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REPORTAGEM
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NA MINHA VIDA O
SONHO É UMA CONSTANTE
Celino Cunha Vieira
EDITORIAL
Há dias ouvi pela primeira vez a
expressão “ignorantizados” inserida
num contexto que significava deixar na
ignorância uma significativa parte de
uma população que pelo seu baixo grau
cultural ou seguidismo assoberbado, se
deixava manipular pela comunicação
social, pelos partidos políticos ou pelos
poderes constituídos, que lhes incutem
determinadas ideias preconcebidas, dando
azo a algumas reservas mentais sobre os
mais variados assuntos, sejam eles políticos,
clubísticos ou religiosos, transformando o
ser humano num “ignorantizado” perante
a sociedade que o rodeia.
E esta condição de uma parte do povo
“ignorantizada” tem muito a ver com
aqueles que destilam os seus ódios de
estimação pensando que assim servem
melhor os seus senhores ou as causas
destes, não passando de meros peões
de brega que os leva ao ridículo com as
opiniões que proferem.
Vem isto a propósito do incómodo
que gerou nalgumas mentes a primeira
página da nossa última edição com a
foto dos participantes no passatempo que
lançámos com a colaboração da Festa do
Avante, ao ponto de tecerem comentários
sobre a nossa linha editorial, como se
tivessem qualquer tipo de autoridade
(moral ou outra) para o fazerem ou como
se lhes tivéssemos de pedir autorização ou
dar satisfações sobre o que publicamos ou
não.
Tempos houve em que se serviram
deste jornal para as suas lutas partidárias
e julgam que um jornal só serve para isso
mesmo, para de quatro em quatro anos
os substituírem naquilo que durante
esse período caberia aos “iluminados” de
última hora, que por incompetência não
conseguem fazer com que a população
neles acredite.
Este jornal é e continuará a ser
independente de qualquer força partidária
e não servirá de trampolim para quem quer
que seja, pois como se diz no Alentejo,
“quem quer bolota, tem de trepar”.
Por muitos epítetos com que nos
queiram bafejar, não cedemos a nenhum
tipo de chantagem e nem nos preocupamos
com quem ao longo de muitos e muitos
anos nunca se preocupou connosco. Onde
estavam estes pseudo-críticos quando este
jornal teve de sobreviver com tremendas
dificuldades por falta de publicidade
institucional?
Com muito orgulho vamos cumprir
dez anos de existência e haveremos de
cumprir muitos mais, num projecto que
está consolidado graças a todos aqueles
que connosco têm colaborado e a quem
muito agradecemos, não nos importando
com gentinha deste calibre, mesquinha e
maldizente.
Tenham muita saúde e que a nós nunca
nos falte a tolerância e a paciência para
aturar estes “ignorantizados”.
Director: Fernando Borges - CP1608
Registo do título: 125282
Depósito Legal: N.º 267646/07
Contribuinte N.º 194 065 499
Propriedade e Editor: Ângela Rosa
“…o sonho comanda a vida…
sempre que um Homem Sonha o
mundo pula e avança…”.
António Gedeão em Pedra Filosofal,
poema que seria consagrado na
inconfundível voz de Manuel Freire.
Este excerto encaixa perfeitamente no
perfil de uma das mais importantes
figuras do movimento associativo do
concelho do Seixal.
Natural de Cinfães, onde nasceu
no primeiro dia do ano de 1954,
iniciou a sua actividade escutista aos
15 anos, vindo a tornar-se um nome
incontornável deste movimento em
Portugal. É hoje o chefe do Grupo
242 de Escoteiros de Corroios, um
dos maiores e mais importantes a nível
nacional.
Estamos a falar de José Ribeiro
Pontes, o Chefe Pontes, como é
comumente conhecido no meio e
um dos mais respeitados vultos do
movimento associativo do concelho do
Seixal.
Desde 14 de maio deste ano, dia
do 6º Aniversário do Grupo e em
que foi inaugurada a sua sede em
Vale Milhaços, que perseguíamos a
oportunidade de o entrevistar para o
nosso jornal.
