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cultura
CSS | 19 de Janeiro de 2018
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Histórias Associativas (30)*
o vozeiro
Rui Hélder Feio
PERGUNTAS E RESPOSTAS
P. – Passei por uma SCUT e não
tinha identificador no automóvel,
disseram-me para pagar nos correios, é assim?
R. – De facto, sempre que um
automóvel sem Via verde passa
numa estrada equipada por pórticos é devido o pagamento da
portagem. Não o fazendo, rapidamente o valor pode multiplicar-se
por muito tornando-se num valor
astronómico.
Aguarde dois dias após a passagem nessa via e então pode proceder ao pagamento nos CTT, por
Multibanco ou numa loja Payshop.
Para pagamento nos CTT ou
numa loja Payshop, basta dirigir-se ao estabelecimento munido da
matrícula do automóvel e pagar.
Se pretende pagar por multibanco, envie um SMS para o número
68881, com o texto: “CTTMB (espaço) Matrícula (espaço) NIF” ou,
se preferir no Site dos CTT, pode
gerar uma referência de Multibanco para proceder ao pagamento.
Com os dados recebidos, poderá efetuar o pagamento em sua casa, pelo
serviço homebanking, ou dirigir-se a uma caixa MB. Assim que o
pagamento seja validado, receberá
um SMS de confirmação de pagamento.
É importante referir que tem
apenas cinco dias para efetuar o
pagamento, caso deixe passar o
prazo, tem mais 15 dias para evitar uma cobrança coerciva.
P. – Paguei a um notário o valor de 2600 euros. Posso deduzir no
IRS?
R. – Não. As despesas efetuadas com notários, solicitadores ou
advogados não são dedutíveis em
sede de IRS. Só são dedutíveis os
encargos com escrituras e registos na aquisição de bens imóveis.
Deverá, no entanto, pedir sempre
fatura com o seu número de contribuinte.
P. – Tenho uma pensão de invalidez , pode ser-me retirada?
R. O direito à pensão de invalidez pode terminar se a incapacidade que justificou a atribuição da
pensão acabar.
Aos 65 anos a pensão de invalidez é convertida em pensão de
velhice.
Sociedade Filarmónica
Operária Amorense
Trechos de uma Sociedade que dos operários se ergueu
De vontades operárias se ergueu a sociedade para que delas fosse o testemunho autêntico de quantas artes pode o homem em seus
misteres, quando a elas se entrega por inteiro. Nesse leito de afectos e vontades se achara
concebida e se afirmara. Nele tivera ainda a
gestação das múltiplas experiências que em
seu redor se foram reunindo, para intentar
viagens que a busca do saber mais incitava.
Por hábeis mãos se ergueu e caminhou,
ao encontro dos sonhos e do porvir. Mãos
de artistas, se sabe, que modelando o vidro
em gestos repetidos, ambicionavam as
alquimias outras, onde o sopro melhor se
sublimasse e o manejo dos dedos melhor se
enaltecesse. Operária se chamou e Filarmónica. E Amorense ainda para que desta terra
fosse ela a bandeira que a todos congregava.
Sonho antigo, que aos poucos se enlaçou
ao querer de um inglês que à música se dava
e que instigando ânsias e paixões de descobrir as latitudes outras que do solfejo ousam
desprender-se, dele se fez seu cúmplice e seu
mestre.
Menina bonita dos olhos operários, com
muitas privações se confrontou até chegar
ao cais dos nossos dias. Casa que a persistência soube levantar onde guardar pudesse seus pertences, sonhos e afectos. Mas de
crises várias nos falam seus anais, quando
por mor do pão, muitos foram para longe
conquistar o sustento que por aqui então já
lhes faltava.
Rui Solicitador
Hélder Feio
218 284 986
934 428 652
RUA QUINTA DA PRATA, 6
TORRE DA MARINHA, 2840-614 SEIXAL
Amélio Baptista Cunha
uma vivência associativa
com noventa anos
Retirado, há largos anos, dos afazeres
associativos devido
à morte de um filho
e porque a sua proveta idade também
não lho permite,
Amélio
Baptista
Cunha, no entanto,
não deixa, por isso
de ser considerado
uma personalidade
bastante respeitada
entre todos os associados da SFOA,
Nuno Miguel Fernandes Scarpa
Publicidade
solicitador@ruifeio.pt
www.ruifeio.pt
São, pois, algumas dessas histórias, episódios e vivências que ora se contarão na
primeira pessoa do singular, relatadas por
alguns dos homens que a ela doaram não
apenas o corpo, mas a alma também.
