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Mediador-a en Prevención de Drogodependencias
PROGRAMA DE FORMACIÓN PERMANENTE YA DISTANCIA DE EDUCADOR@S
____________________________________________________

Curso 10

MEDIADOR-A EN
PREVENCIÓN DE
DROGODEPENDENCIAS

formacionadistancia@arrakis.es
formacionadistancia@yahoo.es

1

Mediador-a en Prevención de Drogodependencias

5

ÍNDICE GENERAL
Presentación .......................................................................................................................... 13

1. HISTORIA Y CLASIFICACIÓN DE LAS DROGAS ....................................

17
1. TRANQUILIZANTES .......................................................................................................... 21
1.1. Tranquilizantes obtenidos a partir de diferentes vegetales y hongos .................. 21
1.1.1. El opio ...................................................................................................... 21
1.1.1.1. Aspectos históricos .................................................................... 21
1.1.1.2. Características de la sustancia .................................................. 28
1.1.2. La morfina ................................................................................................ 29
1.1.2.1. Aspectos históricos .................................................................... 29
1.1.2.2. Características de la sustancia .................................................. 29
1.1.3. La codeína ............................................................................................... 30
1.1.3.1. Aspectos históricos .................................................................... 30
1.1.3.2. Características de la sustancia ................................................. 30
1.1.4. La heroína ............................................................................................... 30
1.1.4.1. Aspectos históricos .................................................................... 30
1.1.4.2. Características de la sustancia ................................................. 31
1.2. Tranquilizantes sintéticos ...................................................................................... 32
1.2.1. Sucedáneos sintéticos del opio ............................................................... 32
1.2.1.1. Metadona ................................................................................... 33
1.2.1.1.1. Aspectos históricos ...................................................... 33
1.2.1.1.2. Características de la sustancia ................................... 33
1.2.1.2. Buprenorfina ............................................................................... 34
1.2.1.2.1. Aspectos históricos ...................................................... 34
1.2.1.2.2. Características de la sustancia ................................... 34
1.2.1.3. Pentazocina ................................................................................ 34
1.2.1.3.1. Aspectos históricos ...................................................... 34
1.2.1.3.2. Características de la sustancia ................................... 35
1.2.2. Tranquilizantes mayores (neurolépticos) ................................................ 35
1.2.3. Tranquilizantes menores (ansiolíticos) .................................................... 36
1.2.3.1. Aspectos históricos .................................................................... 36
1.2.3.2. Características de la sustancia .................................................. 36
1.2.4. Somníferos ............................................................................................... 37
1.2.4.1. Aspectos históricos .................................................................... 37
1.2.4.2. Características de la sustancia ................................................. 37
1.2.5. Los grandes narcóticos ............................................................................ 38
1.2.5.1. Cloroformo .................................................................................. 38
1.2.5.2. Éter ............................................................................................. 39
1.2.5.3. Gas de la risa y fentaniles ......................................................... 39
1.2.6. Vinos y licores .......................................................................................... 40
1.2.6.1. Aspectos históricos .................................................................... 40

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Mediador-a en Prevención de Drogodependencias

1.2.6.2. Características de la sustancia ................................................. 41
2. ESTIMULANTES .................................................................................................................. 42
2.1. Estimulantes vegetales .......................................................................................... 42
2.1.1. Coca .......................................................................................................... 42
2.1.1.1. Aspectos históricos .................................................................... 42
2.1.1.2. Características de la sustancia .................................................. 43
2.1.2. Café ........................................................................................................... 43
2.1.2.1. Aspectos históricos .................................................................... 43
2.1.2.2. Características de la sustancia .................................................. 44
2.2. Estimulantes químicos ........................................................................................... 44
2.2.1. Cocaína ..................................................................................................... 44
2.1.2.1. Aspectos históricos .................................................................... 44
2.1.2.2. Características de la sustancia .................................................. 45
2.2.2. Cafeína ..................................................................................................... 46
2.2.3. Anfetaminas ............................................................................................. 46
2.2.3.1. Aspectos históricos .................................................................... 46
2.2.3.2. Características de la sustancia .................................................. 47
2.2.4. Estimulantes de acción muy lenta ........................................................... 49
3. DROGAS PSIQUEDÉLICAS ............................................................................................... 49
3.1. Cáñamo ................................................................................................................... 49
3.2. MDMA o «éxtasis» ................................................................................................ 53
3.2.1. Aspectos históricos .................................................................................. 53
3.2.2. Características de la sustancia ............................................................... 53
3.3. Mescalina ............................................................................................................... 54
3.3.1. Aspectos históricos .................................................................................. 54
3.3.2. Características de la sustancia ................................................................ 54
3.4. Hongos psilocibios ................................................................................................. 56
3.4.1. Aspectos históricos .................................................................................. 56
3.4.2. Características de la sustancia ............................................................... 56
4. APUNTES SOBRE LA HISTORIA DE LA PROHIBICIÓN ................................................ 56
4.1. La Conferencia de Shangai de 1909 ..................................................................... 57
4.2. La Conferencia de La Haya de 1912 .................................................................... 58
4.3. El Convenio de Ginebra de 1925 .......................................................................... 61
4.4. La Convención de Ginebra de 1931 ..................................................................... 62
4.5. La Convención de Ginebra de 1936 ..................................................................... 63
4.6. La Convención Única sobre Estupefacientes de 1961......................................... 66
4.7. El Convenio de 1971 ............................................................................................. 70
4.8. Convención de las Naciones Unidas contra el tráfico
ilícito de estupefacientes y sustancias psicotrópicas de 1988 .................................... 70
CUESTIONARIO PARA LA REFLEXIÓN ................................................................................ 73
BIBLIOGRAFÍA RECOMENDADA .......................................................................................... 75

Mediador-a en Prevención de Drogodependencias

2. ALCOHOLISMO .........................................................................................................
1. DEPENDENCIA DEL ALCOHOL .......................................................................................
1.1. Proceso de dependencia-adicción ........................................................................
1.2. La conducta del alcohólico ....................................................................................
1.3. Mujer y alcoholismo ...............................................................................................
2. CLINICA Y PSICOPATOLOGÍA DEL ALCOHOLISMO .....................................................
2.1. Enfermedades derivadas del alcoholismo ............................................................
2.2. Síndrome de abstinencia .......................................................................................
2.3. La personalidad del alcohólico ..............................................................................
3. SOCIOPATOLOGÍA DEL ALCOHOLICO ..........................................................................
3.1. Problemas familiares ..............................................................................................
3.2. Problemas laborales ..............................................................................................
3.3. Problemas legales ...................................................................................................
4. PREVENCION DEL ALCOHOLISMO ................................................................................
4.1. Educación sanitaria ................................................................................................
4.2. Población de riesgo ...............................................................................................
4.3. Papel de padres, profesores y educadores ..........................................................
4.4. Los grupos de autoayuda ......................................................................................

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CUESTIONARIO PARA LA REFLEXIÓN ................................................................................ 105
BIBLIOGRAFÍA RECOMENDADA .......................................................................................... 107

3. DISPOSITIVOS ASISTENCIALES .................................................................. 109
1. INTRODUCCION ................................................................................................................. 113
1.1. Qué es droga.......................................................................................................... 113
1.2. Consumidores ........................................................................................................ 114
1.3. Tolerancia ............................................................................................................... 114
1.4. Dependencia .......................................................................................................... 114
1.4.1. Criterios para el diagnóstico de dependencia de
sustancias psicoactivas del Manual Diagnóstico y Estadístico
de los Trastornos Psiquiátricos (DSM-IV) ......................................................... 115
1.5. Síndrome de abstinencia ....................................................................................... 116
1.6. Hábito ...................................................................................................................... 116
1.7. Riesgos de uso....................................................................................................... 116
2. NOCIONES BÁSICAS ACERCA DE LA ANATOMÍA Y FUNCIONAMIENTO
DEL SISTEMA NERVIOSO ..................................................................................................... 117
3. APRENDIZAJE YADICCIÓN ............................................................................................. 118
3.1. El Concepto de adicción ........................................................................................ 118
3.2. ¿Qué es el aprendizaje? ........................................................................................ 119
3.3. Teorías del aprendizaje ........................................................................................ 119
3.3.1. Condicionamiento clásico ....................................................................... 119
3.3.2. Condicionamiento operante .................................................................... 121

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Mediador-a en Prevención de Drogodependencias

3.3.3. Aprendizaje Social ................................................................................... 123
3.4. Condicionamiento en drogodependencias ........................................................... 125
3.4.1. Condicionamiento clásico ....................................................................... 125
3.4.2. Condicionamiento operante .................................................................... 127
3.4.3. Aprendizaje social .................................................................................... 128
4. DISPOSITIVOS ASISTENCIALES ..................................................................................... 130
4.1. Centros ambulatorios de atención a las drogodependencias .............................. 131
4.1.1. Programas de desintoxicación ................................................................ 132
4.1.1.1. Tratamiento de desintoxicación de opiáceos ............................ 133
4.1.1.2. Tratamiento de desintoxicación de benzodiacepinas .............. 133
4.1.1.3. Tratamiento de desintoxicación de cocaína ............................. 134
4.1.2. Modalidades de desintoxicación ............................................................. 134
4.1.2.1. Desintoxicación ambulatoria ..................................................... 134
4.1.2.2. Desintoxicación hospitalaria ...................................................... 135
4.1.2.3. Desintoxicación en piso de apoyo ............................................. 135
4.1.2.4. Desintoxicación domiciliaria ...................................................... 135
4.1.2.5. Deshabituación ............................................................................ 135
4.1.2.6. Programas libres de drogas ....................................................... 137
4.1.2.7. Programas de reducción de daños y riesgos
asociados al consumo de drogas ........................................................... 138
4.2. Centros de Día ....................................................................................................... 141
4.3. Comunidad Terapéutica ........................................................................................ 143
4.4. Piso de estancia ..................................................................................................... 147
4.5. Unidad de desintoxicación hospitalaria ................................................................ 148
4.6. Piso de apoyo a la desintoxicación ....................................................................... 150
4.7. Piso de reinserción ................................................................................................ 151
4.8. Incorporación social .............................................................................................. 151
4.9. Programas en establecimientos penitenciarios .................................................... 154
CUESTIONARIO PARA LA REFLEXIÓN ................................................................................ 165
BIBLIOGRAFÍA RECOMENDADA .......................................................................................... 167

4. TERAPIA FAMILIAR Y ADICCIÓN ................................................................... 173
1. ¿QUE ES LA TERAPIA FAMILIAR? ................................................................................. 175
2. ¿QUE ES LA FAMILIA? ..................................................................................................... 176
2.1. Conceptos teóricos sobre la familia ...................................................................... 177
3. LA TERAPIA FAMILIAR EN DROGODEPENDENCIAS .................................................. 178
3.1. Objetivos de la terapia familiar .............................................................................. 178
4. FUNCIONES DE LAADICCION. EL ENFOQUE DE STANTON Y TODD ....................... 178
5. EL ENFOQUE PSICOANALITICO Y EXPERIENCIAL EN TERAPIA FAMILIAR ........... 179
6. ENFOQUES DENTRO DE LA TERAPIA FAMILIAR SISTÉMICA ................................... 182
6.1. Enfoque estructural ............................................................................................... 182
6.2. Enfoque comunicacional ....................................................................................... 183

Mediador-a en Prevención de Drogodependencias

9

6.3. Enfoque estratégico .............................................................................................. 185
CUESTIONARIO PARA LA REFLEXIÓN ............................................................................... 189
BIBLIOGRAFÍA RECOMENDADA .......................................................................................... 191

5. ASPECTOS DE LA INFECCIÓN POR VIH/SIDA ...................................... 193
1. VALORACIÓN DE CONDUCTAS EN PERSONAS VIH ................................................... 195
2. ASESORAMIENTO: ASPECTOS PSICOSOCIALES ........................................................ 199
2.1. Atención médica .................................................................................................... 199
2.2. Higiene y nutrición ................................................................................................. 201
2.3. Prestaciones económicas ...................................................................................... 202
3. VALORES Y ACTITUDES .................................................................................................. 204
4. COUNSELLING ................................................................................................................... 207
4.1. Habilidades de autocontrol ................................................................................... 209
4.2. Habilidades de comunicación ............................................................................... 211
4.3. Habilidades de motivación para el cambio ........................................................... 211
CUESTIONARIO PARA LA REFLEXIÓN ............................................................................... 215
BIBLIOGRAFÍA RECOMENDADA ......................................................................................... 217

6. MEDIDAS PREVENTIVAS .................................................................................... 219
1. HISTORIA DE LA PREVENCIÓN ...................................................................................... 221
2. ENFOQUES DE LA PREVENCIÓN ................................................................................... 226
3. FACTORES DE RIESGO Y PROTECCIÓN DEL CONSUMO DE DROGAS ................... 228
3.1. Factores de riesgo ................................................................................................. 228
3.2. Factores de protección .......................................................................................... 234
4. TIPOS DE PREVENCIÓN ................................................................................................... 235
4.1. Prevención específica e inespecífica .................................................................... 235
4.2. Prevención primaria, secundaria y terciaria ......................................................... 236
5. ESTRATEGIAS DE PREVENCIÓN ..................................................................................... 237
5.1. Estrategias para con el individuo consigo mismo ................................................. 240
5.2. Estrategias para con el individuo y su medio social ............................................ 240
5.3. Estrategias para con el individuo y su entorno sociocultural ............................... 240
6. MODELOS DE PROGRAMAS PREVENTIVOS ................................................................ 241
7. CRITERIOS BÁSICOS DE INTERVENCIÓN EN LOS PROGRAMAS
DE PREVENCIÓN DE LAS DROGODEPENDENCIAS ........................................................ 243
CUESTIONARIO PARA LA REFLEXIÓN ............................................................................... 261
BIBLIOGRAFÍA RECOMENDADA ......................................................................................... 263

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Mediador-a en Prevención de Drogodependencias

