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SOCIEDADE
CSS | 20 de Outubro de 2017
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COME
DIFERENTE,
PENSA COMO
ANTIGAMENTE!
“Paleo Descomplicado”
Francisco Silva, um dos fundadores do
grupo “Paleo Descomplicado”, conta-nos
como conheceu este regime alimentar e
quais as suas bases.
Há cerca de 3 anos (23 quilos atrás) resolvi
fazeruma dieta que durou 31 dias. E fi-lo por
brincadeira: achava que não iria funcionar!
Enganei-me pois perdi oito quilos facilmente.
Nessa altura percebi rapidamente que não é
boa ideia focar a nossa atenção apenas na
perda de peso: o objetivo principal tem que
ser melhorar a nossa saúde e qualidade de
vida...e o peso tende a normalizar!
Satisfeito com esse peso a menos aproveitei
para tentar entender o que tinha acontecido
e para conhecer melhor o funcionamento
do meu organismo.Novas rotinas e hábitos
foram implementados enquanto me ia
cruzando com adeptos de várias dietas… até
que um dia alguém falou numa que parecia
coisa de malucos: a ‘dieta do Paleolítico’.
O mais curioso é que aquilo que esta suposta
“dieta”me “permitia”comer era basicamente
aquilo que os médicos sempre me disseram
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para não comer! Sendo eu um “homem de
ciência”, resolvi que a coisa merecia alguma
investigação e comecei a pesquisar estudos,
documentários e entrevistas, acabando por
reunir alguns argumentos que considero
válidos:
- Se esta é mais uma dieta da moda, é uma
moda com 2 milhões de anos, pois suportou
grande parte da evolução humana (a mais
significativa).
- A relação entre o consumo de gorduras
animais e o aumento do colesterol tem
sido posta em causa em vários artigos mais
recentes, bem como a relação destes com
o aumento das doenças cardiovasculares.
Vivemos de mitos!
- Nas últimas décadas assistimos a um
aumento do consumo de hidratos de
carbono e, ao mesmo tempo, uma subida
drástica dos casos de diabetes mellitus, entre
outras doenças habitualmente designadas
por 'doenças autoimunes'.
Então o que é “comer” PALEO? Uma
natural diminuição no consumo de
hidratos de carbono e aumento de gorduras
naturais, aproximando-se da dieta dos
nossos antepassados - rica em carnes, peixes,
ovos, legumes, raízes, frutos e sementes. O
objetivo será reduzir os ‘maus’ hidratos de
carbono e ingerir os ‘bons’, com mais fibras
que atrasam a sua transformação em açúcar,
não causando picos de produção de insulina.
Não é necessário (nem desejável) comer de
três em três horas, embora o objetivo não seja
de todo passar fome. Comemos comida de
verdade, escolhemos alimentos densos e mais
saciantes, evitando alimentos processados,
embalados e com aditivos nas mais variadas
formas.
Notem que uso a palavra evitar e não abolir,
erradicar ou algo parecido. Não vejo o paleo
como um regime alimentar rígido porque não
acho que deva ser, embora haja quem defenda
que sim. Na minha maneira de entender este
modo de vida, pode haver espaço para alguns
alimentos menos recomendados, desde
que usados esporadicamente ou de forma
estratégica (evitando males maiores). É o caso
dos queijos ou de um arroz vaporizado, por
exemplo, consoante o objetivo de cada um.
Assim, as bases da ideia estão lançadas e
cada um pode decidir aprofundar mais esta
questão se estiver interessado. Pela minha
parte apenas tenho a dizer que nesta ainda
curta experiência me sinto muito bem, o
meu peso continua controlado, e apesar
de ter substituído a maioria dos hidratos
de carbono que consumia antigamente
(bolachas, barras e cereais, massas, arroz,
bolos, pastéis) por outros de melhor
qualidade e em menos quantidade, não me
sinto fraco ou sem energia, inclusivamente
quando pratico desporto, porque a PALEO
não é apenas sobre comida!.
Boas pesquisas e boas experiências!
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