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Saúde

CSS | 8 de Março de 2017

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ONICOMICOSE

nutrição

Onicomicose, ou micose das unhas, é uma doença infeciosa causada
por microrganismos designados por fungos, e é responsável por mais
de metade das patologias que afetam as unhas; em 90% dos casos são
causadas por fungos dermatófitos, 10% por leveduras e fungos não
dermatófitos, isto é, fungos que ingerem queratina.

Adriana Marçal
Nutricionista

Jorge Neves

DR

Afinal o que é a lactose?
E porque é que algumas
pessoas não se sentem bem
com este nutriente?
A lactose é um açúcar naturalmente
presente no leite e nos seus derivados,
presentes em todo o tipo de leite (vaca, cabra,
ovelha) e não depende do teor de gordura do
mesmo.
Para ser digerido e absorvido no nosso
organismo, este tem de ter uma ajuda extra –
a lactase. A lactase é uma enzima, produzida
no nosso intestino delgado, que degrada
este açúcar (divisão) em dois açúcares mais
simples: glicose e galactose.
Esta enzima é produzida pelo lactente,
logo à nascença, devido a ser o único alimento
presente nesta fase. É nesta altura que existe
uma maior produção e à medida que a idade
avança esta enzima vai perdendo a eficácia ou
deixa de ser mesmo produzida (intolerância).
O grau de intolerância à lactose tem
então ligação directa com a produção desta
enzima. Os sintomas associados a uma
intolerância à lactose são: flatulência, diarreia
ou obstipação, inchaço abdominal, dor de
estômago, digestão longa e azia.
Se é intolerante tem outras opções se
pretender continuar a beber leite. Existe no
mercado o chamado leite sem lactose que
não é nada mais nada menos que um leite
onde a lactose já for ‘’digerida’’ e divida pelos
dois açúcares (glicose e galactose).
Para além desta opção tem as bebidas
(soja, amêndoa, aveia, ovo) que são também
uma alternativa ao leite. Contudo é de
salientar que estas bebidas têm um valor
nutricional muito diferente do próprio leite,
não podendo ser comparado.

Ao longo da vida tenho prezado o
entendimento, a cooperação e a harmonia,
fatores indispensáveis para que subsista a
paz neste mundo atribulado. Sei que valho
pouco, mas procuro fazer as tarefas de acordo
com os ditames da minha consciência. Sou,
por isso, naturista, agnóstico, comunista,
esperantista, antitabagista, anti consumista
militante e … utópico. Estou firmemente
convencido de que a Humanidade só singrará
se houver compreensão mútua entre todos
os povos, com escrupuloso respeito pelas
diferenças ideológicas de cada um, mas em
estrita obediência às leis cósmicas que regem
o Universo. Certo dia, uma organização
internacional atribuiu-me o título de
Embaixador da Paz, reconhecendo a valia dos
preceitos filosóficos que venho defendendo.
Vai daí, convidou-me para integrar uma
comitiva a fim de visitar Israel e a Palestina.
A ocasião foi soberana para tentar entender
algo do que presenciámos em Jerusalém,
Belém, Jericó, Mar da Galileia, Mar Morto…
lamentavelmente não nos foi dado visitar a
Faixa de Gaza.
No âmbito deste escrito não cabe agora
detalhar a digressão nesse “barril de pólvora”,
sacralizado pelas três religiões abraâmicas
e que, sobretudo por isso, deveria ser terra
de paz permanente. Todavia, os locais mais
turísticos eram calmos e estavam recheados
de comércios de recordações e relíquias (a

As pessoas com diabetes, e/ou com o sistema
imunitário comprometido, são mais propensas a
várias doenças, sendo a onicomicose uma delas, o
que se agrava pela falta de tratamento adequado.
Sinais e sintomas
Na fase inicial a doença é silenciosa. Os sinais
de alerta são o aparecimento de uma coloração
diferente, geralmente mais amarelada nas unhas,
e que posteriormente leva a um descolamento da
unha e aparecimento de pasta tipo “esfarelo”. Mais
tarde, inicia-se um engrossamento e propagação
a toda a unha e/ou às outras unhas e inclusive à
matriz (raiz) destruindo-a por completo.
Numa fase mais avançada da doença, por vezes,
surge a dor, pois a unha encrava (onicocriptose),
porque está engrossada, deformada e sujeita a
uma maior pressão exercida pelo sapato e muitas
vezes surgem infeções associadas.
DR

Buganvília

A incidência de onicomicose é de 10% nos
adultos, 20% nos idosos, sendo muito rara em
crianças. É uma patologia crónica que afeta a
qualidade de vida, diminui a autoestima e, por
vezes, leva à discriminação social. Nos últimos
anos, tem-se verificado um aumento do número
de infeções fúngicas ungueais.

