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sociedade

CSS | 21 de Julho de 2017

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Opinião
Dra. Ana Pedro
Presidente da Associação
Portuguesa para o Estudo
da Dor

COMEMORAÇÃO DO 8.º ANIVERSÁRIO
DA ASSOCIAÇÃO DE REFORMADOS,
PENSIONISTAS E IDOSOS DO CASAL MARCO

E se a dor escolhesse
idades?
Dia dos Avós assinala-se a 26 de julho
A dor crónica é comum no idoso e tem
um impacto significativo na sua qualidade
de vida e dos seus familiares. De acordo com
a Direção-Geral da Saúde, a dor crónica
moderada a intensa afeta 83 por cento dos
idosos institucionalizados em lar e 50 por
cento dos idosos que vivem na comunidade.
Estas percentagens estão relacionadas com
a elevada prevalência de algumas patologias
nesta faixa etária, nomeadamente a patologia
degenerativa da coluna, osteoartrose, cancro,
AVC, entre outras. Numa fase em que os avós
assumem um papel fundamental na educação
dos netos, algumas reações podem ser sinal
de dor no idoso. É frequente o idoso assumir
algumas mudanças comportamentais quando
existe a presença de dor. Não falar com os
netos, deixar de interagir e/ou participar nas
suas brincadeiras ou até evitar estar com os
netos podem ser um sinal de dor nesta faixa
etária. Nestes casos, o regresso à interação com
os netos e a disponibilidade para participar
nas suas brincadeiras podem representar uma
recuperação da sua qualidade de vida. A dor é
uma experiência subjetiva, muitas vezes difícil
de descrever por parte do doente. Deste modo,
a sua avaliação deve ser um processo rigoroso e
exigente envolvendo o próprio, o profissional
de saúde e, em alguns casos, os familiares/
cuidadores. No caso do idoso, a avaliação da dor
pode tornar-se uma verdadeira batalha, quando
as dificuldades de comunicação se interpõem,
muitas vezes causadas por patologias como
a demência, entre outras. Nestas situações, o
cuidador assume um papel fundamental e o
seu testemunho pode ser a chave para a correta
avaliação da dor do doente. Quando não
existem barreiras na comunicação, o processo
remete para uma escala de autoavaliação da
dor que é complementada pela história clínica
detalhada do doente, um exame objetivo
rigoroso, exames complementares e uma
avaliação biopsicossocial. O profissional de
saúde deve identificar a presença de dor no
idoso em todos os contextos, seja em consulta,
urgência ou internamento. Deve, igualmente,
avaliar a dor por rotina, considerando que
o idoso pode não a manifestar. Por vezes, os
idosos utilizam expressões como “formigueiro”
e outras para exprimir as sensações dolorosas,
exigindo do profissional de saúde uma atenção
redobrada a todo o discurso do doente, que é
passível de ele próprio ser indicativo de dor,
embora o doente não o identifique como
tal.. Se o idoso colaborar deve utilizar-se a
escala numérica ou qualitativa, recorrendo
sempre à observação completa do doente,
principalmente quando a comunicação se
assume como um obstáculo. Estes são alguns
métodos utilizados pelos profissionais de
saúde para identificar a presença de dor no
idoso. Com o intuito de controlar a dor,
melhorar a capacidade funcional e a qualidade
de vida do idoso, deve dar-se preferência aos
tratamentos não farmacológicos, associados
a medicamentos sempre que necessário.
Entre as terapêuticas não farmacológicas
encontramos o exercício, que deve ser adaptado
a cada caso, a aplicação local de calor ou
frio, a massagem realizada por profissionais,
a diatermia (produção de calor através de
corrente elétrica) e ultrassons, a imobilização
temporária, a cirurgia, a estimulação elétrica
nervosa transcutânea, a formação do doente e
cuidador, a aplicação de estratégia cognitivas
individuais ou em grupo e a promoção da
distração do doente através de técnicas como a
música ou a leitura. No que refere à terapêutica
farmacológica, os analgésicos continuam
a assumir-se como preferenciais. As doses
devem ser ajustadas, considerando a patologia
associada, vulnerabilidade e fragilidade do
idoso, de forma a otimizar o controlo da dor e
minimizar os efeitos secundários.

