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sociedade
CSS | 22 de Dezembro de 2017
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Passagem de Ano Aquática
em Sesimbra
POEMA
José Mantas
“PENSAR”
ESTE NATAL
I
Quando houver na terra uma criança feliz,
Quando houver uma fogueira para compartilhar,
Quando houver umas mãos que trabalham pela paz,
Quando brilhar uma estrela, haverá Natal.
II
Quando houver uns lábios que falem de amor,
Quando houver umas mãos cuidando de uma flor,
Quando houver um futuro para onde olhar,
Quando houver uma ternura, haverá Natal.
Há uma década, Sesimbra escrevia
“2008” no fundo do mar com as luzes
de mais de uma centena de mergulhadores. A originalidade e complexidade desta acção, levada a cabo por um conjunto
de escolas de mergulho sediadas no concelho, com apoio da Câmara Municipal
e do Turifórum, grupo de empresários
ligados ao turismo, deu enorme visibilidade ao Réveillon, que passou a figurar
entre os mais mediáticos do país. Desde
então, recebe milhares de visitantes, que
escolhem Sesimbra para entrar no novo
ano.
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Fogo-de-artifício, animação na marginal e mergulhadores, que continuam
a passar o ano no fundo da Baía, numa
“tradição” que é um momento de reencontro, convívio e, ao mesmo tempo, de
promoção de uma actividade com enorme
importância para Sesimbra, caraterizam
esta festa. Desta vez, os mergulhadores
reúnem-se no Porto de Abrigo a partir
das 22.30 horas e à 12.ª badalada do relógio, as suas luzes acendem-se no fundo do
mar. Ao mesmo tempo, o céu da vila de
Sesimbra ilumina-se com o habitual espetáculo piromusical, que tem como tema a
marcha Stars and Stripes, de John Philip
Sousa, um dos mais famosos compositores norte americanos de sempre, com origens portuguesas.
A animação está garantida entre as 22
horas e as duas da manhã pela música
dos DJ Dove e Júlio Costa, no Largo da
Marinha, e os restaurantes e bares terão
as portas abertas até de madrugada. Promovido pela Câmara Municipal e Turifórum, esta passagem de ano tornou-se, na
última década, num dos pontos altos do
Turismo em Sesimbra, e num importante
dinamizador da economia local.
III
Quando houver um vencido disposto a esquecer,
Quando houver um caído a quem levantar,
Quando parar uma guerra ou “dormir” um canhão,
Quando se curvar um ferido, haverá Natal.
IV
Quando houver um trabalhador desempregado,
Quando houver um doente sem carinho,
Quando houver um cidadão “apanhado” pela droga.
Quando…quando…quando não haverá Natal.