7. PREVENCIÓN EN LAS INSTITUCIONES EDUCATIVAS ...................... 267
1. EDUCACIÓN PARA LA SALUD ........................................................................................ 269
1.1. ¿Qué es la salud? Concepto ................................................................................... 271
1.2. Determinantes de la salud ..................................................................................... 272
1.3. La importancia de la educación para la salud ....................................................... 273
1.4. Ámbitos de intervención de la educación para la salud ....................................... 274
1.5. Objetivos de la educación para la salud ............................................................... 275
1.6. Contenidos de la educación para la salud ........................................................... 277
1.7. Metodología de la educación para la salud ......................................................... 278
1.8. El Educador como agente de la educación para la salud ................................... 279
2. PROGRAMAS DE PREVENCIÓN COMUNITARIA .......................................................... 282
2.1. Criterios de actuación ........................................................................................... 284
2.2. Estructura de los programas ................................................................................ 285
3. ESCUELA DE PADRES Y MADRES ................................................................................. 287
3.1. Concepto de EPM y características definitorias .................................................. 289
3.2. Objetivos de las Escuelas de Padres y Madres .................................................. 290
3.3. Aspectos organizativos de la EPM ........................................................................ 291
3.4. El papel y la función del Educador en una EPM .................................................. 292
3.5. Estructura de una sesión tipo ................................................................................ 294
3.6. Contenidos básicos de un programa de EPM ...................................................... 295
3.7. La evaluación del proceso formativo de una EPM .............................................. 296
4. PREVENCIÓN FAMILIAR .................................................................................................. 297
4.1. El papel de la familia en la prevención ................................................................. 298
4.2. Detección de consumos en el seno familiar ........................................................ 298
5. PREVENCIÓN ESCOLAR .................................................................................................. 299
5.1. Antecedentes de la prevención escolar ............................................................... 299
5.2. Por qué desde la escuela ..................................................................................... 299
5.3. Qué drogas ............................................................................................................ 300
5.4. Objetivos y acciones ............................................................................................. 300
5.5. La promoción de la salud ...................................................................................... 301
5.6. El tipo de programa ............................................................................................... 302
5.7. El orientador y el profesor ..................................................................................... 302
6. EDUCACIÓN DE CALLE ................................................................................................... 305
6.1. El Educador de Calle ............................................................................................ 305
6.2. Cambios sociológicos ............................................................................................ 306
6.3. Desde lo social ...................................................................................................... 307
6.4. Los objetivos .......................................................................................................... 309
6.5. Cómo actuar .......................................................................................................... 310
6.6. Dónde actuar ......................................................................................................... 312
CUESTIONARIO PARA LA REFLEXIÓN ............................................................................... 315
BIBLIOGRAFÍA RECOMENDADA ......................................................................................... 319

Mediador-a en Prevención de Drogodependencias

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8. LOS SERVICIOS EDUCATIVOS
EN LA PREVENCIÓN DE LAS DROGODEPENDENCIAS ............................ 331
1. CUÁL ES LA REALIDAD DONDE NOS UBICAMOS ...................................................... 333
2. POR QUÉ DEBEMOS VINCULAR LOS RECURSOS
EDUCATIVOS CON EL TIEMPO LIBRE ............................................................................... 337
3. RECUPERAR EL TIEMPO LIBRE COMO ÁMBITO EDUCATIVO .................................. 339
4. CÓMO HACEN USO LOS JÓVENES DE SU TIEMPO DE OCIO ................................... 342
5. QUÉ APORTAN LOS SERVICIOS EDUCATIVOS A LA PREVENCIÓN ......................... 344
5.1. Ludotecas .............................................................................................................. 344
5.2. Centros de Día ....................................................................................................... 346
5.3. Centros de Tiempo Libre ....................................................................................... 346
5.4. Actividades extraescolares ................................................................................... 346
5.5. Campamentos de verano ...................................................................................... 348
5.6. Campamentos Urbanos ........................................................................................ 348
5.7. Aulas de Naturaleza .............................................................................................. 349
5.8. Granjas-Escuela .................................................................................................... 349
5.9. Asociaciones juveniles .......................................................................................... 350
5.10. Casas de la Juventud .......................................................................................... 351
5.11. Consejos de la Juventud ..................................................................................... 351
5.12. Servicios de Información Juvenil ........................................................................ 351
5.13. Centros Cívicos .................................................................................................... 351
5.14. Campos de Trabajo ............................................................................................. 352
6. PRINCIPALES SERVICIOS EDUCATIVOS ....................................................................... 352
6.1. Ludotecas ............................................................................................................... 352
6.2. Centros de Día ....................................................................................................... 358
6.3. Centros de Tiempo Libre ........................................................................................ 362
6.4. Actividades extraescolares .................................................................................... 364
6.5. Campamentos de verano ....................................................................................... 364
6.6. Campamentos Urbanos ........................................................................................... 367
6.7. Aulas de Naturaleza ................................................................................................. 368
6.8. Granjas-Escuela ....................................................................................................... 369
6.9. Asociaciones juveniles ........................................................................................... 369
6.10. Casas de la Juventud .......................................................................................... 371
6.11. Consejos de la Juventud ........................................................................................ 371
6.12. Servicios de Información Juvenil .......................................................................... 372
6.13. Centros Cívicos ..................................................................................................... 373
6.14. Campos de Trabajo ............................................................................................... 374
7. EL «COUNSELLING» DEL OCIO ...................................................................................... 374
CUESTIONARIO PARA LA REFLEXIÓN ............................................................................... 381
BIBLIOGRAFÍA RECOMENDADA ........................................................................................... 383

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Mediador-a en Prevención de Drogodependencias

9. LA PLANIFICACIÓN DE PROGRAMAS SOCIALES ............................. 389
1. POR QUÉ PLANIFICAR ..................................................................................................... 391
2. NIVELES OPERACIONALES DE LA PLANIFICACIÓN .................................................... 393
3. TIPOS DE PLANIFICACIÓN ............................................................................................... 395
3.1. Planificación normativa .......................................................................................... 395
3.2. Planificación estratégica ........................................................................................ 395
3.3. Planificación táctica ............................................................................................... 396
3.4. Planificación operativa ............................................................................................ 398
3.4.1. Cronograma de Gantt .............................................................................. 399
3.4.2. Elaboración de proyectos ......................................................................... 400
4. LA EVALUACIÓN ................................................................................................................. 402
4.1. La formulación de la evaluación ............................................................................. 403
4.2. El proceso de la evaluación .................................................................................... 404
4.3. Técnicas para la evaluación .................................................................................. 406
4.4. Tipos de evaluación ............................................................................................... 408
4.5. El informe de la evaluación ..................................................................................... 411
CUESTIONARIO PARA LA REFLEXIÓN ................................................................................. 413
BIBLIOGRAFÍA RECOMENDADA ............................................................................................ 415

RECURSOS ....................................................................................................................... 419

Mediador-a en Prevención de Drogodependencias

13

Presentación
La prevención de las adicciones -no sólo de la drogodependencia, sino otras que no implican
necesariamente una sustancia determinada-, a pesar de que cuenta con una corta historia, ha
pasado por diferentes cambios en su evolución.
Fue en la década de los 80 cuando surge, desde iniciativas puntuales, la prevención de
las adicciones a sustancias, aunque circunscrita al ámbito escolar. Se trataba de una prevención primaria, de carácter informativa y centrada en los alumnos, ya fuese a través de charlas
de policías o de ex-toxicómanos, con bastantes conceptos que hacían referencia a estereotipos
manejados por entonces cuando se hacía referencia al mundo de las drogas: «Drogadictos»,
«delincuentes», «heroinómanos», «viciosos», «jeringuillas»...
A nivel comunidad, las acciones emprendidas se caracterizaron por la falta de metodología y cierta ambigüedad de los programas, centrados sobre todo en la formación y sensibilización sobre drogas «ilegales», en un intento de reducir el consumo. Es llegada la década de los
90 cuando se evoluciona hacia la prevención con programas de promoción de la salud dirigidos
tanto a escolares como a padres y educadores. Se trabaja ahora también las drogas «legales»,
los valores y habilidades sociales y se elaboran publicaciones y material didáctico sobre este
tema, fundamentalmente desde las Comunidades Autónomas y asociaciones de ayuda al
drogodependiente.
Parejo a todo ello surgen inquietudes asociativas, principalmente de madres y padres
afectados, para buscar soluciones al problema de las drogas, ante la inoperancia de la Administración, reclamando atención y centros de tratamiento para sus hijos. Se combatía la droga y el
tráfico con manifestaciones populares, lo que tuvo un eco social importante reflejado en todos
los medios de comunicación, tanto que el tema de la droga y la inseguridad ciudadana llegaron
a ser dos de las mayores preocupaciones de los ciudadanos.
Hoy en día, aquellos primeros pasos han dado como fruto la profesionalización de las
entidades y una mayor coherencia y eficacia en los programas, ya sean libres de drogas en
comunidades terapéuticas y unidades de día o de mantenimiento con metadona, aunque una
buena parte de la atención a drogodependientes sigue en manos de centros con fundamentos
religiosos regidos por ex-toxicómanos.
En el ámbito comunitario comienzan a surgir los planes autonómicos sobre drogas y los
planes municipales, que perfilan y diseñan las actuaciones en materia de prevención, asistencia o reinserción. Surgen, consecuentemente, programas comunitarios en barrios concretos,
con profesionales de la salud y el trabajo social que coordinan todo el abanico de voluntarios y
entidades juveniles, sociales, vecinales y otras instituciones implicadas. A todo ello se suman
otros programas específicos, ya sean de incorporación social, ocupacionales, asistencia jurídica y penitenciaria, pisos de acogida o de inserción, centros de día, etc. Aunque queda bastante
por hacer, muchos jóvenes han recuperado su salud, su autonomía personal y han mejorado su

14

Mediador-a en Prevención de Drogodependencias

calidad de vida, disminuyendo consiguientemente el deterioro familiar y social.
Pero la prevención sobre drogas hay que enmarcarla dentro del concepto genérico de
promoción de la salud (bio-psico-social), ámbito más amplio que la prevención específica,
inespecífica, primaria, secundaria o terciaria, pero siempre adecuándola a realidades concretas
y prestando atención a los grupos de riesgo, promoviendo actividades hacia la población juvenil
y coordinándose entre los distintos servicios y agentes sociales. Por eso, y para no caer en
errores anteriores o repetir acciones fracasadas, habrá que partir de datos, estudios y análisis,
además de conocer y optimizar los recursos institucionales y sociales o crear los necesarios.
Tampoco podemos olvidar que la comunidad, en su conjunto, debe afrontar el problema
social que supone el uso y abuso de drogas, por lo que su participación debe ser estudiada y
motivada si queremos que este complejo problema de salud sea abordado de forma global e
integral.
Después de afrontar durante dos décadas el problema de las adicciones en su aspecto
de desintoxicación e inserción, todos los expertos ponen el énfasis en la necesidad de articular
medidas preventivas que, con objetivos, metodologías y evaluaciones contrastadas, permitan
detectar necesidades y darles respuestas. Para ello, es ineludible promover programas adaptados a cada realidad, con controles de calidad y continuidad en el tiempo. Además, se insiste en
la creación de recursos y actividades, en la formación de los agentes sociales y en una coordinación efectiva.
La educación para la salud o la intervención comunitaria pueden ser instrumentos
metodológicos para conseguir, por una parte, que el individuo sea el protagonista en la promoción de un estilo de vida más saludable y, por otra, que la comunidad se capacite para encontrar
soluciones a los problemas que se gestan en su seno. De ahí que las acciones con un marcado
carácter preventivo tengan que desarrollarse desde la cercanía a la población y con la participación de ésta. Por eso se puede dudar del éxito de un programa si los sectores y agentes sociales -colegio, parroquia, centro social, centro de salud, sindicatos, asociaciones de padres y
madres, vecinos, maestros, educadores de calle, farmacéuticos, monitores...- no se comprometen con sus fines o los profesionales responsables del programa no buscan la coordinación
y el intercambio.
La Salud ya no se entiende como la ausencia de enfermedad, sino como la situación de
un completo bienestar a nivel físico, psíquico y social, tal y como la definió la OMS:
«La Salud es el equilibrio y la armonía de todas las posibilidades biológicas, psicológicas
y sociales que puede desarrollar la persona. Este equilibrio exige, por una parte la satisfacción
de las necesidades fundamentales del hombre. Estas necesidades son cualitativamente las
mismas para todos los seres humanos: Necesidades afectivas, de nutrición adecuadas, de
cuidados sanitarios, de educación y de bienes sociales. Por otra parte la Salud supone una
adaptación siempre renovada a un medio en constante cambio».