Foi no passado dia oito de Julho que
se comemorou o oitavo aniversário da
Associação de Reformados do Casal do
Marco.
Este evento realizou-se no jardim perto
das instalações da Associação e revestiuse de pompa e circunstância, muita
solidariedade e muito calor humano.
Iniciou-se perto das quinze horas e na
mesa de honra esteve como moderador
Manuel Amaral presidente da Assembleiageral da Associação.
A sessão teve início com a actuação
do grupo “Cantares de Amigo”, o grupo
pertencente à Associação, que interpretou
o respectivo hino e algumas canções
tradicionais.
Seguidamente teve lugar a actuação do
Grupo de Cavaquinhos e Bandolins da
Unisseixal dirigido pelo professor Mário
Fortuna. Este grupo já muito treinado
e bem afinado cantou além de outras,
as canções: Lírio Roxo, Moreninha
Alentejana, Aldeia da Luz e Cielito Mio.

O Grupo da casa
também esteve com muita
afinação e muita sintonia.
Seguiu-se então a sessão
solene.
A abrir, Domingos
Costa,
presidente
da
Associação, congratulouse com a evolução que
a Associação tem tido e
falou também do apoio
da autarquia e o apoio
e
solidariedade
das
associações de reformados
das outras freguesias do
concelho nomeadamente
de Miratejo, Amora, Paio
Pires e Corroios.
Por fim todas estas associações com
representantes presentes se dirigiram ao
palco para apresentar cumprimentos e
oferecer uma simbólica lembrança como
presente de aniversário.
Todos os representantes da mesa
usaram da palavra para felicitar a

Associação pela dinâmica imprimida
e objectivos alcançados como sendo a
futura construção da residência para a
Associação.
Elementos da mesa: Rita Salema
presidente da Associação de Reformados
de Setúbal, António Santos presidente
da União de Freguesias, Manuel Amaral
moderador da sessão, Domingos Costa
presidente da Associação de Reformados
do Casal do Marco, Fernando de Sousa
- freguesia de Paio Pires e Francisco de
Almeida.
António Santos frisou que num
concelho de Abril é notória a solidariedade
entre as várias associações de reformados
e a prova é que estão aqui presentes na
celebração deste aniversário.
As comemorações encerraram com
chave de ouro com a actuação de
António Pontes cantor letrista e músico
de prestígio, muito conhecido entre nós.
Com ele actuou também Carlos Silva.
Maria Vitória Afonso

REGRAS, ROTINAS E HÁBITOS
Quando não tem esta organização
do espaço e contextos envolvente, irá ter
dificuldades ao nível da responsabilidade,
organização, capacidade de autonomia ou
planeamento antecipatório de tarefas ou
actividades.
Obviamente que o amor incondicional
por parte dos pais ou adultos responsáveis
é o primeiro ingrediente na educação,
pois permite que este amor firme potencie
todas as outras áreas: rotinas e escola;
mas a par das regras (inclui as rotinas e
hábitos) esse amor não se torna essencial
As crianças e principalmente os pois cai na permissividade.
adolescentes, têm alguma dificuldade em
aceitar regras, rotinas e hábitos, sendo a
No contexto familiar é importante
maior lacuna cumpri-los sem ripostar. existir horário para dormir (assegurando o
Mas os estudos e a voz da experiência número de horas suficiente a cada criança
dizem-nos que as rotinas são reparadoras, ou adolescente), de refeições, deescola/
pois permitem a reorganização.
ocupação, actividades extracurriculares,
tempo de lazer, colaboração nas tarefas
Tal como as regras nos transmitem domésticas (adequadas á faixa etária de
segurança, boas relações interpessoais, cada criança, podendo-se englobar aqui
protecção, autodisciplina, resistência á o arrumar os seus brinquedos) e tempo
frustração, gestão do tempo, potenciando de estar com os pais, amigos e restante
as capacidades cognitivas e afectivas. família.
Por exemplo, uma criança sem horários
para as suas actividades de vida diária
As rotinas tornam-se ainda mais
dificilmente se conseguirá organizar, seja importantes quanto maior o número de
interna (estabilidade emocional) como crianças ou jovens, assim em instituições
externamente (gestão do seu tempo: entre de acolhimento de infância e juventude,
obrigações e hobbies).
as rotinas tornam-se uma prioridade, por

duas razões; pela função reparadora e pela
necessidade de maior organização face
ao número de menores. Muita deve ser
a curiosidade de como funcionam estas
casas, mas lamento informar-vos que
felizmente funcionam como qualquer das
vossas casas, porém com mais crianças e
jovens.
Com toda a certeza que estas mesmas
estarão de portas abertas ao mundo, seja
pela partilha como pela transmissão de
conhecimentos técnicos, educativos ou
outros.
Como mensagem final, recomendo a
reflexão sobre as suas práticas educativas,
de forma a melhorar as mesmas para que
o seu filho seja um adulto responsável e
com bons valores.

José Mantas