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reportagem
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Celino Cunha Vieira
editorial
Cada vez mais a indústria do
turismo tem vindo a fortalecer-se,
sendo hoje um dos principais sectores
da economia portuguesa e o maior
gerador de emprego a nível nacional.
Pela importância que representa e não
porque este ano há eleições autárquicas,
a Bolsa de Turismo de Lisboa contou
com a participação de muitos
Municípios que pela primeira vez se
apresentaram neste certame com os
seus mais variados produtos regionais.
Seixal aposta in
na promoção do
DR
Muitas vezes e erradamente,
associa-se o turismo apenas ao sol e
à praia, quando outras componentes
são também muito atractivas, como
a história, a cultura, o desporto, a
gastronomia, a enologia, os eventos,
etc., possuindo o nosso país um
extraordinário clima com uma vasta
gama de ofertas de muita qualidade e a
preços competitivos em relação a outros
destinos, podendo o turista usufruir
da simpatia e hospitalidade que nos é
inerente, boas vias de comunicação e
segurança interna.
Hoje, em qualquer localidade
portuguesa
podem
encontrar-se
pequenas unidades hoteleiras de
turismo rural que dificilmente outros
países possuem, sendo frequentadas
por nacionais e estrangeiros que as
aproveitam para descobrirem o interior
e as zonas mais recônditas do território.
Quanto ao Seixal, tão próximo
de Lisboa e das praias vizinhas, com
potencialidades ainda por desbravar,
não pode perder oportunidades e
tem de criar condições para o seu
desenvolvimento
sustentado
em
projectos credíveis e ambiciosos,
aproveitando as condições naturais e
outras que possam ser estimuladas,
apoiando a iniciativa privada geradora
de emprego e de riqueza local.
O Seixal não pode ser só conhecido
e falado nas televisões por se ter
instalado no seu território o Centro
de Estágios do Sport Lisboa e Benfica
que muito nos prestigia, mas que não
pode ser o principal foco de interesse.
É preciso mais, muito mais, e isso é o
que se exige de quem gere os destinos
do Município.
Por isso destacamos nesta edição
a presença do Seixal em Cannes, no
MIPIM (Mercado Internacional dos
Profissionais de Imobiliário), integrado
no projecto “Lisbon South Bay” em
que se pretende captar investimentos
quer para a área do turismo quer para
outras áreas de actividade, onde foram
apresentados alguns projectos de que
damos nota nesta e na página seguinte.
A Câmara Municipal do Seixal esteve
entre 14 e 17 de março em Cannes, onde
participou no “Marché International
des Professionnels de L’Immobilier”
(MIPIM), uma das mais importantes
feiras do sector imobiliário e de atração
de investimento a nível mundial, que
colocou este ano em destaque a capital
Portuguesa, como uma das cidades
atualmente mais proeminentes, com
capacidade para atrair potencial turístico,
imobiliário e investimento O Seixal,
em conjunto com Almada e Barreiro
integram o projeto Lisbon South Bay,
criado para a promoção internacional
destes territórios e gerido pela empresa
Baía do Tejo. Os territórios Lisbon
South Bay apresentam uma diversidade e
complementaridade entre si e esta é uma
das forças deste conjunto de ativos, que
oferecem escala a Lisboa e a capacidade
que falta a Lisboa para se tornar numa
forte opção para investidores, não apenas
nos segmentos turístico e imobiliário,
mas também como destino capaz para
acolher investimentos empresariais e de
instalar empresas das áreas industriais, de
logística e serviços, independentemente
da sua dimensão.
Durante o evento, o Seixal,
representado pelo Vice-Presidente da
Câmara Municipal, Jorge Gonçalves,
teve oportunidade de mostrar o seu
potencial para o desenvolvimento de
Administração, Redacção
e Publicidade
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atividades económicas, tendo encetado
contactos com empresas interessadas
nos espaços já existentes ou em projetos
a criar. A presença do concelho nesta
feira abriu portas para que possam ser
desenvolvidas parcerias que promovam
a rentabilização do espaço da antiga
Siderurgia Nacional e que tragam para o
concelho mais dinâmica e investimento,
potenciando a criação de emprego e
riqueza do território.
O enfoque foi colocado na
qualificação dos espaços industriais,
através da criação de condições para
o reforço do desenvolvimento do pólo
siderúrgico existente e da procura de
novas unidades produtivas, entendida
como uma estratégia fundamental para a
dinamização económica e produtiva do
Concelho do Seixal, da Região e do País.
No caso concreto do Seixal, o
território da ex-Siderurgia Nacional
ocupa uma área de 536 hectares,
longitudinalmente ao longo do esteiro
do rio Coina. Na zona norte, existem
118 hectares totalmente desocupados,
na zona central, 218 hectares onde se
localizam duas unidades siderúrgicas
(SN Seixal e Lusosider) e diversas outras
indústrias e na zona sul cerca de 200
hectares para loteamentos industriais e
de serviços, infraestruturados e em vias
de desenvolvimento. É ainda uma zona
com mobilidade favorecida, no quadro
Director Adjunto: Celino Cunha Vieira TE1218
Directora Comercial: Ângela Rosa
Paginação: Sofia Rosa
Desporto: Luis Pontes CO1039
Repórter: Fernando Soares Reis CP6261
Colaboradores: Adriana Marçal, Agostinho António Cunha,
Alvaro Giesta, ANIVET - Consultório Veterinário, Dário Codinha,
Fernando Fitas CP2760, Hugo Manuelito, José Henriques, José
Lourenço, João Araújo, Jorge Neves, José Mantas, José Sarmento,
das acessibilidades de que o Município
dispõe.
A revisão do Plano Diretor Municipal
do Seixal, publicada em Diário da
República no dia 4 de março de 2015,
estando já eficaz enquanto PDM de 2.ª
geração, confirma a aposta do Concelho
no desenvolvimento económico e social,
onde o Projeto do Arco Ribeirinho
Sul é um dos seus principais eixos de
desenvolvimento. O novo Plano Diretor
Municipal reflete uma estratégia de
intervenção no território que consagra
uma aposta clara na fixação da indústria,
logística e serviços, potenciando o
reforço e a criação de novas áreas de
desenvolvimento económico, atingindo
quase 1 000 hectares no total do
concelho, donde se destacam 460
hectares para indústria e logística e 300
hectares para industria transformadora
pesada. A opção da Câmara Municipal
do Seixal passa por qualificar os espaços
industriais existentes, criando condições
para o reforço do desenvolvimento do
pólo siderúrgico existente, onde a par
das principais unidades industriais do
sector siderúrgico, se venham a instalar
novas unidades, bem como a criação
de uma plataforma logística de nível
regional, promovendo novas áreas de
dinamização económica e produtiva, em
articulação com os Parques de Atividades
Económicas existentes no Concelho.
Maria Vitória Afonso, Maria Susana Mexia, Mário Barradas, Miguel
Boieiro, Paulo Nascimento, Paulo Silva, Pinhal Dias, Rúben Lopes,
Rui Hélder Feio, Vitor Sarmento.
Impressão: Funchalense - Empresa Gráfica, S.A.
Tiragem: 15.000 exemplares
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