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REPORTAGEM

CSS | 5 de Maio de 2017

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a dona francisquinha

Celino Cunha Vieira

Sendo uma das pessoas mais idosas do concelho do Seixal, a dona Francisquinha - como gosta de ser
carinhosamente tratada - tem 101 anos e passa as tardes no edifício da Associação Unitária de Reformados
Pensionistas e Idosos do Seixal.

editorial

A origem do Dia da Mãe remonta
às comemorações primaveris da Grécia
Antiga, em honra de Rhea, mulher de
Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as
festas eram dedicadas a Cybele, a Mãe
dos Deuses Romanos e as cerimónias
em sua homenagem começaram por
volta de 250 anos antes do nascimento
de Cristo.
Em Portugal, o Dia da Mãe chegou a
ser comemorado a 8 de Dezembro, dia
de Nossa Senhora da Conceição, mas
passou a ser celebrado no 1º domingo
de Maio, em homenagem à Virgem
Maria, mãe de Cristo.
Esta data é apenas um símbolo,
porque o Dia da Mãe é todos os dias
desde que o pequeno grãozinho começa
a germinar dentro de si, prolongandose por toda a vida até que a morte os
separe fisicamente.
Nesta edição fomos falar com uma
Mãe, já centenária, que nos relatou
as suas experiências de uma vida
longa totalmente dedicada à família
e inserimos alguns depoimentos
dedicados às respectivas mães.
Tivemos a honra de receber do
Ministro de Relações Exteriores de
Cuba respostas às questões por nós
formuladas,
endereçando
Bruno
Rodriguez através do nosso Jornal
uma saudação ao povo português pela
passagem do 43.º Aniversário do 25 de
Abril.
Ouvimos também alguns extrabalhadores da extinta Siderurgia
Nacional que há mais de 15 anos
esperam que se faça justiça sobre a
condição para que foram “empurrados”
com falsas promessas, havendo quem
esteja numa situação de grave carência
económica e em risco de exclusão
social. Para além dos aspectos legais,
urge encontrar uma rápida solução que
os possa compensar dos danos morais e
materiais sofridos ao longo de muitos e
muitos anos.
Longe vão os tempos da rivalidade
associativa e nos nossos dias já é possível
assistir a concertos musicais com a
participação das Bandas Filarmónicas
dos “Franceses” e dos “Prussianos”,
como o realizado no passado dia 22 e a
que assistimos.
Relatamos a experiência de três jovens
que foram “eleitos” por um dia na Junta
de Freguesia da Quinta do Conde,
podendo assim perceber melhor como
é o trabalho autárquico e quem sabe,
virem a ser no futuro eleitos de verdade
para assim poderem ajudar a resolver os
problemas locais. Estas acções, que são
de louvar, podem certamente contribuir
para que os nossos jovens se interessem
mais por questões reais e não se deixem
levar por pseudo-jogos que aparecem
na internet com nome de baleias azuis,
verdes ou amarelas.

visível no seu rosto que sofreu
“muito com a perda mas nunca
baixei os braços” e foi dessa forma
que a dona Francisquinha, tal
como muitos outros moradores do
concelho, trabalhou muitos anos
na Wicander, uma das empresas
históricas do concelho do Seixal.
Está actualmente a viver com a
sua filha e passa as tardes no Centro
de Dia da AURPIS. “Há cerca de
cinco anos que passo as tardes aqui
no Centro de Dia. Vivia sozinha
numa casa muito antiga, a minha
filha não achava bem e por isso vivo
agora com ela e passo as tardes aqui
no Centro de Dia”.
A dona Francisquinha diz-nos
que tem “bons amigos” no Centro
de Dia mas que a sua melhor amiga
é a dona Narcisa. “Fartamo-nos de
falar à tarde, é um fartote”.
Recentemente teve um percalço
na sua vida “tive internada no
Hospital Garcia de Orta por causa
do coração”. Confessou-nos que
pensou que era “desta que não

A dona Francisquinha volta
rapidamente a falar de coisas mais
alegres e diz-nos que a sua filha,
neta e bisneta são muito amigas
dela. “Gosto mesmo muito delas
três, mesmo muito”, mas confessa
que a “luz dos meus olhos é a minha
bisneta, tem três aninhos e é uma
delícia”.
Neste dia da Mãe que se celebra
este Domingo, dia 7 de Maio, a
dona Francisquinha fez questão
de deixar uma mensagem a quem
mais ama, “estou muito feliz e sinto
muito amor pelas minhas meninas
e estou mesmo muito agradecida
pela forma como me trataram
e continuam a tratar. Amo-as
incondicionalmente”.
Longa vida à dona Francisquinha!

Francisca do Carmo Rodrigues
é o seu nome, mas confessa que
gosta mais de ser tratada por “dona
Francisquinha, porque é assim
que todos me tratam e eu gosto”.
A dona Francisquinha contou-nos
um pouco da sua história de vida,
embora o tempo que passámos com
ela ”foi pouco para tantas histórias
que ficaram por contar”.
Começou por dizer-nos que é
“nascida e criada” no Seixal, foi
viver para a Aldeia de Paio Pires
muito nova, onde viveu durante
cerca de 50 anos. “Esta terra deume muitos e bons amigos e criei
grandes laços de amizade”, amigos
esses que “ainda hoje recordo com
muito amor e carinho”.
A dona Francisquinha contounos que tem uma filha, uma neta
e uma bisneta. “A minha filha
nasceu quando eu tinha 32 anos”
mas que infelizmente a teve de criar
sozinha “o meu marido morreu
quando a minha filhota era ainda
muito pequenina, criei-a sozinha
com muito sacrifício e com muito
trabalho. Foram tempos muito
difíceis”, recorda.
Confessa-nos
com
emoção

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me safava e que não voltava a ver
a milha filha, neta e bisneta”.
Felizmente tudo não passou de um
susto e acabou por regressar a casa
para junto da sua filha.

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Tiragem: 15.000 exemplares
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