CANTO A MI TIERRA I Uruguay 13092020 (1).pdf


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O Uruguai, um país pequeno, quase esquecido senão fosse essa
propensão espontânea de seu caráter em dar vida a rotas novas e
profundamente humanas. É um vanguardista, pioneiro em adotar
medidas de direitos civis e democratização da sociedade. Em 1907,
foi o primeiro a legalizar o divórcio.
Em 1932, o segundo país de toda a América a dar às mulheres o
direito de votar. Em 2007, foi o primeiro país sul-americano a
legalizar uniões civis entre pessoas do mesmo sexo. E, em 2013,
aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo e foi o primeiro
país do mundo a legalizar o cultivo, a venda e o consumo de
marijuana.
Sua cultura, hermosa, é diversa em sua natureza, uma vez que a
população do país é de origem multicultural, com influência
europeia, indígena e negra.
Na música, o candombe, o tango e a milonga carregam os traços de
negros e europeus que colonizaram o país, especialmente nas vozes
de Jaime Roos, Alfredo Zitarrosa e Carlos Gardel e, mais atualmente,
Daniel Viglietti e Jorge Drexler.
O tango é uma das mais genuínas e originais expressões culturais do
rio da Prata. Nascido da fusão das tradições africanas e dos ritmos
europeus, é uma testemunha fiel da história cultural da região. A
gestação do tango ocorreu tanto em Buenos Aires quanto em
Montevidéu. O 'hino' de todos os tangos, La Cumparsita, foi escrito
pelo uruguaio Gerardo Matos Rodríguez. Do mesmo modo, Carlos
Gardel, o maior intérprete de tango da história, é "supostamente"
uruguaio (um pequeno mistério).
Na literatura, Eduardo Galeano e Mario Benedetti levaram para o
mundo a visão dos latino-americanos sobre a vida, os mitos, a
mágica ternura poética e a desigualdade do continente.
Nas artes visuais, Vilaró e Torres García surpreenderam com cores e
formas que muito dizem sobre o Uruguai. Independente da forma de
manifestação cultural, um ponto é comum à cultura uruguaia: ela é
autêntica, se diferenciando de qualquer outra que conhecemos.
Esmeralda Molina, Verônica Oblelar e Milena de Oliveira