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CSS | 4 de Novembro de 2016
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Termas de Monfortinho
um retiro para os sentidos
Os ares puros da serra de Penha Garcia e a tranquilidade do rio Erges compõem o cenário de um lugar que convida a constantes
momentos de prazer. Um lugar ali para os lados raianos da Beira-Baixa que continua a ser um refúgio de descanso e bem-estar.
E é aqui que encontramos a Termas de Monfortinho, um retiro de eleição para quem procura as águas “santas” nascidas das
fontes da Serra de Penha Garcia, já conhecidas dos romanos quando por aqui passaram há muitos, muitos séculos.
Banhada pelo rio Erges, ergue-se a principal
entrada do norte da Extremadura espanhola em
Portugal, na Beira Interior. Falamos da fronteira
entre as Termas de Monfortinho e Moraleja, de
uma região atravessada por um rio que marca
não só a fronteira mas também duas realidades
culturais distintas.
E é aqui, mas do lado português, que lendas
locais conferem às suas águas, não as do rio, mas
às vindas das fontes da Serra de Penha Garcia,
uma reputação de "poder de cura", lendas que
perduram ainda nos nossos dias, assim como os
seus poderes.
Águas que já eram conhecidas pelos romanos
e que, muitos séculos passados, a partir do século XVIII, e pelas suas qualidades terapêuticas ligadas ao tratamento de doenças de pele, adquiriram uma reputação nacional sob a designação
de Caldas de Pena Garcia, em especial a partir
do final da década de 30 do século XX.
E se essas lendas locais conferiram uma reputação de "poder de cura" a estas águas, que
perdura ainda nos nossos dias, também os cientistas passaram-lhes a atribuir virtudes terapêuticas, em especial para doenças dermatológicas,
distúrbios do sistema digestivo, circulatório,
respiratório e psicossomático, utilizando diversos métodos, como a balneoterapia, ventiloterapia, fisioterapia, electroterapia, massagens de
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relaxamento… tendo como ponto comum as
suas águas “santas”.
E perante os “aquistas” nasceu um produto
natural, diferenciado e único, em que a Natureza e a mão do Homem se aliaram para oferecer
um lugar de repouso, de tranquilidade, de encontro com os sentidos. Dentro e fora de portas
que guardam os segredos curativos das Termas
de Monfortinho.
E é quase a paredes-meias com as termas que
se ergue um outro espaço marcado sobretudo
pelo cenário envolvente e pela tranquilidade da
paisagem que se estende até tocar o céu azul,
um céu contornado pelos picos das montanhas
e serranias, o Ô Hotel Fonte Santa.
Um retiro de prazeres puros, onde a exclusividade, conforto, elegância, charme e intimidade têm encontro marcado, com suavidade e sem
pretensiosismos, com um hotel que foi construído no início da década de 40 durante um período de intensa exploração das águas termais em
Portugal, e reinaugurado em 2005.
Um hotel que tem como um os seus principais atractivos o facto de estar inserido numa
paisagem natural de excepcional beleza, na encosta da serra de Penha Garcia, com todos os
quartos a disporem de vistas soberbas sobre a
magnífica paisagem conhecida como a "Raia
Perdida". E há o silêncio, a beleza natural e o
verde envolvente, atributos sempre presentes, as-
sim como os sabores do seu restaurante, o Papa
Figos.
Aqui, é o saber dos sabores desta região raiana que prevalecem, passando para o palato a
frescura, cultura e paladar dos refinados sabores desta região beirã, as especialidades de uma
cozinha regional casada com uma cozinha audaciosa, jovem e vibrante, e sempre na companhia de uma paisagem que faz ainda mais abrir
o apetite.
Mas são também as suas piscinas, baseadas
numa arquitectura orgânica, em formato de
cascata, rodeadas de uma exuberante flora com
vista para os vales e serras que constituem a paisagem da "Raia Perdida", simplesmente deliciosas e encorajadoras para aproveitar a natureza
circundante, assim como o seu jardim, cheio de
frondosos e frescos cantinhos que fazem os encantos de todos os que escolhem o Ô Hotel Fonte Santa para uns dias de repouso. Sim, também
o seu terraço virado para um horizonte feito de
vales e serranias.
Experiências que nos enchem de aromas, cores e sensações delicadas, em conjugação com
outras propostas, como os momentos vividos no
spa, a jogar uma partida de ténis num dos três
campos de relva sintética, passeios culturais ou
as oferecidas em comunhão com a Natureza.
Tudo num cenário composto pelos ares puros da Serra de Penha Garcia e a tranquilidade
do rio Erges, compondo o cenário deste hotel de
quatro estrelas, símbolo das Termas de Monfortinho desde os anos 40 do século passado transformado num refúgio de eleição.
Um lugar que convida ao puro descanso,
mas que também é um excelente ponto de partida para o encontro ou descoberta de outros lugares que marcam esta região, como Monsanto,
que ostenta orgulhosamente o título de aldeia
mais portuguesa de Portugal, um exemplar único de caos granítico ou inselberg onde a subida
ao castelo é um passeio recomendado.
Assim como Idanha-a-Velha, a antiga Egitânia dos romanos, que é um verdadeiro museu ao
ar livre com restos romanos, visigóticos, árabes
e medievais, ou a vila de Penha Garcia.
Vila que tem como principal ponto de interesse o seu Parque Icnológico, que conserva fósseis com 480 milhões de anos e moinhos que se
mantém ao longo do rio Pônsul. Um lugar que
já foi o fundo de um mar e parte do Pólo Sul…
há mais de 300 milhões de anos.
E tudo isto com vistas de cortar a respiração
no meio de uma Natureza que tem tudo para
brilhar em qualquer fotografia, e que por certo
fazem desejar um regresso.
Texto e fotos: Fernando Borges
