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social

CSS | 7 de Outubro de 2016

8

TEXTO MOTIVACIONAL

Alexandre
Faleiro

Dicas para iniciar
uma conversa
com qualquer mulher,
com relativa facilidade

A implantação dos organismos
corporativos no concelho
do Seixal (1933-1943)
No ano de 1932, ainda em plena Ditadura Militar (1926-1933), António de Oliveira Salazar toma o cargo
de Primeiro-Ministro, posição essa que lhe permitirá pôr em marcha a institucionalização de um novo
regime que se chamaria de «Estado Novo», “legitimado” pela Constituição de 1933. Esta Constituição
especificava o novo regime como uma “República unitária e corporativa”, o que constituía um sinal do
regime autoritário em remodelar o país segundo os princípios do corporativismo.

Prepara o terreno antes
de te aproximares
Lembra-te de que nós não comunicamos apenas com as palavras que saem
da nossa boca, mas também através da
nossa linguagem corporal. Se te apresentares na frente da mulher com a postura
de um "passarinho", será assim que ela
olhará para ti, e nem te dará hipótese
que digas algo interessante.
Postura
Nada de cabeça baixa, ombros caídos
e andar desengonçado. Não vais querer
que te confundam com um mendigo
corcunda que pede esmola. Começa a
observar a tua postura e avalia se está de
acordo com a imagem que queres passar
para fora.
Sorriso
O olhar é uma arma extremamente
poderosa. Mas o olhar acompanhado de
um sorriso é o caminho para o sucesso.
Toma a iniciativa
e aproxima-te dela
Agora que já percebeste que, antes
mesmo de meter conversa com mulheres, deves estar elegante e mostrar-lhe
o teu interesse através do sorriso e do
olhar- está na hora da aproximação.
Não ignores as amigas dela
Se a mulher está num grupo, fica mal
se ignorares as amigas e te dirigires somente a ela. Sê simpático com o grupo
todo. Desta forma podes transformar
as amigas dela em tuas aliadas na conquista. Entre elas, vão comentar a tua
postura, e assim alguma irá dizer ”muito
simpático o teu amigo”.
Aperta a mão dela com firmeza
Aperto de mão frouxo é desanimador.
Não precisas esmagar a mão da gajita,
apenas demonstra interesse através do
aperto de mão firme e seguro. Se rolar
um abraço, não hesites.

Pagina:
http://seducaomestre.blogspot.pt/
DR

O corporativismo não constitui só um
modelo de organização política, económica
e social, mas também uma visão oposta à
concepção individualista da sociedade segundo o
liberalismo clássico e de uma concepção classista
da sociedade segundo o socialismo marxista –
contra estes, o corporativismo assenta numa
visão da sociedade constituída por “corpos”, do
qual o mais relevante destes, o Estado-Nação, é
o regulador de todos os outros.
Apesar de variadas origens e teorias existentes
sobre o corporativismo, as principais bases
ideológicas da experiência portuguesa têm
como base duas Encíclicas Papais: a Encíclica
Rerum Novarum (1891, do Papa Leão XIII) e
a Encíclica Quadragesimo Anno (1931, do Papa
Pio XI), além da Carta del Lavoro de 1927 do
ditador fascista italiano, Benito Mussolini.
Culpando mais de um século do liberalismo
português – a Monarquia Constitucional e a 1ª
República - pela implantação da “desordem” do
país e da desagregação destes “corpos” (teóricos
portugueses do corporativismo, como Marcello
Caetano, viam nas corporações de ofícios do
«Antigo Regime» - abolidas por decreto em
1834 - como os antecessores históricos dos
novos organismos corporativos do Estado
Novo), o «Estado Novo» terá que enfrentar
uma dura realidade: a do movimento sindical
livre (na sua vertente anarco-sindicalista e
comunista), que eram claramente opostos à
natureza autoritária do regime, e que punham
em causa a doutrina da colaboração de classes
inerente ao corporativismo. Continuando
a repressão que fora iniciada pela Ditadura
Militar, o regime vai implementar organismos
corporativos (Sindicatos Nacionais, Casas do
Povo e dos Pescadores, Grémios, Federações,
etc.) através de vários pacotes legislativos, que
vão forçar as existentes associações/sindicatos
de trabalhadores e do patronato a integraremse no novo modelo socio-económico do
corporativismo «estadonovista».
Tratarei neste artigo de brevemente relatar a
criação dos organismos corporativos criados no
concelho do Seixal.
No nosso concelho, nos anos finais da
I República, existiram várias Associações

