CANTO A MI TIERRA I Uruguay 13092020 (1).pdf


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Sem solidariedade, não há
civilização.
Devemos viver nessa
contradição fenomenal:
nunca, nunca o homem teve
tanto. É possível mudar a
natureza. É possível salvar
o planeta. É possível
povoar os desertos. É
possível cultivar o mar. É
possível esparramar a vida
humana pelo universo. A
vida humana. Mas, para
isso, é preciso começar a
pensar como espécie. Não
só como país. É preciso
assumir a humanidade, o
mundo inteiro. Os pobres
da África não são "da
África": são nossos! Os que
morrem no Mediterrâneo
tentando atravessar são
nossos. Compatriotas são
todos os abandonados que
existem no mundo, todos os
esquecidos, porque
pertencem à nossa espécie,

embora não se dêem
conta, embora estejam
cheios de egoísmo,
embora estejam cheios de
miséria.
É a hora de um
continente diferente, de
uma civilização
diferente. Não temos que
imitar a Europa, nem o
Japão. Não podemos
querer o desenvolvimento
com dor, o
desenvolvimento com
angústia.
Desenvolvimento com
felicidade para todos. A
generosidade é o melhor
negócio para a
humanidade. E o pior
negócio são os bancos.
Por isso, eu tenho que
agradecer a vocês pelo
carinho, pero quero
transmitir a vocês que,
às vezes, a dor ensina
mais que o triunfo.