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15

También debemos entender por Salud una manera de vivir cada vez más autónoma y
solidaria, lo que significa poder evitar la enfermedad o curarla, así como tener el nivel de vida y
cultural suficiente para construir el propio estilo de vida de una manera libre, responsable y feliz.
Por eso, el mantenimiento de la Salud requiere de una responsabilidad creciente de los individuos de las familias y de las comunidades frente a los riesgos que la amenazan, lo que implica
la necesidad de una aproximación pluridisciplinar y multisectorial a los problemas que le afectan.
Creemos que es evidente que toda acción educativa, aunque no se relacione directamente con problemas sanitarios, constituye un eficaz medio para elevar la salud de los individuos y de la comunidad. El papel del educador como agente de salud ha sido reconocido por
todos los estudiosos del tema al asumir su propia responsabilidad en la acción que emprenden
entre individuos y colectividades como promotores de salud física o psico-social. Ello implica
necesariamente que deben adquirir conocimientos básicos sobre la problemática a la que normalmente se enfrentan, más aún si lo hacen entre colectivos marginados socialmente como en
el caso de los Educadores de Calle.
Un aspecto importante de la prevención correspondería a la familia, primer educador del
sujeto. Habrá que devolverle, por tanto, ese protagonismo que a veces se ha delegado a la
escuela, articulando los medios precisos para que recupere su papel socializador y asegure el
proceso educativo de hijos e hijas. Para ello no sólo deberá disponer de los recursos vitales
para su sostenimiento -vivienda, trabajo, sanidad...-, sino que habrá que poner a su alcance
otros medios que le faciliten esa tarea impostergable, que necesariamente se desarrolla dentro
de una comunidad. Esto nos conducirá a demandar servicios que, por su naturaleza, no solapen
ese papel protagonista, sino que lo realcen y estimulen: Escuelas de padres, orientación familiar o cualquier otro que cubra las carencias descubiertas.
Desde esta perspectiva, y teniendo en cuenta a quien nos dirigimos, se ha realizado este
Manual que permitirá, sobre todo a los educadores y educadoras, adquirir los conocimientos
básicos sobre las características fundamentales de las sustancias en mayor uso, con una breve
visión histórica sobre las mismas, los dispositivos asistenciales, las estrategias de mediación
educativa, los recursos disponibles y la planificación de la intervención preventiva.
Pretendemos que a través de la lectura y reflexión de los contenidos y conceptos se
obtenga una visión amplia sobre estos aspectos que forman parte de una acción integral ante
las drogodependencias, con el fin de no demorar más la cuestión más olvidada: La prevención.
Así, conociendo las características socio-psicológicas que nos permiten identificar a las personas en riesgo o potenciales consumidores de drogas y detectando cuáles son los ambientes
socioculturales que favorecen su consumo, podremos promover actuaciones adecuadas en los
diferentes ámbitos y situaciones.
Los Autores

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UNIDAD
DIDÁCTICA

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HISTORIA Y CLASIFICACIÓN
DE LAS DROGAS
Comenzamos por clasificar las drogas atendiendo a sus efectos, recurriendo a este criterio y no
a otros, como su consideración legal o características farmacológicas, por considerarlo más
clarificador. Haremos también un repaso por los aspectos históricos y las características principales de cada sustancia, lo que nos dará una visión más amplia de lo que vamos a tratar a lo
largo del libro.

1. TRANQUILIZANTES
1.1. TRANQUILIZANTES OBTENIDOS A PARTIR DE
DIFERENTES VEGETALES Y HONGOS.
1.1.1. EL OPIO
1.1.1.1. ASPECTOS HISTÓRICOS
Por lo que respecta a su uso a lo largo de la historia, podemos decir que la adormidera era
conocida por la Civilización Babilónica, pues aparece descrita en unas tablillas cuneiformes
datadas en el tercer milenio antes de Cristo halladas en Uruk, en las cuales se representa esta

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planta por dos signos, uno de los cuales significa júbilo.
En Egipto, aparece en el Papiro de Ebers descubierto en Tebas y publicado por Joachim
en 1890. Esta planta era llamada «planta Spen» y el jugo de sus cápsulas era utilizado como
analgésico y tranquilizante en pomadas por vía oral y rectal.
En Grecia se menciona el opio en el tratado hipocrático «Sobre la enfermedad de las
mujeres», en este tratado y en «Predicciones 1» Hipócrates atribuye a la droga propiedades
hipnóticas y sedantes.
El uso sistemático de esta droga con finalidades diferentes a la cura de la histeria y en
cirugía parece comenzar en el siglo III antes de Cristo con la secta de Los Empíricos, liderada
por Heráclides de Tarento, uno de los médicos del padre de Alejandro Magno, Filipo II.
Los conocimientos derivados de su uso tanto clínico como de otro tipo son el origen de
las tríadas y de los primeros tratados occidentales de toxicología.
Efectivamente, a partir del S.II a. de C. la medicina griega y helenística se muestran
interesadas por los compuestos llamados Theríaca o triaca, capaces de inmunizar contra toda
suerte de tóxicos, es decir, en la búsqueda de una especie de antídoto universal, debido probablemente a que en el mundo antiguo los riesgos de sufrir envenenamiento eran bastante altos.
En definitiva, el opio para los griegos fue de gran importancia debido a sus propiedades,
prueba de ello es que fue utilizado por todas sus escuelas médicas además de otros usos de
carácter privado.
Con respecto a Roma, podemos empezar diciendo que el término «opium» deriva del
griego opos, jugo, en clara referencia al látex que se extrae de las cápsulas de las semillas de
adormidera. Ya Plinio el Viejo se refiere a ella (papaver) diciendo que siempre gozó de honor
entre los romanos.
Son numerosos los emperadores romanos que utilizaron esta sustancia aisladamente o
mezclada con otras formando triacas. Filonio, médico del emperador Augusto, inventó una
tríaca conocida como «triaca de Filonio», que contaba entre sus componentes el opio (pimienta
blanca, espinacardo, opio y miel), la cual era consumida diariamente por el césar.
Andrómaco de Creta, médico de Nerón, inventó el llamado «antidotus tranquilans» que
contaba entre otras sustancias, un 30 % de opio. Critón, médico de Trajano, inventó otra tríaca
que incluía esta sustancia y era tomada diariamente por el emperador. El punto culminante en
esta línea fue la tríaca galénica o tríaca magna, cuya proporción de opio alcanza el 40 % .
En definitiva, numerosos emperadores utilizaron el opio con deferentes fines incluyéndose entre ellos la terapia agónica y la eutanasia en los casos de Nerva, Trajano, Adriano, Septimio
Severo y Caracalla.

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Dioscórides de Anazarbia realiza en su «Materia Médica», una descripción de esta sustancia haciendo referencia a sus variedades, modo de preparación y virtudes. También Cayo
Plinio Segundo El Viejo, describe el opio en su «Historia Natural». Claudio Galeno describe sus
propiedades soporíferas y analgésicas, considerando además que sus principales virtudes, refrigerar y aturdir, son de gran utilidad en medicina.
En la Roma antigua fue utilizado el opio en muy diversos usos, considerándose esta
sustancia de gran importancia tanto para usos médicos como lúdicos.
Los árabes asimilaron la cultura clásica a través del Imperio Bizantino fundamentalmente, y con ello sus tradiciones en materia médica y lúdica, Teodoto de Esmirna cuenta que en el
año 750, el jugo de adormidera era consumido por todas las clases sociales al igual que había
sucedido siglos antes en la Roma Imperial.
En esta época el Sacro Imperio romano-germánico, considera el opio «hierba maléfica»
entre otras muchas, pero la razón por la que ésto no tiene impacto en la medicina árabe es que
los árabes seguirán más la tradición oriental que la occidental.
Avicena (980-1037), padre de la medicina para los musulmanes, fue un seguidor de las
tradiciones triacales y junto con otro médico persa, Rhazes, son los responsables de que el opio
tebaico vuelva a ocupar un lugar destacado en su farmacopea.
Un siglo más tarde se vuelve a preparar la tríaca magna o galénica en Córdoba, reinando
Abderramán III (912-961) y médicos hispanoárabes (Avempace y Averries) usan triacas y otros
preparados opiados.
Durante la Edad Media, la adormidera es considerada al igual que otras, «planta diabólica». Lo cierto es que era utilizada en cultos paganos mezclada con otras sustancias en forma
de ungüento, que se ponía en contacto con mucosas preferentemente para procurar una mayor
absorción del producto. Muchas veces se untaba la pomada en un palo sobre el que montaban
las usuarias, de ahí es de donde viene el mito de la bruja subida en una escoba.
Diversos humanistas habían puesto de manifiesto las virtudes terapéuticas de los brebajes y ungüentos usados por las brujas, entre ellos destaca Paracelso (1493-1541), perteneciente a la Escuela de Basilea, que propone una terapia con remedios heroicos. Uno de los remedios más prodigioso a su juicio era el opio, al que llamaba «piedra de la inmortalidad», y que
llevaba siempre en el pomo de su silla de montar. Inventó una tintura de opio a la que llamó
«láudano».
Así mismo en Inglaterra y Francia a partir del S. XVII fue una sustancia de gran aceptación , en Inglaterra T. Sydenham, conocido por el Hipócrates inglés, puso en circulación el
«láudano de Sydenham», y un discípulo suyo T. Dover difundió unos polvos llamados «polvos
de Dover o deaforéticos» que combinaban el opio con la ipecacuana, contenían un 10% de
opio, el doble del que tenía el láudano de Sydenham.

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Fue en Inglaterra también donde se utilizo el opio por vía intravenosa por primera vez, en
unos experimentos llevados a cabo por Sir C. Wren, inyectando con el cañón de una pluma opio
y azafrán metálico en las venas de unos perros.
En Francia el abate Rosseau, misionero y diplomático favorito de Colbert inventó el láudano
de su nombre con una proporción de opio del 20%.
A partir del S. XV Venecia, apoyada por los musulmanes, controla el comercio de las
especias provenientes de la Península Indostánica, Catay y las Indias Orientales, yendo a buscar las especias en barco hasta el Mar Negro y Alejandría, lugar a donde llegan por tierra
siguiendo las rutas de la seda.
Durante el S. XVI, estas rutas se ven expuestas a numerosos peligros y obstáculos; en
este momento capitalistas italianos y marinos portugueses descubren explorando la costa de
Africa un paso meridional hacia Asia y consiguen llegar a Calcuta por vía marítima en 1488 con
Vasco de Gama.
Las repercusiones del descubrimiento portugués fueron las siguientes:
- Quedó liquidado el monopolio comercial de Venecia y hundido el control musulmán
sobre el tráfico de especias.
- La trascendencia de todo ello para el comercio de opio deriva de que los productos
manufacturados europeos carecían de demanda en Asia y el único pago allí admisible
era en metales preciosos; a pesar del enclave que los portugueses tenían en Africa, que
le suministraba oro y esclavos, era muy dificultoso, en ese momento los europeos repararon en la posibilidad de transportar opio por vía marítima (en particular el producido en la
Península Ibérica y en Asia Menor).
El éxito de esta iniciativa motivó a los ingleses a cultivar opio en sus colonias asiáticas,
evitando así el transporte por Persia y Turquía que resultaba dificultoso.
En este momento los portugueses tenían colonias en Goa y Macao, los ingleses en India
y Ceilan y los holandeses en las Indias Orientales.
El comercio de Europa con China se hacía trocando especias por oro, plata o joyas. En
las relaciones de China con Europa estaban excluidas las representaciones diplomáticos o
consulares y el contacto entre chinos y occidentales se reducía al mínimo, teniendo un sólo
puerto como punto de contacto, Cantón.
China, con una estructura económica muy rudimentaria no tenía forma de asimilar bienes
de consumo europeos o capacidad para transformar materias primas diferentes del oro y la
plata. Por esta razón desde el año 1.300 en adelante todas las casas imperiales impiden trueques con bienes rápidamente perecederos.

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En un intento de proteger su economía diferentes emperadores prohibieron diversos productos, así durante la dinastía Yuan se prohibieron los aguardientes occidentales, durante la
Ming el tabaco y en la manchú el opio.
Como ya hemos mencionado estas medidas tenían por objeto proteger y aumentar el
tesoro chino, no tenían sentido moral.
Hacia la cuarta década del S. XIV, diversas circunstancias provocaron la caída de la
dinastía Yuan fundada por mongoles invasores, sucesora de esta dinastía, fue una nativa, la
Ming (mediados S. XIV- mediados XVII); el último Ming prohibió el tabaco y al igual que sucediera con los aguardientes el pueblo no obedeció y además empezó a fumar el opio, sustancia
utilizada hasta entonces por vía oral.
La siguiente dinastía fue la de los manchúes provenientes de Manchuria, que como extranjeros que eran tomaron medidas para asegurar su mandato, medidas tales como declarar
ciudad prohibida para los chinos la capital, Pekín, el uso de la coleta y el uso del tormento para
tratar a disidentes y morosos fiscales.
Como a su llegada al poder se encontraron con un gran déficit que tenía su origen, entre
otras cosas, en los gastos realizados durante la conquista, el gobierno decretó saqueos tributarios e inquisiciones (quema de bibliotecas, persecución de estudiosos...), lo que originó el surgimiento de sociedades secretas que en un principio eran fieles a los nativos Ming y que pretendían defender los derechos que no eran respetados; estas sociedades dieron lugar posteriormente a mafias.
Los impuestos eran muy altos y pronto el descontento del pueblo se manifestó en piratería, fortalecimiento de las sociedades secretas y estallidos campesinos de insurrección. La primera rebelión, ocurrió en el centro de China, y recibió el nombre de rebelión del Loto Blanco,
después se dio la rebelión de la Sociedad de la Razón Celeste, al norte, la situación era de tal
gravedad que se produjeron guerras civiles ocasionando que Cantón se constituyera como
estado independiente en 1851; por otro lado tras la revuelta de los nien (bandoleros) que ayudados por campesinos hambrientos y dirigidos por contrabandistas de la sal, se creó con la
ayuda de propietarios rurales y desertores del ejército, otro estado más al norte.
Para completar este cuadro había rebeliones musulmanas en Yunán, Senshi y kanshu, y
los misioneros jesuitas y protestantes contribuían a instigar los estallidos de violencia.
En 1729 el emperador de la dinastía manchú Yung-Cheng prohibió fumar opio, con penas de estrangulamiento, tanto para contrabandistas como dueños de fumaderos, aunque no
prohibió el cultivo de la adormidera ni su consumo por vía oral. Con estas medidas pretendía
restablecer el trueque entre té, sedas y especias y metales preciosos y joyas, aunque lo único
que consiguió fue facilitar el mercado negro del que se beneficiaron los portugueses, que producían el opio en Goa y lo introducían a través de Macao.

