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sociedade
CSS | 10 de Novembro de 2017
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CORREIO DO LEITOR
O nosso leitor José Arada, de Amora,
enviou-nos um pedido para recolhermos
informações relativas a um problema que
se registava no terreno baldio que faz ligação entre as ruas Dona Branca Saraiva de
Carvalho e a Rua Sociedade Filarmónica
Operário Amorense.
De visita ao local, o “Comércio” esteve
à conversa com José Arada para recolher
depoimentos relativos a este problema.
“Eles (Câmara Municipal) alegam que
estas azinhagas não são pertença da
Câmara. Só que para mim, há uma disparidade de comparação, na azinhaga do
campo da bola, chamada de azinhaga do
Cabo da Marinha, prontificaram-se logo
a dar condições de estrada para servir o
Partido Comunista através da Festa do
Avante, fazendo uma entrada junto ao
rio. Na minha opinião, faz muito mais
falta arranjarem este local porque serve
muito mais gente durante o dia, do que
aquele que se prontificaram logo a fazer.
Aquilo foi feito só para dois ou três dias
de festa, enquanto aqui passam centenas
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de pessoas durante o dia,
desde crianças, pessoas
com carros de bebé ou em
cadeiras de roda, portanto não vejo qual é a razão
para não fazerem nada”.
José Arada continua
dizendo que “alegam que
enquanto não arranjarem
uma solução para este terreno que não fazem nada.
Mas não vamos estar à
espera sentados porque
as pessoas, precisam de
passar aqui diariamente e várias vezes.
Isto era uma azinhaga pública, e há efectivamente aqui um terreno é particular.
Aqui existiam umas casas, mas era uma
passagem pública, e se era uma passagem
pública, penso eu que era digno que se
faça alguma coisa em prol da população.
É uma passagem útil de acesso à Rua
Dona Branca Saraiva de Carvalho para
a Rua Sociedade Filarmónica Operária
Amorense. A azinhaga vinha dali, junto
ao patronato, mantinha-se a passagem
na mesma mas que tenha condignidade.
É um sítio onde as pessoas vêm por os
animais a fazer as suas necessidades. Não
tem luz, a única que tem é o sinal luminoso da SFOA”.
O nosso leitor concluiu a entrevista
contando-nos que já falou “com o presidente da Junta para que mandasse puxar
uma baixada para que se fizesse pelo
menos um poste. Foi-me dito que era
complicado porque metia a EDP e mais
isto e mais aquilo. Mas para servir o Partido Comunista, fizeram logo luz para a
POEMA
Festa do Avante. Fizeram postes de electricidade com duas lâmpadas, uma para
a estrada e outra para dentro da Festa.
Não estou contra que se faça lá, mas pelo
menos façam aqui também. Lá é uma
mais benfeitoria para a cidade de Amora, mas aqui servia mais população. Há
muita gente que vem do Centro de Saúde
do Rosinha e faz a transição daqui para o
Centro de Saúde de Amora. Que tenham
consciência porque foram eleitos para servir a população. A Câmara para servir a
população do concelho, e a Junta de Freguesia de Amora para servir a população
da freguesia de Amora.”
O “Comércio” tentou entrar em contacto com a Câmara Municipal do Seixal
para ouvir o lado da autarquia relativamente ao problema mas não obteve resposta.
Segundo o “Comércio” ainda apurou,
a Junta de Freguesia da Amora tentou
efectivamente adquirir o terreno com o
intuito de aumentar o edifício da Sociedade Filarmónica Operária Amorense
mas o mesmo acabou por ser adquirido
por um particular.
Agostinho Cunha
Quadras
dedicadas ao
S. Martinho
Depois do Santo Agostinho
Outro Santo aí vem
É o nosso S. Martinho
Muito pobre e sem vintém
Gostava de beber vinho
Fosse sentado ou de pé
Acompanhado ou sozinho
Também bebia água pé
Até conheço alguns Santos
Sempre de grãozinho na asa
Deixam-se dormir pelos cantos
Com medo de ir para casa
De manhã ao acordar
De cabeça muito pesada
Pouco ou nada se vão lembrar
Da noite mal passada
Há por aí alguns Santinhos
Cada um faz o que quer
Quando bebem uns copinhos
Querem bater na mulher
