Comércio 336.pdf


Vista previa del archivo PDF comercio-336.pdf


Página 1...10 11 12131416

Vista previa de texto


reportagem

CSS | 5 de Maio de 2017

12
Publicidade

concerto da
comemoração
dos ideais de abril
Para comemorar o 43º aniversário da Revolução dos Cravos,
a Sociedade Filarmónica Democrática Timbre Seixalense e a
Sociedade Filarmónica União Seixalense, desafiados pela Câmara
Municipal do Seixal, juntaram-se no palco na frente ribeirinha do
Seixal para um concerto que contou ainda com a participação do
coro da Unisseixal.

A primeira parte do concerto foi
dedicada a obras só para banda ainda
sem a adição do coro.
Foram tocadas SweetBreeze in
May, Rhapsody in Blue com o solista
Miguel Costa da Timbre Seixalense,
Canções de Tradição, Malhão de
Cinfães e Reflections of this Time.
A segunda parte do concerto já
contou com o coro da Unisseixal e foi
mais focada em canções dedicadas
ao 25 de Abril como, Grândola Vila
Morena, Gaivota ou ainda A Life on
the Ocean Wave, peça mais musical
conhecida como a Marcha do 25 de
Abril.
O concerto conjunto das duas
bandas filarmónicas do Seixal ganha
contornos históricos porque há cerca
de 20 anos que as duas bandas não
actuavam em conjunto no mesmo
palco e alguns dos músicos não eram
sequer nascidos há 20 anos ou se eram,
não se lembram desse acontecimento.
É este o caso de Marta Inocêncio, 2º
Clarinete da Timbre Seixalense, de
apenas 17 anos.
Marta contou-nos que “não sabia
que as bandas já tinham actuado
em conjunto” mas que gostou
bastante da experiência "porque me
proporcionou ver as diferenças entre
as duas bandas, fazer novos amigos
e trabalhar com outros maestros
e tive também a oportunidade de
aprofundar os meus conhecimentos
musicais”.
Já Gil Alves Pacheco, 1º Trompete
da União Seixalense, de 25 anos, sabia
que as bandas já tinham actuado
juntas mas não tem memória de ter
visto.
Gil contou-nos que tudo foi uma
“excelente iniciativa por parte da

Câmara” mas que mais importante
que isso “é sempre bom encontrar
velhos amigos num palco onde a
rivalidade não passa de saudável”.
Para
percebermos
e
contextualizarmos as declarações
de Gil Alves Pachecho sobre a
“rivalidade saudável”, este concerto
de comemoração do 25 de Abril
marca ainda os 42 anos das pazes
feitas entre as duas filarmónicas do
Seixal. Foi no 1º de Maio de 1975
que as filarmónicas fizeram as pazes,
no então Campo do Bravo, pazes
essas apadrinhadas pela Banda da
Armada.
Até então, onde ia uma banda não
ia a outra, e caso se cruzassem, a coisa
não acabava bem.
No palco viveu-se e tocou-se o
espírito de Abril entre duas bandas
que já foram rivais e hoje dão a
liberdade aos seus músicos e amigos
de poderem juntos construir algo
novo.