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desporto

CSS | 11 de Agosto de 2017

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GD SESIMBRA COMEMORA 70 ANOS
O Grupo Desportivo de Sesimbra, Instituição de Utilidade Pública desde 1984, comemorou ontem o seu 70.º aniversário e o “Comércio” foi ouvir
o Presidente Sebastião Simões para nos fazer um balanço da história do clube sesimbrense.
outra efeméride que é as Bodas
de Ouro da primeira subida aos
nacionais na época de 1966/1967
numa final com o SC Farense.
Numa final que foi só ao terceiro
jogo, foi uma finalíssima. O
Sesimbra venceu em casa o Farense
por 2-0, depois fomos perder a Faro
também por 2-0, depois o terceiro
jogo foi em campo neutro, em
Beja, no dia 21 de Junho de 1967,
e o Sesimbra venceu o Farense por
1-0 com golo de Vítor Baptista, o
capitão da equipa do Sesimbra.
Portanto, é uma data histórica, pois
foi a primeira vez que a equipa do
Sesimbra subiu ao Campeonato Nacional da
Segunda Divisão, na altura era só Norte e Sul.
Aliás o Sesimbra foi o clube que mais tempo se
manteve no Campeonato Nacional da Segunda
Divisão. É uma data importante para o clube,
pois é importante honrar todos os que ainda
estão vivos bem como a memória daqueles
que já partiram, sendo nessa perspectiva que
o Sesimbra tem a obrigação de homenagear os
seus atletas e dirigentes históricos da altura.
Vamos fazer tudo isso no decorrer da Sessão
Solene, portanto prestando homenagem a
todos os atletas, dirigentes e técnicos que
participaram nesta data que consideramos
memorável para a história do clube.

São 70 anos que o Grupo Desportivo
de Sesimbra comemora. Qual é o balanço
destas sete décadas de existência?
O balanço é altamente positivo. São 70
anos de história de um conjunto de resultados
desportivos, sociais e culturais de grande
montra. Logicamente que o clube tem os
problemas inerentes a um processo longo, como
têm muitos clubes. Tivemos situações mais
positivas e situações menos positivas, tivemos
momentos desportivos com alguma euforia e
momentos desportivos com resultados menos
bons, mas no essencial e fazendo um balanço
de 70 anos de vida do clube mais representativo
do concelho, em termos desportivos, é
altamente positivo, pelo engrandecimento
Qual é o legado que essa equipa deixa
do clube, pela projecção que demos ao
concelho e também pelo passado histórico a todos os atletas que representam o GD
em termos nacionais e portanto, globalmente Sesimbra, dos mais novos aos mais velhos?
O legado foi sendo ganho desde essa
é extremamente positivo e proveitoso para o
altura. O Sesimbra teve prestações de futebol
panorama desportivo regional e nacional.
extremamente positivas e extraordinárias e
Além da comemoração dos 70 anos, o como devemos recordar, passados dois ou três
Grupo Desportivo de Sesimbra celebra uma anos eliminámos a Académica e o Marítimo,
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chegando o Sesimbra aos quartos-de-final
da Taça de Portugal. Tivemos dois anos
praticamente com um pé na Primeira Divisão
nacional; numa época perdemos por um golo
e noutra época perdemos por um ponto. Na
altura o Sesimbra era uma potência do futebol
distrital com as suas equipas, particularmente
ao nível de principiantes e juniores, que
estavam nos campeonatos nacionais.
Tudo teve o seu tempo, a sua história,
e logicamente com o surgimento de novas
modalidades, com o lançamento de novas
infra-estruturas e de outros desportos que não
se resumissem só ao futebol, eventualmente
as coisas foram-se perdendo. O Sesimbra
depois foi ganhar também a Taça CERS de
hóquei em patins em 1981, depois houve esse
conjunto de modalidades que foram surgindo,
e o futebol teve o seu tempo. Logicamente que
é a modalidade mais importante do clube, já
tivemos várias subidas, e inclusive já comigo
na direcção do clube, tivemos três subidas aos
campeonatos nacionais, mas estamos num
processo normal, não diria que é de sobe
e desce, mas é de tentar fazer os melhores
campeonatos possíveis, apostando na formação.
Mas o legado na altura foi importante e é isso
também que nós queremos também fazer no
aniversário, deixar a todos os presentes a nossa
homenagem de um legado que foi importante
para a história do clube.
Continuando a falar das modalidades.
Falou do hóquei e muito bem, foi a primeira
equipa portuguesa a vencer a Taça CERS,
neste momento estão na Terceira Divisão e
no ano passado ficaram a muito pouco de
disputarem a “liguilha” de acesso à Segunda
Divisão. Quais sãos as expectativas para a
próxima temporada?

As expectativas são de que é um campeonato
diferente, de quatro séries. Este ano fomos
contemplados com uma deslocação à Madeira,
ao Marítimo, temos também o regresso
do Portimão à Terceira Divisão nacional e
vamos tentar fazer um campeonato dentro
daquilo que perspectivámos. O ano passado
o Sporting CP aparece aqui um bocado no
meio deste processo, depois há ainda a questão
da falta de comparência do Sporting CP no
jogo com o CD Boliqueime que em termos
de contabilidade nos prejudicou, mas nós só
temos de nos penalizar a nós próprios porque
perdemos em Beja e empatámos com o HC
Santiago em Sesimbra, sendo jogos que não
podíamos ceder pontos, mas logicamente que
este ano vamos tentar novamente fazer um bom
campeonato. E este bom campeonato passará
eventualmente por ficarmos em primeiro ou
em segundo lugar para ir à “liguilha” sabendo
que é um campeonato competitivo, sabendo
que temos uma equipa com 99% de jogadores
de Sesimbra, praticamente quase 100% de
jogadores da terra, temos que tentar recolocar
o Sesimbra no Campeonato Nacional da
Segunda Divisão que é esse o objectivo a que
nos propusemos.
Quero ainda passar uma mensagem aos
sócios do Sesimbra e a toda a população do
concelho, e particularmente da Vila, para
continuarem a apoiar o clube no sentido que
também possamos dar aquele foco que todos
nós achamos ser importante, que é a melhor
formação e também eventualmente, fazer
regressar o GD Sesimbra ao Campeonato
Nacional de futebol, que era um dos nossos
grandes objectivos, e do hóquei em patins à
Segunda Divisão Nacional.