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Saúde

CSS | 5 de Maio de 2017

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CONJUNTIVITE/ "OLHO VERMELHO"
A conjuntiva é uma membrana fina
SINAIS E SINTOMAS DA
que cobre o lado interno das pálpebras e a CONJUNTIVITE
parte branca do olho (a esclerótica).
A inflamação ou a infecção da
Vermelhidão
conjuntiva é chamada de conjuntivite
Sensibilidade à luz
(“olho vermelho”).
Sensação de areia, coceira ou
queimadura
Pode ser provocada por vírus, bactérias
Pálpebras inchadas
ou fungos;
Secreção
alergia;
Lágrimas aumentadas
exposição a produtos químicos ou
irritantes;
Se os sintomas não se resolverem no
ou presença a longo prazo de um corpo intervalo de tempo esperado e a pessoa
estranho, como lentes de contacto duras tiver o sistema imune enfraquecido
ou rígidas.
ou se algum dos seguintes sintomas
forem encontrados, deve procurar-se
Os vírus que provocam o resfriado atendimento médico imediatamente.
comum também podem resultar em
conjuntivite. O tempo de evolução
Dor no olho de moderada a grave ou
da conjuntivite viral é similar ao das sensibilidade à luz
infecções do trato respiratório superior,
Visão reduzida, visão embaçada ou
sendo que os piores sintomas ocorrem visão dupla que não se resolve ao remover
entre três e cinco dias e se resolvem em a secreção dos olhos
sete a 14 dias.
Aumento da vermelhidão dos olhos
A conjuntivite bacteriana é provocada
Se houver sintomas de resfriado ou
geralmente por Streptococcus ou problemas respiratórios, a conjuntivite é
Staphylococcus. Essas bactérias vivem provavelmente causada pelo mesmo vírus
na pele humana e podem contaminar respiratório.
a maquiagem para os olhos e outros
produtos. Menos comum, as infecções por
A conjuntivite por herpes pode ocorrer
clamídia ou gonorreia podem provocar quando bolhas semelhantes às da herpes
conjuntivite. A conjuntivite bacteriana ocorrem no corpo.
geralmente se resolve em dois a cinco dias
A conjuntivite bacteriana pode
sem tratamento, mas pode precisar de provocar secreção espessa amareloantibióticos tópicos (colírio ou pomada). esverdeada.
Esses tipos de conjuntivite infecciosa
A secreção aquosa é mais comum com
são muito contagiosos e facilmente vírus.
espalhados entre as pessoas.

Dr. Jorge Neves

PREVENÇÃO E TRATAMENTO
Colírio de venda livre pode aliviar os
sintomas.
Os antibióticos não tratarão a
conjuntivite viral.
Alguns tipos, como as provocadas pelo
herpes, podem precisar de medicação
antiviral.
A conjuntivite bacteriana pode
melhorar sem tratamento, mas os
antibióticos tópicos podem reduzir o
tempo da doença.
Para evitar a dispersão da conjuntivite,
devem lavar-se as mãos ou usar
desinfectante à base de álcool, evitar tocar

e esfregar os olhos e lavar a secreção em
volta dos olhos várias vezes ao dia. Não
compartilhar roupas de banho, toalhas,
maquiagem ou óculos.
Os pacientes são frequentemente
afastados da escola ou do trabalho até que
não haja secreção ou que a terapia com
antibiótico seja iniciada.

DR

urtiga
silício e é rica em vitaminas C, B2 e B6.
Tal constituição implica variadíssimas
propriedades, entre as quais, a de ser
depurativa, anti anémica, hemostática,
antidiabética, etc.

foi publicada no jornal local alguns
idosos que se reúnem todos os dias no
largo principal da vila abordaram-me
alegremente falando deste pormenor. O
artigo era vasto mas eles só se detiveram
neste detalhe. Logo pensei:

Vamos agora detalhar alguns dos seus
potenciais usos, cujos efeitos benéficos se
encontram comprovados, surpreendendo,
por ventura os mais desprevenidos.
Em primeiro lugar, queremos
referir que a cáustica picada da urtiga
é extremamente útil para os doentes
de reumatismo, paralisia e deficiente
circulação sanguínea. Esfregar a pele com
urtigas provoca uma excelente reação nas
pessoas fracas e anémicas. Escritos antigos
apontam mesmo, como muito eficaz, a
fricção do baixo-ventre como meio de
estimular as funções sexuais, quer para
homens, quer para mulheres. Não custa
nada fazer a experiência!
(Um breve parêntesis para referir
que quando esta minha croniqueta

- Queres ver que eles já experimentaram
ou estão a fim de experimentar!)