de Classe e sindicatos. Entre as classes
trabalhadoras, existiam as seguintes AC: a AC
dos Descarregadores de Mar e Terra do Seixal;
a AC dos Pescadores da Vila do Seixal; a AC
dos Manufactores de Lanifícios de Arrentela;
a AC dos Operários Vidreiros de Amora; a
AC dos Operários Corticeiros do Seixal; a AC
dos Operários da Construção Civil e Artes
Correlativas do Seixal; e o Sindicato Único da
Construção Naval da Margem Sul do Tejo. De
acordo com o Fundo das Associações de Classe
do ANTT, as associações de classe e sindicatos
operários existentes no concelho do Seixal
foram criados nos últimos anos da Monarquia
Constitucional e durante a I República (o
reconhecimento jurídico das Associações de
Classe surge com o Decreto de 9 de Maio de 1891
que permitiu um novo modelo de organização de
associações que até então não eram permitidas
pela lei), e estas correspondiam principalmente
ao sector secundário da economia do concelho,
ou seja, ao operariado industrial. Para a defensa
dos interesses da classe dos empregadores dos
vários sectores da economia dentro do concelho
(agricultura, indústria e comércio), existia
também a Associação Comercial e Industrial
do Seixal. No entanto, os problemas da crise
do trabalho que assolaram os últimos anos da
I República levou à dissolução de muitas destas
AC, sendo que a maioria já se dissolveram
entre 1925 e 1926, ainda durante o regime
republicano.
O processo de implementação dos organismos
corporativos durou uma década – entre 1933
e 1943. Os corpos gerentes destes organismos
eram aprovados previamente pelo Instituto
Nacional do Trabalho e Previdência, não tendo
estes organismos qualquer liberdade de acção –
teoricamente, organismos de natureza privada
com personalidade jurídica, funcionavam na
prática como «institutos públicos» (segundo
palavras de Marcello Caetano). Das antigas
associações de classe que permaneceram activas,
todas elas foram integradas segundo o modelo
de organização corporativa imposto pelo regime
salazarista: a AC da Classe Piscatória tornou-se
em 1933 no Sindicato Nacional dos Pescadores
do Distrito de Setúbal, cuja sede provisória

era no concelho do Seixal, no velho edifício
da velha AC – no entanto, nova legislação em
1937 leva à dissolução dos Sindicatos Nacionais
dos Pescadores existentes pelo país e a sua
substituição pela Casa dos Pescadores.
Em Outubro de 1938, era fundada a Casa
dos Pescadores de Lisboa e só anos mais tarde,
em 1943, era criada a Secção Desportiva desta
Casa dos Pescadores, secção essa sediada no
Seixal, na antiga sede da AC Piscatória do
Seixal. Em relação à AC dos Descarregadores
de Mar e Terra, esta parece ter permanecido em
actividade durante a Ditadura Militar e na época
inicial do Estado Novo, seguindo a mesma via
dos pescadores seixalenses, com a sua inclusão
no novo regime corporativo: foi integrada no
Sindicato Nacional dos Descarregadores de Mar
e Terra do Distrito de Setúbal - com estatutos
aprovados em Maio de 1939 - cuja sede era em
Setúbal, mas possuindo uma secção no concelho
do Seixal. Em Fevereiro de 1939, a AC dos
Operários Corticeiros do Seixal (os operários
corticeiros representavam então uma considerável
porção da população concelhia) integrava-se no
Sindicato Nacional dos Operários Corticeiros
do Distrito de Setúbal, cuja sede seria também
no concelho do Seixal.
Para a classe dos empregadores, surgiam
em 1941 e em 1943, respectivamente, o
Grémio do Comércio do Concelho do Seixal
e o Grémio da Lavoura de Almada e Seixal. O
primeiro surgiu através da integração da velha
Associação Comercial e Industrial do Seixal do
regime corporativo: ao contrário dos sindicatos
e associações operárias, esta integração fora
facultativa (ao contrário das AC e dos sindicatos
operários, cuja integração era obrigatória, com
o risco de dissolução forçada destas) e pela
iniciativa da mesma Associação – o novo Grémio
representava os interesses dos comerciantes e
lojistas do concelho. O Grémio da Lavoura de
Almada e Seixal era um organismo corporativo
representado pelos 20 maiores proprietários de
terras dos dois concelhos. De acordo com os
estatutos deste Grémio, deveria ser criada uma
«Casa da Lavoura» no concelho do Seixal, para
o armazenamento de produtos agrícolas locais e
para a venda desses mesmos produtos no mesmo
edifício. No entanto, tal «Casa da Lavoura» só
seria criada muito mais tarde, no ano de 1958,
na localidade do Fogueteiro, na freguesia de
Amora.
Por último, temos a Casa do Povo de Amora
(a actual Casa do Povo de Corroios), inaugurada
em Maio de 1934, que surgiu através da
integração da velha Associação de Beneficência
Fúnebre de Corroios no regime corporativo – foi
a primeira Casa do Povo inaugurada no Distrito
de Setúbal, devido à iniciativa de Manuel Saraiva
de Carvalho, grande proprietário agrícola da
freguesia de Amora. As Casas do Povo tinham
como objectivo a integração ideológica das
comunidades rurais sob a ditadura, através do
lazer e outras actividades socio-culturais.
As reformas administrativas que se deram
com a implantação do actual regime democrático
dariam aos concelhos uma maior autonomia
perante o poder central, sendo que muitos destes
organismos deixaram de ser corporativos para
se transformarem em organismos associativos,
com maior liberdade e direitos (i.e., a Secção
Desportiva desta Casa dos Pescadores é hoje a
Associação Náutica do Seixal).