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entrevista
CSS | 9 de Dezembro de 2016
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LA2u,
uma Banda covers
Uma Banda com estilos musicais diversificados, em que o ponto forte
concentra-se nos anos 80 e no rock. Mas desde clássicos portugueses,
êxitos brasileiros, pop, blues, música espanhola, até pimba... mas pouco.
Confessa Luís Ledo e André Fernandes.
Quando surgiu a ideia de formar a
banda?
Estávamos os dois numa banda
completa de covers e um dia decidimos
experimentar como funcionaria em
acústico só os dois.
Como é que se conheceram os
elementos da Banda e a ideia de formar
a mesma partiu de quem?
Conhecemo-nos no olx, num anúncio
que o Luís tinha metido à procura de
vocalista para uma banda de garagem de
covers rock. A ideia dos LA2u surgiu dos
dois, numa brincadeira em casa do Luís
com a viola.
Quantos elementos fazem parte da
Banda? Apresenta-nos cada um deles.
Luís Ledo, 41 anos, 2 filhos,
funcionário público, gosta de motas,
desporto e viciado em guitarras. André
Fernandes, 28 anos, 1 filho, vigilante de
profissão, escrita criativa e cantar são os
seus hobbies.
O nome LA2u, surgiu como?
L (Luis) A (André) 2 (two=to) u (you),
mais simples do que parece.
Nos vossos concertos tocam covers,
de que estilos musicais?
Como o nosso projecto é só com
uma viola, fazemos tudo para animar ao
máximo o público. Tocamos de tudo um
pouco. O ponto forte concentra-se nos
anos 80 e no rock. Mas desde clássicos
portugueses, êxitos brasileiros, pop, blues,
musica espanhola, até pimba... mas pouco
.
Como é que correm os vossos ensaios?
Descontraídos. No verão vamos ate
à praia com a viola e quando não dá, é
na casa de um ou de outro. Como a
amizade e cumplicidade já é muita, os
ensaios saem naturalmente e sempre
com boa disposição. Normalmente não
perdemos muito tempo com uma música,
pegamos nela e damos-lhe o nosso toque
mais rockeiro e se não resultar, passamos
à frente sem remorsos... As coisas têm de
sair fluidas para resultarem ao vivo como
desejamos.
Concertos, todos diferentes uns dos
outros. Uma história engraçada que vos
tenha acontecido num concerto?
É pá… Já foram muitas. Desde
estarmos num palco grande nas festas de
uma vila e entrar um senhor, sabe-se lá
de onde. Ficou ao nosso lado no palco e
dava dicas sobre o que estávamos a fazer e
ideias sobre as músicas que iríamos tocar
a seguir.
Já foram várias as vezes que invadem
o palco em grupo ou a solo e começam
a cantar. Isso já é prata da casa. Mas é
sempre muito engraçado.
Sem ser com terceiros, acho que a mais
caricata foi quando tentei (André) abrir
uma cerveja, mas estava agitada e levei
com a carica mesmo no meio do olho.
Não achei grande piada na altura mas um
grupo de holandeses que estavam a ver o
concerto, riram-se até ao fim do mesmo…
Mas também houve episódios tristes.
Namorei (Luís) uma guitarra durante
largos meses, e num dia em que tocávamos
num concerto de angariação de fundos,
decidi comprá-la. A malfadada só durou
um concerto... quando estávamos no
palco olhei para trás e vi o André com a
guitarra na mão, tinha acabado de cair do
palco e ficou completamente destruída.
Primeiro concerto, onde foi e como
correu?
Numa concentração de treinadores de
cães, na escola de um amigo meu (André).
Foi muito bom. Um ambiente acolhedor
com um cenário engraçado, tocámos
sentados em fardos de palha... frente a
gente simpática e bem-disposta.
Como foi o vosso percurso, do
anonimato para o mercado musical?
Complicado foi arranjar carteira de
Dificuldades que sentiram desde o
clientes... muita rede social. Muitas negas início da Banda?
na cara. Mas com tempo e trabalho
Falta de material. Falta de conhecimento
arranjámos os nossos clientes e fizemos ate do mercado. Recebermos um preço que
mesmo muitos amigos pelo país fora.
achamos justo pelo nosso trabalho…
Para além da família e dos amigos,
tiveram outro tipo de apoio?
Sem dúvida. Fomos criando grandes
laços com clientes. No Carvalhal, em
Santa Margarida, Abrantes e estamos de
momento fixos no Bairro Alto todas as
sextas. A família sempre apoiou a ir ver os
concertos e a aturar alguns ensaios...
No vosso ponto de vista, o que falta
a nível de apoios para ajudar as bandas
de garagem a passarem da garagem
para o mercado musical?
Acreditarem no talento que os músicos
portugueses têm. Apostar neles sem
medo… Por falta disso mesmo não nos
lançamos em originais…
Para terminarmos, despeçam-se com
uma música vossa, pode ser?
Time of your life… dos Green Day.
A primeira que tocámos os dois. E o
significado em si… afinal estamos a ter
um momento na nossa vida…
