café;
Raízes – facultam um corante vermelho,
muito utilizado nos tempos antigos.
Para terminar, eis a receita de uma
curiosa pomada contra a gota:

100 g de amor-de-hortelão;
50 g de casca de ulmeiro;
500 g de banha de porco;
Aquece-se esta mistura muito lentamente
em banho-maria, mexendo bem até
conseguir uma razoável homogeneização.
Guarda-se num recipiente fechado, em
lugar seco, ao abrigo do calor e da luz para
não rançar.
Experimente-se! Se não fizer bem, mal
também não fará!
DR

DR

Amor-de-hortelão