desenvolvimento tecnológico encontrou um
tratamento mais eficaz que diminui a duração
dos tratamentos, ao perceber que os fungos são
sensíveis ao calor e se destroem a uma temperatura
sensivelmente entre 40 e 60º celsius. Assim, a
destruição mais rápida do fungo leva a um maior
êxito na cura: é este o objetivo do laser! Porém,
nem todas as pessoas podem realizar laserterapia,
nomeadamente os doentes com neoplasias ou
com neuropatia sensitiva. Assim, os custos,
benefícios e contraindicações têm sempre que
ser avaliados entre o doente e o dermatologista,
Tratamentos
de forma a estruturar o tratamento e a saber se
O objetivo do tratamento é eliminar o fungo efetivamente o laser é aconselhado para a situação
que está por debaixo da unha e a destrói o mais concreta de cada doente.
depressa possível!
A importância de cuidar dos pés
A terapêutica oral deve ser sempre orientada
Em média, uma unha saudável demora pelo
pelo médico assistente devido aos seus efeitos
secundários, nomeadamente vómitos, náuseas, menos 12 meses a crescer desde a raiz até à ponta.
dores de cabeças e outros que tendem a No entanto, quando estão com onicomicoses
desaparecer; esta terapêutica só é aconselhada em o crescimento é mais lento, logo, a paciência, a
casos pontuais e deve ser sempre acompanhada persistência e a resistência são essenciais.
pelo médico assistente ou dermatologista.
Cuidados a ter
Vernizes ou soluções ungueais devem ser
Higienizar diariamente os pés, secando-os
aplicados de acordo com o aconselhamento
do médico assistente ou do dermatologista e muito bem;
Utilizar sempre chinelos nos balneários,
acompanhados com uma limpeza da unha
mensalmente com técnicas próprias realizadas piscinas e locais públicos e onde possa existir água
pelo podologista para a regeneração ungueal e parada;
Não partilhar calçado;
para avaliar se efetivamente a melhoria está como
Não cortar as cutículas;
esperado.
Não fazer auto tratamentos;
Mais uma vez se reforça que o tratamento é
Não protelar/adiar tratamentos;
demorado, e que necessita de ser executado com
Manter sob vigilância a pele ou pelo do
rigor e durante o crescimento da unha até à
animal de estimação, porque pode ser uma fonte
finalização do tratamento.
de contaminação;
Consultar o seu médico assistente assim que
Laserterapia ou tratamento a laser das
onicomicoses: a pesquisa científica aliada ao notar alguma alteração nas unhas.

Miguel Boieiro

propósito: vale a pena reler a “Relíquia” de
Eça de Queirós, porque os contornos do
romance mantêm atualidade) ao dispor de
quem os quisesse adquirir: artísticos presépios
esculpidos em madeira de oliveira, cruzes de
todos os tamanhos e formatos, miniaturas de
santos e santinhos, frascos de água esverdeada
do rio Jordão e até coroas de espinhos para nos
lembrar o martírio do crucificado. Ora, era
aqui que queria chegar: as coroas de espinhos
eram feitas com grande estética de ramos de
buganvília e, afiançavam os vendedores que
tais coroas eram em tudo semelhantes à que
Cristo levou a caminho do calvário.
A buganvília é uma espécie nativa da
América do Sul, continente descoberto
meio milénio após a época em que se regista
este episódio bíblico. Foi o francês Louis
Bougainville que a trouxe do Brasil para a
Europa, algures no século XVIII, de onde se
difundiu depois por todo o mundo de clima
cálido ou temperado. É claro que uma mentira
mil vezes repetida entra nos domínios da fé
e acaba por se configurar verdade absoluta.
Pronto, não se fala mais nisso!
A Bougainvillea sp., arbusto trepador

de consistência lenhosa, está classificada
na família botânica das Nyctaginaceae. É
uma ornamental muito popular devido à
exuberância do seu florescimento. As flores
apresentam-se minúsculas e geralmente
brancas, mas são as brácteas em grupos
de três, de colorido vivo (vermelho, lilás,
alaranjado, amarelo ou branco) que realçam
a sua espetacularidade, visto que perduram
por muitos meses, sempre vistosas. Os menos
entendidos chamam erradamente flores a essas
brácteas que, como é natural são estéreis, visto
não passarem apenas de folhas modificadas
para atrair insetos e proteger as respetivas
inflorescências. A buganvília é perene e pode
alcançar 12 metros de altura ou até mais,
quando as condições vegetativas lhe são
propícias. Por vezes, o respetivo tronco chega
a ter 50 cm de espessura.
As folhas são simples, ovaladas e alternas
de verde brilhante, cujo comprimento vai de 4
a 12 cm. As flores são hermafroditas, de forma
tubular, dispondo-se nas axilas das folhas ou
no terminal dos ramos. O fruto é um aquénio
pentâmero, fusiforme ou cilíndrico.
Falta acrescentar que os ramos estão

providos de puas afiadas pelo que os jardineiros
não podem trabalhar de mãos nuas. Foram
afinal esses picos aguçados que tornaram a
planta ideal para confeção das tais coroas de
espinhos da Terra Santa.
Este arbusto sarmentoso e espinhoso pega
bem de estaca e não requer cuidados aturados.
Precisa de sol para florir abundantemente, não
necessita de muita rega (chega uma ligeira,
semanalmente durante o estio) e suporta o frio
com exceção das geadas. Adequa-se muito bem
à elaboração dos célebres “bonsais” japoneses.
Há para cima de 300 espécies ornamentais,
todas nativas da América do Sul.
Os compêndios europeus nada referem
quanto aos benefícios fitoterápicos da
buganvília. No entanto, parece que ela é
bastante utilizada no México para combater a
tosse, a bronquite e a asma através da decocção
das flores e das brácteas. Deve tomar-se o
“chá” três vezes por dia durante 48 horas e
parar durante uma semana para ver o efeito. Se
persistirem os problemas, convém continuar
com o tratamento até surgirem as melhoras.
Embora tal receita possa parecer de “la
palisse”, achei por bem mencioná-la como
componente curiosa da chamada medicina
popular.