Miguel Boieiro

DR

«Mandar alguém às urtigas», para que
não nos aborreça mais, tornou-se um dito
corrente. E se de facto, a expressão indica
menosprezo por quem nos incomoda,
também não coloca em alta conta, a
urtiga, «erva desprezível» que queremos
ver longe de nós. Trata-se de uma
tremenda injustiça, aproveitamos para
dizer e mais à frente explicaremos porquê.
Não restam dúvidas que a urtiga está
disseminada por todo o lado e que as
suas picadelas não são nada agradáveis.
Por isso mesmo, é das plantas silvestres
mais conhecidas. Diremos mesmo, não
há ninguém que não a conheça. Para quê
então, vir aqui falar dessa ervinha que
toda a gente tem a «desdita» de conhecer?
Na verdade, as aparências iludem, dado
que a urtiga ocupa lugar de destaque na
fitoterapia e não só.
Existem várias espécies de urtigas,
mas todas elas pertencem à família
das urticáceas e têm propriedades
praticamente iguais. Entre nós, a mais
profusa é a Urtica dioica que alastra
por todo o país. Chega a atingir 1,5 m
de altura, tem caule ereto e folhas ovais,
opostas e dentadas. As flores, de cor
verde, ramificam-se em espigas colocadas
nas axilas das folhas superiores. Toda
a planta está coberta de finos pêlos cuja
picada origina muita comichão devido
a conter uma substância histamínica.
Esta propriedade constitui uma defesa
da própria planta que assim fica menos
apetecível para os diversos animais.
Para além da histamina, a urtiga
contém numerosos compostos, ácido
fórmico, caroteno, abundante clorofila,
tanino, ferro, potássio, cálcio, enxofre,

O «chá» de urtigas (30 g de folhas secas
para um litro de água, ou 60 g da planta
verde, o que é preferível) é bom para os
diabéticos e anémicos. Para uso externo
(irrigações) estanca as hemorragias.
Melhor será, contudo, utilizar o suco da
urtiga, tomando-se uma colher de sopa,
duas ou três vezes ao dia. Há naturopatas
que recomendam ainda a decocção, a
maceração, ou o xarope.
Em cosmética é famosa a ação da
urtiga para o tratamento do couro
cabeludo e da queda do cabelo. Diversas
loções capilares são preparadas com base
nos seus princípios ativos.

Muita gente ficará espantada e incrédula
se lhes dissermos que as urtigas podem
ser consumidas como qualquer legume
hortícola. Pois é verdade, a urtiga entra
também na gastronomia onde poderá ter
um lugar de maior destaque se as pessoas
abandonarem preconceitos e tabus.
Como? Muito simplesmente como se de
nabiças ou de espinafres se tratasse. Basta
passar as plantas por água tépida para
que deixe de picar. Depois separam-se os
talos (demasiado fibrosos) e aproveitam-se
as folhas que são ótimas para a confeção
de sopas e outros pratos cozinhados.
Não conhecemos melhor esparregado
do que o de urtigas. Devido ao alto teor
de clorofila, o esparregado mantém uma
cor verde agradável, ao contrário do que
acontece em determinados restaurantes
onde o verde vivo do esparregado se deve
à utilização do bicarbonato de sódio. O
sabor? É agradável e ninguém descobre
que provém das urtigas, se não lhe
dissermos.
Finalmente queremos ainda acrescentar
que estudos efetuados acerca dos efeitos
das associações vegetais revelaram
que a presença da urtiga melhora o
desenvolvimento de outras plantas, como
as ervas aromáticas, cujo teor em essências
sai reforçado.