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En 1793 el emperador Chia-Ching, perteneciente a la misma dinastía, prohibió no sólo la
importación de opio, sino también el cultivo de la adormidera, destruyendo además cultivos
locales y ampliando la pena de muerte a usuarios, dando de esta manera un fuerte impulso al
contrabando ya existente.
Desde 1779, el suministro de materia prima es monopolio de la compañía inglesa «East
India Company», que explota plantaciones de adormidera en Bengala por concesión real. Más
adelante se unen a este fructífero negocio, Holanda y EE.UU. utilizando éstos, opio obtenido en
Turquía, más adelante se incorporarán los franceses.
La East India Company, respetaba nominalmente la prohibición del emperador, con el
que negociaba la compra de té, sedas y especias y dejaba que la exportación fuese hecha por
comerciantes privados que se ocupaban de trasladar la mercancía desde India a China.
Estos empresarios vendían el opio a contrabandistas costeros y entregaban el oro y la
plata obtenidos al representante de la compañía en Cantón, que a cambio de los metales libraba letras de cambio pagaderas en moneda inglesa, con el oro y la plata, la compañía compraba
artículos chinos para comerciar en Europa.
China conocía el opio desde tiempos remotos, pues ya en el siglo VII una embajada
bizantina, por expresa petición de la corte imperial china, llevó al emperador varios litros de la
tríaca galénica y desde entonces ese preparado quedó incluido en la materia médica oficial.
En el año 973, se menciona por primera vez en «Los Tesoros del Herbolario» el opio
como sustancia aislada, el hecho de que anteriormente se tuviera conocimiento de este fármaco como componente triacal y no por separado se debe probablemente a la inmensa quema de
libros llevada a cabo por distintos emperadores.
Desde la Alta Edad Media el opio es no sólo un producto medicinal, pues se utilizaba
también en la preparación de pasteles.
LAS GUERRAS DEL OPIO
Hasta la tercera década del Siglo XIX, el gobierno manchú se limitó a responder al contrabando
con un gravamen compensatorio sobre el té exportado, medida que no consiguió evitar que la
balanza comercial china en 1838 arrojase un saldo desfavorable al imperio, pues una gran
parte del oro y plata chinos empiezan a ser destinados para adquirir opio y retornan solo parcialmente como pago de las exportaciones.
Este estado de cosas motiva que el emperador Tao-kuang y sus consejeros se reúnan
con la finalidad de tomar medidas que solucionasen esta situación. Se dieron dos opiniones
encontradas, una era defendida por el ministro del consejo privado Mu-zhang-ha, que proponía
legalizar de nuevo el uso y cultivar adormidera como solución inmediata; la otra era encabezada por el mandarín Lin Tse-hsü, responsable hasta ese momento del monopolio de la sal, que
propone mano dura para acabar con el problema.

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Arguyendo un intolerable atentado contra la libertad de comercio, Inglaterra declaro la
guerra a China e invadió NanKing, firmándose la rendición china en el año 1842 por el Tratado
de este mismo año. Las cláusulas de este tratado fueron las siguientes:
- Indemnización de veintiún millones de dólares.
- Cesión a Inglaterra de Hong-Kong y Amoy.
- Apertura del libre comercio de cinco nuevos puertos.
El opio siguió prohibido por expreso deseo inglés, aunque ahora de hecho se repartiese
con entera comodidad.
Aún así el conflicto continuaba y los acuerdos de Nanking no agradaban a ninguna de las
dos partes así que tomando como excusa la negativa a pagar lo estipulado en el tratado por el
Virrey de Nanking, unos incidentes en el barco Arrow y el asesinato de un misionero, volvieron
a declarar la guerra, durando esta vez incluso menos que la anterior, pues se inició a finales de
año 1857 y en 1858 ya había acabado con la rendición firmada por China en el Tratado de
Tientsing en ese mismo año.
Esta vez los acuerdos del tratado fueron los siguientes:
- Imposición de un cuerpo diplomático con residencia en Pekín.
- Apertura de varios puertos más al comercio.
- Residencia de extranjeros.
- Derecho de hacer expediciones comerciales al interior de China.
- Libre navegación por el Yangt-sé.
- Libertad completa para las misiones cristianas.
A finales de este mismo año se firma en Shanghai una adenda al tratado legalizando la
importación del opio a cambio de un pequeño arancel (el 5%).
A partir de esta guerra Inglaterra pierde apoyo tanto internacional como nacional pues en
1870 se crea una asociación para abolir el tráfico del opio.
La masacre de Tientsing (1858) puso de manifiesto la creciente xenofobia del pueblo
chino, y debido a ésta el interés por el opio británico fue en retroceso, pues fumar opio ya no era
símbolo de algo prohibido ni de resistencia ante el poder manchú, y muchos volvieron al consumo por vía oral.
En 1880 el emperador puso en marcha las siguientes medidas:
- Programas de información pública.
- Instalaciones hospitalarias donde atender a los casos agudos.
- Cultivo de adormidera, para lo cual habilitó grandes extensiones al suroeste, en Szechuán
y en la meseta del Yunán, zonas tradicionalmente opiofagas y también en zonas conti-

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guas a territorios ocupados por la etnia Thai, ligada tradicionalmente al consumo de opio
desde siglos atrás.

En 1890 China producía el 85% de su demanda interna de opio y la East India Company
empezó a temer que el antiguo importador se convirtiera en exportador.
Pocos años después el Parlamento británico consideraba el tráfico de opio en gran escala «una empresa moralmente injustificable».

1.1.1.2. CARACTERÍSTICAS DE LA SUSTANCIA
El opio se obtiene de un látex de color blanco que emanan las cápsulas de la semilla de adormidera (arbusto anual que alcanza entre uno y tres metros de altura) tras efectuar un pequeño
corte en ellas.
Este látex se torna marrón en contacto con el aire y una vez que es acumulado forma una
pasa dúctil de opio crudo que se convierte en opio cocido fumándolo en pipas especiales o
cociéndolo en agua sin sobrepasar los 80 grados; la razón por la que se emplea cocido es por
que se convierte de esta manera en una sustancia mejor asimilable por cualquiera de sus vías
de administración.
La calidad de esta sustancia, es decir la potencia psicoactiva debida a la proporción de
morfina contenida está en relación con el arraigo del cultivo de la zona de la que se obtiene, así
el opio andaluz, turco, griego y persa tienen hasta tres veces más contenido en morfina que el
de Laos y Birmania, y el doble que el de la India.
La enorme diferencia que tienen en contenido de morfina unas adormideras y otras no
sólo en función del lugar de cultivo del que se haya obtenido, sino también entre distintas cosechas en una misma zona, hacen que el margen de seguridad o margen terapéutico sea imposible de establecer con una mínima exactitud. Precisamente esta característica es la que estimuló el descubrimiento de los alcaloides del opio.
A nivel psíquico produce sensación de paz y euforia y a nivel orgánico ocasiona bajada
de la temperatura corporal, descenso del ritmo respiratorio y cardíaco, contracción pupilar y en
un consumo regular produce estreñimiento.
La intoxicación grave produce depresión y coma respiratorio, reversible o no dependiendo del momento en que se actúe, y remedios para combatir este estado son por poner un
ejemplo la cafeína, la cocaína y la anfetamina.
La tolerancia del opio es alta, es decir, es necesario para una persona habituada tomar
dosis diez o veinte veces mayores para experimentar efectos más acentuados.

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Con referencia al síndrome de abstinencia que su retirada brusca provoca podemos decir
que está caracterizado por los siguientes síntomas:
- A nivel somático: Es una especie de gripe (sudoración, rinorrea, respiración agitada,
temblores, y retortijones...) de mayor o menor entidad según el grado de habituamiento o
el nivel de las dosis y en casos muy raros puede producir crisis convulsivas y muerte,
aunque lo normal es que estos síntomas vayan cediendo para desaparecer al cabo de
tres días.
- A nivel psíquico: Un trastorno general del ánimo caracterizado por desasosiego e insomnio.

1.1.2. LA MORFINA
1.1.2.1. ASPECTOS HISTÓRICOS
Esta sustancia fue descubierta en Hanover a principios del S. XIX por Sertürner, mozo de botica, al reducir el opio a una solución en ácido mecónico que neutralizó con amoníaco, obteniendo una sustancia que primero llamó somniferum opii, por sus cualidades narcóticas y luego
morphium, en honor del dios del sueño Morfeo.
En 1818 la morfina es incluida en la materia médica y desde 1827 se fabrica al por mayor
a partir del opio mediante el procedimiento inventado por E. Merck.
Debido a sus excelentes propiedades analgésicas se utilizó con fines terapéuticos y la
primera vez que se hizo de forma masiva fue durante la guerra civil americana (1861-1865);
más tarde se usó con idénticos fines durante la guerra francoprusiana (1870).
Tras administrarse con bastante liberalidad, empezaron a aparecer casos de lo que en
principio se llamó «mal militar» y más tarde «dependencia artificial» refiriéndose con estos
términos a la dependencia y síndrome de abstinencia que la retirada de este fármaco provoca.
Posteriormente se acuñó el término de «morfinismo» para referirse a ellos.
La morfina era una sustancia que resultaba más cara y complicada de obtener que el
opio, pues para conseguirla era necesario además de contar con diversos reactivos, disponer
de una cantidad de alrededor de diez kilos de opio; en laboratorio no se llegó a conseguir hasta
1952 y resultaba aun así de obtención compleja y costosa.

1.1.2.2. CARACTERÍSTICAS DE LA SUSTANCIA
Al igual que el opio deja pronto la sangre y se acumula en diversos órganos como son el hígado,
los pulmones, el riñón y el bazo, pasando tan sólo una pequeña cantidad al sistema nervioso,
donde eleva en una gran medida el umbral del dolor.

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Los principales efectos secundarios de esta sustancia son: depresión de los sistemas
circulatorio, digestivo y respiratorio, a la vez que todas las actividades vegetativas sufren una
notable disminución de su ritmo, también se puede señalar la náusea y la tendencia al vómito.
Los casos de muerte por sobredosis se producen por paro respiratorio, tras un coma de
varias horas donde se pueden dar otro tipo de complicaciones.
La tolerancia de la morfina es muy alta lo cual quiere decir que un habituado a esta
sustancia puede consumir cantidades que serían mortales para quien no lo estuviera.
El margen de seguridad es bastante amplio pues la proporción entre dosis mínima activa
y dosis mortal es de 1/30.
El síndrome de abstinencia es muy parecida al del opio y se caracteriza por los siguientes
síntomas orgánicos: sudores, temblores, retortijones, vómitos, diarrea... que remiten al cabo de
dos o tres días.
A nivel psíquico y durante bastante tiempo (meses) se dan problemas de insomnio, problemas digestivos así como desequilibrio general y desasosiego.

1.1.3. LA CODEÍNA
1.1.3.1. ASPECTOS HISTÓRICOS
La codeína se descubrió en 1832 como resultado de metilizar la morfina. Esta sustancia al igual
que la morfina y el opio tiene propiedades sedantes, analgésicas, antiespasmódicas y
antitusígenas y a diferencia de ellas logró esquivar el control legal, razón por la cual es el
derivado del opio más vendido en las farmacias.

1.1.3.2. CARACTERÍSTICAS DE LA SUSTANCIA
Como los demás fármacos derivados del opio de efectos sedantes, puede producir hábito y un
síndrome de abstinencia proporcional a las dosis utilizadas.
La codeína posee una tolerancia alta.

1.1.4. LA HEROÍNA
1.1.4.1. ASPECTOS HISTÓRICOS
El farmacólogo H. Dreser, descubrió mediante la acetilización del clorhidrato de morfina, la

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diacetilmorfina, sustancia que fue ensayada en la policlínica Bayer como remedio para la tos y
la disnea en asmáticos y tuberculosos, obteniéndose tan buenos resultados, que durante algún
tiempo se creyó haber vencido a estas enfermedades. En el año 1898 se puso a la venta en
farmacias con el nombre de «heroína».
Su descubridor observó que los morfinómanos tratados con esta sustancia perdían interés por la morfina, lo cual es totalmente comprensible teniendo en cuenta que es de cinco a
ocho veces más activa que ésta; esta observación le llevó a la conclusión errónea de creer que
la heroína no creaba dependencia, y así constaba en los primeros prospectos que acompañaban a este fármaco.
Dreser mediante procedimientos de etilización no sólo descubrió la heroína sino también
el ácido acetilsalicílico (aspirina) y durante algún tiempo se vendían estos fármacos en envase
doble como remedio para casi todo tipo de dolencias.
Más tarde se comprobó que la heroína era una sustancia adictiva, y fue incluida en 1925
junto con el cáñamo a la lista previa de narcóticos que estaban incluidos en un régimen de
fiscalización internacional.

1.1.4.2. CARACTERÍSTICAS DE LA SUSTANCIA
La tolerancia de la heroína es alta pudiendo un consumidor habitual administrarse dosis muy
superiores a las que podría una persona no habituada.
Su margen de seguridad es similar al de la morfina (1-30).
La utilización de esta sustancia ocasiona una serie de reacciones tanto orgánicas como
psíquicas y neurológicas, son las siguientes:
- A nivel orgánico: Miosis (pupilas en punta de alfiler) puede haber midriasis (pupilas
dilatadas) en caso de sobredosis debido a anoxia grave, analgesia, reducción de la agudeza visual, reducción de la frecuencia cardíaca, la tensión arterial y la temperatura.
- A nivel psicológico: Euforia, disforia, apatía, retardo psicomotor.
- A nivel neurológico: Somnolencia, lenguaje farfullante, reducción de la capacidad de
memoria y atención.
Las formas de administración de la heroína son las siguientes: Fumada, aspirada
nasalmente, inyectada, también puede ser utilizada por vía oral pero provoca una asimilación
inferior o por vía rectal aunque esta forma está en desuso.
El síndrome de abstinencia de la heroína surge entre 6 y 8 horas después de la última
dosis, alcanza su máxima intensidad al segundo o tercer día y remite a los 7 ó 10 días.

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El síndrome de abstinencia de los opioides es muy parecido a un síndrome gripal ya que
consiste en lagrimeo, rinorrea, sudoración, piloerección, dolores musculares y en algunos casos incluso fiebre. Además se da hiperactividad simpática y síntomas digestivos como náuseas,
vómitos y diarrea. Durante el síndrome de abstinencia se producen fenómenos de signo contrario a los efectos de la administración del fármaco, pues en lugar de analgesia se produce dolor,
en vez de miosis, midriasis, en lugar de impotencia, priapismo y lo mismo podría decirse en
relación con la taquicardia, hipertensión diarrea e insomnio.
Todo lo anteriormente dicho hace referencia a la fase aguda del síndrome de abstinencia,
quedando después de esta fase un síndrome de abstinencia tardío caracterizado por insomnio,
ansiedad e inestabilidad del sistema nervioso vegetativo, aumento de la sensibilidad al dolor y
molestias somáticas difusas así como una reducción de la tolerancia al estrés.
TIPOS DE DROGAS Y SUS EFECTOS (Calafat y otros, 1985)

OPIÁCEOS (morfina, heroína)
EFECTOS

SOBRE EL ORGANISMO
- Indiferencia al dolor, supresión de
los impulsos que llevan a aplacar el
hambre, la satisfacción sexual y a
A CORTO responder a provocaciones con ira.
PLAZO - Intoxicación aguda:
Miosis, depresión respiratoria,
espasmos gastrointestinales, menor
agudeza sensorial, edema pulmonar,
shock, convulsiones.
- Anorexia, estreñimiento, amenorrea,
impotencia, endocarditis bacteriana,
hepatitis, abscesos (algunos efectos
debidos a la forma de
A LARGO administración).
PLAZO - Dependencia física.
- Tolerancia.
- La supresión brusca produce
síndrome de abstinencia
(hipertensión, dolores, lagrimeo,
escalofríos, vómito...).