A sua actividade profissional, aliada
aos subsequentes acabamentos da sede,
à intensa agenda do Grupo que dirige,
onde se incluiu uma missão dos seus
elementos a Castanheira de Pêra para
auxílio às populações afectadas pela
tragédia dos incêndios, não permitiu
o tempo e a tranquilidade necessária
para uma conversa mais profunda, que
agora transcrevemos.
Quando e de que modo o Esco(u)
tismo se cruzou na sua vida?
Iniciei o Escutismo em 1970, em
Lamego. Ouvi falar do escutismo como
sendo de aventuras e servir o outro.
Entusiasmei-me e fui para escuteiro.
Uma vez escuteiro… sempre escuteiro
Em 1983 entrei no Agrupamento
585, vindo mais tarde a ser escolhido
para o conduzir durante algumas
dezenas de anos.
Saí em 2009 e, em 2010, comecei
outro Projeto fundando com outros
Dirigentes o GRUPO 242 da AEP
(Associação de Escoteiros de Portugal).
DR
ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO
E PUBLICIDADE
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Director Adjunto: Celino Cunha Vieira TE1218
Directora Comercial: Ângela Rosa
Paginação: Paulo Ramos de Sousa
Repórter: Fernando Soares Reis CP6261
Colaboradores: Adriana Marçal, Agostinho António Cunha, Alvaro
Giesta, Dário Codinha, Fernando Fitas CP2760, José Henriques,
José Lourenço, João Araújo, Jorge Neves, João Domingos CO-1693,
José Mantas, José Sarmento, Maria Vitória Afonso, Maria Susana
Aí deixei de ser Escuteiro e passei a
ser Escoteiro. Aliás, a Promessa de
Escuteiro que fiz mantem-se válida,
bem como o Compromisso de Honra
de Escoteiro que viria a fazer mais
tarde. O Fundador é o mesmo: Baden
Powell.
Qual o papel do movimento
esco(u)tista na formação dos nossos
jovens?
É um movimento para jovens,
feito por jovens. Essa é principal
engrenagem do Movimento Esco(u)
tista: a vitalidade das crianças,
adolescentes e jovens que passam pelos
nossos Agrupamentos / Grupos.
O Escotismo é um movimento
educacional que, por meio de atividades
variadas e atraentes, incentiva os
jovens a assumirem seu próprio
desenvolvimento, a se envolverem com
a comunidade, formando verdadeiros
líderes em qualquer das funções
sociais que o futuro lhes venha a
reservar, chefes de família, Diretores
de Empresas, Políticos, Professores,
Médicos, Advogados etc.
Que princípios e competências
os jovens adquirem, que os torne
melhores cidadãos e construtores de
uma sociedade mais justa?
Pretendemos, através da proactividade e da preocupação com o próximo
e com o meio ambiente, formar jovens
motivados e encorajados a construírem
um mundo melhor, mais justo e mais
fraterno. É verdadeiramente num
grupo escotista que o Escotismo
acontece. Os valores dos Escoteiros
de Portugal, estão todos contidos na
Lei do Escoteiro e no Compromisso
de Honra (a igualdade e tolerância,
a responsabilidade e liberdade, a
participação e cidadania ativa, a
construção da Paz e o desenvolvimento
sustentável.)
Dividimos os jovens conforme a
idade para que o Programa Educativo
possa ser trabalhado em todas as áreas
de desenvolvimento (físico, intelectual,
social, afetivo, espiritual e de caráter)
com base nas características individuais
de cada fase e de cada um.
Muitas pessoas não sabem a
diferença entre escoteiro e escuteiro?
É verdade. Mas eu diria que não há
diferença substancial. O Fundador é o
mesmo. A Promessa ou Compromisso
de Honra é praticamente Igual.
O que diferencia é: o ESCOTISMO
é para TODOS e o Escutismo é apenas
para os Católicos, mesmo sabendo nós
que o nosso Fundador não era Católico.
Tirando esta pequena diferença, é
praticamente tudo semelhante.
A adesão ao Escotismo é livre e
feita sem barreiras. A única condição
é a vontade pessoal de assumir
Mexia, Mário Barradas, Miguel Boieiro, Paulo Nascimento, Paulo
Silva, Pinhal Dias, Rúben Lopes, Rui Hélder Feio, Vitor Sarmento.
Impressão: Funchalense - Empresa Gráfica, S.A.
Tiragem: 15.000 exemplares
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