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sociedade
CSS | 20 de Maio de 2017
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BURACO DA MINHOCA
O PRIMEIRO
JORNAL PORTUGUÊS
Dário S. Cardina Codinha
cerca de 800 funcionários.
Telescópio do tamanho da
Terra para ver um Buraco Negro
Durante 5 dias, entre 3 e 7 de Abril de 2017, os
maiores radiotelescópios uniram-se para observar o
horizonte de eventos do buraco negro supermassivo
no centro da Via Láctea, o Sagitarius A*, que fica a 26
milhões de anos-luz da Terra. Este buraco negro tem 4
milhões de massas solares e o seu horizonte de eventos
tem um diâmetro calculado em 24 milhões de Km. Os
radiotelescópios uniram-se numa parceria visou criar o
Telescópio do Horizonte de Eventos (EHT), com um
diâmetro virtual de 10 mil Km, para captar a sombra
projectada do horizonte de eventos do Sagitarius
A*. Os dados serão processados em dois centros de
processamento, um situado no MIT, em Massachusetts
e outro na Alemanha. A imagem deverá sair no final
de 2017 já que o telescópio do Pólo Sul, por motivos
operacionais, só poderá enviar os dados em Outubro
Até gora, o projecto Telescopio do Horizonte de Eventos
(EHT) conta com o supertelescópio ALMA, composto
por uma rede 66 antenas móveis, que está instalado no
Chile, uniu-se a outros dois radiotelescópios situados na
Europa (IRAM) e na América do Norte (VLBA) - uma
rede de dez antenas espalhadas pelos Estados Unidos,
desde o Havai até ao Mar do Caribe -, o Telescópio
do Polo Sul entre outros. Só assim foi possível formar
um telescópio virtual quase do tamanho do diâmetro
da Terra, que já foi usado para observar o quasar 3C
454.3, uma das fontes de rádio mais brilhantes do
céu, apesar de se encontrar a uma distância de 7,8
mil milhões de anos-luz. Esta é uma rede global de
telescópios que operam nos comprimentos de onda
milimétricos e que terá a capacidade de estudar com
detalhes sem precedentes o buraco negro supermassivo
que se encontra no centro da Via Láctea.
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Após longo período de
negociações em que a SN
era presidida por Carlos
Alberto Veiga Anjos e
depois substituído por
Francisco Antunes da
Silva, 600 trabalhadores
aceitaram
a
reforma
antecipada, restando 200
que pela idade e pelo
Plano Social que lhes foi
apresentado, foram para
a situação de desemprego
com a perspectiva de
serem chamados no espaço
de 6 meses a 1 ano para
frequentarem os cursos
de formação e serem
reintegração nas novas
Empresas que viriam a ser
criadas.
No âmbito da reestruturação da
Siderurgia Nacional e segundo o
acordo entre o Estado Português e a
União Europeia, tendo como primeiroministro António Guterres e ministro
da Segurança Social e do Trabalho Ferro
Rodrigues, teriam de ser dispensados
Sem que o tal Plano
Social até hoje tenha sido
minimamente cumprido,
o tempo foi passando,
o subsídio de desemprego cessou ao
fim de 3 anos e muitos deles recebem
actualmente apenas o Rendimento
Social de Inserção no valor de 183,84
euros, dependendo de familiares e
amigos para poderem sobreviver,
registando-se já alguns casos de suicídio
pelo desespero a que chegaram.
Segundo
nos
revelaram
os
representantes do grupo, Nuno Silva,
Manuel Augusto Martins e José
Carlos Marques, com quem falámos,
nem Sindicatos nem Comissão de
Trabalhadores os defenderam na altura,
ficando completamente desamparados
e sem qualquer apoio destas estruturas.
Se no plano legal o processo não está
concluído, até porque existe um recurso
para o Supremo Tribunal de Justiça que
ainda está pendente, o que importa é
o aspecto moral e o abandono dos 60
ex-trabalhadores da extinta Siderurgia
Nacional por parte das entidades
oficiais (Estado) com responsabilidades
na situação em que se encontram.
Rúben Lopes