SOBRE EL COMPORTAMIENTO
- Producen un estado de saciedad
total de los impulsos. Sensación de
flotación. Placer.
- Efectos euforizantes y sedantes.
- Alivian el miedo y la ansiedad.
- Por vía intravenosa se instaura con
rapidez una relación de dependencia.

- Depende de la personalidad y
circunstancias sociales que rodean al
drogodependiente.
- Al principio, los efectos subjetivos
son placenteros. Posteriormente, el
drogodependiente intenta no pasarlo
mal, por lo que volverá a intentar
conseguir aquellos primeros efectos.
- Aparecen comportamientos
tendentes a conseguir la droga
(prostitución, robos, tráfico...).

1.2. TRANQUILIZANTES SINTÉTICOS
1.2.1. SUCEDÁNEOS SINTÉTICOS DEL OPIO
Muchas de estas sustancias se obtienen del alquitrán de hulla u del aceite pesado, estas sus-

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tancias comenzaron a producirse masivamente poco antes de la Segunda Guerra Mundial debido a que no tenían en principio restricciones legislativas y además no dependía del suministro
del opio lo cual proporcionaría autonomía durante el conflicto a los futuros países implicados en
la guerra.

1.2.1.1. METADONA
1.2.1.1.1. ASPECTOS HISTÓRICOS
Esta droga fue descubierta por la I. G. Farbenindustrie, se llamó inicialmente «dolofina» en
honor a Adolfo Hitler y fue ofrecida a médicos del ejército alemán como analgésico en 1939 los
cuales, tras realizar experimentos con esta sustancia, descartaron su utilización por considerarla demasiado tóxica.
Más tarde reapareció en Estados Unidos como sedante y remedio para la tos, pero su
mayor impulso lo debe al presidente norteamericano Nixon que a mediados de los años setenta
promocionó la idea de que era una droga contrarrevolucionaria, capaz de acabar con la adicción
a la heroína.
Actualmente se emplea en muchos lugares del mundo como rehabilitación y tratamiento
para consumidores de opiáceos en Programas de Mantenimiento con Metadona (PMM).
1.2.1.1.2. CARACTERÍSTICAS DE LA SUSTANCIA
Esta sustancia es algo más potente que la morfina y tiene un margen de seguridad del 1-30,
aunque esto es matizable pues el efecto analgésico y la depresión respiratoria no actúan paralelamente desapareciendo antes el efecto analgésico, lo cual puede provocar que al introducir
nuevas dosis con el fin de mantener los efectos psíquicos, éstas se solapen a la cantidad de
fármaco todavía presente y provocar sobredosificación.
Esta sustancia es bien asimilada por vía oral y la duración de sus efectos es casi el doble
que el de la morfina o la heroína.
Además es hidrosoluble lo cual facilita el hecho de administrarla por vía oral, al contrario
de la heroína que no lo es y necesita de un ácido y agua para poder ser utilizada incluso por vía
intravenosa.
El síndrome de abstinencia tarda más en aparecer que en el caso de la heroína,
instaurándose entre 1 a 3 días después de la última dosis, tiene su pico entre el tercer y el
octavo día y después persiste varias semanas. Sus síntomas son semejantes a los de los demás opiáceos.
Los beneficios que presenta la utilización de esta droga son, que permite abandonar el

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hábito de consumo de opiáceos sin sufrir inmediatamente un síndrome de abstinencia, y mantener el hábito de consumo a opiáceos sin sufrir las consecuencias de utilizar una droga socialmente estigmatizada.

1.2.1.2. BUPRENORFINA
1.2.1.2.1. ASPECTOS HISTÓRICOS
La buprenorfina es un opioide semisintético derivado de la tebaína que fue sintetizado en 1971
por Bentley e identificada por Martín et al. como agonista de la morfina.

1.2.1.2.2. CARACTERÍSTICAS DE LA SUSTANCIA
Posee las propiedades farmacológicas típicas de los agonistas y antagonistas opioides; como
agonista produce efectos subjetivos de tipo morfínico siendo de inicio más lento que la morfina
y alcanzando su pico alrededor de 6 horas después de la inyección subcutánea o intramuscular
teniendo una mayor duración su acción, de alrededor de 72 horas. Como analgésico tiene una
potencia de 25 a 50 veces la de la morfina, y la duración de los efectos analgésicos es de 6 a 9
horas.
Los efectos antagonistas de la buprenorfina han quedado demostrados por su capacidad
para antagonizar los efectos de una dosis única de morfina, y por precipitar la abstinencia en
animales dependientes de la morfina. En humanos han quedado demostrados estos efectos
por desencadenar el síndrome de abstinencia en sujetos adictos a opiáceos.
Debido a estos dos tipos de efectos, según el momento de administración de la buprenorfina
producirá unos u otros, es decir, si se emplea en la fase de intoxicación actuará como antagonista desencadenando el síndrome de abstinencia, y se utiliza durante el síndrome de abstinencia lo hará como agonista suprimiéndolo.
El hecho de tener una larga vida media hace que el síndrome de abstinencia se precipite
varios días después de suprimida la administración.
Diversos autores la consideran un fármaco adecuado para tratar el síndrome de abstinencia a opiáceos por sus propiedades agonistas.

1.2.1.3. PENTAZOCINA
1.2.1.3.1. ASPECTOS HISTÓRICOS
Este fármaco fue lanzado al mercado por un americano en 1967 como analgésico-sedante

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ideal no adictivo y potente.
Poco después de aparecer en el mercado los adictos americanos observaron que se
incrementaban sus efectos si eran utilizados en combinación de jarabes para la tos debido al
efecto de la codeína y esta es la forma en que se suele utilizar actualmente.
Desde 1968 se conocen casos de adicción y de deterioro mental grave, y en 1984 varios
países del tercer mundo presentaron informes a la OMS destacando grandes abusos en cuanto
a dispensación y consumo, pero aún así ha conseguido sortear durante mucho tiempo los datos
desfavorables que sobre ella se tenían.

1.2.1.3.2. CARACTERÍSTICAS DE LA SUSTANCIA
Como analgésico y sedante es unas tres veces menos potente que la morfina y tiene la característica de poseer un margen de seguridad muy pequeño.
Ocasiona graves efectos secundarios como la depresión respiratoria, taquicardia y rápido incremento de la presión arterial, brotes de conducta demente y episodios de malestar agudos.

1.2.2. TRANQUILIZANTES MAYORES (NEUROLÉPTICOS)
Dentro de esta clasificación se incluyen diversos tipos de sustancias utilizadas en el tratamiento
de las psicosis.
Su costo de elaboración es muy pequeño y son a veces utilizados como forma de adulterar drogas ilícitas. Entre los más conocidos están las fenotiazinas (sustancias que se pueden
reconocer por su terminación «zina»), el haloperidol y la reserpina.
El margen de seguridad es variable según el tipo de sustancia, aunque suele ser inferior
al de los opiáceos.
A nivel neurológico actúan bloqueando o destruyendo algunas sustancias que están implicadas en el funcionamiento nervioso y algunos neurotransmisores, como por ejemplo, la
dopamina, la serotonina, y la norepinefrina.
Entre los efectos secundarios que poseen se encuentran el parkinsonismo, agranulocitosis,
obstrucción hepática con ictericia, anemia, vértigos, visión borrosa, retención urinaria, estreñimiento, irregularidad menstrual, atrofia testicular, alergias cutáneas, arritmias cardíacas, congestión nasal, sequedad de boca, bruscos ataques de parálisis muscular... además trastornos
graves en la potencia sexual y en la capacidad afectiva; no sólo produce frigidez o inhibiciones
en la eyaculación sino que ocasiona una degradación del deseo que algunos psiquiatras consi-

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deran irreversible tras tratamiento muy prolongados o repetidos.
La tolerancia se establece con rapidez por lo cual es preciso utilizarlos con máxima cautela.
Este tipo de drogas se conoce con el nombre de neurolépticos, sujetanervios (del gr.
leptos, atar y neuro, nervio ) y sus efectos subjetivos consisten en un estado de indiferencia
emocional sin trastornos perceptivos ni de las funciones intelectuales.

1.2.3. TRANQUILIZANTES MENORES (ANSIOLÍTICOS)
1.2.3.1. ASPECTOS HISTÓRICOS
Estas sustancias fueron descubiertas a partir de los años 50 y el coste de su elaboración es
muy inferior al de los opiáceos naturales.
Mención especial en este apartado merecen el meprobamato y las benzodiacepinas.
Con respecto al primero podemos decir que es un derivado del petróleo que se sintetizó como
sucedáneo de los curarizantes con el objetivo de obtener relajación muscular, fue descubierto
por F.M. Berger, quien pronto comprobó que poseía además de la ya mencionada acción
miorrelajante efectos sedantes. Cuando se comercializó en EE.UU. se hizo hincapié en sus
propiedades relajantes y fue llamada «the happy pill», la «píldora de la felicidad», mientras que
en Europa se hablaba de ella como remedio inocuo para la neurosis.
En 1958 se demostró que desencadenaba un síndrome de abstinencia con un cuadro de
síntomas tales como vómitos, temblores, náuseas, gran ansiedad, anorexia, fibrilaciones musculares, delirio de tipo alcohólico-barbitúrico y convulsiones.

1.2.3.2. CARACTERÍSTICAS DE LA SUSTANCIA
Este tipo de tranquilizantes son utilizados en los casos de neurosis y reciben genéricamente el
nombre de ansiolíticos por su papel de reductores de la ansiedad (rompedores de la ansiedad
etimológicamente).
En cuanto a las benzodiacepinas podemos decir que hay cerca de treinta y tantos compuestos pertenecientes a este grupo, que a menudo pueden ser reconocidos por las terminaciones lam o lan, y pan o pam, como diacepam, lorazepam, lormetazepam, flurazepam,
flunitrazepam, clonazepam, triazolam... aunque hay también bastantes excepciones como por
ejemplo el clorazepato o el clordiacepóxido.
A nivel neurológico funcionan deprimiendo partes del sistema nervioso y no éste de modo
generalizado.

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En dosis pequeñas funcionan como sedantes y a mayores dosis lo hacen como hipnóticos
(inductores del sueño), aunque debido a propiedades específicas de cada fármaco unos se
utilizan fundamentalmente como sedante mientras que otros se usan como hipnóticos.
Posee un alto factor de tolerancia y pueden producir dependencia física, y con respecto
al síndrome abstinencial, a los síntomas producidos por el de los opiáceos que comparten, hay
que añadir convulsiones intensas.
Otra característica de estas drogas es su larga permanencia en el organismo por su
impregnación en los tejidos, pues incluso en un estado de funcionamiento óptimo del hígado,
muchas benzodiacepinas se transforman en DMD (dimetildiacepina), que posee una vida media de 70 horas.
Su principal ventaja consiste en que este tipo de drogas posee un amplio margen de
seguridad.
En cuanto a sus efectos subjetivos podemos decir que provocan cierto aturdimiento y
dificultades para la coordinación motora, razón por la cual se consideran actividades
contraindicadas durante su uso las que requieran un buen estado de reflejos o atención como
por ejemplo, conducir; como reductoras de ansiedad cambian el estado de ánimo.

1.2.4. SOMNÍFEROS
1.2.4.1. ASPECTOS HISTÓRICOS
Entre ellos vamos a destacar los barbitúricos; sustancias descubiertas por el premio Nobel de
Química A. Von Bäyer en el año 1864 al condensar la urea y el ácido malónico sintetizando la
molécula barbitúrica.
En 1904 se comercializó el primero de estos compuestos, el veronal y en ese mismo año
se publica la primera comunicación científica sobre casos de adicción.

1.2.4.2. CARACTERÍSTICAS DE LA SUSTANCIA
Según la duración de sus efectos se pueden dividir en barbitúricos de acción ultra corta, como
el pentotal o el tiamital utilizados en anestesia; de acción media, como el amobarbital y el
butabarbital; y larga, como el barbital y el fenobarbital.
Los efectos de los barbitúricos, utilizando dosis medias y altas, son: Torpeza, confusión
mental, falta de coordinación motora, disminución de los reflejos e irritabilidad. Así mismo son
fármacos tóxicos para el hígado y el riñón, lesionan el cerebelo, producen erupciones cutáneas,
dolores articulares, neuralgias, caídas de tensión, estreñimiento y tendencia al colapso cardía-

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UNIDAD
DIDÁCTICA

2
ALCOHOLISMO

1. DEPENDENCIA DEL ALCOHOL
1.1. PROCESO DE DEPENDENCIA-ADICCIÓN
El uso prolongado del alcohol hace que las células del organismo se adapten a la presencia del
etanol, haciendo posible, al menos al principio, normal su funcionamiento. A medida que crece
el consumo, se va haciendo necesario el aumento progresivo de la dosis para mantener ese
estado de «normalidad»; es lo que se conoce con el nombre de tolerancia. Después de acostumbrarse al alcohol, al organismo le cuesta estar sin él y surge el fenómeno de la dependencia.
La adicción, desde el punto de vista terminológico, resulta ser un modo de dependencia.
Freixa (1993) la considera como el proceso físico de depender de la droga; mientras dependencia hace referencia al proceso psicológico.
Cuando se establece una dependencia existe un vínculo entre el organismo y la droga.
Cuando esa dependencia es física la llama adicción y en ella intervienen procesos
neurofisiológicos y bioquímicos que hacen que las células del organismo se unan a las sustancias de la droga, hasta el punto de que no puedan estar sin ella.
La dependencia psicológica por su parte, implica una unión comportamental que lleva al
impulso de autoadministración de la droga de modo prolongado.

