CANTO A MI TIERRA I Uruguay 13092020 (1).pdf

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Nesta terra de gaúchos, gentes simples, de campo, dos
silêncios onde os militares eram especializados em tomar
mate nos fins de tarde, abre-se uma encruzilhada e tudo
muda. Os anos de chumbo, de luta logo se intensificam com a
ditatura que chega. As liberdades são perigosas e Pedros,
Marias, Joãos e Josés são agora não mais povo, mas
perseguidos políticos.
Após esses anos de escuridão, muitos dos militantes que
seguiram vivos abriram uma porta audaciosa adentro de Si
Mesmo e uma certa dignidade ajudou a provocar um salto, um
câmbio e já na democracia, Uruguai adentra em um período
progressista, onde os direitos sociais são cada vez mais justos,
1 milhão de pessoas saem da pobreza e inovações movem a
sociedade, quebrando tabus e crenças como a legalização da
produção e consumo da Marijuana e o casamento
homoafetivo. A autodeterminação dos povos é defendida.
Isso é fruto de muitos militantes que seguiram a luta e
ampliaram o ver, saindo da perspectiva minimalista do poder
e abrindo a um questionamento real sobre qual sociedade
sonhamos viver.
Aliás, o continente latino havia entrado em uma certa
primavera e os direitos sociais vinham florescendo e
avançando até que uma nova onda abala, influi e corta não só
pescoços, mas árvores, consciências e, claro, liberdades. A
América dá passos atrás e após 15 anos, em 2020 o
neoliberalismo toma o poder no Uruguai.
Que passou?
UMA ESPIADA NESTA EDIÇÃO:
IDEIAS DE OPEN HOUSE - 2
NOVOS ANÚNCIOS - 3
