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entrevista

CSS | 20 de Dezembro de 2016

3

re-food

Celino Cunha Vieira

editorial

No outono de 2010, surge a ideia de
criar o Projeto Re-food. Este projeto
é uma solução eco humanitária,
gerida pelos cidadãos na sua própria
comunidade, com o objectivo de eliminar
desperdício alimentar e acabar com a
fome, envolvendo a toda a comunidade
numa acção 100% voluntária, que resulta
em três benefícios: o aproveitamento
de comida anteriormente desperdiçada,
uma nova segurança alimentar para
pessoas anteriormente em situação de
insegurança alimentar, a criação duma
comunidade mais solidária.
O Movimento Re-food nasceu na
antiga freguesia de Nossa Senhora da
Fátima, no coração de Lisboa no dia 9 de
Março, 2011. Considerado um projeto
nacional no sentido que há 34 núcleos
em pleno funcionamento (deste Braga até
Faro) e mais 20 a trabalhar para abrir. E, ao
mesmo tempo internacional, no sentido
de que há uma equipa trabalhando para
abrir em Madrid, e interesse em várias
outras cidades da Europa e do mundo.
É também universal no sentido que,
a 3ª condição necessária para a resposta
Re-food existe em todas as comunidades
do mundo: (1) comida em perfeitas
condições indo diariamente para o lixo
nas mesmas comunidades onde (2)
pessoas passam fome e (3) a existência,
nestas comunidades de pessoas de boa
vontade e empenho que estão disponíveis
a fazer o "ponte humana" entre excesso e
necessidade.
Os seus valores assentam na,
Igualdade - Todas as pessoas têm o

direito a serem respeitadas e alimentadas,
Respeito - Baseamo-nos em relações
humanas positivas, onde todos se
respeitam. Devemos ser uma força
visível e constante de benevolência na
comunidade, Inclusão - Acreditamos que
as pessoas e os recursos são essenciais e
devem contribuir para uma comunidade
mais solidária, Sustentabilidade Consideramos o impacto ambiental do
nosso Movimento, respeitamos as pessoas
na sua disponibilidade e procuramos a
autossustentabilidade financeira a nível
local, regional, nacional e internacional,
Optimismo - Acreditamos que, com boa
vontade e esforço organizado, é possível
acabar com o desperdício de alimentos e
com a fome no mundo.
Os seus critérios utilizados no processo
de recrutamento de novos voluntários,
consiste em, Convidamos todos os
cidadãos a doar 2 horas uma vez por
semana para alimentar 10 pessoas na
mesma comunidade. O processo é
convidar, convidar e convidar.
A equipa que compõe a Re-food, é
composta por pessoas que se importam
com a sua comunidade e seus concidadãos
e que percebem que têm o poder a mudar
o mundo à sua volta.
Com vários prémios atribuídos ao
longo destes anos de existência, para
a Re-food o melhor prémio recebido
é, o sorriso genuíno oferecido por, um
beneficiário.
“Queres mudar o mundo? Junta-te a
nós e vem fazer Re-food!”

Administração, Redacção
e Publicidade

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Facebook: Comércio do Seixal e Sesimbra

Director Adjunto: Celino Cunha Vieira TE1218
Directora Comercial: Ângela Rosa
Paginação: Sofia Rosa
Desporto: Luis Pontes CO1039
Repórter: Fernando Soares Reis CP6261
Colaboradores: Adriana Marçal, Agostinho António Cunha,
Alvaro Giesta, ANIVET - Consultório Veterinário, Dário Codinha,
Fernando Fitas CP2760, Hugo Manuelito, José Henriques, José
Lourenço, João Araújo, Jorge Neves, José Mantas, José Sarmento,

Ao aproximar-se o fim do ano,
é costume fazer-se um balanço dos
principais acontecimentos ocorridos
e projectar-se o que se prevê para o
ano seguinte. Nas nossas páginas
destacaram-se dois temas que pela sua
importância e o impacto que causaram
na população, acabaram por ser
referidos em mais do que uma edição: as
intermináveis obras no núcleo histórico
do Seixal e a poluição causada pela exSiderurgia Nacional.
Adiada sistematicamente a conclusão
das obras de requalificação e depois de
várias reuniões com os moradores e os
comerciantes da zona que com toda a
razão manifestaram o seu desagrado, a
promessa era de que seria até ao final de
Novembro e ultrapassado este prazo, até
ao final de Dezembro. Mas quem por lá
passa não acredita que isso seja cumprido,
porque parece tudo estar na mesma ou
que pouco se evoluiu, continuando o
Seixal intransitável e transformado em
um gigantesco estaleiro.
Quanto à poluição que se espalha não
só pela Aldeia de Paio Pires mas por todo
o Concelho do Seixal e até do Barreiro,
com origem na ex-Siderurgia Nacional/
Megasa, o assunto é muito mais grave
porque envolve variadas entidades que
parece não terem vontade ou capacidade
para obrigarem a fonte poluidora a
cumprir a legislação existente, pondo
em risco a saúde da população.
Também nestes últimos dias do ano
se ficou a conhecer o relatório sobre
a auditoria que o Tribunal de Contas
efectuou aos exercícios orçamentais da
C.M.S, e porque muito se especulou
sobre o mesmo, fomos ouvir o Presidente
da Câmara para que ele pudesse
esclarecer alguns pontos aí referidos.
Nesta edição publicamos também
algumas mensagens de Boas Festas
que traduzem o sentimento comum
da quadra festiva que atravessamos e
recolhemos 4 histórias de experiências
vividas por quem já passou muitos Natais
com maiores ou menores dificuldades,
mas que hoje, tranquilamente, sabem
transmitir experiências e saberes que só
a idade permite e que ainda têm muito
amor para dar.
Quanto a nós, voltamos hoje às 24
páginas, continuando a tentar fazer mais
e melhor, consolidando um projecto que
se aproxima dos 10 anos de existência,
desejando que no próximo ano as
dificuldades pessoais e colectivas possam
ser superadas e que todos concretizem os
sonhos e objectivos que este ano ficaram
por realizar.
Um destaque especial para a foto da
primeira página em que o “Comércio”
juntou na AURPIS as gerações dos
netos e dos avós para vos desejar as Boas
Festas.

Maria Vitória Afonso, Maria Susana Mexia, Mário Barradas, Miguel
Boieiro, Paulo Nascimento, Paulo Silva, Pinhal Dias, Rúben Lopes,
Rui Hélder Feio, Vitor Sarmento.
Impressão: Funchalense - Empresa Gráfica, S.A.
Tiragem: 15.000 exemplares
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