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Mientras que la adicción o dependencia física atiende a la evitación de los efectos derivados de la privación, la dependencia psíquica conlleva el deseo de beber para experimentar de
nuevo los efectos reforzantes del alcohol como agente desinhibidor, ansiolítico y euforizante.
En el fenómeno de la dependencia, hay que reconocer tres elementos que se encuentran en relación entre sí: El sujeto, la droga y el medio social.
El ambiente influye en la estructura social en el que el individuo está inmerso y que le
condiciona en las pautas de comportamiento. Así, de él va a depender que la droga esté disponible y que diversos agentes (grupo de iguales, medios de comunicación) fomenten actitudes
positivas hacia su consumo.
Los efectos reforzantes del alcohol y más inmediatos prevalecen sobre los efectos negativos que suelen ser más tardíos. Así, la crítica social, la pérdida de empleo, la enfermedad...
son sucesos que se producen tras un tiempo prolongado de consumo y que, de entrada, no
poseen el poder suficiente para que el alcohólico abandone la bebida.
Al hablar de efectos reforzantes hay que mencionar que éstos no sólo existen en el
alcoholismo ya instaurado, son tan protagonistas como los refuerzos que mueven al joven de fin
de semana a consumir en grandes dosis. La diferencia radica en que en el primero la búsqueda
se concentra en eliminar la ansiedad (el alcohol como poder evasivo), mientras que el segundo
busca la desinhibición, la facilidad para la interacción social, el divertimento y la búsqueda de
nuevas sensaciones.

1.2. LA CONDUCTA DEL ALCOHÓLICO
Desde las teorías conductistas y desde el modelo de aprendizaje social, se concibe al alcoholismo como una forma de comportarse socialmente aprendida y mantenida por estímulos antecedentes y reforzantes consecuentes que pueden ser de naturaleza psicológica, sociológica o
fisiológica (Vallejo, R., 1991).
Entre los reforzantes sociológicos se encuentra la presencia cultural que refuerza el consumo del alcohol a través de la permisividad frente al consumo de otro tipo de drogas que son
peor vistas.
La presencia del alcohol en nuestra sociedad lo hace imprescindible en ciertas celebraciones y en muchos hogares donde su consumo llega a ser rutinario, haciéndolo por tanto más
disponible (como condimento alimenticio, en cumpleaños, celebraciones anuales, etc.).
Los medios de comunicación actúan como socializadores, mostrando un escaparate del
modo de vivir de la sociedad y presenta el alcohol como un factor que facilita las relaciones
interpersonales, cuya invitación no suele rechazarse. En caso de presentar el alcohol como
problema, inmediatamente se muestra una recuperación milagrosa del alcoholismo. Este he-

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cho hace que los jóvenes entiendan la conducta de beber como una hazaña que siempre acaba
bien.
A través de la conducta de beber se viven una serie de experiencias facilitadoras para la
interacción social por sus características inhibitorias así como sensación de mayor alegría,
sensación de mayor libertad, aumento de la seguridad, diversión, sexo-placer, éxito. El alcohol
también actúa como ansiolítico, ayuda a escapar de los sentimientos de soledad y a disminuir el
estrés. Todos estos efectos actúan como reforzadores inmediatos de la bebida.
Por último, otro de los reforzadores de la conducta de beber está en eliminar las consecuencias negativas que se derivan de la deprivación una vez instaurado la conducta alcohólica.
Esas consecuencias negativas se conocen con el nombre de síndrome de abstinencia.
En diversos estudios se ha observado que el hecho de que en la familia exista algún
miembro consumidor, facilita el que otro miembro empiece a consumir. Aunque los autores no
se ponen de acuerdo en si esa correlación se debe al resultado del modelado (aprendizaje por
observación) o si la causa es genética.
Como hemos, visto la conducta de beber tiene unos efectos positivos y negativos. Cabría
preguntarse porqué alcanzan mayor importancia los efectos positivos, aumentando el consumo
y no los negativos disminuyéndolo. La respuesta se encuentra en los teóricos de la conducta.
Dollar y Miller explicaron este fenómeno a través del concepto de «dilación del gradiente
reforzador»: Cuanto más se alejen las consecuencias inmediatas (positivas) de las demoradas
(negativas) más improbable es que el sujeto relacione conducta con efecto negativo. Ésto explicaría que la conducta de beber tienda a mantenerse, pues las consecuencias positivas son
inmediatas (sedante, estimulador, reductor de estrés) frente a las consecuencias negativas que
se derivan del consumo continuado y que suelen ser tardías como la enfermedad, sentimiento
de culpa, perdida de trabajo, malos tratos o ruptura familiar.

1.3. MUJER Y ALCOHOLISMO
Durante mucho tiempo se ha estudiado la influencia que tiene el alcohol en el hombre. En los
últimos años, con la incorporación de la mujer al mundo laboral y la equiparación a los patrones
masculinos, adquiere un interés especial el estudio del alcoholismo en la mujer, pues se trata de
una conducta de beber con unas características diferentes, solitaria, y con efectos más perjudiciales que en el hombre.
El organismo femenino tiene unas características que lo hacen más vulnerable al alcohol. A nivel bioquímico la deshidrogenasa gástrica tiene una menor actuación y junto con el
menor contenido en agua produce una mayor absorción del etanol, haciendo mayor su propensión a desarrollar una cirrosis hepática.
Con la incorporación de la mujer al trabajo, ha duplicado sus fuentes de estrés, compar-

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tiendo las tareas caseras con las profesionales. El cambio de roles y la pérdida de diferencias
sexuales tradicionales en nuestra sociedad ha hecho que adquiera también comportamientos
hasta entonces masculinos. La bebida con sus efectos ansiolíticos le sirven para disminuir la
carga, siempre claro está que beba de un modo clandestino, pues a pesar de la equiparación de
roles sigue considerándose peor visto el alcoholismo en la mujer. De hecho, es mucho más
probable que se produzca una ruptura matrimonial por el consumo en la mujer debido al papel
tradicional que la sociedad le ha otorgado. Ésta siempre ocultara su problema con la bebida, lo
que hará que acuda tarde a tratamiento y con gran daño somático.
Ciertos eventos traumáticos pueden hacerla más susceptible a desarrollar la enfermedad, como por ejemplo en caso de viudez, problemas psicosexuales, etc. Se ha estudiado la
relación entre consumo y ciclo menstrual, descubriéndose que al ser mayor la absorción del
alcohol durante el periodo premenstrual (y al producir un alivio de las molestias que lo acompañan), este periodo podría condicionar el consumo contribuyendo al alcoholismo femenino.
Un punto importante a considerar en el alcoholismo femenino se encuentra en el consumo por parte de la mujer embarazada. El etanol destruye las cadenas de aminoácidos que
forman las proteínas, originando malformaciones en los tejidos embrionarios que se estén formando, ya que el etanol atraviesa la barrera placentaria provocando el síndrome alcohólico
fetal. Este síndrome es irreversible, provoca muerte fetal o neonatal, bajo peso al nacer,
microcefalia, retraso mental y psicomotor, temblor corporal, malformaciones en boca,
genitourinarias y cardíacas.

2. CLINICA Y PSICOPATOLOGIA
DEL ALCOHOLISMO
2.1. ENFERMEDADES DERIVADAS DEL ALCOHOLISMO
La Organización Mundial de la Salud sitúa al alcohol entre las drogas más devastadoras para la
salud física, psíquica y social de los individuos. Los efectos que tiene sobre el organismo humano son de sobra conocidos puesto que se trata de una substancia de un consumo muy extendido en nuestra sociedad.
A continuación expondremos algunas de las complicaciones que se derivan de la bebida.
El alcohol se metaboliza fundamentalmente en el hígado. Este proceso puede derivar en
una hepatitis alcohólica, que se caracteriza por una alteración de las células hepáticas, formar
depósitos de grasa en las células hepáticas (esteatosis) o producir una alteración de la estructura del hígado de naturaleza irreversible y que se conoce con el nombre de cirrosis hepática.
A nivel esofágico el alcohol disminuye el peristáltismo y reduce la presión del esfínter

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inferior condicionando la aparición del reflujo gastroesofágico. Las náuseas y vómitos terminaran produciendo úlceras a nivel esofágico y gástrico (síndrome de Mallory-Weiss), causando
hemorragia digestiva y alterando la mucosa del esófago, condicionando la aparición de esofagitis,
que a su vez favorece la formación de estenosis pépticas y úlceras en esófago, lo cual favorece
la aparición de hemorragias. Su acción sobre el estómago hace que se estimule la secreción
ácida cuando se consume a dosis bajas y produce una inhibición de la secreción ácida cuando
se trata de un consumo crónico. A altas dosis afecta a la mucosa gástrica ocasionando gastritis
crónica que puede ser causa de hemorragias sobre todo si el individuo toma al mismo tiempo
ácido acetilsalicílico o antiinflamatorios. También influye sobre la motilidad del estómago haciendo que disminuya y retrasando el vaciamiento gástrico tras un consumo elevado mientras
se acelera el vaciamiento a dosis bajas. El consumo crónico puede derivar en una gástritis
crónica, susceptible de desarrollar un cáncer gástrico.
El alcohol actúa como un tóxico sobre las membranas del intestino, produciendo aceleración del movimiento intestinal y provocando diarreas. Por otro lado, al afectar a la mucosa del
intestino (lugar donde se realiza la absorción de nutrientes), se desarrolla un trastorno de
malnutrición por estar alterada la capacidad de absorción, dando lugar a déficits en ácido fólico
y vitaminas del grupo B. El proceso de oxidación del alcohol se produce en el hígado y exige
consumir glucosa del organismo, reduciendo las reservas alimenticias. De ahí el estado de
malnutrición característica del alcohólico.
Secundario al daño pancreático se produce una fibrosis en el páncreas que da lugar a
una diabetes mellitus, llegando incluso a producir cetoacidosis.
El alcohol es responsable de hipoglucemia en la población no diabética.
El alcohol produce un efecto vasodilatador sobre el corazón, produciendo cambios en la
coagulación, disminuyendo así el riesgo de muerte cardiovascular. Esto ha servido de base
para hablar del efecto beneficioso de esta droga sobre el corazón, sin embargo no se puede
considerar beneficioso pues disminuye la contracción del músculo cardíaco, produciendo arritmias
y llegando a provocar lesiones en el músculo y vasos sanguíneos. El consumo continuado del
alcohol produce lo que se conoce como miocardiopatía alcohólica. También es responsable de
los cambios en la presión arterial, disminuyéndola cuando el consumo es de pequeñas dosis y
aumentándola con el consiguiente riesgo de accidente cerebrovascular cuando el consumo es
mayor.
Después de un consumo crónico puede producir alteraciones en las extremidades, con
fatiga al caminar, calambres, anulación de reflejos y parálisis muscular. Es frecuente encontrar
problemas osteomusculares entre los grandes bebedores.
El alcohol hace que los vasos sanguíneos de piel y mucosas se llenen de sangre y se
dilaten. Esto es lo que produce el enrojecimiento de la piel en el sujeto alcohólico y la causa de
que se crea de una manera equivocada que el alcohol es un buen medio para «entrar en calor».
Más bien el efecto es el contrario, pues se pierde calor a través de la piel produciendo un efecto

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de frío en el interior del cuerpo que tiene que compensar la pérdida de calor.
El consumo abusivo de bebidas alcohólicas se ha asociado con una mayor prevalencia
de infecciones debido a su efecto inmunosupresor. Así es común encontrarse con infecciones
del tipo hepatitis b y c, tuberculosis, neumonías, endocarditis y meningitis en pacientes alcohólicos, aumentando la vulnerabilidad para el desarrollo de tumores.
También se le ha relacionado con alteraciones hormonales que desencadenan trastornos sexuales y esterilidad, así como alteraciones neurológicas que terminan afectando al nervio
óptico y produciendo trastornos visuales.
El alcohol empeora el rendimiento intelectual verbal y manipulativo, repercutiendo sobre
la atención y rapidez en la discriminación de estímulos, afectando a la memoria y disminuyendo
la capacidad para el aprendizaje.
Los trastornos de sistema nervioso merecen una consideración aparte por poseer una
sintomatología muy florida en muchos casos y no ser exclusivo del dependiente del alcohol en
algunas alteraciones.
La psicosis alcohólica aguda o Delirium tremens tiene lugar como consecuencia de la
privación o abstinencia (de pocas horas hasta 24). Durante este fenómeno se producen alucinaciones visuales con contenido aterrador que el individuo vive con suma angustia. Suele estar
alterada profundamente la conciencia, con agitación psicomotora, alteraciones del pensamiento, errores en el reconocimiento del entorno, desorientación, insomnio, sudoración, hipertensión
arterial y dilatación pupilar. Se da una gran ansiedad y puede desembocar en coma o muerte.
En la alucinosis alcohólica no suele estar alterada la conciencia. Tienen lugar alucinaciones auditivas (voces que le insultan) y el delirio de persecución le lleva a adoptar una conducta
de huida o de agresión contra él mismo o contra los demás. Generalmente se produce después
de abandonar la bebida (48 horas), pero en ocasiones puede aparecer el fenómeno en caso de
un aumento del consumo.
La celotipia crónica o delirios de celos suele estar asociada al alcoholismo, aunque la
personalidad del individuo es un factor a tener en cuenta como posible desencadenante. Es
frecuente que el alcohólico sospeche de la fidelidad de su cónyuge. Algunas veces todavía está
conservada la capacidad crítica que haga poner en tela de juicio esas dudas, otras veces llega
a ser delirante hasta el punto de creer que se entrega de modo indiscriminado al propio médico
o a personas de cierta relevancia social. Algunos psicólogos de enfoque dinámico interpretan la
impotencia sexual, causa de los sentimientos de inferioridad tan frecuente en el alcohólico,
como la causa de este fenómeno.
Entre las encefalopatías encontramos las siguientes:

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- Síndrome de Korsakoff:
Este trastorno no es exclusivo del alcoholismo, así determinados traumatismos
craneoencefálicos pueden desarrollar la enfermedad. Se caracteriza por trastornos de memoria, en concreto le resulta imposible fijar los recuerdos posteriores al inicio del trastorno, esto le
lleva a tener enormes lagunas en la memoria que suelen ser rellenadas con material falso. Es lo
que se denomina confabulaciones.
Se realiza falsos reconocimientos de personas que no conoce. Alteraciones neurológicas
pueden afectar a las extremidades produciendo parestesias y atrofia muscular.
- Encefalopatía de Gayet-Vernicke:
Este trastorno se asocia con una carencia de tiamina; por tanto no es exclusiva del alcohólico. Suele ir acompañada de alteraciones de la memoria, desorientación, confusión. Trastornos de la visión y polineuritis.
- Degeneración cerebelosa:
Esta enfermedad se produce por una degeneración en el cortex del cerebelo. Suele
existir una dificultad para el movimiento en tronco y extremidades inferiores. También se da una
alteración en el aparato ocular produciendo movimientos del globo ocular denominado nistagmus.
- Encefalopatía hepática:
Es la más frecuente de las lesiones cerebrales producidas por trastorno alcohólico. Debido a una alteración en la metabolización hepática se produce una hiperplasia en los astrocitos
dañando el parénquima cerebral.
Puede ser aguda o crónica. En la primera tiene lugar el coma hepático, en la segunda se
producen trastornos emocionales, intelectuales y de la personalidad que pueden ser reversibles.
- Encefalopatía Minor:
Se considera una primera afectación del sistema nervioso central, evolucionando hacia
otras formas de encefalopatías.
Aunque el inicio del consumo alcohólico en muchos casos está condicionado a la búsqueda de relajación, disminuir la ansiedad, evadirse de los problemas,... con un consumo prolongado la ansiedad aumenta y el estado de ánimo empeora, surgiendo los trastornos depresivos y de ansiedad.

