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Reportagem
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Réplica da Prensa de Guten
Tipografia Popular do Seixal
Celino Cunha Vieira
editorial
Johannes Gutenberg desenvolveu e concluiu em meados do século XV, as técnicas e os engenhos que
trabalharam o mundo moderno.
Com a eleição de António Guterres
para o mais alto cargo da Organização
das Nações Unidas, não podíamos deixar de aqui lhe prestarmos a nossa singela homenagem, não só por ser português,
mas fundamentalmente pela sua personalidade e qualidades humanas, alimentando-nos a esperança de que com o seu
trabalho venha a contribuir para um
mundo melhor e mais justo.
Portugal deve orgulhar-se e ver nele
uma referência de que com perseverança,
honestidade e ambição, todos podemos
alcançar os objectivos a que nos propomos, enfrentando com coragem e determinação os desafios que se nos colocam.
Nesta edição, para além de um breve
curriculum do presidente indigitado da
ONU, viajámos até às margens do Tejo
por alturas do Almourol, visitámos o Espaço Memória da Tipografia Popular do
Seixal para ver a réplica da Prensa de Gutenberg, estivemos nas comemorações do
27.º Aniversário da Associação Artes e
fomos ouvir a nutricionista Adriana Filipa Carvalheiro Marçal.
Desde o dia 23 Setembro que se en- ados do séc. XV, criando os tipos móveis
contra na Tipografia Popular do Seixal, metálicos e construindo a prensa de imfazendo parte neste momento do patri- primir texto – a Tipografia.
mónio do Espaço Memória, a réplica da
Prensa de Gutenberg.
Como forma de executar livros rápidos
e perfeitos, esta técnica permitiu a preserEste espaço Memória – Tipografia Po- vação e conhecimento para eternizar alpular do Seixal é um prolongamento do guns textos, estimular a troca de ideias e
Ecomuseu Municipal onde é possível re- partilhar a informação.
viver as antigas técnicas e saberes de uma
oficina tradicional de artes gráficas, danA utilização deste tipo de prensa foi
do assim vida aos instrumentos de traba- marcante para o aperfeiçoamento nos
lho da época, bem como às máquinas já manuscritos, que era até então o método
esquecidas. A réplica exposta é muito fiel existente na produção de livros na Euroà original, criada há quase 600 anos.
pa e, na impressão em blocos de madeira,
revolucionando assim o modo de fazer liJohannes Gensfleisch Zur Laden Zum vros, tornando-se viral por toda e Europa
Gutenberg foi um inventor e gráfico ale- e mais tarde a nível mundial.
mão. A sua invenção mecânica móvel
para a impressão deu origem à Revolução
A sua maior obra foi a, Bíblia de Guda Imprensa, sendo o acontecimento mais tenberg, conhecida também por Bíblia de
importante do Período Moderno em me- 42 linhas, que ficou reconhecida pelo seu
padrão de elevado grau estético e, pela sua
qualidade técnica.
Abriu-se desta maneira as portas para
outra dimensão até então desconhecida,
para a democratização, pois para muitas
e diversificadas camadas da população,
os livros tornaram-se algo mais acessível,
ficando o mundo desta feita diferente; o
chamado isolamento havia sido ultrapassado.
E porque o nosso conceito editorial
passa pelo trabalho de equipa, procurando sempre rodear-nos de colaboradores
que pelas suas áreas do conhecimento
aportem uma maior qualidade ao que
é publicado, quero dar as boas-vindas a
Miguel Boieiro, que pela consideração e
amizade que nos liga há já muitos anos,
acedeu gentilmente ao meu convite para
passar a fazer parte da família do “Comercio”.
Como funciona esta prensa móvel?
Pequenos blocos metálicos esculpidos
em relevo, com letras e símbolos, que seriam depois organizados em placas que
receberiam o nome de matriz. Essa matriz, com todos os caracteres necessários
para a formação de uma página já organizados e fixos seriam levados para a
prensa, que posteriormente ao pressionar
a matriz contra diversas folhas de papel
davam deste feita origem a uma sequência
de páginas que seriam armazenadas para
utilização futura. Após a conclusão desta
etapa, a matriz era literalmente desmontada e recebia uma nova organização de
caracteres para a impressão de uma nova
sequência de páginas que daria a continuidade do texto impresso anteriormente,
formando assim um livro, um jornal ou
uma revista, impressos. À medida que os
pequenos blocos metálicos, normalmente
de chumbo, se desgastavam, eram fundidos novamente e remodelados. Pode parecer trabalhoso, mas, foi este processo inovador que permitiu a produção sequencial
de páginas de uma forma nunca vista na
história.
Para além dos seus afazeres profissionais, Miguel Boieiro, Embaixador da
“World Peace Federation”, tem dedicado
toda a sua vida ao movimento associativo
e ao serviço público em autarquias, tendo presidido em épocas diferentes às Assembleias Municipais do Seixal e de Alcochete, à Associação de Municípios do
Distrito de Setúbal, ao Conselho Fiscal
da Associação Nacional dos Municípios
Portugueses, à Câmara Municipal de
Alcochete e actualmente à Direcção da
Sociedades Portuguesa de Naturalogia.
Do seu vasto curriculum constam diversas publicações, esperando que a partir de agora os seus conselhos possam ser
úteis aos nossos leitores.
Mas se uns chegam, outros partem.
Foi com muita tristeza que recebemos a
notícia do falecimento da nossa colaboradora Glória Inácio, que periodicamente nos brindava com alguns poemas da
sua autoria, endereçando nesta hora de
dor, à sua família e amigos, os sentidos
pêsames da equipa do “Comércio”.
Administração, Redacção
e Publicidade
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A réplica da Prensa de Gutenberg está
à disposição dos mais curiosos no Espaço
Memória – Tipografia Popular do Seixal.
Director Adjunto: Celino Cunha Vieira
Directora Comercial: Ângela Rosa
Paginação: Sofia Rosa
Desporto: Luis Pontes CO1039
Repórter: Fernando Soares Reis CP6261
Colaboradores: Agostinho António Cunha, Alexandre Faleiro,
Alvaro Giesta, ANIVET - Consultório Veterinário, Dário Codinha,
Hugo Manuelito, José Henriques, José Lourenço, João Araújo, Jorge
Neves, José Mantas, José Sarmento, Maria Vitória Afonso, Maria
Susana Mexia, Mário Barradas, Miguel Boieiro, Paulo Nascimento,
Pinhal Dias, Rúben Lopes, Rui Hélder Feio, Vitor Sarmento.
Impressão: Funchalense - Empresa Gráfica, S.A.
Tiragem: 15.000 exemplares
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