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entrevista

CSS | 23 de Novembro de 2016

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"É uma profissão que exerço com carinho
e amor há 14 anos"

Em busca de um novo desafio profissional Bruno Melo oriundo do concelho do Seixal, deixou Barcelona e, foi viver para a Islândia, onde está faz
4 anos. País que representou no Mundial da Bulgária 2015 e Japão - Tokyo 2016.
DR

Quando surgiu a ideia de seres
Barman?
Bem, a ideia de ser Barman surgiu
depois de eu ser Dj, é verdade comecei
como Dj mas comecei a aperceber-me de
que estava a admirar muito e a ganhar
mais interesse pelo bar, foi quando decidi
tentar e devido ao facto também de ser
difícil de entrar e ter pessoas que me
influenciaram de modo positivo e ou me
deram a oportunidade de me iniciar nesta
profissão e me apoiaram.
Há quanto tempo fazes desta
profissão modo de vida?
É uma profissão que exerço com
carinho e amor há 14 anos. Mas assim a
sério e a 100% desde 2005 por aí.
O que é necessário para ser Barman?
Para seres um Barman de Topo tens
obrigatoriamente que gostar de ser
Barman, seres um relações públicas, teres
noção que lidas com bebidas alcoólicas
e, clientela que ingere o mesmo, dai as
cautelas a ter em consideração, depois
a constante atualização e pesquisa são
muito importantes.
Existe algum curso específico?
Sim, existe, eu por exemplo tirei os
meus cursos na Cocktail Academy de
Paulo Ramos, mas também existe vários
Cocktail Team ou Liquid Consulting a
nível Nacional. Depois temos ao nível
mundial, que recomendo, a WFA (World
Flair Association) onde se pode tirar
cursos e, níveis na qual quero participar
brevemente.
Com o aparecimento de novas
bebidas no mercado é necessário fazer
alguma reciclagem ou basta apenas ter
muita imaginação?
A "Reciclagem" é fundamental para
a criação e, logo está associado a teres
uma boa imaginação em combinar novos
produtos, criando um novo sabor ou
cocktail. E assim, se faz a diferença neste
pequeno Mundo.
Uma bebida que te defina e porquê?
Dizer só uma bebida seria difícil, mas,
a referir uma, seria talvez um Negroni, um
verdadeiro clássico com ingredientes que
adoro e, que misturados são a combinação
DR

perfeita, são eles Gin, Martini Rosso
(ou outro), e Campari depois são os
detalhes que fazem a diferença. É assim
um Cocktail que me identifico pela sua
composição e história.
Como foi o teu primeiro dia de
trabalho como Barman?
O meu primeiro dia foi bastante
trabalhoso, comecei à noite, sozinho.
Mas, foi muito bom para mim. Lembrome perfeitamente de ser eu a fazer as
coisas todas sozinho, porque não estava lá
ninguém e adorei, o facto de as pessoas
gostarem das minhas bebidas dava-me
muita satisfação pessoal.
Qual a bebida mais exigente que te
foi pedida até hoje?
Não sei bem dizer, mas, talvez quando

participei na competição da World Class
(Categoria a nível Mundial).
Hoje em dia ser Barman é uma
profissão desejada por muitos; status,
reconhecimento, contactos, enfim, por
um inúmero vasto de aspetos, achas
que estes fatores desvalorizaram a
mesma?
Não creio que desvalorize pelo simples
facto de que as escolhas e decisões cabem
aos gerentes e proprietários a escolha,
entre, pagar e ter um bom Bartender resultados adjacentes, ou, pagar pouco e,
ter alguém que sirva copos tão distintos.
Qual a diferença caso exista, entre a
nova geração de Barman`s para a tua?
Existe alguma diferença. Reparo bem
no Flair Bartending, parece-me, que

havia mais e melhores na minha geração,
depois a evolução, a forte competição
entre nós fez com que a criação, a Internet
e telefones fizessem a diferença quando
comecei. As tecnologias e artefactos
fazem a diferença.
Neste momento, estás a trabalhar
fora do País, como surgiu esse convite?
Eu estava em Barcelona a trabalhar
já fazia 4 anos nos verões e encontravame um pouco saturado, em busca de um
novo desafio. Após falar com um amigo e,
fazer uma pesquisa, ele disse-me que não
havia muito lá na Islândia, mas, decidi
arriscar. Estou lá, faz 4 anos, e nestes anos
já representei a Islândia no Mundial da
Bulgária 2015 e no Japão - Tokyo 2016
quando fui, foi sem garantias de trabalho
só cartas de recomendação.
Como é gerir a família e o trabalho,
uma vez que, trabalhas mais de noite?
Gerir a família e a vida social é difícil
mas se tiveres uma família sólida e forte,
que te apoia, amigos que perdem umas
horinhas de sono e vice-versa tudo se
consegue. Mas, logicamente perco muitos
momentos pessoais derivado aos horários
que não condizem com o resto da maioria
dos amigos e os fins-de-semana, enquanto
eu trabalho eles folgam e etc.. mas faz
parte. Não se pode ter tudo.
Para terminar a entrevista, despedete com um cocktail bastante original,
aceitas?
Sim! Claro que Sim! Vou recomendar
um que todos podem fazer e ter acesso aos
ingredientes que são especiais para mim, pois
levei agora ao Mundial do Japão e, que foi
dedicado á minha filha. O nome é Red Simone,
consistido por 4 cl de Rum Havana 3 anos ou
outro, 3 cl Amaretto Licor , 6 cl de sumo de
ananás e 6 cl de sumo de arando , 3 cl de sumo
de limão fresco e 2 cl de xarope de açúcar.
Muito Obrigado.
Felicidades ao Jornal.