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reportagem

CSS | 16 de Junho de 2017

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Movimento Associativo reflectiu sobre
os caminhos do futuro
O Salão Nobre da Junta de Freguesia da Quinta do Conde acolheu o II Encontro do Movimento Associativo do Concelho de Sesimbra, com o objectivo de
reflectir sobre a realidade com que se confrontam diariamente estes agentes de desenvolvimento local.

A reunião, organizada pela referida
autarquia, de parceria com a Câmara
Municipal de Sesimbra e as demais juntas
de freguesia do concelho, contou com a
participação de dirigentes das colectividades
quintacondenses e de outras localidades,
membros dos órgãos sociais da Federação
Distrital e da Confederação Portuguesa
das Colectividades de Cultura, Recreio

e Desporto, com o intuito de analisarem
um vasto conjunto de temas que afectam
o normal funcionamento das instituições
associativas.
Para Vítor Antunes, presidente da junta
de freguesia promotora do evento, “as
colectividades são um dos pilares em que
se suporta a orientação da autarquia, ante
o seu estatuto de parceiros indispensáveis
à melhoria das condições de vida da
população, razão pela qual este encontro

que resultam do desejo de sermos felizes,
logo, para além dos aspectos que se
prendem com a sua sustentabilidade
financeira - que na generalidade dos casos,
é essencial à sua continuidade - devem ser,
fundamentalmente, construções colectivas,
promotoras da amizade, do convívio, do
lazer e da participação cidadã.
Para os participantes, a responsabilidade
social do movimento associativo expressa-

Raio de Luz, “é incompreensível que os
dirigentes voluntários sejam obrigados
não só a colocar fundos pessoais para a
concretização de muitos programas, mas,
igualmente, chamados a assumir garantias
pessoais para a realização de obras que são
reconhecidas de interesse e utilidade pública,
quer pela Administração Central, quer pela
Administração Local. Não é razoável que
sejam mais responsabilizados do que os

se ainda na sua capacidade de se assumir
como polo de inclusão e prevenção
de comportamentos desviantes, logo,
sustentam, as colectividades têm de resultar
da conjugação dos recursos humanos
e financeiros, dos saberes, empenhos e
desempenhos de todos, visando uma acção
colectiva.
Neste contexto, salientam, o
estabelecimento de parcerias que permitam
a diversificação das fontes de receita, são
instrumentos de grande importância dado
tratar-se de uma força heterogénea que se
manifesta em diversos domínios, posto
fazer-se sentir no plano da dinamização

gestores públicos. O sonho associativo e a
boa vontade dos dirigentes não pode assentar
nesta perversão imoral dos princípios. “
Por isso, na óptica dos participantes
na mencionada jornada de trabalho, “os
dirigentes associativos não devem, nem
podem andar de mão estendida, solicitando
ao Estado que conceda o seu apoio, àquilo
que devia ser o Estado a fazer. “
Acompanhando a abertura do citado
encontro Felícia Costa, Vice-presidente da
Câmara Municipal de Sesimbra, salientaria
que “o movimento associativo é um lugar de
liberdade e camaradagem, logo, uma escola
de formação cívica”, pelo que a realização

das economias locais e na qualidade da
democracia decorrente da participação
directa dos cidadãos.
Outro dos aspectos que ao longo do
dia concentrou a atenção dos dirigentes
associativos, prende-se com a necessidade de
promover um combate eficaz ao preconceito
com que as colectividades são tratadas por
diversos sectores da sociedade portuguesa,
na primeira linha dos quais se encontra o
Estado, expresso, de resto, no reduzido apoio
que lhes confere e no carácter discriminatório
da legislação que lhe é aplicável.
De acordo com António Marques,
presidente do Centro de Estudos Sociais

do evento, tendente a debater as virtudes
e dificuldades das colectividades, é um
momento importante da vida colectiva da
comunidade.”
No mesmo sentido se expressou no final
dos trabalhos, Francisco Jesus, presidente da
Junta de Freguesia do Castelo, ao considerar
“as colectividades um pilar fundamental do
desenvolvimento concelhio, posto tratarse de agentes que estão no terreno, sendo,
por isso, parceiros essenciais na satisfação
de necessidades das populações, mas que
nem sempre vêm o seu papel devidamente
reconhecido.”

assume uma relevância especial, devido aos
conhecimentos que facultou a todos quantos
nele tomaram parte”.
A sustentabilidade do movimento
associativo, o seu papel no desenvolvimento
comunitário, um olhar sobre o associativismo
popular e o relato de experiências
associativas, foram alguns dos painéis que
concitaram ao longo do dia, a atenção dos

participantes no aludido encontro.
A imperiosa necessidade de adopção
de princípios de transparência permanente
na actuação de todas as entidades da
denominada economia social, na qual
se integram as colectividades, constituiu
outra das pedras de toca das intervenções
produzidas no decurso dos trabalhos.
Na perspectiva dos diferentes oradores,
independentemente da natureza de cada
uma delas, as agremiações são construções