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REPORTAGEM

CSS | 20 de Outubro de 2017

8

O VOZEIRO

28.º FESTIVAL INTERNACIONAL

DE BANDAS FILARMÓNICAS DE ARRENTELA
Rui Hélder Feio

Divórcio com Partilha
P. – Por razões de grandes dificuldades
económicas, deixei de pagar a renda e o
senhorio intentou uma acção de despejo.
Pretendo efetuar oposição ao despejo,
mas informaram-me que para efetuar essa
oposição, terei de depositar o valor das
rendas em falta como caução. Será assim?
- Rita Nunes, Corroios.
R. – Normalmente para apresentar
uma acção de oposição a um despejo o
arrendatário terá de prestar uma caução
no valor das rendas.
No entanto, tudo indica que o seu caso
será diferente.
Pelo que me diz, parece estar a passar
por problemas económicos , quiçá, na
sequência de uma situação inesperada
de desemprego. Se assim for, terá
direito a apoio judicial gratuito e,
consequentemente, dispensada de prestar
essa caução.
No entanto, porque o caso pode não ser
tão linear como isso, aconselho a procurar
os serviços de um profissional, Solicitador
ou Advogado, que estudará o caso e lhe
dará a melhor solução.
P. – Numa operação STOP da GNR,
perdi 5 pontos na carta de condução
por infracção considerada muito grave.
Terei de me sujeitar a alguma acção de
formação?
R. – Supondo que é a primeira vez, ainda
não terá de se sujeitar a essas acções, mas
tenha cuidado qualquer descuido pode
ser-lhe penoso.
Convém recordar que no novo regime
de carta por pontos, cada condutor inicia
com 12 pontos.
Se durante 3 anos não registar nenhuma
contraordenação grave ou muito grave,
receberá mais 3 preciosos pontos.
Caso tenha alguma contraordenação,
se for considerada grave descontará 2
pontos, se for considerada muito grave
descontará 4 por cada.
Se a ou as contraordenações graves
forem devidas a álcool ou substâncias
psicotrópicas, descontará 3 pontos. Se
forem contraordenações muito graves,
descontará 5 pontos.
Atenção, quando ficar com apenas 4
pontos na carta de condução, terá de
efectuar acções de formação de segurança
rodoviária.
Se ficar com escassos 2 pontos, terá
de repetir a prova teórica do exame de
código. Note que não recupera os pontos,
mas pode não perder a carta, mas se falhar
nesse exame, aí sim, ficará sem carta.
Quando chegar a zero pontos, o condutor
perde a carta e fica impedido de conduzir
durante 2 anos. Depois, se se sujeitar a
acções de formação e submeter todo o
processo para exame de condução, poderá
repetir esse exame e voltar a conduzir, se
tiver aproveitamento.
Escolha os serviços de um profissional,
contacte o Solicitador.
Envie a sua questão para:
duvidas@ruifeio.pt

Arrentela recebeu a 28.ª edição do Festival
Internacional de Bandas Filarmónicas de
Arrentela, esta edição voltou a acolher
uma banda internacional. Além da Banda
Filarmónica da Sociedade Filarmónica
União Arrentelense (SFUA) - a banda
da casa – os munícipes puderam assistir
às bandas filarmónicas da Asociación

Ciudad
de
Valdemoro,
Madrid,
Espanha, da Filarmónica Progresso
Matos Galamba, de Alcácer do Sal, e
da Sociedade Filarmónica Palmelense
"Loureiros”, de Palmela
O Festival começou na 6.ª Feira, dia 6,
com um concerto da banda Asociación
Ciudad de Valdemoro Madrid, Espanha,
na sede do Clube Recreativo da Cruz de
Pau. No dia seguinte a mesma banda
voltou a actuar, mas desta vez no Pavilhão
Multiusos da Quinta da Marialva em
Corroios. Domingo, foi marcado pela
arruada, nas ruas e marginal de Arrentela,
e pelos concertos das bandas convidadas
durante a tarde. António Aleixo,
presidente da SFUA, fez-nos um balanço
do Festival: “desde que nós estamos à
frente da Sociedade, há cerca de três anos,
este, é o primeiro festival de bandas que
fazemos internacionalmente, ao qual foi
convidado uma banda espanhola que
esteve connosco os três dias, o Festival
decorreu nos dias 6, 7 e 8 de Outubro”.
António Aleixo prosseguiu dizendo
que“entretanto foram feitos mais convites
a duas bandas portuguesas, sendo elas
de Palmela, dos “Loureiros”, e a Matos
Galamba, de Alcácer do Sal. O Festival na

6.ª Feira e no Sábado teve a actuação da
banda espanhola nas freguesias de Amora
e de Corroios, e depois no Domingo
tivemos aqui o Festival completo com
as bandas todas, que correu tudo bem,
todas as pessoas ficaram satisfeitas com
este festival, nós na colectividade ficámos
muito agradados com esta situação e
vamos ver se agora, quando fizermos a
30.ª edição, conseguimos fazer uma coisa
como deve ser. São 30 anos e queremos
fazer melhor. Este ano correu bem, para
o ano penso que será melhor, e quando
chegarmos aos 30 anos, queremos fazer
um Festival com alguma dignidade
porque esta colectividade merece.
Agradeço a vossa atenção nestas pequenas
palavras e têm sempre uma casa aberta
sempre que quiserem alguma coisa da
nossa parte”.
Luís Silva, Maestro da Banda da SFUA,
também prezou a organização do Festival:
“o Festival de Bandas de Arrentela é
organizado pela SFUA e conta já com
28 edições o que o torna no evento do
género mais antigo do Concelho do
Seixal. Pelas Ruas de Arrentela desfilam
desde 1989 milhares de músicos. Com
a sua internacionalização o Festival
ganhou novo alento para continuar a sua

principal função: a troca de experiências,
de culturas e de ideias. Através destes
intercâmbios a Banda d’Arrentela já levou
a sua Música além-fronteiras inúmeras
vezes”. Luís Silva acrescentou ainda que
“após alguns anos em que não foi possível
termos Bandas estrangeiras eis que este
ano voltámos a contar com uma Banda
Espanhola. Mais uma vez tivemos a
colaboração da Junta de Freguesia de
Amora e de Corroios o que, a par com
os nossos grandes parceiros que são a
Câmara Municipal do Seixal e a União
de Freguesias de Arrentela, Seixal e Aldeia
de Paio Pires, permitiu elevar o nosso
Festival a um nível verdadeiramente
Municipal.”
O Maestro não deixou ainda de referir
o futuro do Festival e os quase 30 anos
do mesmo: “caminhamos a passos
largos para a XXX edição e a SFUA
quer dar seguimento ao momento de
renovação e revitalização que atravessa
realizando um Festival cada vez mais
abrangente e multicultural. Só assim faz
sentido continuar a trabalhar em prol
da Cultura e da divulgação da Música”.
João Domingues