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CSS | 20 de Outubro de 2017

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CEREBRAL DE ALMADA E SEIXAL

Municipais do Seixal e de Almada, e agora
vai ser distribuído gratuitamente por todas
as escolas do país. Todos os professores de
Educação Física de Portugal continental
e ilhas vão ter acesso a esta ferramenta de
trabalho, vão ser distribuídos pelos Centros de
Recursos para a Inclusão, vão ser distribuídos
por todas as autarquias do país, portanto vai
haver uma distribuição enorme de maneira
a que esta ferramenta possa estar ao alcance
de todos. Como ela é acompanhada de uma
plataforma e-learning, queremos criar aqui
também uma rede de potenciais interessados,
juntando-a à formação. Entendemos que a
escola e os professores também necessitavam
de uma ajuda nesse campo da formação.
Dou como exemplo, a instituição neste
momento tem oito formações creditadas
só para professores, a maior parte delas na

área do desporto adaptado, mas também
na educação não formal. A esse nível,
participamos também em vários projectos
internacionais, com parceiros internacionais,
neste momento estamos envolvidos em dois
projectos Erasmus+, um deles vai iniciar
agora, somos os coordenadores do projecto, e
também na área do desporto adaptado.
Depois ainda temos o terceiro bloco que
é no domínio das tecnologias. A paralisia
cerebral carece muito de formas alternativas
e aumentativas de comunicação, uma vez
que muitas das pessoas com paralisia cerebral
têm dificuldade quando falam ou a fazeremse entender pelos outros. É também uma
grande aposta que iremos fazer, com outros
parceiros como a Fundação PT, até uma
própria empresa, trabalhamos muito em
parceria também na formação, não só de

professores mas até dos próprios cuidadores,
da família desses jovens, e até dos próprios
jovens para utilizarem os equipamentos na
sua vida normal, qualquer coisa que lhes
permita comunicar com o Mundo.
Não posso deixar de mencionar o factor
desportivo, estamos em Outubro, e
apesar das Seixalíadas onde participaram
estarem a terminar, vão continuar algum
as actividades desportivas. Apesar da
APCAS ter a escola de Boccia, acha que o
desporto no geral pode ajudar a combater
o estigma?
Ajuda sempre. Acho que o desporto é dos
elementos de inclusão melhores para serem
trabalhados a todos os níveis, não me refiro
apenas à área da deficiência, falo também
das minorias étnicas, das pessoas mais
desfavorecidas economicamente, o desporto
é sempre um veículo de inclusão. Por esse
motivo também fizemos uma aposta tão
grande na área do desporto, porque através
do desporto vão-se eliminando muitas
diferenças que são mais acentuadas noutros
domínios. Por exemplo, o Boccia é talvez das

únicas modalidades que pode ser praticada
por toda a gente sem excepção. Podemos estar
a falar de crianças, adultos, idosos, de pessoas
com deficiência ou muitas dificuldades, ou
de pessoas sem qualquer tipo de deficiência,
portanto toda a gente pode praticar ou
jogar Boccia, e isso é uma mais-valia. Nós
utilizamos muito o Boccia no trabalho que
fazemos com as escolas como veículo de
inclusão. É difícil, mas os manuais provam
que é possível colocar jovens com deficiência
a jogar futebol, mas é mais difícil, mas é
muito fácil colocar jovens sem deficiência a
jogar Boccia com os seus colegas. E portanto,
numa perspectiva de inclusão inversa, numa
modalidade pensada para a pessoa com
deficiência, levamos os outros a participarem
e a desenvolverem a modalidade. E isso tem
dado muitos resultados, a nossa escola de
Boccia tem vindo a crescer, cada vez com
mais atletas, estamos sempre directamente
envolvidos na Seixalíada, achamos que é um
evento notável e um grande exemplo no país.
Uma das nossas actividades que vai decorrer
depois do fecho oficial da Seixalíada, será o
Torneio dos Novos Valores, que é o único a
nível nacional em que se vão buscar crianças
e jovens, tudo abaixo dos 23 anos, e que
têm potencial para virem a ser no futuro
campeões, e colocá-los em competição uns
com os outros, em partilha e em festa. É um
dos grandes eventos da Seixalíada, porque
é uma actividade com muitos atletas locais,
do município do Seixal, mas também com
muitos atletas vindos de outros pontos do
país, e aí estamos a falar de jovens e crianças
com deficiências acentuadas.
João Domingues
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Festa de encerramento
21 de outubro - sábado

Pavilhão do Clube do Pessoal da Siderurgia
Nacional, Aldeia de Paio Pires
18 horas
Gala de artes marciais
20 horas
• Encerramento oficial da 34.ª Seixalíada
• Momento protocolar
• Arriar da Bandeira da Seixalíada
• Apagar da pira
20.30 horas
Gala de atividades gímnicas