2.2. SÍNDROME DE ABSTINENCIA
Existen dos grupos de manifestaciones del síndrome de abstinencia:
- Manifestaciones habituales de predominio matutino en las que se presenta temblor
labial y de manos, sensación nauseosa, ansiedad e inquietud, cansancio y estado de

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ánimo deprimido, manifestaciones que mejoran con la ingesta.
- El Gran Síndrome de Abstinencia o Síndrome Confuso-Onírico (Delirium Tremens). Se
inicia con ansiedad y temblor en manos, extremidades, labios y lengua. Se producen
crisis convulsivas y alucinaciones visuales. Se presenta al cabo de 8 a 24 horas de la
abstinencia o disminución de la ingesta

2.3. LA PERSONALIDAD DEL ALCOHÓLICO
El DSM-IV relaciona alcohol con trastorno depresivo aunque más como una consecuencia de la
conducta de beber que como factor inherente al bebedor. La bebida produce estados maníacos
y suele relacionarse con un trastorno de ansiedad, en concreto con la fobia simple en el hombre
y con la agorafobia en la mujer, trastornos que el sujeto intenta superar con la bebida.
El alcohólico utiliza la bebida como un medio para eliminar la insatisfacción que habita en
él. Sus problemas personales y depresiones parecen «ahogarse» con el alcohol. Le caracteriza
un alto nivel de frustración y un bajo nivel de autoestima, pero en cuanto al carácter del alcohólico dependiente surge el interrogante de si su personalidad es previa a la bebida o consecuencia de ella.
Algunos autores señalan que las personas con mayor nivel de neuroticismo, inestabilidad emocional o ansiedad tienen mayor tendencia a consumir bebidas alcohólicas, debido a los
efectos ansiolíticos de la bebida.
Entre los rasgos de personalidad que aparece en un individuo dependiente se encuentran:
- Inmadurez emocional:
Actúan como personas dependientes, de personalidad débil, necesitadas de aprobación,
presentan desajustes sexuales y dificultad de trato con el otro sexo, baja tolerancia a la frustración y dificultad para aplazar la satisfacción de sus deseos.
- Baja autoestima y baja tolerancia a la frustración:
Esto lo hace incompetente para enfrentarse a los problemas, creciendo a la vez su frustración, lo que le lleva a la bebida por sus poderes de evasión. Termina produciéndose un
círculo vicioso; el alcohol lo vuelve más impulsivo y hace que se salte las normas sociales, lo
cual le generara aun menor control emocional y conductual.
- Una educación paterna restrictiva:
En cuanto a la expresión de sentimientos desemboca en un individuo adulto que esconde sus emociones y necesidades.

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A través de los efectos ansiolíticos, inhibidores y euforizantes del alcohol, el individuo
cree poder disimular las carencias inherentes a su personalidad.
El abuso de la bebida no ha de tomarse como algo aislado sino asociado a factores de
personalidad o alteraciones psiquiátricas, sin embargo hay que tener en cuenta el efecto
desinhibidor que el alcohol produce en el «paso al acto», desencadenando con mayor facilidad
situaciones violentas hacia los demás pero también hacia él mismo a través de conductas
autopunitivas que, bien larvadas o explícitas, desencadenan en el suicidio.

3. SOCIOPATOLOGÍA DEL ALCOHÓLICO
3.1. PROBLEMAS FAMILIARES
Si bien existe una relación entre comportamiento alcohólico en la familia y consumo por parte
de algún hijo, es raro que los padres inciten a los hijos a consumir, más bien es el grupo de
iguales el que suele hacerlo, en la pandilla, entrando en el peligroso mundo del alcohol que
aporta el encuentro con nuevas sensaciones, independencia y autoafirmación.
Cuando se tiene conocimiento de la existencia de un miembro consumidor dentro de la
familia, la primera reacción es resistirse a admitirlo. El interés en ocultarlo conlleva la necesidad
de recurrir a la culpa y al reproche como intento de solución. Esto va a producir una serie de
trastornos psicológicos en el resto de la familia, siendo los hijos más pequeños los que más
acusen el problema, presentando trastornos de ansiedad que se traducen en perturbaciones
del comportamiento y escolares.
La alteración en el interior de la familia produce tal degradación personal que se alteran
las relaciones con otros grupos, aumentado su aislamiento y marginación. Se produce la pérdida del rol que el enfermo desempeñaba en la familia, luego llega el distanciamiento afectivo y
más tarde la desintegración familiar.
Según el papel que ejerza el miembro afectado en la familia, más deterioro va a producir
en las relaciones. Si se trata del cabeza de familia producirá una desestructuración mayor que
si se trata de un hijo. Si es la madre la consumidora, mayor va a ser el rechazo y el deterioro
familiar que si es el padre el consumidor. Se acusará más el abandono de los hijos más pequeños que en muchos casos, y más si falta el otro miembro de la pareja, terminarán en algún
centro de tutela de menores.
El alcohol conduce a actitudes irreflexivas que pueden conducir a conductas de riesgo,
como mantener relaciones coitales durante estados de embriaguez en los que no se empleen
métodos para evitar el embarazo o transmisión de enfermedades venéreas o SIDA.
Como señala Giglio y Kaufman (1990) los hijos son el reflejo de los problemas que hay

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en la familia. Una familia con un miembro alcohólico va a aumentar los sentimientos de inseguridad, ansiedad, depresión, hiperactividad, trastornos de personalidad y conductas antisociales
(hurtos, prostitución, adicción) en sus hijos.
Steinglass et al (1987) aportan un Modelo de Historia de la Vida de la Familia Alcohólica,
a través de 3 fases:
1. Cuando se descubre el problema, la familia o se enfrenta a él o pasa de él. Si lo pasa
por alto el alcohol va a ser el centro alrededor del cual se organizara la vida familiar.
2. La vida familiar gira en torno al alcoholismo adaptándose a él, de esta forma refuerza
aún más la conducta adictiva.
3. La estructura familiar se vuelve rígida de tal manera que la posibilidad de cambio se ve
sumamente mermada a no ser que las necesidades médicas o psicológicas lo hagan
imprescindible (Berjano, 1999).

3.2. PROBLEMAS LABORALES
El alcoholismo merma el rendimiento laboral, tanto cualitativa como cuantitativamente, conlleva
así mismo una mayor accidentabilidad en el trabajo debido a la disminución del rendimiento y
atención. El número de bajas laborales justificadas por trastornos somáticos asociados a la
propia enfermedad alcohólica, y otras no justificadas, son muy abundantes entre los alcohólicos. También se produce una tensión en la relación con los compañeros, los superiores o subordinados que genera malestar en las relaciones laborales.
En los centros de trabajo, y sobre todo en determinadas profesiones (vigilantes, bomberos, mineros, albañiles...) existen determinados factores que pueden potenciar la ingesta de
alcohol, así el estrés, la turnicidad, el riesgo laboral,... lleva a muchos individuos a recurrir al
alcohol como un medio para aguantar la jornada o a evadirse una vez terminada.
En un primer momento, la ingesta de alcohol en el trabajador, provoca la no asistencia
laboral que a la larga puede derivar en una pérdida de empleo. El artículo 54.2 del Estatuto de
los Trabajadores menciona la embriaguez habitual como causa de despido.
La pérdida de empleo o de status laboral, si el cargo deviene en una menor responsabilidad, va a afectar a la familia en conjunto por la degradación personal y económica que conlleva.

3.3. PROBLEMAS LEGALES
El efecto desinhibidor del alcohol se asocia con violencia, homicidios, agresiones sexuales...
También realizar pequeños robos, desfalcos necesarios para obtener el dinero y seguir el con-

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sumo o solventar deudas termina en una situación económica precaria.
Se sabe que el alcohol produce una mayor impulsividad, el individuo necesita más tiempo para reaccionar ante un evento, disminuye la visión y atención, lo que deriva en una mayor
facilidad para la siniestrabilidad en la carretera. Se calcula que una tasa de 0'5grs/l., el riesgo de
accidente aumenta el doble que si no hay consumo, y con 2grs/l. el riesgo es 80 veces más
probable que si no se bebe (Berjano y colb., 1999).
Brevemente expondremos las consecuencias jurídicas que puede conllevar el excesivo
consumo de alcohol; centrándonos en cuatro ámbitos: Civil, penal, social y administrativo.
- ÁMBITO CIVIL:
Cuando la adicción al alcohol interfiere en el libre albedrío de la persona y le impide
gobernarse por sí misma puede constituir una causa de incapacitación legal. El principal efecto es que, previa sentencia, el individuo no puede realizar negocios con plenos efectos jurídicos
(pierde su «capacidad de obrar»).
Dentro del ámbito familiar, es motivo de separación matrimonial (art. 82.4 del Código
Civil) el alcoholismo siempre que el interés del otro cónyuge o el de la familia exijan la suspensión de la convivencia.
Es causa de nulidad matrimonial si se demuestra que uno de los contrayentes prestó
su consentimiento bajo los efectos del alcohol ya que el principal requisito para que exista un
matrimonio válidamente constituido es que aquel se preste libremente (art. 45 del CC.).
Puede dar lugar a la privación, total o parcial, de la patria potestad sobre los hijos si el
consumo supone el incumplimiento de los deberes inherentes a la misma (cuidar de los menores, alimentarlos, educarlos, procurarles una formación integral, representarlos y administrar
sus bienes); los Tribunales podrán acordar la recuperación de la patria potestad cuando cese la
causa que motiva la privación.
- ÁMBITO PENAL:
El consumo de alcohol puede operar como eximente o atenuante a la hora de establecer la pena de un delito, dependiendo de si el grado de intoxicación etílica impidió al individuo
comprender la ilicitud de su hecho (eximente) o mermó sus facultades volitivas de tal forma que
aún teniendo percepción del acto ésta se encontraba (atenuante). Lo dicho no es de aplicación
si se aprecia que la embriaguez fue un estado deliberadamente provocado para delinquir.
Conducir bajo los efectos del alcohol puede ser constitutivo de un delito contra la seguridad del tráfico, tipificado en el art. 379 del Código Penal.
- ÁMBITO SOCIAL:
Es motivo de despido disciplinario (art. 54 del Estatuto de los Trabajadores) la embriaguez habitual si repercute negativamente en el trabajo.

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Los convenios colectivos pueden establecer sanciones para aquellos trabajadores que
consuman bebidas alcohólicas dentro de la empresa, en horario de trabajo, etc.
- ÁMBITO ADMINISTRATIVO:
Existe una prohibición de vender bebidas alcohólicas a menores de edad; la prohibición
afecta tanto a los centros comerciales como a otros establecimientos abiertos al público (discotecas, bares, etc.). Se trata de un ilícito administrativo sancionable con multa. Según la graduación alcohólica de la bebida, para poder adquirirla en establecimientos públicos, se requerirá
ser mayor de dieciséis años o de dieciocho.
La conducción de un vehículo a motor superando unas determinadas tasas de alcohol en
sangre puede conllevar una sanción de tráfico, la cual, como se explica en el capítulo de Legislación y Drogas, es incompatible con el ilícito penal antes citado.