Percursos de gente simples, que de afectos constantes construiu o sólido edifício
em que se suporta o vasto espólio humano da popular agremiação. Relatos de um
passado intensamente vivido por aqueles,
que buscando a dignificação da casa a que
pertenciam, tudo deram para a prestigiar,
prestigiando, assim, a causa associativa e o
concelho.
ROSTOS DO SEIXAL
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Fernando
Fitas
Natural do concelho do Seixal, iniciou os
seus estudos musicais na Sociedade Filarmónica União Arrentelense, estudou no Conservatório Regional de Setúbal e no Instituto Piaget de
Almada. No seu percurso profissional, fez parte
da Orquestra Sinfónica Juvenil, Orquestra Sinfónica Portuguesa e Orquestra Clássica do Porto, como instrumentista convidado, tendo em
1997 obtido o 1º lugar no concurso a chefe de
naipe convidado na que passaria a designar-se
Orquestra Nacional do Porto, desempenhando as funções de 1º Trombone até julho de
2000. Como instrumentista, já colaborou com
a Companhia Nacional de Bailado, Endemol,
Take a Step, Música no Coração Produções,
Circulo Musical Português, TCC- Produções,
entre outras. Fez parte do quarteto de trombones “Opus trombones”, com o qual participou
no T.I.M.- Torneo Internazionale di Musica
(Itália), tendo sido distinguidos com o diploma de honra, realizaram diversos concertos de
Norte a Sul. É membro do Grupo de Metais
do Seixal (GMS) – Quinteto de Metais desde
que, de resto, nutrem por ele, um particular
desvelo.
Conhecedor, como poucos, em quantas
traves mestras se alicerçou o legado histórico da Operária Amorense, este ancião, a
quem o peso dos anos não fez perder clarividência nem confundiu a memória, vive
hoje o seu dia-a-dia no lar de Nª. Srª do
Monte Sião, na Quinta da Princesa, com
uma lucidez deveras invejável que não lhe
permite trocar acontecimentos ou baralhar
episódios.
No dizer de Amélio Baptista Cunha,
“a designação inicial da SFOA era a de
Sociedade Filarmónica da Fábrica de Garrafas de Amora, o que, desde logo, provocou, o óbvio descontentamento das forças
vivas da terra, dado que entre os associados
se encontravam também pessoas de outras
profissões, nomeadamente, marítimos,
comerciantes, pequenos proprietários e trabalhadores rurais. Em consequência disso e
das diligências feitas pelo administrador do
concelho, Manuel Luís de Carvalho, junto
dos meios políticas da época, acabaria por
adoptar a denominação que actualmente
ostenta.”
De acordo com este carismático associado da Operária Amorense, que afirma
ter tocado na filarmónica de1923 a 1940,
período durante o qual desempenhou ainda
as funções de contramestre e de director da
banda, não só por gostar de música, mas,
igualmente, por uma espécie de imperativo
de ordem moral que o impelia a prestigiar a
sociedade da sua terra.
* Excertos de “Histórias Associativas
– Memórias da Nossa Memória –
1º Volume As Filarmónicas”.
Edição Câmara Municipal do Seixal.-2001
2001 onde atua regularmente em Portugal continental e ilhas e faz parte do Ensemble Português de Trombones.
Como instrumentista convidado colabora com a Orquestra Nacional do Porto,
Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra
Gulbenkian, Ginásio Ópera, Sinfonia B,
Orquestra das Beiras e Orquestra Sinfonietta
de Lisboa (Ricercare).
Foi júri do Concurso Internacional para
Instrumentos de Sopro “Terras de La- Sallete” Oliveira de Azeméis desde 2013 até 2017
e leciona nas Escolas Profissionais de Musica
do Porto, de Artes da Beira Interior e de Arte
de Mirandela.
Mário Barradas