4. PREVENCION DEL ALCOHOLISMO
4.1. EDUCACIÓN SANITARIA
Los profesionales de la salud son los que ofrecen más cualificación para trasmitir una información adecuada del problema del alcohólico. Están en contacto con personas que buscan soluciones a un problema de salud y es el momento para informar aún cuando no sean consumidores de alcohol (prevención primaria). Tienen a mano historias clínicas donde se hacen constar
los hábitos que pueden suponer riesgos para la salud, lo que ayuda a la detección de personas
consumidoras de alcohol (prevención secundaria) y en su mano está evitar un alcoholismo
crónico, reduciendo las secuelas psicológicas y sociales (prevención terciaria).
A pesar de que los profesionales de la salud pueden estar más cerca de realizar prevención, ésta es una tarea de todos. El educar para la Salud va dirigido a todos los individuos,
enseñándoles que la salud es una valor fundamental y que es necesario modificar comportamientos que puedan ser peligrosos, pero también enseñar a adoptar conductas más sanas; por
ello la tarea es doble, prevención de conductas-riesgo y promoción de conductas saludables.
La prevención primaria tiene como objetivo principal no tener la necesidad de los otros
dos niveles de actuación, por ello su función es evitar la aparición de la conducta-problema. La
prevención secundaria se encarga de la detección precoz del problema y para intentar la inserción social y psicológica de la persona dependiente se recurre a la prevención terciaria.
El alcoholismo puede ser considerado como una enfermedad social en su origen por
cuanto es una substancia ampliamente permitida y reforzada socialmente en su consumo. La
sociedad desarrolla y mantiene cierto tipo de conductas que pueden ser conductas-riesgo, por
ello el proceso de socialización cobra especial importancia como mantenedor de ciertos comportamientos que desde la escuela, familia o comunidad conduce al individuo a adoptar deter-

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minados estilos de vida.
Cuando se educa sobre el problema del alcoholismo, hay varios aspectos a tener en
cuenta, por un lado, ofrecer una información adecuada sobre los problemas que conlleva, considerar que el miedo no es buen agente de cambio, la prueba está en las campañas para
prevenir los accidentes de tráfico (ofrecer escenas de muertes sólo resulta eficaz en un primer
momento, como cuando conducimos y nos encontramos un accidente en la carretera, después
se olvida). Lo más importante y difícil es conseguir que las personas se impliquen y se comprometan con el cambio de conducta, para ello, ha de tener conciencia del problema y sentir la
necesidad de cambio. El autoengaño es habitual en el alcohólico, que ve en la bebida la satisfacción de unas necesidades que no sabe cubrir de otro modo. El alcohol se ve como la solución, no como el problema, de tal modo que cuando se aparta de la bebida, se ve sin apoyo,
generándole tal ansiedad que vuelve a consumir.
Las personas del entorno del alcohólico pueden ayudar a motivarlo al cambio, provocando un conflicto entre el beber y las auténticas necesidades, lo que en psicología se denomina
«disonancia cognitiva». En el medio laboral, la motivación puede sobrevenir cuando ve peligrar
el empleo.
Cuando nos encontramos con un sujeto alcohólico, y queremos que opte por la opción
del cambio, una disposición clave por nuestra parte es mantenernos en actitud de escucha y
empatía, evitando discusiones. Se le debe informar de los riesgos y del porqué, eliminar las
dificultades para el cambio, ofrecer alternativas a otras conductas, haciendo que se sienta libre
para escoger, pues es él quien debe responsabilizarse del cambio. Hay que hacer que cobre
fuerza las consecuencias negativas derivadas del consumo, neutralizando los refuerzos que le
puedan llevar a seguir bebiendo.

4.2. POBLACIÓN DE RIESGO
La adolescencia es una edad de riesgo que puede llevar al consumo, debido a que aún no se
han desarrollado los mecanismos internos adecuados para la maduración, aunque no todo
inicio se produce por la falta de recursos emocionales, también son sensibles a la presión
social.
Se ha demostrado que el adolescente en su búsqueda de identidad es sumamente
influenciable por los medios de comunicación y sobre todo por la pandilla. El grupo de amigos
es un claro instigador al consumo. El joven pasa mucha parte de su tiempo en bares, pubs,
discotecas... donde el alcohol se presenta como algo habitual asociado a integración y disfrute.
Diversos estudios han constatado que los hijos varones de padre alcohólico son una
población de mayor riesgo de alcoholismo, pero llegado a este punto cabría preguntarse si ese
riesgo se deriva del «modelado» que ejerce el padre alcohólico sobre el hijo o si se debe a la
propensión genética, teoría que se basa en el déficit de serotonina que las personas bebedores

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presentan; la bebida corrige esa deficiencia actuando sobre el metabolismo de ese
neurotransmisor acelerando su actividad, de esta manera el consumidor se encuentra bien
cada vez que bebe y lo sigue haciendo para mantener ese bienestar perpetuando un ciclo de
adicción.

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UNIDAD
DIDÁCTICA

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DISPOSITIVOS ASISTENCIALES
1. INTRODUCCIÓN
Antes de proceder a la descripción de los diferentes dispositivos asistenciales para atender la
demanda de las personas drogodependientes, vamos a definir unos cuantos términos que nos
serán de utilidad a la hora de entender el complejo fenómeno de la adicción a las drogas. No se
trata de una información exhaustiva sino general.

1.1. QUÉ ES DROGA
Según la Organización Mundial de la Salud droga «es toda sustancia que introducida en un
organismo vivo puede modificar una o más funciones de éste», y drogodependencia el «estado
psíquico y en ocasiones también físico, debido a la interacción entre un organismo vivo y una
sustancia química que se caracteriza por modificaciones del comportamiento y por otras reacciones, entre las que siempre se encuentra una pulsión a consumir la sustancia de forma continua o periódica con objeto de volver a experimentar sus efectos psíquicos y en ocasiones de
evitar el malestar de su abstinencia. Este estado puede acompañarse o no de tolerancia».
Las drogas actúan sobre el Sistema Nervioso Central, encargado de controlar y coordinar los órganos y funciones del cuerpo. Estas sustancias generan dependencia psíquica, física
o ambas; además de modificar el comportamiento, los sentimientos y las sensaciones.
Dentro de este tipo de sustancias podemos distinguir entre las que afectan somáticamente

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(cortisona, penicilina, sulfamidas...) y las que afectan no sólo somática sino psíquicamente,
modificando los estados de ánimo y conciencia y la percepción.
SÍNTOMAS DE UNA DROGODEPENDENCIA
Los síntomas que pueden darse cuando existe una drogodependencia son:
- Hay una pérdida de control sobre el uso de la sustancia, por lo que se utiliza aún a pesar
de los efectos negativos para el organismo.
- Hay una necesidad imperiosa de conseguir la sustancia.
- Parte importante del tiempo se dedica a conseguir la sustancia para su consumo.
- Se abandonan las actividades sociales y laborales.
- Puede existir tolerancia.
- Puede desarrollarse el síndrome de abstinencia.

1.2. CONSUMIDORES
Consumidor es el individuo que introduce por vía introvenosa, oral o aspirada alguna sustancia
considerada droga en su organismo. Puede tratarse de un consumidor ocasional, cuando usa
una o más drogas de forma circunstancial; o de un consumidor habitual, cuando su vida gira
alrededor de la dosis diaria necesaria. Normalmente todo consumidor es un politoxicómano, ya
que usa más de una droga en diferentes momentos o bien las mezcla para que los efectos sean
mayores.

1.3. TOLERANCIA
Cualidad que posee el organismo de habituarse a un determinado fármaco de tal modo que
para obtener los mismos efectos y sensaciones de bienestar o placer se necesitan dosis superiores.

1.4. DEPENDENCIA
La dependencia es la relación que se da entre el consumidor y las drogas que toma. Es un
esquema de comportamiento en el que se concede una absoluta prioridad a la obtención del
objeto del cual se depende, en relación con otros comportamientos que con anterioridad se
consideraban más importantes. Así, una persona es dependiente de una o varias drogas cuando precisa tomarlas de forma continuada para experimentar los efectos psíquicos y físicos que
le producen, evitando la sensación de malestar que causa la falta de droga.
Hay dos tipos de dependencia:

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-Dependencia física:
El organismo de la persona se ha habituado de tal manera a la utilización de la sustancia
o sustancias objeto de dependencia que la retirada de ésta o éstas ocasiona un conjunto de
síntomas orgánicos más o menos intensos conocidos como «Síndrome de Abstinencia».
-Dependencia psíquica:
Con este término designamos el deseo compulsivo de ingerir una o un conjunto de drogas con el fin de saciar el estado de inquietud e insatisfacción interior que el individuo que la
padece atribuye a la no ingestión de estas sustancias.
Ha habido grandes controversias sobre el hecho del tipo de drogas que producen dependencia física, psíquica o ambas. Con el fin de aclarar posibles dudas sobre este particular consideramos de utilidad incluir los criterios diagnósticos que facilita la Asociación de Psiquiatría
Americana en su manual diagnóstico y estadístico, el cual es utilizado como guía por la mayoría
de profesionales al servicio del estudio y tratamiento de la mente y los trastornos psicólogicos.

1.4.1. CRITERIOS PARA EL DIAGNÓSTICO DE DEPENDENCIA DE SUSTANCIAS PSICOACTIVAS DEL MANUAL DIAGNÓSTICO Y ESTADÍSTICO
DE LOS TRASTORNOS PSIQUIÁTRICOS (DSM IV).
A) Como mínimo, tres de los síntomas siguientes:
1) Necesidad de aumentar la cantidad de la sustancia para conseguir la intoxicación o el efecto
deseado. El efecto de las mismas cantidades de sustancia disminuye con su consumo continuado.
2) Síntomas de abstinencia característicos (véase los síndromes específicos de abstinencia en
los trastornos mentales orgánicos inducidos por sustancias psicoactivas).
A menudo se consume la misma u otra sustancia parecida para aliviar o evitar los síntomas de
abstinencia.
3) Con frecuencia, el uso de la sustancia se hace en mayor cantidad o por un período más largo
de lo que el sujeto pretendía.
4) Un deseo persistente, o uno o más esfuerzos inútiles para suprimir o controlar el uso de la
sustancia.
5) Una gran parte del tiempo se emplea en actividades necesarias para obtener la sustancia o
consumirla (por ejemplo, fumando en cadena), o recuperarse de sus efectos.
6) Reducción considerable o abandono de actividades sociales, laborales o recreativas a causa
del uso de la sustancia.
6) Uso continuado de la sustancia a pesar de ser consciente de tener un problema psicológico
o físico, persistente o recurrente, que está provocado o estimulado por el uso de tal sustancia
(por ejemplo, el sujeto sigue consumiendo cocaína a pesar de que provoca depresión o de

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tener una úlcera que empeora con el alcohol).
B) Algunos de los síntomas de la alteración han persistido durante un mes como mínimo, o han
aparecido repetidamente a lo largo de un período prolongado de tiempo.

1.5. SÍNDROME DE ABSTINENCIA
Conjunto de síntomas orgánicos (malestar, dolores, trastornos más o menos graves) que presenta un organismo habituado a una determinada droga al ser ésta suspendida bruscamente.
Este síndrome se presenta cuando la persona tiene dependencia física de la droga, ya que la
dependencia psíquica no produce malestares en el organismo.
El síndrome de abstinencia del alcohol se llama «delirium tremens» y puede resultar
grave al dejar de consumir esta sustancia. La intensidad de síntomas varía en función del tipo
de sustancia, la cantidad consumida y los factores personales de cada individuo.

1.6. HÁBITO
Facilitación que la repetición de una determinada conducta produce en la realización de otras
idénticas debido a la mecanización e interiorización de los actos que conlleva.
En el caso concreto del uso de determinadas drogas, hábito constituye la mecanización e
interiorización del hecho de consumirlas sin que intervenga la reflexión.
Hay una serie de elementos que influyen en la adquisición del hábito:
- Refuerzo que la adquisición del hábito proporciona en sí mismo al reducir el esfuerzo
que toda acción hecha deliberadamente conlleva.
- El vacío interior que el hábito consigue llenar, al menos temporalmente y del que la
adquisición del hábito es síntoma.
- Las incomodidades que conlleva interrumpirlo.

1.7. RIESGO DE USO
La edad, las circunstancias personales, la composición química de la sustancia, etc. son determinantes para que se genere una dependencia; por lo que no todas las personas corren el
mismo riesgo de ser adictas, aunque determinados usos por sí mismos pueden ocasionar problemas: Conducir ebrio, peleas, la mezcla de varias drogas o con alcohol, daños al feto, etc.

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Los factores que influyen en el riesgo de uso de una droga son:
- La composición química de la sustancia.
- Las características de la personalidad y circunstancias personales del individuo.
- Las condiciones socioculturales: Presión de grupo, facilidad para su adquisición, etc.

2. NOCIONES BÁSICAS ACERCA DE LA
ANATOMÍA Y FUNCIONAMIENTO DEL
SISTEMA NERVIOSO
El sistema nervioso humano es el encargado de integrar toda la información tanto del exterior
como del propio organismo, a la vez que controla y unifica la actividad del mismo. Éste se divide
en Sistema Nervioso Central, que comprende la masa nerviosa albergada en el cráneo y la
columna vertebral, es decir, el cerebro y la médula espinal; y el Sistema Nervioso Periférico que
comprende dos tipos de fibras, las sensoriales o aferentes, que son las encargadas de llevar la
información a las estructuras nerviosas centrales, y las motoras o eferentes que son las encargadas de enviar las órdenes centrales a los músculos y glándulas del organismo.
El Sistema Nervioso Periférico se divide a su vez en Somático (encargado de regular la
relación con el exterior), y Vegetativo o Autónomo (encargado de regular la actividad visceral).
El Sistema Nervioso Vegetativo o Autónomo inerva la musculatura lisa, el músculo cardíaco y las glándulas implicadas en las respuestas de tipo autónomo como el lagrimeo, el sudor,
la actividad del estómago o del corazón, etc..., que comúnmente se relaciona con la conducta
emocional. Existen dos divisiones del sistema nervioso autónomo: La simpática y la parasimpática.
La activación del sistema simpático produce contracción de las arterias, aceleración del
corazón, inhibición de la contracción y secreción del estómago, dilatación de las pupilas..., reacciones éstas que se producen para movilizar las reservas corporales en caso de emergencia,
mientras que la activación del parasimpático produce dilatación de las arterias, inhibición del
corazón, contracciones y secreción del estómago, constricción de las pupilas... reacciones tendentes a conservar y almacenar las reservas del organismo, es decir, poseen un efecto restaurador.
La unidad básica estructural y funcionalmente del sistema nervioso, es la neurona, la cual
tiene dos partes diferenciadas, el cuerpo celular (formado por el núcleo y las dendritas), y el
axón. Las neuronas entran en contacto entre sí a través de las dendritas y las ramificaciones de
la parte final del axón, recibiendo este contacto el nombre de sinapsis; al espacio que queda
entre ambas células se le llama espacio intersináptico.


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